CAFÉ EXPRESSO

Agosto 24 2016

 

 

Ver este smile desconfiado aqui no topo do blog já me aborrece. O smile e o assunto. É por isto e pela necessidade de escrever um bocadinho que agora aqui estou.

 

Começarei por dizer uma coisa ou outra sobre as férias. Tive umas férias descansadas. Cheguei mesmo, em um dos dias, a dormir até às três da tarde. Um escândalo. Um escândalo para mim - que mais ninguém ficou escandalizado. Detesto levantar-me cedo. Mas não gosto de estar na cama depois das onze AM. A não ser que tenha um muito bom motivo. Seja como for, creio que foram os ares. Muito oxigénio na serra.

 

A propósito de oxigénio, da minha casa pude ver o Gerês em chamas. Parte. Uma pequena parte. Graças a Deus.

 

Por outro lado, comprei um anel e uns brincos de Viana (em prata, not gold). Pequenos. Os brincos. O anel é de tamanho normal. Creio que agora se usa um bocado este tipo de peças. Não que me importe muito o que se usa. Mas de vez em quando fico interessada. Isto se gosto das coisas, é claro.

 

Também nadei com o meu cão. Por isso a fotografia supra colocada. Foi divertidissimo.

 

De volta ao trabalho, refiro que tenho trabalhado pouco. Mas com os dias a passar, devo entrar no ritmo. O que me chateia são as pessoas. O meu primeiro psicoterapeuta também era desta opinião. Dizia-me ele que adorava estar com os seus pacientes. E era só. No entanto, não me apetece estar para aqui a falar sobre isto. Apetece-me mais falar sobre coisas positivas. Assim, devo dizer que ontem jantei indiano e que estava delicioso.

 

Hoje, à hora de almoço, passei por um doente mental que puxou o cuspo ao pé de mim. Achei que ele me ia cuspir em cima. Fiquei a pensar sobre o que faria caso isso sucedesse. Não teria outro remédio senão limpar-me e não dizer nada. Afinal era um doente mental. Mas nada disso aconteceu e pude prosseguir em direção à farmácia para comprar as minhas Nicorette sabor a menta fresca. Por causa delas fumo apenas sete cigarros por dia e não sinto a falta de mais. Ao que parece, o organismo consegue processar até oito cigarros por dia. Portanto, devo estar já salvaguardada. Não obstante, vou deixar de fumar totalmente.

 

Por agora não tenho mais nada a dizer.

publicado por Cat2007 às 16:38
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Agosto 04 2016

 

Relativamente às pessoas desconfiadas, parece que nos estão sempre a pôr em causa. Esta é a primeira sensação que me fica. Depois há a impressão que estamos a ser vigiados numa base de regularidade. O que é extremamente desagradável, como se compreende. Por outro lado, os desconfiados tendem a fazer juízos precipitados sobre as situações e especialmente sobre as pessoas. Normalmente pensam pelo lado pior, criando, assim, em si uma má imagem dos outros. Depois atuam em conformidade, sendo capazes de criar verdadeiros infernos à sua volta. Ruidosos ou surdos-mudos. Deste modo, uma pessoa nunca pode estar muito descansada ao pé de um desconfiado.

 

Gosto sempre de saber a causa das coisas. Por isso ponho-me agora a questionar sobre as razões pelas quais os desconfiados são desconfiados. E inclino-me para o trauma. O trauma é um tipo de dano emocional que ocorre como resultado de um algum acontecimento. Pressupõe uma experiência de dor e sofrimento emocional ou físico. Como experiência dolorosa que é, o trauma acarreta uma exacerbação do medo, o que pode conduzir ao stress, envolvendo mudanças físicas no cérebro e afetando o comportamento e o pensamento da pessoa, que fará de tudo para evitar reviver o evento que a traumatizou (para mais esclarecimentos vide Wikipédia).

 

publicado por Cat2007 às 16:27
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Agosto 01 2016

 

 

 

Sobre factos constroem-se afetos. Entrar em negação consiste em reconstruir sobre um determinado afeto (sentimento) uma ideia diferente daquilo que o afeto é, dando origem a afetos diferentes e a ideias novas. Portanto, a realidade passa a ser outra. Embora os factos verdadeiros não se apaguem. E, de vez em quando, surjam à mente, como intermitências de luz. Não obstante, é possível ir vivendo sem o drama de ter que encarar de frente a luz do sol. Porque não é da luz do sol que se trata. Mas de pequenos pirilampos a piscar no espírito durante a noite.

 

publicado por Cat2007 às 15:59
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Julho 29 2016
 
 
 

Pessoalmente cansam-me as mentiras constantes. Não consigo aceitar que um olímpico mentiroso vive num universo paralelo onde a verdade é tudo aquilo que ele inventa. Apesar de ser verdade. Não consigo “engolir” tal alienação. Por isso, perante um mentiroso, faço sempre (estupidamente) um supremo esforço de triagem entre o verdadeiro e o falso. A ver se consigo manter a relação em bases mais ou menos saudáveis. O que, como se sabe, não é possível.

 

Normalmente, as mentiras incidem sobre o que se possui e não se tem.

 

Falo daqueles mentirosos que começam por dizer uma mentirinha aqui e outra ali só para se afirmarem e que, no fim, já mentem por tudo e por nada. O vício instala-se como se andassem a consumir uma droga dura.

 

Uma vez disseram-me que foram de mota (numa grande mota que não existia) até ao Algarve e voltaram numa manhã sem qualquer motivo aparente e apenas porque sim. Enfim, isto não está muito bem explicado. Para o que interessa, é de anotar que era mentira, sendo certo que o drama (para mim) consistia em não se entender o porquê desta mentira. Lembro-me que me senti esmagada. E idiota. Foi dos casos mais graves que conheci. Tive que me “pirar”.

 

Estão excluídas destas considerações as pessoas que mentem numa base normal de acordo com os padrões normais de conduta exigíveis em sociedade.

 

As pessoas que não mentem de todo também não são igualmente boas da cabeça. Ou então são mal formadas. Uma pessoa tem de se proteger em primeiro lugar. E também tem de proteger os outros, muitas vezes em primeiro lugar também. Dizer sempre a verdade às pessoas é uma estupidez em alguns caos e, muitas vezes, noutros casos, magoa a sério. É sabido.

 

Mas enfim, isto tudo é porque, mais uma vez, me andam a mentir sobre a disponibilidade recursos materiais e recursos intelectuais acima da média. Parece que é a minha sina.

 

publicado por Cat2007 às 16:42
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Julho 25 2016

 

Houve tempos em que achava isso. Achava-me, sem confessar a ninguém, interessante. Porque me considerava uma pessoa bastante introspetiva e que, portanto, acreditava que sabia falar das ditas “coisas mais profundas”. Com efeito, houve uma altura na vida em que eu me via capaz de fazer uma análise a tudo, falando (imenso) de assuntos variados com a dita profundidade (que me surgia, evidentemente, da prática da introspeção). Devo dizer, que no meio de tal convencimento, valia-me algum sentido de humor e o interesse sincero pelas outras pessoas. De outro modo, seria talvez proscrita dos ciclos normais onde me movimentava. Dado que era, como resulta evidente, um bocadinho chata e tinha necessidades de afirmação perante os outros.

 

Espero estar diferente. Hoje em dia. Pelo menos, falo muito menos. E também não me quero afirmar em coisa nenhuma. É claro que, tendo sido uma arrivista profissional do espírito e da mentalidade, nos termos expostos (ou seja, uma chata com necessidade de afirmação), sou bastante sensível a pessoas com idêntico perfil. Sensível no sentido de ficar com os nervos em franja. O que, penso, é compreensível.

 

 

publicado por Cat2007 às 16:22
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Julho 22 2016

 

Hoje resolvi pôr um vestido curto. E um maluco decidiu baixar-se para ver melhor as minhas pernas. Confesso que não me sinto totalmente à vontade. Na verdade, quero ir para casa tirar este vestido curto. Estas coisas têm a ver com a personalidade das pessoas. A minha personalidade é mais calças. No entanto, fiz uma compra em série de vestidos. Este que trago hoje é o mais curto. Tão curto, que tenho que estar sempre a puxar a malha para baixo. No entanto, como disse, comprei uma pequena quantidade de vestidos. Trata-se de me obrigar a mudar. Estou numa fase em que me é importante mudar. Porque estava muito parada. Agarrada ao meu espaço de conforto. Já mudei algumas coisas. Para começar, não fumo mais do que sete cigarros por dia. E agora, pelos vistos, uso vestidos. Eu que detestava vestidos, embora não saias. Sucede que não comprei nenhuma saia. Só vestidos, como disse. Também, ando com vontade de me meter na praia. E, confesso, não estou preocupada com os malefícios do sol. Só porque andei muito tempo preocupada com os malefícios de muitas coisas. E a pensar que podia apanhar doenças. Não. Não sou hipocondríaca. Apenas fiquei muito surpreendida pelo facto de a minha mãe ter sido “apanhada” por um cancro. O que me fez pensar que, qualquer dia, é a minha vez. Disparates! Ainda que assim seja, e se assim for, acontecerá o que tiver que acontecer. E é uma estupidez andar preocupada. Na verdade, isto já me está a passar. Foi o trauma. Assim, não quero mais pensar em doenças graves. Como o cancro de pele. E por isso vou até ao sol.

publicado por Cat2007 às 16:25
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Julho 10 2016

 

De regresso da minha primeira parte das férias deste ano.

 

Venho bronzeada porque fiz praia. E tive pouco cuidado com o sol. Bem sabendo que é uma estupidez. Até me está a cair a pele do ombro direito.

 

No dia 7 fui a um restaurante onde se comia muito bem. Também, os empregados, eram muito simpáticos e profissionais. A envolvente deste restaurante é irreal, by the way. Sobretudo à noite. A certa altura, um senhor contratado começou a cantar a partir do relvado. Estavam duas inglesas de meia-idade na mesa ao lado da nossa. Começaram a cantar com ele. Elas sentadas na sua mesa e ele de pé no relvado, como já estava. Deviam ser cantoras líricas. As vozes poderosas tomaram conta da noite. Diverti-me muito. Aliás, toda a gente no restaurante se divertiu muito.

 

Também joguei ténis duas vezes por dia. Houve dias em que joguei muito bem e houve dias em que joguei muito mal. Tem a ver com a concentração. Jogar ténis a pensar noutras coisas não é um bom método.

 

Verifico que estou a escrever este texto como se fosse uma redação encomendada por uma professora do primeiro ciclo sobre as férias. É aquela coisa de querer contar as coisas.

 

E continuando a contar as coisas, sempre digo que, mesmo assim, não desliguei de Lisboa. Lisboa é a minha referência de vida. Nasci aqui. É aqui que se situam os meus ninhos e os meus nichos. Estou contente por regressar a casa.

 

 

 

publicado por Cat2007 às 12:23
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Junho 25 2016

 

Hoje vou ao cinema ver a “Dory”. É um género animação comédia que faz o meu género. Vou a uma sessão cedo porque quero estar em casa à hora do Portugal-Croácia. Agora, podia falar um bocadinho da seleção. Mas não me apetece. Gosto muito de futebol. Mas detesto falar de futebol.

 

Estou a pensar ir às festas do “colete encarnado” em Vila Franca de Xira. A ideia surgiu porque há uma pessoa no Grupo Café Expresso que costuma anunciar os eventos que se passam em Vila Franca de Xira. De resto, há alguns anos já lá estive e gostei muito. Porque gosto de cavalos sobretudo.

 

Tenho o carro a arranjar. Porque os hidráulicos da capota avariaram. Seja lá o que isso for. Estou um tanto aborrecida porque agora estou sem carro. Sempre temi que a capota avariasse. Nas minhas fantasias, ela iria ceder no meio do percurso de abrir ou fechar e depois eu tinha que andar com o carro com a capota meio aberta. O que é uma vergonha. Ter um descapotável é uma vergonha. Devo dizer. Porque as pessoas não resistem a deitar uma olhadela nos sinais. E eu fico sem saber onde me meter. Para dizer a verdade, estou um bocadinho farta deste carro. Só tem dois lugares. Para além da questão da vergonha de que falei. Já por isso raramente abria a capota. O que terá provocado a avaria nos hidráulicos. Não sei se, ao dizer estas coisas, não estarei a passar uma ideia errada. Do género, a tipa está a exibir-se porque tem um descapotável. Mas juro que não. Eu raramente abria a capota, sublinho. Também tinha a fantasia de ir de capota aberta e o carro avariar por qualquer motivo. Então, pensava que é humilhante ter um carro exibicionista avariado. Enfim. Queria o carro de volta mas é porque me faz falta. E não para andar ai de cabeça ao vento. Embora, evidentemente, o vá fazer. Uma vez ou outra. Para não passar muita vergonha. Na verdade, eu gosto de descapotáveis mas é nos outros. Como se gosta dos filhos dos outros.

 

De resto, vou agora encher uma pen de música para levar para o carro quando estiver pronto. Lá está. Quando se tem um descapotável também é preciso ter cuidado com a música. A altura a que se ouve. Convém ouvir baixo. Senão parece que estamos no meio de uma banca de sardinhas nas festas da cidade de Lisboa ou do Porto.

 

Resta dizer que nunca o carro avariou com a capota aberta. E também que, desta vez que a capota se estragou, ela não chegou a abrir. Portanto, nunca se concretizaram as minhas mais negras fantasias descritas. É bom ser contrariada pelo destino. Eu que tenho sempre as piores expetativas.

 

Uma vez uma amiga minha disse-me que eu pensava da maneira que me dava mais jeito para não sofrer muito na hora das notícias. A verdade é que eu ando sempre metida em coisas de sim ou não. Por isso estou sempre a aguardar notícias.

 

publicado por Cat2007 às 12:34
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Junho 22 2016

 

Gostava de escrever alguma coisa com alguma piada. Mas sei que não vai acontecer. Há pouco estava um tanto melancólica e travada de pensamentos. E fui ouvir umas sinfonias de Mozart. Fiquei mais bem-disposta. Entretanto, o disco acabou e resolvi colocar Chopin nos meus ouvidos. Neste momento estou com Chopin nos meus ouvidos. E acabou-se a boa disposição. São os Noturnos. Até estou a ficar um bocadinho angustiada. No entanto, já passou para ai uma meia hora e eu não tiro o disco. Parece que gosto de sofrer. Porém, agora que estou a dizer isto, e vejo a estupidez, decido que vou já tirar e voltar às sinfonias. Só um momento. Pronto. Já está. De facto é outra coisa. É para cima. Plena de energia. Faz lembrar o sol e passeios ao sol e a rir. Se não fosse o Mozart, eu não estaria aqui a escrever. Como se depreende do que atrás ficou dito. De qualquer forma, não tenho muito mais a dizer por agora. Pelo que vou ficar por aqui.

 

publicado por Cat2007 às 23:31
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Junho 20 2016

 

 

A esperança é um sentimento muito parecido com a fé. Porém, apenas aparentemente. A fé é uma crença irracional na produção de um evento de muito difícil concretização. A esperança difere da fé no ponto em que, sendo utilizados mecanismos racionais, ela como que fica manchada por laivos de pessimismo realista. Por isso, a fé pode levar a crença ao ponto de esta incidir sobre a possibilidade de produção de milagres. Enquanto a esperança exclui o milagre do seu espetro. Acresce que a esperança se baseia num não acreditar que constitui precisamente o oposto da crença que dá substancia à fé. Porque a esperança é uma expetativa sobre uma possibilidade diminuída de facto ou considerada diminuída.  

 

Em face do exposto, devo referir que no meu viver regular e contínuo sou uma pessoa de esperança. Racional e pessimista, portanto. E, no entanto, acredito em Deus.

 

publicado por Cat2007 às 00:07
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