CAFÉ EXPRESSO

Abril 23 2015
 

Autocolante - A Inveja é Uma Coisa Feia

 

A inveja é uma ideia. Que surge no espírito de alguém fruto de um determinado raciocínio sobre factos. Que reflete sentimentos sobre terceiros. E que se concretiza em ações ou omissões relativamente aos mesmos. Os quais podem ser nobres ou plebeus, homens ou mulheres, pretos, brancos ou amarelos, portugueses ou estrangeiros, católicos ou de outra religião qualquer, socialistas, sociais-democratas ou comunistas, professores ou analfabetos, pobres ou ricos, famosos ou anónimos, homossexuais ou heterossexuais. Qualquer pessoa pode ser vítima de inveja. Desde que possua alguma coisa, um bem ou um afeto, que um invejoso não tenha ou até tenha. Portanto, um invejoso, em princípio, não quer é que os outros tenham, independentemente do que possui.

 

publicado por Cat2007 às 17:16
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Abril 19 2015

 

Tenho projetos de vida novos que irão para a frente com um bocadinho de sorte. Se for assim, vou ser mais feliz. Estou certa. Tenho o amor e os meus amigos. A Bela, cabeleireira cá do bairro, acha que eu tenho 30 anos acabados de fazer e uma beleza invulgar. Assim, até parece tudo um bocadinho demais. Por isso ando com esta ansiedade positiva. Falta-me fazer o IRS. Mas conto resolver o problema ainda hoje. Com tudo isto, só espero não ficar doente. 

 

Fui com o meu amigo buscar o gato na semana passada. Doeu-lhe muito. Porque tinha medo, como expliquei no post anterior.  O gato é uma beleza e tem um personalidade tão vincada para bom que podia ser um dos personagens do "Cats". Agora, em tão pouco tempo, já são os melhores amigos. Eu também tenho alguma responsabilidade nisto. O que aumenta um bocado os meus indices de felicidade. 

 

Agora estou aqui a escrever com os auscultadores postos. Ouço um dos cantores mais pirosos da atualide. Não sei se é espanhol ou latino-americano. É um romântico. E isto basta para o introduzir aqui. Pois é, estou em pleno exercício de um prazer culpado e envergonhado. Daí que não vou dizer quem é este tal cantor. 

 

 

 

publicado por Cat2007 às 13:47
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Abril 12 2015

 

Eu não tomava café por causa da ansiedade. Agora tomo 2 ou 3 por dia. Há dias em que são 4. E sinto-me melhor do que nunca. Nada de ansiedade extra. O nome deste blog para mim só fazia sentido para os outros. "Café Expresso - black". Agora já tenho o prazer depois de acordar. Aquele prazer que se tem por ter os olhos bem abertos e a cabeça a carburar. O prazer de estar viva. Durante anos vivi em esforço. As manhãs eram infernais. Vivia convencida que não estava formatada para ter um emprego 9 to 5. Agora continuo convencida do mesmo. Mas já não é porque passo as manhãs de rastos. O que obviamente é uma felicidade. 

 

Quando tinha 19 anos tive uma série consecutiva de ataques de pânico. Houve razões para isso que não me apetece agora mencionar. Para o que importa, os meus níveis de ansiedade subiram em flecha a partir daí, pelo que meti na cabeça que café, por ser um estimulante, nunca mais. Entretanto os anos passaram e os problemas foram ultrapassados. Mas esta crença de que o café me podia causar um novo ataque de pânico ficou.

 

Tudo isto a propósito do medo. As más experiências que vivenciamos, se sobrevivemos a elas, não nos deixam apenas ensinamentos nem nos dão apenas a possibilidade de crescer. Também deixam marcas. E é destas marcas que nasce o medo. O medo nasce das nossas marcas e marca-nos a vida a partir daí. O meu medo de tomar café era importante. Para além das coisas que referi atrás, obrigava-me a carregar comigo um sentimento de inferioridade.  A generalidade das pessoas comuns não tem medo de tomar café. Eu tinha. Eu tinha medo do café. E no entanto adorava o aroma e o sabor. Observe-se o ridículo. O meu orgulho era ferido com isto.

 

Ontem o meu melhor amigo tinha medo de ir buscar um gato. Até ao último minuto, eu, que combinei ir com ele, ainda não sabia se o gato viria ou não. Afinal, o gato veio. Mas foi preciso combinar com a criadora que se as coisas não corressem bem durante um mês, o gato deveria ser devolvido `procedência. Foi ridículo. Tanto que entre ele o o gato, já em casa, se estabeleceu logo uma ligação de princípio de afeto. Tanto que o meu amigo revelou que comprar aquele gato foi o melhor que fez na vida nos últimos tempos. No entanto, como disse, umas horas antes, ele tinha medo de ir buscar o gato. O medo dele era o de não ser capaz de tomar conta de um gato sozinho. Isto é uma humilhação para um homem adulto. E ele sofreu muito entre o desejo de ter o gato e o medo de não ser capaz. Felizmente conseguiu tomar o primeiro café e verificar que, ao invés de lhe provocar um ataque de pânico, afinal até lhe fazia muito bem.

 

Uma das conclusões que se pode tirar é que o medo nos  ridiculariza e espezinha perante nós próprios. E que por isso nos inferioriza perante os outros. Mesmo que eles nem desconfiem. 

publicado por Cat2007 às 13:27
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Abril 08 2015

 

As pessoas trabalham muito justamente por dinheiro. Existe uma figura que se chama subordinação jurídica a que as pessoas se sujeitam portanto por dinheiro. A subordinação jurídica é a obrigação de obedecer a ordens e instruções em matéria de trabalho da pessoa ou das pessoas que representam a entidade patronal perante o trabalhador. Com a subordinação jurídica vem a subordinação moral. Ou seja, uma decorre da outra. Com o passar do tempo, a subordinação moral aparece como uma doença de caráter progressivo. E em muitos casos avançados leva ao temor reverencial. E tudo porque as pessoas precisam do dinheiro que ganham a trabalhar. Quando sucede que a entidade patronal deixa de pagar, mantém-se a subordinação jurídica enquanto os assuntos se resolvem a bem ou a mal. Mas, como que magicamente, desaparece a subordinação moral. Era assim, com o estado de espírito de quem pouco tem a perder que todos nós deveríamos desenvolver a nossa atividade laboral.

publicado por Cat2007 às 17:19
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Abril 05 2015

 

Hoje é dia de Páscoa. Já não sei como se celebra a Páscoa. Tenho na memória que na Páscoa se vai à missa, se faz um almoço com gente, se anda a distribuir amêndoas e ovos de chocolate durante uma data de dias.  Também há coelhos. Eu hoje não almocei e fui dar um passeio por Lisboa antiga ao volante do meu descapotável. Era só para apanhar um bocado de sol na cara porque estou como sou: um bocadinho branca. Verifiquei que Lisboa está cheia de turistas. Achei que havia gente a mais neste dia de domingo de Páscoa. E resolvi virar para casa. Agora estou aqui a escrever. Mas nem estava a contar com isso. Constato que não comi uma única amêndoa. E chocolate só o meu preto. Estou é farta de beber coca-cola. Na Páscoa é mais vinho, tenho impressão. Hoje o dia está muito bonito.

 

Parece que vai haver chuva a partir de amanhã. Chateia-me isto da inconstância do tempo. Nunca mais troco a roupa de inverno pela de verão. Eu gosto de sol. E de luz. Nestes dias tenho mais energia e foco. Estou focada e enérgica, portanto. Pelo menos até amanhã. É, no entanto, verdade que me dói um bocadinho a cabeça. É capaz de ser do sol que apanhei. O meu dia de Páscoa segue assim tranquilo. Mesmo como eu estou a gostar. A dor de cabeça também não é assim tão forte. Aliás, já está  a passar. Agora vou ali para o sofá estirar-me.  Ver um bocadinho de televisão. 

publicado por Cat2007 às 16:50
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Abril 04 2015

 

Roubar é um dos sete pecados mortais. E também é um crime previsto e punido no Código Penal. Portanto, uma pessoa por roubar pode ir para o inferno quando morrer e pode ser judicialmente condenada em vida. Era nisto que eu acreditava quando era miúda. Por isso não era capaz de roubar. Mas a dada altura quis. Por causa da emoção da coisa. Hoje já não acredito em infernos nos Céus e duvido muito do sistema judicial. Mas já não quero roubar. A minha consciência não passa por uma ida à polícia (era o Eça que dizia que "a consciência dos portugueses é uma ida à polícia"). É, pois, a minha consciência que me impede. Não tenho medo da polícia nem de Deus nesta mtéria Tenho medo de mim. Da minha estrutura de valores que me orienta no sentido  do que está certo e do que está errado.

 

Quando era miúda, para aí com uns 11 anos, vinha sempre da escola com uma colega que diariamente roubava uma laranja numa mercearia. E nunca se passava nada. Como era possível ela não ter medo de ir para o inferno? Ou se fosse apanhada, não tinha medo que chamassem os pais? Os pais para mim é que eram a polícia. Não. Ela não tinha medo de nada. Era calma e eficaz. Tipo Ricardo Salgado. Já eu, que não fazia nada, ficava ali nuns nervos. Mas todos os dias passávamos e todos os dias ela roubava. E, como disse, não acontecia nada. Por isso comecei a duvidar das minhas crenças. E passei a andar tentada. Até porque ela dava mais ou menos a entender que eu era um bocadinho cobarde.

 

Por fim, a tentação apoderou-se de mim. E roubei. Claro que fui imediatamente apanhada. Comecei a ouvir uns gritos. Desatei a correr. Larguei a laranja (portanto, foi uma tentativa de furto e  não um furto consumado). Comecei a chorar. Continuei a correr. Até que ficou tudo calmo. Menos eu. Eu estava a tremer. Quando a encontrei mais à frente, ela ia a comer a  laranja dela. E estava chateada comigo por eu não saber fazer as coisas. Na verdade, senti-me um verme por não ter resistido à tentação. Queria lá saber de como se faziam as coisas. Achei-a logo ali uma espécie de tarada.

 

Quando cheguei  a casa, fui rezar e chorar mais um bocadinho. Pedi perdão a Deus pelo que tinha feito e jurei que não voltava a roubar na vida. Esperei assim livrar-me do inferno. Foi um diálogo entre mim e a minha consciência que me fez ficar em paz comigo. Porque o inferno é aqui e eu tinha acabado de o experimentar. Claro que não fui contar nada aos meus pais. Também não me ia entregar assim à polícia. Desde aí nunca mais senti a tentação de roubar nada. É obvio que não tenho competência moral para isso. 

publicado por Cat2007 às 11:47
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Abril 03 2015

Há uma senhora loura no facebook que somente  partilha as suas próprias fotografias em pose rodeada de sinais exteriores de riqueza. É só isto que ela vai fazer ao FB. Mais nada. E toda a gente vai lá dizer "linda", "fantástica", etc. Sucede que a senhora já não vai para nova. Aparenta ter boa figura. Mas nunca mostrou o corpo em fato de banho por isso não sei como está verdadeiramente. Seja como for, a cara não é bonita e está descaída. É de acrescentar que ela não costuma responder a ninguém. Pergunto-me porque razão vai tanta gente comentar as postagens dela. Aquele tipo de exercício que envergonha. Sim tenho vergonha alheia da mulher. E dos seus comentadores.  Olho para estas coisas e parece-me ver ali falta de amor. Incapacidade de amar. Solidão e vazio, portanto. E é uma vergonha para ela que eu, como os demais, consiga ver todas estas coisas que inspiram pena. 

 

Não são poucas as pessoas que conheço que desejam que os outros gostem mais delas. Mais de que elas alguma vez gostarão dos outros. Eu, como psicoanalizada, sei que estes fenómenos têm a ver com coisas da infância. Coisas que não correram tão bem como era devido. Mas não só. Uma amiga minha dizia que "a culpa é da mãe". Por isso, ela, como mãe, desistiu muito rapidamente de fazer análise. Talvez não precisasse muito. Porque senão tinha ficado. Na verdade, a culpa até pode ser da mãe e do pai e dos fenómenos da nossa infância. Mas há uma grande parte da responsbilidade que é nossa. Da generosidade que não temos. Da nossa fraca capacidade de compreender e perdoar. Do nosso egocentrismo. De todas as nossas características que nos fazem sofrer.

publicado por Cat2007 às 17:21
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Abril 03 2015

 

Parece que o tempo vai mudar. Dão chuva para a semana. Morreu o Manoel de Oliveira. E eu não sei muito bem o que pensar sobre o assunto. Afinal morreu uma pessoa. Tinha 106 anos de idade, é certo. Se olharmos por aí poderemos dizer que é a lei anti-natural das coisas. Ninguém dura tanto tempo. Mesmo que existam mais uns quantos fenómenos destes pelo mundo. Mas não é possivel ficar indiferente à morte de uma pessoa. Por isso lamento que ele tenha partido.

 

Certa vez olhei para o cartaz  promocional de um filme francês do Manoel de Oliveira. Estava um casal de idosos sentado à mesa de um jantar (presumo eu, que iam ou estavam a jantar). Achei, foi quase uma certeza, vi como que iluminada, que o filme era aquilo. Aquela cena, apenas. Filmada de vários ângulos. Possivelmente sem falas. Uma ou duas lágrimas. Dois ou três sorrisos. Três ou quatro movimentos de mãos. Quatro ou cinco...bocejos do (certamente pouco) público. Realmente não me interessa falar do Manoel de Oliveira enquanto cineasta porque considero que ele também nunca se interessou pelas pessoas normais que vão ao cinema. E, no entanto, o que importa é que ele tenha sido feliz a realizar os seus filmes.

publicado por Cat2007 às 15:38
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Abril 01 2015

 ela5.jpg

O aspeto determina a atração pura, sendo que são também elementos do mesmo o olhar, os gestos, a voz, o sorriso. Não é possível uma pessoa estar em frente a outra a sentir estas coisas sozinha. Claro que pode suceder que uma pessoa dê mais importância à atração do que a outra. E tambem questões que têm a ver com o contexto da vida de cada um. Já me sucedeu sentir-me atraída por alguém que me rejeitou porque não havia oportunidade de concretizar nada. Também já me aconteceu ser eu a desprezar uma atração por namorar com outra pessoa. 

 

A paixão tem em si a atração mas surge num estadio mais avançado das coisas. As pessoas já falaram. Já se confessaram. Já falaram de sexo (nos casos das paixões que surgem pela internet e ainda não houve oporunidade). Já fizeram sexo (assim que puderam). Quando se está apaixonado tudo o  que determinou a atração está presente ao que lhe acresce  o cheiro e a suavidade da pele e a fantasia sexual. E a sensação de irreversibilidade. Não existem paixões não correspondidas. Quando começam, as paixões afetam as pessoas da mesma forma, alimentando-se disso. Porém, as paixões são passageiras. E passam, por razões de ordem química, primeiro a uma pessoa do que a outra. É aqui que surgem situações em que os afetos não são recíprocos. A minha primeira paixão desencantou-se primeiro do que eu. Os meus quimicos revoltaram-se. Fiquei enlouquecidamente infeliz. A minha autoestima ficou corrompida com a rejeição desta pessoa. Passei a andar atrás dela. E ela não me queria. Levei anos a superar.

publicado por Cat2007 às 19:40
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