CAFÉ EXPRESSO

Abril 26 2017

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Quando fui de férias, há duas semanas, estava um bocadinho ansiosa porque demasiado importada com questões laterais relacionadas com o trabalho. Como disse noutro post, não é o trabalho em si que me cansa. Para dizer a verdade, até gosto de refletir nas questões sobre as quais incidem os meus pareceres, uma vez que trabalho na área da Saúde. Vem a propósito referir que um médico confessou-me mais ou menos a mesma coisa. Disse que adorava prestar cuidados aos seus pacientes e que detestava tudo o resto. O resto é que o derrotava. O sistema.

 

Pois então estou de volta das férias e de regresso ao sistema. Mas já não estou ansiosa. As férias incidiram-me sobre os nervos, aquietando-os. O que estou é um pouco emperrada. De cabeça. Queria ainda estar a respirar as montanhas, afinal. É uma contrariedade mudar assim de paisagem (e de contexto). E de banda sonora (designadamente o barulho da cidade).

 

Poderá parecer que não, mas a propósito do que acabei de expor, importa admitir que os meus níveis de ansiedade sobem quando não domino os contextos onde me movimento. Não por acaso, quando ando de avião e a cada início de viagem, entrego sempre a alma ao Criador, aceitando que se passe tudo como Ele quiser mas desejando ardentemente que Ele não queira que o avião caia. E porque vou nesse ardente desejo, fico ansiosa. E como fico ansiosa, tomo umas pastilhas. E como tomo umas pastilhas, passo a viagem a dormir. O que é uma bênção.

 

Sou, portanto, uma controladora. Assim, especializo-me nos assuntos cujos respetivos contextos me envolvem. E não descanso enquanto não estou especializada. O mesmo é dizer, enquanto não sou profunda conhecedora de todos os meandros e respetivos procedimentos das coisas. Claro que não posso ir agora aprender a pilotar aviões e comprar um jato só para mim. É por isso que, como referi, tenho que deixar tudo na mão de Deus no que aos aviões diz respeito. E quem diz aviões, diz tudo o mais que ainda me escapa. Assim, no fundo, é a necessidade de controlo e o facto de existirem coisas que não são suscetíveis de ser controladas que faz de mim uma mulher de fé.

 

publicado por Cat2007 às 14:24
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"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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