CAFÉ EXPRESSO

Outubro 24 2013

 

Decididamente não gosto de ouvir música de manhã assim pouco tempo depois de acordar. Nem música nem palavras. Não gosto de ouvir nada nem ninguém. E como isso não é possível fico ligeiramente neura.

 

Atualmente tenho a sorte de poder imitar o ritual espanhol da siesta. Chegada à hora do almoço vou para casa comer qualquer coisa rápida e dormir no sofá da sala. Hoje não dormi nada porque o cão só incomodava. É pequeno e pode subir para o sofá. Mas tem que saber qual  é o lugar dele. Não sabe e resolveu ir meter a cabeça ao pé da minha. Outra neura ligeira.  

 

O dia-a-dia é feito de pequenas contrariedades que provocam pequenas neuras. Pelo menos no meu caso é assim. E no caso das outras pessoas também deve ser. Não sei é se reconhecem as pequenas neuras como elas são ou se dizem no fim do dia que foi tudo muito stressante.

 

publicado por Cat2007 às 17:42
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Outubro 21 2013

 

 

Quando se está com a cabeça pouco viva é mais difícil escrever. É claro que não é a cabeça que abranda. São as emoções que se desajeitam. As emoções são muito poderosas e é por isso que, uma vez, desajeitadas se enrolam e se sobrepõem umas às outras formando um grande nó.

 

Quando há nós é uma chatice. Uma pessoa quer puxar pela linha e ela para inapelavelmente num certo ponto. Temos que parar nós também para ficar ali a desenrolar aquilo. Assim sucede também com as emoções.

 

Esta semana no Expresso o Padre Tolentino Miranda escreveu sobre o perdão. O texto dele andava à volta da necessidade de perdoar para nosso próprio bem, entendendo que quem nos fez mal tem muitas atenuantes.  As suas fraquezas. Como nós temos. O texto era ótimo mas sem novidades.

 

Eu acredito no perdão que vem com o tempo. Com o tempo, as nossas emoções vão-se alterando e a nossa versão da realidade vai sendo mudada. Com o tempo é natural e humano acabar por perdoar. Com o tempo, perdoar não dá muito trabalho. No fundo este é o perdão do Padre Tolentino. Deve ser este, quero dizer. Teria que reler o seu texto agora para me certificar.

 

Não há nada melhor do que uma boa música e pouca gente num sítio onde quem nos serve seja invisível.  Eu cá, não tenho ouvido música nenhuma. É claro que a música do rádio ou da aparelhagem do vizinho não conta. Repito, portanto, que não tenho ouvido música nenhuma. Eu gosto do jazz dos meus discos.

 

publicado por Cat2007 às 18:12
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Outubro 10 2013

 

 

 

 

Mentir é dizer ou fazer algo para alterar os factos como se estes fossem outra coisa diferente. Fazer bluff é, sem mentir, tentar  convencer  que um facto existe, não existe ou é diferente da realidade.  Em termos práticos, é capaz de não fazer muita diferença . O resultado é sempre o engano. E os níveis de engano não são maiores no bluff do que na mentira. Ou vice-versa.

 

publicado por Cat2007 às 18:34
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Outubro 08 2013

 

 

No tédio parece que estamos numa solitária viagem de comboio por uma longíssima planície sem casas e poucas árvores semeadas. O ritmo do tédio, neste caso, é marcado por aquele barulho repetitivo que o comboio faz a andar. Quando o tédio é no sofá ou numa cadeira de, por exemplo, um escritório, o tédio não tem ritmo marcado de fora. É só incapaz de ser distraído ou embalado.

 

O tédio significa pensamentos lentos como tartarugas gigantes a tentar correr. O tédio deixa os membros pesados. O tédio não passa se não mudarmos de sítio. Desde que não seja de comboio. Senão não passa mesmo. O tédio tem a ver com a obrigação de estar parado e não poder fazer outras coisas para além de corridas de tartarugas se fôssemos tartarugas. E tudo isto dá muito sono.

 

Há diferentes níveis de tédio. Há aquele que não passa mesmo quando se muda de sítio e não se vai de comboio. Este é o mais pesado e lento de todos. O mais profundo. É que o tédio tem a ver com a existência de impedimentos no pensar e no agir. Tem a ver com a obrigação de estar e de fazer. Ou, o que é pior, de estar e não fazer. Quando a liberdade é verdadeiramente sentida, nunca há tédio.

publicado por Cat2007 às 17:37
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