CAFÉ EXPRESSO

Agosto 31 2016

 

Já vi muita gente, inclusivamente na televisão, a dizer que alguém “é um positivista”. O que nunca se percebe é se estão a falar do positivismo lógico, do positivismo jurídico ou do positivismo filosófico. E não se percebe porque, na verdade, o que querem dizer é que uma determinada pessoa é positiva.

 

Isto irrita-me porque penso que haverá sempre a possibilidade de, um dia me chamarem positivista por ser positiva. Logo a mim, que sou da metafisica e de alguma fé. Embora acredite também firmemente na prova dos factos pela ciência, sendo, deste modo, também positivista. De facto, sou também mas não sou de todo ou totalmente. Porque, sublinho, acredito em fenómenos não comprováveis.

 

Por exemplo, creio firmemente no “papão”. Este é uma senhora com um xaile e um saco de plástico preto na cabeça e que urra. Vi-a uma vez a descer umas escadas quando era pequena. Apareceu porque eu, alegadamente, não me estava a portar bem. Fiquei aterrada. E alterei o meu comportamento em muitas coisas, é verdade. Talvez tivesse medo que ela me comesse.

 

publicado por Cat2007 às 16:19
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Agosto 30 2016

Resultado de imagem para claustrophobia

Tenho estado, durante os últimos dias, a ponderar nas razões pelas quais uma pessoa pode começar a ficar fóbica. E conclui aquilo que toda a gente sabe. As fobias aparecem quendo não se consegue resolver questões, dores, problemas graves e se “põe para trás das costas”, esquecendo. Eu tenho medo de, por exemplo, ficar fechada num elevador. Mas há quem tenha fobia de baratas. Uma vez tive uma discussão com uma pessoa do medo das baratas. E cada uma de nós teimava que o seu medo era muito pior do que o da outra. Na verdade o que cada um quer é agarrar-se a ele. Ao medo. Concluo. Pois, como disse, tudo o que o motivou é sempre bastante pior. Ainda assim, continuo a considerar que é pior ter medo de elevadores do que de baratas. Porque nem sempre nos aparecem baratas à frente. Enquanto que elevadores é todos os dias. Claro que digo isto porque, fundamentalmente, não percebo porque razão há-de uma pessoa ter medo de baratas. Nem a minha prima Ana percebe porque razão há-de uma pessoa ter medo de elevadores. Certa vez, ela ficou fechada duas horas no elevador do Palácio da Justiça, tendo aproveitado para, calmamente, despachar uns processos que trazia consigo. Evidentemente, eu teria um ataque de pânico. Mas também já pensei que, sendo efetivamente certo que teria um ataque de pânico, sempre é verdade que estes ataques não duram mais do que uns minutos. Talvez depois ficasse calma. O problema é que, como referi, ninguém fica calmo com a possibilidade de abandonar uma fobia de estimação. Porque o outro sofrimento é certamente bastante pior, como disse também. Portanto, tudo é bastante simples. Basta identificar o problema e cortar a sua raiz. Como se isto fosse simples.

publicado por Cat2007 às 16:22
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Agosto 29 2016

Há pessoas muito competitivas. Eu era muito competitiva. Queria sempre ser a melhor em tudo. A melhor desportista. A miúda mais gira. A mais inteligente e a melhor aluna. A melhor… E acreditava que era. E o que era, sobretudo, era outra coisa. Carente.

 

Houve anos em que fui a melhor aluna (mas apenas) da turma. Outros houve em que fui a melhor desportista (lá está) da turma. A partir de certa idade, era talvez a miúda mais gira, observe-se, do Alcântara Mar (sim, trabalhei no Alcântara Mar durante seis meses em que perdi um ano na faculdade). Dizia-se que eu era a mais inteligente de cinco irmãos, o que, aliás, não era (nem é) verdade. Seja como for, nas partes em que eu fui sendo a melhor por partes, só arranjei problemas com os outros e nunca me senti muito amada pelos demais.

 

Num processo que se desenvolveu no tempo, fui batendo de frente com a realidade. Como é evidente. Não foi fácil engolir que não era a melhor… e por isso a não mais amada. Sim. Era isto. O que eu queria era ser a mais amada. E para se ser amado tem de se ter muitas qualidades. Era assim que eu pensava.

 

No entanto, por exemplo, aos 18 anos (e apaixonada de morte) fui trocada por uma mulher um bocado feia. Aqui chegada e depois de acumular nos anos transatos outras diversas frustrações, desisti, por fim, de competir.

 

A verdade, é que finalmente percebi que não tinha que ser a melhor. Mas melhor. Sobretudo, não tinha que ser a melhor nas áreas em que eu pensava. Até porque, como é evidente, ninguém é, em termos absolutos, o mais inteligente, o melhor desportista o mais giro, o melhor aluno. Mas para o que importa, importa clarificar que ser melhor passa designadamente por não querer ser amada (como disse) pelos demais. Isto é de um irrealismo atroz. Portanto, melhora-se muito quando se ultrapassa a coisa. Importa ser amado por quem se ama. E quando se aprende a amar, melhora-se imenso.

 

publicado por Cat2007 às 16:23
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Agosto 24 2016

 

 

Ver este smile desconfiado aqui no topo do blog já me aborrece. O smile e o assunto. É por isto e pela necessidade de escrever um bocadinho que agora aqui estou.

 

Começarei por dizer uma coisa ou outra sobre as férias. Tive umas férias descansadas. Cheguei mesmo, em um dos dias, a dormir até às três da tarde. Um escândalo. Um escândalo para mim - que mais ninguém ficou escandalizado. Detesto levantar-me cedo. Mas não gosto de estar na cama depois das onze AM. A não ser que tenha um muito bom motivo. Seja como for, creio que foram os ares. Muito oxigénio na serra.

 

A propósito de oxigénio, da minha casa pude ver o Gerês em chamas. Parte. Uma pequena parte. Graças a Deus.

 

Por outro lado, comprei um anel e uns brincos de Viana (em prata, not gold). Pequenos. Os brincos. O anel é de tamanho normal. Creio que agora se usa um bocado este tipo de peças. Não que me importe muito o que se usa. Mas de vez em quando fico interessada. Isto se gosto das coisas, é claro.

 

Também nadei com o meu cão. Por isso a fotografia supra colocada. Foi divertidissimo.

 

De volta ao trabalho, refiro que tenho trabalhado pouco. Mas com os dias a passar, devo entrar no ritmo. O que me chateia são as pessoas. O meu primeiro psicoterapeuta também era desta opinião. Dizia-me ele que adorava estar com os seus pacientes. E era só. No entanto, não me apetece estar para aqui a falar sobre isto. Apetece-me mais falar sobre coisas positivas. Assim, devo dizer que ontem jantei indiano e que estava delicioso.

 

Hoje, à hora de almoço, passei por um doente mental que puxou o cuspo ao pé de mim. Achei que ele me ia cuspir em cima. Fiquei a pensar sobre o que faria caso isso sucedesse. Não teria outro remédio senão limpar-me e não dizer nada. Afinal era um doente mental. Mas nada disso aconteceu e pude prosseguir em direção à farmácia para comprar as minhas Nicorette sabor a menta fresca. Por causa delas fumo apenas sete cigarros por dia e não sinto a falta de mais. Ao que parece, o organismo consegue processar até oito cigarros por dia. Portanto, devo estar já salvaguardada. Não obstante, vou deixar de fumar totalmente.

 

Por agora não tenho mais nada a dizer.

publicado por Cat2007 às 16:38
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Agosto 04 2016

 

Relativamente às pessoas desconfiadas, parece que nos estão sempre a pôr em causa. Esta é a primeira sensação que me fica. Depois há a impressão que estamos a ser vigiados numa base de regularidade. O que é extremamente desagradável, como se compreende. Por outro lado, os desconfiados tendem a fazer juízos precipitados sobre as situações e especialmente sobre as pessoas. Normalmente pensam pelo lado pior, criando, assim, em si uma má imagem dos outros. Depois atuam em conformidade, sendo capazes de criar verdadeiros infernos à sua volta. Ruidosos ou surdos-mudos. Deste modo, uma pessoa nunca pode estar muito descansada ao pé de um desconfiado.

 

Gosto sempre de saber a causa das coisas. Por isso ponho-me agora a questionar sobre as razões pelas quais os desconfiados são desconfiados. E inclino-me para o trauma. O trauma é um tipo de dano emocional que ocorre como resultado de um algum acontecimento. Pressupõe uma experiência de dor e sofrimento emocional ou físico. Como experiência dolorosa que é, o trauma acarreta uma exacerbação do medo, o que pode conduzir ao stress, envolvendo mudanças físicas no cérebro e afetando o comportamento e o pensamento da pessoa, que fará de tudo para evitar reviver o evento que a traumatizou (para mais esclarecimentos vide Wikipédia).

 

publicado por Cat2007 às 16:27
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Agosto 01 2016

 

 

 

Sobre factos constroem-se afetos. Entrar em negação consiste em reconstruir sobre um determinado afeto (sentimento) uma ideia diferente daquilo que o afeto é, dando origem a afetos diferentes e a ideias novas. Portanto, a realidade passa a ser outra. Embora os factos verdadeiros não se apaguem. E, de vez em quando, surjam à mente, como intermitências de luz. Não obstante, é possível ir vivendo sem o drama de ter que encarar de frente a luz do sol. Porque não é da luz do sol que se trata. Mas de pequenos pirilampos a piscar no espírito durante a noite.

 

publicado por Cat2007 às 15:59
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