CAFÉ EXPRESSO

Julho 26 2015

 

Estive para aqui a ler coisas que escrevi. Há um post sobre putas. Porque é que as putas não beijam. Entretanto, descobri que as putas beijam. As do Elefante Branco beijam. Então o meu post parece que não faz sentido. Mas faz. Apenas tem que se retirar a afirmação de que as putas não beijam. E deixar tudo como está. Na essência as coisas estão lá ditas.

 

Creio que as novas putas são mais desassombradas. Talvez. Não têm problemas em trocar afetos com os clientes. Eventualmente. Esta parte elas fazem sem pedir dinheiro a mais. Dão. É como se fosse um presente. Como disse lá no outro post, é óbvio que os clientes as procuram em busca de afeto. Embora sem o admitirem. Porque é deprimente pagar por afeto. Mas as putas ao darem, fazem como nas promoções e assim tentam fidelizar o cliente. E normalmente os clientes são fieis às putas que escolhem. Têm as suas favoritas. Isto é como ir ao advogado. As pessoas escolhem um e a partir daí não confiam em mais ninguém. Desde que, claro, o escolhido lhes vá ganhando as causas. Ou as aconselhe bem. As pessoas também querem que o advogado as ouça em desabafo. Eu já fui advogada. E gostei muito. Atualmente já não sou porque tive medo de envelhecer demasiado depressa. É que eu sou assim. Muito intensa.

 

A D. Amélia meteu-se em chatices sérias por não querer limpar as casas de banho. Veio lá ao gabinete jurídico pedir ajuda. Como se fosse tratar com uma advogada. Eu analisei as questões mas no fim não podia fazer mais nada senão dar-lhe conselhos. Ela, na verdade sabia, mas fez o que alguns clientes que eu tive tiveram a lata de fazer. Explicar tudo muito bem explicadinho, com detalhes do tipo "bati à porta e demoraram o bocadinho a atender, eu deixei-me ficar à espera e passado um bocado tive que bater outra vez". Isto custava muito dinheiro. Eu cobrava a sério estas gracinhas. Ali, com a D. Amélia, não podia fazer nada e submeti-me. Era tudo o que eu lhe podia dar. No fim foi levada para outro lugar. E agora ninguém nos serve cafés. Disse-me no outro dia, com mágoa, ao telefone, a Sr.ª Dr.ª não me segurou aí". Como se os meus pareceres vinculassem quem quer que fosse. 

 

Por falar nisso, fiz um parecer a contrariar um entendimento do Tribunal de Contas. Deu-me trabalho mas não senti muito o peso disso. Do trabalho que deu. O que gostei é que a coisa saiu um bocado revolucionária. Talvez por isso não venha a ter grande êxito. Não importa. Eu própria sinto-me já um sucesso por ter conseguido montar aquilo. Pelo menos, as conclusões "estão espetaculares", como me disseram. O Direito é mais ou menos como a matemàtica. Juntar pedaços com lógica. Depois há outras opiniões. E nisto já se distancia da matemática. O que não me desagrada.

 

 

publicado por Cat2007 às 13:56
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