CAFÉ EXPRESSO

Fevereiro 27 2011

 

 

Em democracia aceitam-se muito bem as diferenças com potencial para dar dinheiro a alguém em boas condições de o receber. E também se aceita muito bem quem é diferente única e exclusivamente pelo dinheiro que tem. Ou pelo poder. Mesmo havendo quem não queira, toda a gente aceita muito bem o Obama, por exemplo. Apenas porque é o homem mais poderoso do mundo.

 

Ainda é correcto afirmar que os homossexuais são pessoas diferentes. É assim que se tratam e são tratados. E enquanto assim for, a diferença permanecerá marcada. Porém, é uma diferença cada vez mais bem aceite desde que se começou a perceber que pode ser explorada do ponto de vista económico. Filadélfia, por exemplo, tornou-se uma gay-friendly city porque "Ficamos surpresos ao descobrir que os homossexuais gastam muito mais que os turistas heterossexuais. Por dia, são US$ 233 contra US$ 101, respectivamente", em http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=7982.

 

Não sei se os homossexuais continuam a clamar pelo direito à diferença ou se já evoluíram para a ideia de que a indiferença é que era bom. Parece-me que não há diferença que valha a pena considerar se a única coisa que está em causa é a orientação sexual das pessoas. Simplesmente, ninguém tem nada a ver com a vida privada de cada um. Simplesmente, a orientação sexual de cada um não tem qualquer significado que valha a pena considerar socialmente.

 

Pergunto-me, se Obama fosse gay, teria um valor intrínseco inferior ou superior ao que tem, independentemente do que se ache que ele vale? É evidente que a orientação sexual do actual Presidente dos Estados Unidos não poderia interferir sobre o seu potencial pessoal inato. Porém, como um homem não vive só e resolve ser candidato nas presidenciais americanas, acredito que tudo seria diferente e os EUA não teriam hoje o primeiro presidente negro da sua história. Um Obama gay não se candidataria com ambição de vencer e o povo americano jamais lhe daria a vitória. Com que espírito Kadhafi ouviria o conselho de Obama para abandonar imediatamente o poder na Líbia, por exemplo? Quais as consequências para o índice Dow Jones se a América fosse liderada por um gay?

 

Bom, mas ao que se sabe, Obama não é gay. É só preto. Passaram muitos anos sobre a luta de Martin Luther King. Os pretos são diferentes e lutam pelo respeito à diferença ou a cor da pele já é sentidamente indiferente para a maioria de nós? Seja qual for a resposta, a economia tem a ver com o assunto. Tem sempre quando se trata de marcar o momento de consagração de direitos humanos.

publicado por Cat2007 às 17:10
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Fevereiro 24 2011

 

 

Não se dá título. Para já. Ninguém sabe o que dizer. Continua a escrita. Ideias zero.Estou quase a chegar ao desespero. Normalmente a minha inspiração é comparável a uma pilha duracel. Estou sempre inspirada menos agora.

 

Sempre achei que seria óptimo ter uma secretária daquelas à antiga. Ditar para ela escrever. Acho que até devia ser numa máquina daquelas que já não se fazem. Apetecia-me ouvir o barulho. Também acho interessante a cena do "só um momento, enganei-me tenho que passar o corrector". Eu penso muito depressa. A mulher é rápida mas mesmo assim não tem andamento. Stressa. Desiste. Vai buscar uma folha nova. Parece-me crueldade. Isto.

 

Talvez o exercício de ser cruel sem grandes consequências me agrade. Deve ter a ver com as minhas frustrações. É verdade que gosto de agredir. Mas tenho que estar previamente convicta de que não vai haver sangue. Na verdade tenho pena das pessoas. Eventualmente não sou cruel. Apenas frágil. Medrosa. Acho sempre que não tenho poder para magoar ninguém a sério.

 

Estava a brincar. A fazer ginástica. Faz-se ginástica sem objectivo nenhum. Porque os resultados não são imediatos. Então, estive a escrever sem objectivo nenhum. Só para dizer que senti o prazer de ditar e alguém escreveu isto por mim.

 

publicado por Cat2007 às 23:12
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Fevereiro 23 2011

 

 

 

Olhei para cima e vi uma folha a cair. De uma árvore altíssima seminua. Parecia-me que estava num daqueles parques citadinos na Alemanha. São tão bonitos. A folha girava. E parecia preta. Cinzenta. Castanha. Verde. Mais ao perto, imaginei que era verde. O céu azul do inverno quando não chove parece-me mais azul que no verão. O inverno faz-nos requerimentos sobre a ternura. Abraços apertados para que os corpos se unam. Apesar da roupa grossa e das mãos tapadas pelas luvas. Os beijos de inverno são mais quentes. Porque bebemos cacau e chá. Que só são bons servidos quentes.

 

As dores do amor deviam ter a importância dos problemas que surgem no inverno. Apenas transtornos na pele e nos órgãos causados pelo frio e pela chuva. Algumas agitação dos nervos porque o trânsito é mais intenso. É difícil apanhar um cancro de pele no inverno. No outro dia esqueci-me do tecto do meu carro aberto. O painel que controla os vidros e os espelhos tomou um banho inesperado. Avariou. Agora os vidros não abrem. E os espelhos não giram. Já o mandei tratar. Tenho a certeza que virá bem. Os afectos das pessoas deviam ser como as peças dos automóveis para poderem ser substituídos quando se estragam. Assim todos viríamos bem depois de uma tempestade. Podíamos sempre regressar para de quem somos a funcionar perfeitamente. Assim como o meu carro vai voltar para mim. Paga-se sempre alguma coisa mas, bem vistas as coisas e analisadas as circunstâncias, o preço nunca é demasiado alto. Nada se compara a um regresso bem sucedido. É muito importante ter de volta uma fonte real de felicidade.

 

A chuva não é chuva ácida. Quando não é chuva ácida é chuva que não adoece. As lágrimas sabem a sal. Um tempero. Uma necessidade do organismo. Os regressos de inverno só têm possibilidades de acontecer quando não se chora pela doença instalada para sempre na alma. Os regressos de inverno podem ser molhados por fora e a partir de dentro do corpo… do sexo.

publicado por Cat2007 às 18:35
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Fevereiro 21 2011

 

Porque é que alguém se há-de lembrar de uma colega da escola primária? Isto se nenhuma teve um significado especial. É verdade. Não gostava de especialmente de nenhuma menina. Passo as classes todas. Da 1.ª à 4.ª. E não me lembro de ninguém com exactidão.

 

Talvez fosse estranha. Entre os 5 e meio e os 9 eu devia ser estranha. O que farão hoje em dia as pessoas de quem eu não me lembro? Uma só. Será feliz? Que pergunta parva. Aposto que não. Apenas porque a felicidade é um ponto de vista pessoal e a maior parte das pessoas não atina com isso.

 

Só conheci duas pessoas na vida que se declararam felizes. Declararam-mo. Confesso que fiquei escandalizada na altura. O meu pai e um ex-namorado. Escandalizou-me a convicção e a certeza.

 

Depois do choque, reflecti em ambos os casos. A felicidade nada tinha a ver com posses materiais, realizações profissionais ou com o amor. A coisa estava toda no chão. Ambos tinham os pés muito bem assentes no chão. Que não era chão, mas uma base constituída por um conjunto de certezas sobre as quais actuavam no dia-a-dia. Uma pessoa pode ser feliz se tiver mais ou menos a certeza sobre aquilo que lhe vai acontecer. Embora, antes de mais, seja preciso ser saudável. E sentir que sim. Era o caso. Também não eram demasiado introspectivos. Suficientemente Inteligentes para manter o raciocínio virado para fora. Sabiam intuitivamente que, a partir de um certo ponto, pensar sobre o eu é como fazer um caminho para dentro de uma gruta onde não há mais nada para descobrir para além de escuridão, humidade e pedra. Não sei se leram o Bertrand Russell.

 

Em resumo, o que estes dois tinham era confiança. Em si. Nos outros. E nos imponderáveis da vida. Esta ordem não é aleatória. Em si. Nos outros. Nos imponderáveis da vida. Um tipo que confia em si mesmo acredita que é capaz de resolver qualquer problema vindo dos demais ou do acaso. E se não for capaz, é porque não pode. Aceita. Não se culpabiliza. Nem se acha um fraco. Um tipo confiante é humilde.

 

Se houvesse alguém na minha escola primária que fosse humilde eu lembrava-me. Talvez não pudesse dizer o que faz hoje. Porque o percurso de vida de uma pessoa humilde corre mais ou menos como um rio. Quero dizer, acontece naturalmente. Nesta naturalidade, um ser humano pode acabar a vender bolas de Berlim na praia ou construir um império económico. Em qualquer dos casos, não é onde cada um acaba que define a sua felicidade. Se me lembrasse de alguém que fosse genuinamente humilde da minha escola, era capaz de apostar que hoje é feliz.

publicado por Cat2007 às 18:09
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Fevereiro 17 2011

 

As pessoas incomodam. Estão sempre à nossa frente. Pelos lados. Atrás. Em volta. Ás voltas. Falam. Fazem barulho. Emitem odores, mesmo que sejam bons. As pessoas têm interesses e actuam. Mexem-se por causa disso. Mesmo aquelas que apenas mexem os olhos, por serem preguiçosamente gordas. As pessoas querem. Sempre qualquer coisa. Perguntam . Observam. Ouvem. Não ouvem.

 

As pessoas querem ser felizes. Nem que para tanto tenham de fazer sempre as piores escolhas. E nunca se conseguem atingir porque se procuram lá fora. Suspeitam que não serão felizes . Tentam ultrapassar agitando o pensamento sobre o ego. Querem saber do que precisa o ego, que lhes diz. O ego não precisa de muito. Só que tudo o que quer é caro. O ego é o dinheiro virado do avesso.

 

As pessoas que não estão abaixo do chamado limiar da pobreza, não aceitam que são pobres. Vivem e vomitam como se não o fossem. As pessoas muito pobres e as pessoas muito ricas são parecidas em muitos aspectos. Não existem extractos sociais. Existem níveis de sensibilidade.

publicado por Cat2007 às 17:47
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Fevereiro 17 2011

 

 

 

Refere-se a 2006. Está bem. Mas como se sente o cheiro a eleições no ar e a situação económica stinks ... desce sobre mim o espirito da ordinarice. Partiu-se o verniz. Paciência.  

publicado por Cat2007 às 17:07
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Fevereiro 16 2011

 

 

 

 

Não há luz no edifício inteiro. Sexta-feira. Ninguém fica a trabalhar até esta hora numa sexta-feira. Só eu.  

- O que estás aqui a fazer?!

- Venho buscar-te.

- Mas como? Porquê? Não há luz.

- Apagou-se mal saí do elevador. Foi sorte... O segurança deixou-me subir. Apeteceu-me ver-te antes de chegares a casa. É Dia dos Namorados.

- Já te conhece… Mas não tínhamos combinado... O dia dos Namorados é uma parvoíce, já sabes. E não há luz. Como descemos?

- Não descemos. Não há luz. É bom. É dia dos Namorados.

- Cala-te… Vamos embora. Em casa… Os telefones não funcionam. Estão ligados aos computadores. Não posso falar para o segurança. Não sei o número de telemóvel do homem, como é óbvio. Mas podemos descer. Há luzes de presença…

- Eu sei. Mas ficamos aqui até ele aparecer. É dia dos Namorados.

- Não me beijes assim, caraças!

- Deixa. Enquanto esperamos. Deixa. É dia dos Namorados.

- Está bem. Beijo assim… está bem. Mas não podes meter a mão ai. Qual Dia dos Namorados? Esquece isso.

- Gosto que me mordas a boca.

- Eu sei…

- Adoro.

- Merda, pá! Que barulheira! Contra a parede com tanta força. O tipo deve estar a chegar.

- Para que estás sempre a falar? Estás sempre a falar. Fode comigo.

- Já estamos. Mas… tenho que dizer que não acho isto bem.

- Achas, sim… ai! Olha as marcas, caraças!

- Não quero saber. Gosto de deixar marcas.

- É posse!

- O tipo está a chegar. Sim faz isso. Isso é bom. Posse também …é bom.

- O tipo chega em 5 minutos. Tens que te vir em 2.

- Sabes lá tu o tempo que o gajo demora!

- Estamos no último andar. Vá! Tens 2 minutos.

- Vai-te lixar. Estou no meu trabalho. Estou quase…

- Não arriscas nada! Só o bom nome. Vem-te!

- Não te rias idiota! O bom nome é quase tudo.

- O orgasmo é que é quase tudo. Estás… eu sinto…

- Estou… olha, estou. Já está. Pronto! Vês?

- Vejo… Amo-te.

- E eu a ti. Muito. E tu agora? Não queres que… É dia dos Namorados.

- Como?

- Pronto. É. Não te rias.

- Foder-te é bom. Não quero mais nada. Descansa em mim. É Dia dos Namorados.

- Sim…? Sr. José?

- Faltou a luz no edifico. Passa das onze da noite.

- Faltou a luz quando? Não me diga que adormeci aqui... Que vergonha!

- Parece que sim. Deixe lá. Não é vergonha nenhuma. Então não vê que é cansaço? Esta semana saiu sempre depois das dez.

- Pois foi. Saí.

- Vamos descer?

- Sim.

 

publicado por Cat2007 às 18:15
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Fevereiro 07 2011

 

 

Susan Molly é o meu cão. Um macho não afectado. Só assim podia ter este nick name que eu lhe arranjei. A minha tia tinha um Serra da Estrela gigantesco. Daqueles que têm o pelo como os leões. Não é como os leões, mas faz lembrar. Era um péssimo cão. Mordia a toda a gente, quero dizer. Menos a ela. Com excepção de uma vez. Deixou-lhe um dedo a sangrar. Mas foi só uma vez. Não posso descrever o amor que ela lhe tinha. Só visto. O olhar que ela devotou à fotografia dele depois de morto. Chamava-lhe Lola. A minha tia gostava da Lola Flores. Foi por isso. O meu cão é de raça pequena. Mas é racé. Susan Molly era o nome de um personagem de um filme. Não adorei o filme mas esta criança impressionou-me. Não sei se a minha tia achava que o cão dela cantava. Em castelhano ainda por cima. O meu não representa. Mas tem coisas no temperamento que me lembram muito a Susan. Especialmente a obsessão. Sou obcecada pela obsessão. Fico sempre fascinada a ver. Onde aquilo vai parar. Molly passou-se por causa de um tipo. Passou ao lado do sucesso porque a paixão a fez desacreditar de si. A dor da rejeição sujeitou-a à escravidão da espera da reaceitação. Desapareceu dentro de si. Nunca mais voltou. Nem quando deixou de acreditar nele. Nem quando percebeu que não se deve acreditar em ninguém de uma forma em que não se acredita, mas apenas se sente a dependência. O equivoco de viver com um handicap emocional. Ele mostrou-lhe o buraco dentro do seu ser. Um buraco que existia antes, mas que esteve sempre tapado. Até ao dia em que ele lhe disse “não te quero mais”, O buraco repentinamente visível era muito maior que ele. Mas Susan confundiu-se. Viveu obcecada pelo homem para fugir do buraco. Todo o resto do seu ser, que era bom e especial, foi engolido pelo abismo. No fim do filme, há um grande plano da cara dela. Vê-se perfeitamente que está narcotizada. Morta. Porque os braços estão caídos. Assim a pender. O meu cão passa horas à boca de um buraco negro por onde não consegue entrar. É um cão de caça. Está lá dentro uma ratazana. Não pára de ladrar. O corpo treme todo. Tenho que lhe bater para o trazer para dentro de casa. Mas invariavelmente volta à boca do buraco. Volto a bater-lhe sempre que quer ficar lá mais de uma hora. Quando está longe do buraco nem se lembra. E é muito feliz. Creio que alguém devia ter dado uma enorme sova à Susan Molly.

publicado por Cat2007 às 20:43
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Fevereiro 07 2011

 

 

Vim para um concerto. Mas ainda faltam alguns minutos para começar. Os espectáculos raramente começam a horas. Sou totalmente contra isto. Não vejo nada. Entrei aqui nesta sala para esperar. Está cheia. Para mim, muito menos cheia do que para quem vê. Não tenho a impressão das imagens nos olhos. As pessoas têm o tamanho do que dizem. Por isso são muito mais pequenas. Ocupam muito menos espaço. Esta é uma das grandes vantagens de ser cega. O espaço vital. O meu. Raramente o sinto ameaçado. Sei que as pessoas que vêm se sentem ameaçadas. Com falta de espaço. Sei porque estou sempre a ouvir o que dizem. Não vendo, concentro-me apenas nos sons e nos cheiros. É este o meu modo de sociabilizar. Normalmente as pessoas não falam muito comigo. A deficiência. Sou apenas cega. Mas, por alguma razão, parece que também sou deficiente mental. Acredita-se que não percebo bem os assuntos. Mas isso é um ponto. O ponto injusto. O outro é justo. Não posso falar daquilo que não vi. Sei que os assuntos dominantes se referem ao que se vê. Não, não vi o jogo. Não, não vi o filme. Não, não sei como é a Soraya Chaves. Não, não posso dizer se o Renato Seabra tinha condições para “vencer no mundo da moda”. Não. Comigo não se pode falar daquilo que é só visto. Percebo que não se queira conversar com alguém limitado naquilo que pode saber. Finalmente, evita-se falar comigo por causa do trabalho que pode dar. É o medo de ficar com os movimentos limitados porque se tem que ajudar uma pessoa com limitações. A subir a escada. A descer a escada. A ir. A vir. A respirar. A perceber. Na verdade, não preciso de ninguém para viver sem perigos ou enganos. Tenho o meu cão que me orienta. Viver não é assim tão perigoso. Tenho o privilégio de poder entrar com o meu cão em todo o lado. E ficar a ouvir as respirações impacientes. Já contabilizei. Cerca de 80% dos sons que as pessoas emitem são respirações impacientes. É por causa da pressa ou das concessões de simpatia que têm de fazer. Resta-lhes 20% do tempo. Queixam-se um bocadinho da vida, dizem mal dos outros ou tentam seduzir alguém. Não se importam de fazer isto ao pé de um cego porque acham que também é surdo. Noto que os motivos de maledicência nascem todos de impressões visuais. A apresentação. O modo de olhar. A expressão facial. A imagem das pessoas aumenta o espaço que ocupam. Normalmente há atropelos. No fundo, é disto que as pessoas se queixam. De coisas a que não tenho acesso. O concerto vai começar. 

publicado por Cat2007 às 20:06
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