CAFÉ EXPRESSO

Fevereiro 08 2018

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Uma pessoa que é muito exigente consigo própria é alguém que, a dada altura, acabará por perder a confiança em si?

 

Este foi o meu tema de conversa de ontem. Do outro lado diziam-me, entre outas coisas, o seguinte: “não é falta de confiança. É o seu nível de exigência que é muito alto”. Assim, ao que parece, uma coisa não terá a ver com a outra. Ou seja, é possível ser muito exigente no contexto em que estou a falar, e ao mesmo tempo muito confiante. Aliás, provavelmente uma coisa condiciona a outra se uma pessoa não é uma lunática. Ou seja, é preciso ser confiante para se pedir mais do que a conta. Sobre a conta ou que conta é esta, falarei mais à frente.

 

Creio que o individuo é muito exigente porque designadamente é também muito competitivo - ainda que, na maior parte das vezes, o possa ser apenas consigo mesmo. A questão é que nem sempre dá. Nem sempre se chega lá. Ao patamar escolhido e decidido. E, assim, sendo fica por resolver o problema do individuo competitivo/exigente nas suas relações internas – nas suas relações consigo próprio, quero dizer.

 

Li em qualquer lado que não é mau colocar a fasquia mais para cima porque uma exigência elevada conduz a melhores resultados. É que, mesmo que não se consiga ultrapassá-la, sempre é possível dar saltos mais altos do que os que seriam dados se as exigências fossem de um outro nível.  

 

Quer isto dizer, em suma, que o referido problema das relações internas não terá, então, tanto a ver com as metas que se estabelecem mas mais com a crença de que tais metas podem ser atingidas. No fundo, está aqui em causa saber se cada objetivo proposto é ou não irrealista. De facto, uma coisa é pedir muito outra coisa é pedir de mais.

 

E uma pessoa pede demais quando, em face das circunstâncias concretas e das suas especiais aptidões, sabe que não vai dar porque há uma espécie sistema métrico das capacidades humanas que nunca falha. Dito isto, afirmo também que é crença minha que as pessoas muito exigentes apenas pedem muito e não demais, sendo certo que pedir muito implica quase sempre o recurso às reservas físicas, mentais ou emocionais ou, dependendo do caso, a todas.

 

Mas voltando um pouco atrás, e relativamente àquela questão do pedir muito mas a coisa não se dá, dúvidas não subsistem quanto à frustração que daí advém. Do falhanço. Penso que é necessário ter cuidado. É preciso estar em forma para responder ao que se pede. De outro modo, é melhor não pedir. É, com efeito, neste ponto que bate o problema da confiança. Uma pessoa pode começar a deixar de confiar em si própria se pede, investe e não consegue. Uma, duas, três vezes. Na verdade não importa as capacidades que temos. É mais relevante o momento. Quer dizer, do momento em que estamos depende a nossa capacidade para cumprir os objetivos a que nos propomos. E nem sempre se está em forma. As pessoas que têm o hábito de exigir nem sempre fazem uma boa avaliação destas condições ou pressupostos. Por isso falham e não se perdoam. O que, malgrado as explicações do processo dadas, não faz sentido. Não faz sentido não perdoar.

 

Certa vez ouvi alguém muito inteligente e muito capaz dizer o seguinte: ”eu fiz asneiras naquele momento. Muitas. Falhei em toda a linha. E andei anos sem me perdoar pelos erros cometidos. No entanto, hoje entendo que não fiz melhor porque naquela altura não era capaz. Independentemente daquilo que eu sou capaz”.

 

Resta-me informar que, neste momento, me sinto em plena forma.

 

publicado por Cat2007 às 16:16
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Janeiro 19 2018

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Em vez de se esforçarem, as pessoas podiam só gostar umas das outras. Porque é isso que as outras pessoas procuram nas outras. Que gostem delas. As outras pessoas querem que as outras pessoas gostem delas. Pois. É verdade. É a busca de afeto que nos move a todos. Só que, no meio do caminho, as pessoas deixam de saber isto. E procuram promoções, automóveis e casas. São como beijos e abraços estas coisas para as pessoas.

publicado por Cat2007 às 15:33
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Janeiro 18 2018

 

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As pessoas não querem a verdadeira proximidade. Querem outra coisa qualquer. Talvez fingir que não se sentem sós. Creio que não se pode criar uma proximidade real com alguém com essa facilidade toda. E muito menos com várias pessoas. Primeiro nasce o afecto. Depois cresce o afecto. Seguidamente, consolida-se o afecto. Por fim, é ocupado um lugar fundamental na vida de alguém e na nossa. Nada disto é plural ou colectivo. Quer dizer, tem que ser feito com uma pessoa de cada vez. E exige disponibilidade e dedicação. A este processo dá-se o nome de amizade.

publicado por Cat2007 às 16:58
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Janeiro 10 2018

 

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Nós somos feitos de um património. Mental/emocional, físico e material. Claro que nós só somos mental/emocional e físico. Digo isto porque já ouvi alguém dizer que nós somos aquilo que podemos transportar. Basicamente o nosso corpo em todas as suas aceções. Mas se não estivermos a olhar pelo prisma do transporte, nós somos o que comecei por dizer: nós também somos o que temos. Não por virtude de raciocínios ou avaliações de terceiros mas pelas coisas que a coisa nos faz. O que nos mudam os bens. Melhor, o que fazem os bens de nós.

 

Com exceção das pessoas que não habitam casas, as pessoas habitam casas. Assim, cada um tem a sua casa (que pode ser partilhada ou não). E para que serve a casa? Repouso, recolhimento, intimidade, refúgio, prazer, conforto, lazer.

 

Eu não acho que uma casa esteja desarrumada se as camas não estiverem feitas, se houver casacos pendurados em cima de cadeiras, se houver livros ou discos em cima de uma mesa de apoio, se a manteiga estiver fora do frigorífico… Antes, a casa está marcada pelas experiências humanas a que se destina. É uma casa vivida.

 

As casas não podem estar impecáveis. As coisas nas casas não podem estar sempre nos seus sítios. É importante que existam cabides de pé. Que é para haver alguma roupa abandonada fora dos roupeiros. Já estive em casas com o chão a brilhar. Detesto. Tenho medo de escorregar. Há também umas pessoas que posicionam definitivamente os seus objetos de décor. E eu não lhes posso tocar. Para mim tocar nas coisas é fundamental. Certa vez peguei na mão de uma pessoa e encostei à minha pele do tronco. Toquei na pessoa com a minha pele do tronco. Foi assim que decidi que haveríamos de namorar com toda a certeza.

 

publicado por Cat2007 às 16:16
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Janeiro 05 2018

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Quem tem medo de Virginia Woolf

 

É verdade que os nossos dias são mais ou menos uns iguais aos outros. Todos os dias nos acontecem mais ou menos as mesmas coisas com pequenas variações sem significado. As rotinas matinais dentro de casa. O mesmo caminho de ida e volta. O mesmo posto de trabalho. As mesmas pessoas. E com isto podia dizer-se que a nossa vida não é interessante.

 

Porém, não é assim porque a vida é sobretudo emocional e mental e também temperamental. Apesar de os percursos e os contextos serem os mesmos, é verdade que há sempre novidades em cada dia. Anote-se a este propósito que, por exemplo, numa peça de teatro, os cenários pouco ou nada mudam, assim como as pessoas, e tantas coisas acontecem. Há uma dinâmica imposta pelo texto que faz mover os personagens. Portanto, tudo depende dos textos. De facto, os nossos dias mudam em função daquilo que somos capazes de dizer.

 

publicado por Cat2007 às 17:09
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Janeiro 04 2018

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Tenho um amigo alemão que ignora as pessoas por quem não tem verdadeiro afeto. Também gostava de ser assim. Na verdade, as pessoas que não têm verdadeiro afeto por nós, se se aproximam muito é porque querem alguma coisa. Nem que seja só “despejar o saco”.

 

Eu, infelizmente, exponho-me um bocado a essas pessoas. Sendo certo que não faço o contrário. Ou seja, não peço nada a ninguém e muito menos vou falar de mim a quem quer que seja. Sou, portanto, uma criatura voluntariosa e um tanto parva. Claro que as pessoas que falam imenso delas próprias dizem muito pouca coisa que preste. Dizem muito pouco de si, na verdade. Talvez porque não conhecem da matéria. É tudo exterior. As pessoas que falam imenso de si, falam de si de fora para dentro. Vão ao mundo para se explicarem sem que previamente se permitam à síntese entre o interior e o exterior. É claro que se trata de um tipo de discurso que não interessa a ninguém. E a mim não interessa particularmente. A questão é que ofereço o corpo e a alma ao sofrimento. Como se devesse alguma coisa.

 

Temos que ser humanitários. Se calhar é esta frase que me impele a ficar a aturar. Não nos podemos esquecer que Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar. Isto ouvi eu na igreja. E ouvi também que o Cristo foi morto por nós, devendo nós carregar tamanha culpa e andar para aí na vida a sofrer. É verdade que, resumidamente, a igreja incute-nos a ideia de que não estamos na vida para ser felizes.

 

Bom, mas uma vez definitivamente afastada da igreja, e não de Deus, volto ao que inicialmente estava a dizer. Sou dada a chatices. Permito que as pessoas me importunem. O que é muito mau. Para mim, sobretudo. Porque essencialmente me desgasto. No entanto, o pior destes processos nem é isto. O pior destes processos é que os respetivos responsáveis não dão o devido valor ao que fazem. Ou seja, não assumem uma consciência efetiva de que chateiam imensamente as suas vítimas. Aliás, nem vêm vítimas. Vislumbram, antes, amigos. E têm a distinta lata de imaginar que são gostados. Pois eu digo: sinto um desprezo profundo por todas as pessoas a quem este texto é dedicado.

 

publicado por Cat2007 às 17:44
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Janeiro 03 2018

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Muitas vezes não me apetece simplesmente raciocinar. Lembro-me que a minha mãe também era assim. Quando o pessoal começava com assuntos muito sérios ou áridos, ela distraia-se e respondia qualquer coisa agradável só para não defraudar os ímpetos de quem falava. Pessoalmente também não presto real atenção às coisas que me vão dizendo. Então se for matéria política, ainda menos.

 

Por outro lado, neste momento estou a meio gás por causa das pausas das festas. Ainda me sinto em clima de festa, na verdade. Assim, não quero muito saber das matérias jurídicas ou, dito de outro modo, da ciência dos interesses. De facto, não estou com paciência para andar agora a resolver questões nascidas de interesses (essencialmente materiais) dos outros. Ainda que seja este o meu trabalho e não tenha como me escapar dele. De qualquer maneira, resulta evidente que esta espécie de resistência mental vai passar com as injeções de stress que inevitavelmente deverei tomar nos próximos dias. No problem.

 

publicado por Cat2007 às 16:47
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Janeiro 02 2018

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Em todo o lado se ouve falar nas resoluções de ano novo. E sabemos que há imensa gente, talvez a maioria das pessoas, que se mete nisso. Deste modo, deixam de fumar, iniciam uma dieta, começam no ginásio… entre outras decisões mais sérias. Acho eu.

 

Bem, na verdade, não sei bem que tipo de resoluções tomam as pessoas nesta data. Não sei porque não me interessa ler sobre o assunto, não pergunto a ninguém e, fundamentalmente, não tenho o hábito de assumir resoluções para datas precisas.

 

Eu não tenho datas. Tenho momentos. O meu momento é quando estou de “saco cheio de mim mesma” porque tenho este ou aquele comportamento que se vai repetindo e eu não gosto. Sou de me repetir nas coisas erradas que faço. Na verdade, tenho uma certa tendência para a indolência. Assim, sou de me demorar nos meus comportamentos adversos. Claro que nunca podem ser coisas muito corrosivas ou comprometedoras, bem entendido. Porque desde há algum tempo que a minha autoestima anda bem colocada. Porém, em suma, são atitudes que não fazem bem ao físico ou à alma. Portanto, há sempre um dia em que me farto. E mudo tudo. Não costuma é acontecer em data especial de calendário.

 

Seja como for, em janeiro voltei a fumar cachimbo.

publicado por Cat2007 às 16:59
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Dezembro 27 2017

 

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Em artigos sobre o amor dignos de revistas femininas de grande tiragem é normal encontrar frases típicas como “o respeito é fundamental numa relação” ou “no amor é preciso confiar no outro”. Normalmente, uma pessoa lê um artigo destes e nada acontece. Ou, melhor, acontece o esquecimento. Com efeito, ninguém recorda o que não é possível interiorizar. Porque nada é explicado devidamente.

 

Só me vem à cabeça o conceito de individualidade. Sempre acreditei que o amor era um plus na vida de uma pessoa. Deste modo, a individualidade jamais se poderia esbater.  Aliás, não pode efetivamente, sob pena de a pessoa a quem uma coisa dessas suceda deixar de ser amada.

 

Porém, a questão essencial tem a ver com a harmonização da individualidade com a cedência. Pois como seria dito num daqueles artigos que acima referi “ no amor é preciso saber ceder”.

 

Mas ceder o quê e até que ponto? Por exemplo, as questões de feitio. Uma pessoa deve ceder, aceitando tudo o que é típico do feitio da outra? Acredito que no feitio, nos feitios, é que podem ser feitas todas as cedências. Porque é fácil alterar aspetos do mesmo. Só não o sendo para quem não está de boa vontade. Veja-se como é fácil alterar o feitio de um blazer, por exemplo. E, no entanto, é certo que ele não perde a cor, nem as mangas, nem aquela parte que envolve o tronco e eu não sei dizer o nome.

 

No entanto, a maior parte das pessoas confunde feitio com personalidade e, por causa disso, não quer alterar nada. Porque ninguém quer deixar de ser quem julga que é.

 

publicado por Cat2007 às 17:16
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Dezembro 27 2017

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O Natal já passou mas continua tudo imbuído do respetivo espírito. Creio que é das férias ou, para quem não está de férias, pelo pouco trabalho que se vai fazendo. Acredito também que as pessoas estão na ressaca do contentamento por terem recebido alguns presentes e pelo facto de algumas se terem encontrado com pessoas de quem gostam e não costumam ver sempre. Depois, ainda vem ai a passagem de ano, pelo que a festa continua. Assim, anda tudo sorridente. Pelo menos é o que eu vejo nos ambientes que me envolvem.

 

 

O que eu quero dizer, no fundo, é que o espírito de Natal tem muitíssimo a ver com o que se recebe. Já em miúdos era assim. Eu cá gostava do Natal porque comia doces e tinha prendas. Eu e todas as crianças que conhecia. As questões do menino Jesus tinham tudo a ver com as figurinhas do presépio. Com a decoração, portanto.

 

publicado por Cat2007 às 13:40
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