CAFÉ EXPRESSO

Fevereiro 09 2017

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Este blog trata da minha opinião sobre as coisas em geral que em geral me interessam. E existe porque, de facto, tenho necessidade de opinar.

 

Já quando era pequena era bastante opinativa, tonando-me chata, impertinente e perdedora de grandes oportunidades para estar calada.

 

Aqui tento ser mais prudente. Mas não deixo de ser um bocadinho desbocada. Se para ser desbocada também conta meter por aqui fotografias minhas.

 

Como ia dizendo, quando era pequena, adorava interferir em todas as conversas. Especialmente se se tratava de conversas de adultos. Certa vez ouvi a expressão “corno”. E achei que queria dizer teimoso. Daí que um dia disse a pessoas que o meu pai era um “corno”. Riram-se. O que eu não compreendi de todo. Depois alguém me disse que eu não devia dizer essas coisas. O que não compreendi de todo igualmente.

 

Certa vez, estava com uma colega de escola a medir o tamanho das maminhas. Isto num parque vazio de gente e cheio de arvoredo. Sucede, porém, que passou um rapaz de bicicleta que olhou para nós com curiosidade científica. E foi-se. Lembro-me de ter ficado superlativamente envergonhada, enxovalhada mesmo. A minha coleguinha, por seu lado, riu-se e perguntou-me se me parecia que ele tinha achado que nós éramos “fufas”. E eu: “”fufas? Mas o que é isso?”. E ela: “Não é nada, deixa estar”. Fiquei a pensar naquilo dias seguidos. Depois, lá me esqueci. A verdade é que ela nunca cedeu em dar-me uma explicação.

 

Esta colega, além de ser muito mais sabida do que eu, era também um bocadinho mentirosa. Com efeito, veio dizer-me que uma fadista estrangeira, considerava que a mãe dela cantava o fado como ninguém. Talvez melhor do que a Amália, acrescento eu agora. A questão é que acreditei na existência de “uma fadista estrangeira”.

 

Isto que acaba de ser dito não sofreu alterações para a atualidade. Ou seja, continuo uma crédula. Por exemplo, uma amiga minha disse-me que deixou de ser lésbica. Ela que era uma desenfreada devoradora de mulheres. Acreditei. Na altura, atribui a coisa a um desgosto qualquer, que desconheço. Mas talvez as coisas não sejam assim, e ela seja lésbica na mesma. Quer dizer, ela pode ter deixado de praticar. Mas não terá deixado de ser lésbica. A menos que nunca tivesse sido, não é? Talvez ela nunca tenha sido lésbica, afinal. E é nestas coisas que eu acredito. Pois se as pessoas dizem…

 

Voltando ao quando era pequena, o meu irmão mais velho disse-me que sabia do esconderijo de um tesouro de um pirata, pelo que eu devia aceder em ficar sozinha em casa enquanto ele saia para ir buscar o tesouro. Não demorava nada. Assim, ele saiu e eu fiquei sozinha à espera que ele regressasse rico. Claro que, quando se deu o seu regresso de mãos a abanar, lhe bati.

 

Não tenho nenhuma moral (moral da estória) para apor aqui a estas coisas que estive a dizer. Porque obviamente não existe

.

publicado por Cat2007 às 13:23
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