CAFÉ EXPRESSO

Novembro 30 2016
 

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Durante o almoço fiquei a saber que b costuma ir jogar paddle com A. Ora se A está muito acima de b, apesar de b ser mais alto do que A, isto não é normal. Com efeito, não faz sentido, no paddle e em outros jogos, que um dos jogadores esteja a atirar bolas lá de muito alto para o outro tentar apanhar. O mais natural é que b perca os jogos todos. E, assim sendo, pergunta-se: qual é o interesse de A em jogar paddle com b? É que entende-se muito bem que b tenha interesse no jogo nestes termos porque está a tentar evoluir, sendo certo que, de vez em quando, também pontua. Mas, repete-se, então e A? Bem, A gosta de ganhar. Não importa em que circunstâncias. A está habituado a ganhar. E a ser felicitado por isso. E é para isto que b lá está. Para perder e felicitar A por lhe ganhar sempre. Acresce, por outro lado, que A precisa de ter companhia para jogar paddle. Porque não se pode jogar o jogo sozinho, uma vez que não é uma paciência. Nestas circunstâncias, A só joga com b quando outras letras maiúsculas do abecedário não estão disponíveis porque, por exemplo, foram todas para o scrabble.

 

Sem rejeitar a ideia de que possam nascer e frutificar afetos entre A e b por causa da convivência no paddle, tenho que dizer que estas coisas não servem para mim em nenhum dos papéis. Em primeiro lugar, porque não gosto nada de paddle (creio que estraga o ténis), em segundo lugar, porque vi O Sentido da Vida e, em concreto, aquele patético jogo de rugby realizado entre professores e alunos e em terceiro lugar porque nunca iria a Roma para ver o Papa, quanto mais beijar-lhe a mão.

 

publicado por Cat2007 às 16:14
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Novembro 29 2016
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Hoje esqueci-me de tomar a segundo café da manhã por volta das dez. Comecei a trabalhar bem mas depois a coisa deu-se. A quebra. Assim, veio a desconcentração. A seguir o alheamento. E depois os pensamentos negativos.

 

Porém, na verdade, só a desconcentração tem a ver com a falta de cafeína. De resto, o resto tem a ver com um problema chato. De facto, quando não consigo segurar o pensamento positivo, fico alheada e pessimista. É claro que, se os níveis de cafeína estivessem no ponto certo, as coisas não seriam assim tão más.

 

Mas uma vez que foram, ou seja, uma vez que me esqueci de tomar o café, aconteceu-me uma coisa quase inédita. Partilhei a minha questão com outra pessoa. E ouvi uns quantos conselhos. Tudo coisas que me deixaram mais preocupada ainda. No entanto, foi-me transmitida uma certa energia. Assim, resolvi dar passos no sentido da solução das coisas. E dei. No entanto, sublinho, o problema de partilhar os problemas é que eles como que se materializam no ato, parecendo assim que ficam mais consistentes e também maiores.

 

Certo dia fui com uma amiga que bebia muito a uma reunião de AA. Não me lembro de muita coisa que por lá ouvi. Mas houve algo que me ficou no ouvido. Todos os AA que partilharam disseram que, na fase da vida em que bebiam, não abriam o correio.

 

publicado por Cat2007 às 16:11
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Novembro 28 2016

 

Ter um blog é, antes de mais, um prazer. Para quem gosta de escrever. Acho eu. É por isso que não custa chegar aqui e preencher os espaços diários em branco (embora eu não aqui venha diariamente). Quando era miúda, se estava com algum problema para resolver, escrevia. Escrevia sobre as minhas dúvidas essencialmente. Isto costumava dar-me à noite. Depois de escrever sentia um alívio tal que ia logo dormir. Mais tarde rasgava os papéis escritos. Porque o assunto estava resolvido. Normalmente, não relia nada.

 

Neste blog faço mais ou menos o mesmo exercício. Com efeito, escrevo sobre tudo o que me preocupa, apenas não o faço de forma direta em relação a algumas questões. Em geral, não gosto de partilhar os meus problemas. Só os meus pontos de vista. Assim, não venho para aqui desabafar. Embora o possa fazer de vez em quando.

publicado por Cat2007 às 16:58
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Novembro 24 2016

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Hoje é dia de terapia. Dantes costumava contar tudo o que se passava em cada sessão. Certa vez fui confessar isso ao terapeuta. E levei um esculacho. Não era suposto andar a refletir com as outras pessoas aquilo que tratava ali dentro. Senão a terapia não tinha eficácia nenhuma. É que, daquele modo, estava a impedir que se estabelecesse a necessária relação de intimidade, especialidade e, sobretudo, de afeto, entre mim e ele.

 

Encaixei e mudei de atitude. Nunca mais contei os detalhes todos da sessão. Agora só revelo uma coisa aqui e outra ali. Assim, desde que me alterei, sucedeu o que era pretendido. Nasceu uma relação de afeto com o terapeuta.

 

Tudo o que tenho para partilhar é dito à terapeuta (agora é uma porque ele morreu, como é sabido). Nesta conformidade, não tenho nada a ventilar com terceiros. Coisa que irrita um bocado as pessoas. Nem todas mas algumas. Especialmente aquelas que não conseguem resistir à necessidade de desabafar sobre tudo e mais alguma coisa.

 

Eu nunca fui dessas pessoas. Sempre me mantive discreta e contida. Se contava o que se passava nas sessões, também não era para o exercício do desabafo mas para falar das técnicas. Aquilo que aprendia. Por exemplo, uma vez disse-lhe: “Senti-me irritada, não sei porquê, e resolvi sair pela porta fora.”. E ele: “Há sempre uma razão para sentir o que se sente.”. Ora, perante esta revelação, nunca mais achei que as coisas que eu sentia, por mínimas que fossem, não tinham razão de ser.

 

Era este tipo de coisas que eu gostava de partilhar cá fora. Estas aprendizagens. Contava e esperava ensinar assim coisas às pessoas. Achava-me generosa com este procedimento. Acresce que, por outro lado, a minha ideia era refletir em conjunto para dar forma a estas ideias no meu cérebro.

 

Foi até por isto que me virei para ele, uma vez, e lhe perguntei “Podemos mudar o dia da próxima aula?”. Olhou para mim e repetiu: “Aula.”. Bastou o olhar e a palavra. Percebi logo que não era para encarar aquilo como uma aula. É de acrescentar que ele não era de muitas palavras nem de dar respostas a perguntas que eu lhe colocava. Bastava fazer assim como fez.

 

Com efeito, eu fazia tudo para fugir ao afeto. Pois era de afetos que eu tinha medo. Só que, como disse, isso não podia ser porque senão não me curava do meu medo de ficar afetada.

 

Na verdade, na terapia o que eu faço é explicar coisas que vou sentindo e pensando para repor as emoções e, por consequência, os pensamentos em ordem. Trata-se de despejar o saco com maior utilidade.

 

publicado por Cat2007 às 15:04
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Novembro 22 2016
 
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Há uns dias que não apareço por aqui. É porque tenho andado um bocado ocupada. De qualquer forma, cá estou. É para dizer que eu agora não me zango comigo própria.

 

Dentro de um determinado contexto, envolvida e determinada por certos condicionalismos exteriores e interiores a pessoa faz, em cada situação de exigência, o melhor que sabe, bem como aquilo de que é capaz no momento.

 

Eu tive uma reunião que me correu muito mal. Talvez tenha posto uma série de objetivos em causa só porque não estava perfeitamente concentrada e alinhada das emoções.

 

Noutras alturas da vida, teria saído de lá a detestar-me por não ter tido o melhor desempenho. Porque acharia que seria bem capaz de fazer melhor do que foi feito. E seria. Mas não aconteceu. Aconteceu o que foi possível acontecer. A culpa de não estar perfeitamente alinhada não foi minha. Não há culpa nestas coisas. A culpa não é de ninguém. Em abstrato, eu poderia exigir de mim um determinado tipo de comportamento. Sucede que, no concreto, esse comportamento não se verificou. São as emoções que determinam os meus comportamentos. A questão é que estava um bocado ansiosa. E não consegui controlar a ansiedade.

 

Se não consegui foi porque não pude.

 

publicado por Cat2007 às 13:30
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Novembro 16 2016

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As pessoas espertas expelem ideias provenientes de abordagens rápidas e simples sobre as coisas que são efetivamente evidentes, atuando em função disso. Creio que as pessoas espertas são muito rápidas a pensar para o momento. Porque indagam pouco mas sabem muito de tudo um pouco. É a chamada lively intelligence.

 

Eu não sou definitivamente uma pessoa esperta. Sou, aliás, pouco esperta. Porque aprofundo tudo, refletindo sobre todos os ângulos das questões e perco tempo. Com isto acabo por vezes a concluir que muitas coisas não valem a pena. Divirto-me menos e obtenho menos proveitos para mim. Também costumo dar uns tiros no pé.

 

Não estou a querer dizer que sou inteligente. Como se isso fosse obrigatoriamente o outro lado da moeda. Não. Uma pessoa pode não ser esperta nem inteligente, não sendo assim integrável em nenhum dos lados da referida (moeda).

 

Eu uso muito a sensibilidade e a lógica (que é só uma das partes em que se analisa a inteligência), as quais assentam nas minhas emoções e se desenvolvem a partir delas. Claro que, para me sair bem, preciso de estar perfeitamente equilibrada. E nem sempre estou. Porque há alturas em que me sinto farta das coisas.

 

publicado por Cat2007 às 21:51
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Novembro 16 2016

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Estava à procura de uma impressão que tivesse sobre algo para escrever sobre isso. No momento, e não por acaso, ocorre-me que a minha mãe, entre outras características pessoais, tinha o mau vício (na minha forma de sentir) de levantar o tom de voz quando entrava em qualquer sítio tipo uma pastelaria ou uma outra loja qualquer. Queria com isso entabular conversa com alguém que lá estivesse dentro. Falava alto para ver se alguma pessoa apanhava a deixa. Por outro lado, certa vez foi sozinha de autocarro para Braga. Quando voltou trazia na carteira um monte de cartões-de-visita. Estes exemplos podem ilustrar o comportamento normal de uma pessoa sociável.

 

Vem a propósito concretizar que as pessoas sociáveis não estão naturalmente a entregar os seus afetos mais profundos aos outros. O que as pessoas sociáveis fazem é apanhar alguém pelo lado bom, mostrando interesse pelo próximo. O que é importante e louvável.

 

Quando era miúda não sabia o que era ser uma pessoa sociável. Por isso gostava sinceramente de toda a gente. Porque, para mim, toda a gente era impecável. Nesta conformidade, dava-me bem com qualquer pessoa que tivesse acabado de conhecer há um minuto. Depois, naturalmente, desiludia-me. E, evidentemente, a culpa não era das pessoas mas minha. Eu é que construía personagens. A minha primeira desilusão foi logo no 6.º ano com uma colega de turma que, afinal, era interesseira. Tive que me zangar com ela. O que me fez sofrer. Já que tinha desenvolvido um sentimento de amizade importante.

 

Com o passar do tempo, e com o natural acumular de desilusões, fui perdendo o vício de não saber ser sociável, passando, em substituição, a não gostar das pessoas por princípio. É uma chatice, isto de pervagar de um extremo ao outro. Mas acontece. Basta ser magoado a sério algumas vezes. Nestes termos, não consegui interiorizar a ideia de ser sociável. Portanto, continuo a apaixonar-me pelas pessoas. Sucede porém é que demoro o meu tempo.

 

publicado por Cat2007 às 15:05
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Novembro 15 2016

 

Uma pessoa egocêntrica é alguém que só pensa nos seus interesses e desejos. Uma pessoa egoísta é alguém que quer tudo para si e não gosta de partilhar.

 

Quando era pequena detestava profundamente dar um bocadinho do meu bolo, do meu gelado ou do meu chocolate. Também não permitia que vestissem a minha roupa. Hoje em dia reparto as minhas coisas com mais facilidade. Mas não tenho verdadeiro prazer nisso se se tratar da minha cola zero ou do meu chocolate preto. Já a roupa... bem, a roupa… continuo a não gostar de emprestar também. No entanto, passei a minha base de legislação (que levou anos a construir) a toda a gente que me pediu, bem como meti numa pen todos os meus pareceres e dei a uma colega.

 

É igualmente certo que não prescindo do meu espaço e dos meus momentos. Tenho rotinas próprias muito bem delineadas. E nada disto eu estou disposta a partilhar. Doa a quem doer. E eu sei que dói. Só que é uma questão de sobrevivência porque é uma matéria que tem a ver com o equilíbrio pessoal. Mas é também verdade que estou sempre disposta a ouvir e a ajudar as outras pessoas.

 

Os meus irmãos chamam-me egoísta. Creio que, dados os factos meramente  exemplificativos apresentados, eles têm razão.

 

publicado por Cat2007 às 22:06
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Novembro 14 2016

 

Salvaguardados os mínimos de dignidade e conforto a que todo o ser humano legitimamente aspira, tudo o que as pessoas querem na vida é afeto. Mesmo que imaginem que só andam à procura de dinheiro ou de poder. É que com dinheiro ou poder (ou com as duas coisas) pode criar-se uma aparência para o próprio eu. De que se é amado. Em casa e na rua. Assim, as pessoas tornam-se demasiado ambiciosas. Porque são muito carentes.

 

É de assinalar que o grande problema das pessoas mais carentes, aquelas que procuram mais afeto, portanto as que mais buscam dinheiro e poder, é que não sabem dar afeto - é por esta razão que oferecem bens matérias ou jobs (for the boys and girls).

 

Vem a propósito falar de sexo. E a propósito de sexo, lembro um livro do Daniel Sampaio onde estava explanada, sob a forma de depoimento, a história dos afetos de um homem. Este homem, por hábito (que depois se transformou num vício) fazia muito sexo com parceiros diversos. Sobretudo em casas de banho públicas. Segundo o mesmo, o ato sexual, cada ato sexual, era um ato de amor. Era amor vivido infinitas vezes por cada uma das vezes que era praticado. Só uma pessoa extremamente carente vê e sente as coisas assim. Portanto, quanto mais viciado em sexo é um ser humano, mais carente ele se revela.

 

Mas hoje está a lua grande. Assim, é apropriado falar de amor. Amar é uma dependência. Amar é uma independência. Amar é uma dependência porque simplesmente não se concebe viver sem viver ao lado do ser amado. Se ele nos falta, ocorre como que uma ablação na alma. E é muito difícil viver com a alma incompleta. Nos casos mais graves pode-se morrer. Ou, nas situações quase tão graves, pode-se querer sinceramente morrer, o que deixa um ser humanos num estado semelhante a estar morto. Amar é uma independência apenas porque o ser humano fundido noutro ser vai para o mundo sem grandes necessidades. De afeto. Naturalmente.

publicado por Cat2007 às 20:15
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Novembro 14 2016

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Ainda este fim-de-semana fui criticada. Porque as coisas que eu escrevo não são compreensíveis. Um amontoado de palavras. Porque fujo dos assuntos. Porque não explico bem as coisas. Que não dá prazer ler os meus textos. Essas coisas. Tratava-se de uma senhora que queria saber como se faz mal amor e também como se faz bem amor. Coisa que eu não expliquei muito bem num post que escrevi. Porque não vinha a propósito. No entanto, era mais do que isso. Havia qualquer coisa, um sentimento de embirração da senhora em relação a mim que se sentia. E isto é que eu não compreendo. Pois se nem nos conhecemos.

 

Quando andava no secundário, acontecia-me isto. De haver raparigas que embirravam comigo. Só porque eu era um bocado diferente delas. Tinha boas notas e essas coisas e, ao mesmo tempo, era boa no desporto e essas coisas. Também me dava bem com toda a gente e essas coisas.

 

Desta vez foi só porque um amigo do FB resolveu partilhar o meu texto, tendo exprimido a sua admiração (creio que é isto) por ele. A senhora chegou a dizer que eu tenho a cabeça confusa ou qualquer coisa assim do género que queria dizer isto.

 

Em face do que antecede, verifica-se que eu não fui criticada. Mas, antes, alvejada. Pronto. É isto.

 

publicado por Cat2007 às 16:22
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