CAFÉ EXPRESSO

Agosto 31 2012



Não é obviamente o alegado diferendo com os bancos sobre taxas que motiva Alexandre Soares dos Santos a impor o limite minimo de 20 € em compras no seu Pingo Doce para quem pretenda pagar com multibanco. O que o merceeiro quer é forçar a subida das compras abaixo daquele valor. Ou dito de outra maneira, implementar um estratagema de aumentar as vendas. Há certamente um estudo que lhe foi apresentado para provar que uma coisa está ligada à outra. Eu acredito nisto. É que, mesmo  sem ler tal estudo, surge intuitivo que é mesmo assim.

 

Portanto,  não é tão interessante ir lá para as caixas de cartão em riste insistir na ilegalidade da exigência como deixar simplesmente de comprar a maior parte das coisas no Pingo Doce. Se a maioria dos cidadãos deste país fizesse isto Alexandre Soares dos Santos, o oportunista, receberia uma resposta à cidadão. Que lhe faz tanta falta.

 

publicado por Cat2007 às 18:21
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Agosto 27 2012

 

 

Estupidez quer dizer burrice. E uma burrice é uma atitude tomada sem presença de espírito (leia-se inteligência e sensibilidade), a destempo e sem propósito. Ao que acresce a grosseria ou a incapacidade, momentânea ou não, de ser civilizado -  ou seja, a má educação.

 

Não é difícil agredir as pessoas. A questão é saber porque o haveríamos de fazer. Penso que a estupidez está na essência da coisa. O facto de uma agressão não ser sentida pela potencial vítima não altera nada. A agressão faz parte do património próprio do agressor. Que, como disse, em qualquer circunstância, é estúpido ou burro. E, assim sendo, sempre mal educado.

 

Em miúda convenci-me que os vilões das histórias eram de temer por serem muito inteligentes. Foi um raio de uma ligação absurda que realizei, a qual só tem justificação pelo lado da profunda ingenuidade. De facto, é de burro o ato de tentar matar uma adolescente só porque é “mais bela do que eu “. Porque, ainda que não se acabe pessimamente, vai-se perdendo a vida aos poucos. Desaprende-se de respirar.  Já para não falar das “cenas” ridículas que se vão fazendo.

 

publicado por Cat2007 às 18:52
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Agosto 17 2012

 

Não me iludo. Se me esqueço frequentemente de pôr creme nas mãos é porque não olho para as mãos das pessoas. Tenho ideia de que já ouvi muita gente dizer que as mãos são muito importantes, ou o que mais lhes atrai nos outros (assim como se fossem olhos) ou qualquer outra coisa assim do género. No dia em que achar as minhas mãos feias ou estragadas ponho o bendito creme e pronto. Até lá não quero sentir aquela impressão escorregadia que até parece que é nos pés. Não gosto e não me dá jeito nenhum. Preciso muito das mãos para tudo e para nada. Porque nunca as páro quietas. Assim, é melhor que estejam secas para não andar a brincar com o atrito. Não posso perder o atrito nas mãos. Evidentemente.

 

Por outro lado, uma coisa para onde olho imenso é para os rabos. E fico chocada se forem descaidos. A imagem de perfil, frente ou costas de um homem ou de uma mulher depende totalmente da firmeza de um rabo. É que a sua ausência denuncia-se de qualquer ângulo de visão. Intimamente não perdoo um traseiro flácido a ninguém. E não quero saber da idade (ele há métodos para resolver o problema). É por isso que passo diariamente  as mãos no meu para ver se continua firme. E faço-o sempre com um expetativa ansiosa. Desde sempre.

 

Pois toda esta conversa tem a ver com a timidez. Como se sabe,  a timidez concretiza-se numa certa sensação de embaraço que ocorre quando estamos na presença de estranhos ou ao pé de menos estranhos mas com quem não temos muita confiança. No meu caso,na minha timidez, o embaraço tem a ver com a ideia de que os meus interlocutores possam estar a fazer de mim. Juízos de valor sobre a minha aparência física e psicológica.

 

Por vezes, fico tão à rasca que digo coisas absurdas ou confusas só para ver se os distraio. O que só me angustia ainda mais. Um inferno. Se não tivesse esta mania exagerada de me pôr intimamente a criticar os outros, o meu grau de timidez não seria o que é.

 

Resta-me ir descansando o que posso sentada em frente ao espelho sobre o meu rabo firme enquanto admiro meu nariz pequeno praticamente perfeito. 

 

 

 

publicado por Cat2007 às 18:27
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Agosto 17 2012

 

 

 

Não sei muito bem qual é hoje a diferença entre os homens e as mulheres para além da biologia. No entanto ainda vejo cada um dos sexos a fazer coisas diferentes como se uma força determinista impusesse um papel próprio para cada um dos géneros desempenhar na vida, na sociedade e no mundo. Coisa que aconteceu no início, e durante muitos séculos, mas que se esbateu na realidade histórica e contextual com as grandes guerras mundiais, o aparecimento da pílula e a revolução tecnológica.

 

Hoje o que há é um contexto de ressaca da supremacia masculina. Uma memória que habita a Mentalidade ainda muito habituada à ideia daquilo que já foi como se fosse possível e lógico que continue a ser. É assim que ainda se vai encarando com normalidade que, por exemplo, uma mulher trabalhe como um homem e que tenha o dever exclusivo de cuidar dos filhos e da casa como dantes, sendo que quando muito o homem está ali para “ajudar”. Ou seja, mantém-se o mito já muito envergonhado, é certo, da superioridade masculina. E atua-se em conformidade com ele como se as coisas continuassem a ser como já não são.

 

E é esta Mentalidade atrasada na corrida do tempo e do progresso que continua a determinar a existência de papéis diferenciados. Que esbate as pessoas por baixo dos géneros. Que deixa claro que existe um “mundo masculino” e um “mundo feminino”. Quando o problema não é de capacidade ou de propensão para. E é também por isso que os homens dizem que não entendem as mulheres e vice-versa, recolhendo-se ambos os géneros nos seus mundinhos de géneros habitados pelos seus aparentes “pares” e preenchidos com cumplicidades satisfatórias mas cheios de buracos de solidão.

 

Os homens não têm de compreender as mulheres nem as mulheres devem perceber os homens. Antes pelo contrário, as pessoas têm que se entender umas às outras. E o género é o que é. O género biológico.

 

publicado por Cat2007 às 14:24
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Agosto 16 2012

 

 

Nestas últimas semanas  vi-me a trabalhar, direta, exclusiva e incessantemente, com dois homens sentados em cargos com poder de decisão e um projeto fundamental para levar a bom termo. Neste contexto, por várias vezes me senti atordoada com as “pedradas” das ego trips sucessivas que eles iam apanhando pelo meio dos melindres do stress, do cansaço e da dúvida e logo depois de cada um dos sucessos individuais que iam arrecadando.

 

Dá ideia que os homens não possuem grande preparação emocional e mental para o trabalho de equipa quando estão em igualdade de circunstâncias. Isto é quando têm mais ou menos os mesmos poderes e recursos. A grande falha ocorre sobretudo na comunicação. E isto acontece por falta de vontade de cooperação. Porque quem se sente a competir não colabora como deve. Cada contributo, muitas vezes valioso, é, antes pelo contrário, apresentado como um troféu. Portanto, o que parece é que cada um está contra si mesmo para ganhar ao outro. E no fim o que sucede é que se chega lá mas não se chega mais longe.

 

 

publicado por Cat2007 às 16:10
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Agosto 15 2012

 

 

Paulo Portas (PP) chamou António José Seguro (AJS)  ao MNE para um almoço quase secreto. Alegadamente por trás  a ideia de  tentar convencer AJS a votar favoravelmente o Orçamento para 2013. E neste movimento PP faz duas coisas. Um favor ao Governo e a Passos Coelho cuja  margem de diálogo com o maior partido da oposição se encurtou dramaticamente desde que AJS deu o seu o gritinho do Ipiranga contra as “politicas de austeridade da direita neo liberal” (o que sucedeu logo depois de Hollande ter sido eleito). E um obséquio a si próprio ao aproximar daquele que, pesadelo ou não, deverá ser o próximo Primeiro Ministro de Portugal. Portanto, ao tornar-se na única porta de comunicação ente os dois lados, Portas fica bem com Deus e com o Diabo e abre já caminho para mais uma pasta ministerial importante no próximo governo. Que seguramente será rosa.

 

 

publicado por Cat2007 às 12:52
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Agosto 13 2012

 

 

 

Uma lésbica colocou no seu mural do Facebook uma fotografia de um homem e uma mulher perfeitos no estilo estilizado frozen Photoshop a preto e branco. Ele como que caia por cima dela e beijavam-se. Tudo sem paixão, como é típico nesta espécie de arte fotográfica corriqueirinha. A autora do post legendou a foto com um sintético mas comprometido “love it” (e se não fosse em inglês é que eu me admirava).  

 

A questão é: “love it” o quê e foi postado para que efeitos? 

 

Fiquei imediatamente com uma ideia mas para cabal esclarecimento fui ver murais de heterossexuais amigos. Homens e mulheres. Não havia. Nuns e noutros nada de homens a beijar homens ou mulheres a beijar mulheres.  Bom, de volta ao mural dela pensei: “Quem entra aqui há-de ter a certeza, se a ideia lhe ocorrer, que esta mulher é heterossexual. E esta fotografia ajuda. Mais, esta fotografia está aqui para isso”.

 

Sim. Uma vez que se trata de uma mulher adulta, estamos a falar de uma hipócrita. Porém, tão hipócrita como heterossexualista e, por consequência, homofóbica. Se não achasse bonito, não tinha postado. E se não fosse gay, o mais natural era não postar.

 

Independentemente da orientação, e sem nada ter a ver com ela, existe no ser humano a consciência ou a inconsciência do ser heterossexualista. Ser heterossexualista é guardar na memória o desiderato do processo de transmissão da cultura pela família e pela sociedade sobre o individuo, o qual com o processo de maturação pessoal só tende a consolidar-se. Um desiderato que se pode sintetizar na seguinte ideia: “a união física, emocional e romântica de duas pessoas de sexo diferente é que está bem. Por ser a mais correta no contexto social; por ser a que potencialmente melhor lhe serve a organização e por ser a que mais satisfaz as exigências da estética quando chamada (própria ou impropriamente) a este tema”.

 

Portanto, os heterossexuais são heterossexualista, os homossexuais também, e bem assim os bissexuais.  Todos nós, independentemente da orientação. E como tal, embora em diferentes graus (em função da inteligência, sensibilidade e maturidade), homofóbicos.

 

E se isto corre em geral bem para os heterossexuais e umas vezes melhor outras vezes pior para os bissexuais (que, naturalmente, acabam quase sempre a assumir a sério a suas relações com o sexo oposto), é capaz de ser quase trágico para os homossexuais, dado o evidente conflito.

 

Um conflito entre uma convicção involuntária na sua génese mas enraizada pelo tempo e a forma própria humana de ser de cada ser gay. Isto é um golpe na estabilidade e na autoestima. Com isto dá vontade de não ser homossexual. Daí a homofobia ser eventualmente maior nos gays do que nos heterossexuais. Porque só os gays sofrem direta e diariamente as dores emocionais e psicológicas deste conflito. E que eu saiba ninguém aceita pacificamente que tenha nascido para sofrer.

 

Sabe-se que, em geral e independentemente do tempo que leva a ir “levantar a carta aos correios” (que podem ser longos anos), o individuo dá conta da sua homossexualidade bastante cedo. Logo na infância ou, um pouco mais tarde, na adolescência. Não admira pois que surjam disfuncionalidades de vários tipos. Porque não é fácil para as pessoas. Especialmente se são “apanhadas” em estágios tão incipientes da sua formação emocional e mental.

 

Na verdade, até hoje, e malgrado os progressos políticos, legais e sociais alcançados, os gays (homens ou mulheres) ainda não lograram desembaraçar-se totalmente das ideias do ridículo, da hipocrisia e da automarginalização. Ou é o estereotipado que envergonha e/ou faz rir (até os próprios gays não estereotipados). Ou é o dissimulado que finge não ser o que é. Ou/e é o autoexcluído emocional que vive a sua intimidade em parques públicos à noite ou casas de banho de centros comerciais a qualquer hora do dia

 

No caso concreto, é a lésbica que "love it".

 

 

publicado por Cat2007 às 17:37
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Agosto 10 2012

 

Confesso que ontem não tive paciência para as notícias. Por isso apanhei a história da Casa Paula Rego a meio e pelas pontas também. Ou seja, não percebi muito para além de que há, creio, a possibilidade de aquilo fechar. Ora, isto, o core da notícia foi exatamente o que me distraiu dela. Pensei: “não é possível. Logo não vai acontecer. Não te canses a seguir detalhes de mais uma cena do ridículo da vida política portuguesa”. E não me cansei. Fui para a cozinha preparar uma quiche de massa folhada.

 

Assim, na contingência do que antecede fiquei agora com vontade de partilhar a Casa da Celestina da autoria da própria. É, além do mais, um quadro de um tamanho descomunal.

 

publicado por Cat2007 às 15:01
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Agosto 10 2012

 

publicado por Cat2007 às 14:34
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Agosto 09 2012

  

 

 

Este é o carro que eu quero. Mas em preto.Um Ferrari F430 penso eu. É um carro brinquedo que uma criança quer porque quer. Para mostrar aos amigos, provando que é melhor do que eles porque tem mais coisas. Quando uma criança tem coisas super “cool” as outras gostam mais de estar com ela. Ora, isso é muito importante porque, como se sabe, as crianças sofrem imenso com a solidão. É que os pais não têm muito tempo para elas. E nas escolas ou nos colégios, por muito especiais que sejam os colégios, os afetos adultos que existam são divididos por todos. Ora, uma criança com um Ferrari tem todos os olhos postos em si. É por isso que quer um. As coisas são assim quando uma pessoa ainda não é crescida. Depois podem não passar, de qualquer forma.

 

Bem, agora que vim do lanche mudei de ideias e decidi que afinal prefiro este:

 

 

 

publicado por Cat2007 às 16:32
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