CAFÉ EXPRESSO

Junho 26 2017
 

Resultado de imagem para tédio e sono

 

Não sei se é do tempo mas sinto-me especialmente entediada. Estou em plena jornada de trabalho. Pois então. Matérias chatas. Portanto, não é só do tempo, conclui-se. É por isso que neste momento escrevo. Só um bocadinho.

 

Uma vez fiz uns testes psicotécnicos. Uma das provas consistia em escrever um texto de já não sei quantas palavras sobre qualquer assunto à escolha. Escolhi escrever sobre o que me estava a acontecer naquele momento. Escrever um texto. É o que se está a passar agora (embora não esteja a ser testada). Por isso me lembrei.

 

Agora estou a lembrar-me também de que, há muitos anos, tive uma psicóloga que durou poucos meses (como minha psicóloga, está claro). A minha grande questão com ela era a tentação. Naquela altura, eu estava tentada a ir para a cama com uma determinada pessoa. Mas não devia porque tinha uma relação com outra. Eu. Eu tinha uma relação com uma pessoa de quem gostava a sério. Mas acabei por ceder à tentação. O que me trouxe consequências muito desagradáveis.

 

Enfim, mas o que me está a acontecer neste preciso instante é, além do tédio, sono. Quem me dera estar esticada no sofá com a televisão a fazer barulho de fundo e o cão aos pés. Isso é que era.

 

Olha-se para o que atrás está escrito e pode pensar-se que não fiz nada hoje. Mas não é verdade, fartei-me de trabalhar. Cheia de tédio e de sono, trabalhei rapidíssimo e em série. Uma pessoa tem pressa em se livrar das coisas que aborrecem.

 

publicado por Cat2007 às 16:31
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Junho 25 2017

Resultado de imagem para alvo em movimento

 

 

Cá estou de novo. No que diz respeito a isto, ando bastante produtiva. Um texto quase todos os dias. E aos fins de semana. Não era costume vir para aqui escrever aos fins de semana. Porque nem pegava no computador. Agora ando a acordar cede nestes dias. Por isso, enquanto o resto do pessoal dorme, e não havendo nada de melhor para fazer, escrevo.

 

Mas hoje dormi muito bem. E tive um sonho. Estava no Rio de Janeiro num bar de benfiquistas como eu sou. De súbito, um cara começa aos tiros lá de fora para dentro do bar. Baixámo-nos todos. Fartou-se de disparar. Mas ninguém morreu. Creio que este sonho tem a ver com a rábula dos emails e dos SMS. Dito isto, passemos à frente porque não me apetece estar para aqui a falar de futebol no que diz respeito a qualquer assunto que lhe seja paralelo. Eu só gosto do jogo. Ponto final. Agora vou fazer parágrafo para, então, mudar radicalmente de assunto.

 

Atualmente tenho um pequeno cão (e uma cadelinha também). Antes, tive outro cão igual ao que tenho atualmente. Baixo como um smurf. Também obsessivo e nada inteligente. Certa vez, apaixonou-se por uma cadela loura e grande. Andou um dia inteiro atrás dela. A cadela, muito paciente, ignorava-o olimpicamente. Até que, volvidas algumas horas, exausta, abocanhou-o e sacudiu-o como faria a um coelho. Ficou bastante maltratado o meu cãozinho. Mas não pude deixar de dar razão à cadela. Que, ainda por cima, tinha um namorado da altura dela.

 

Na verdade, não compreendo pessoas que andam atrás de outras. Quando se tem de andar atrás significa que o alvo está em movimento contrário ao nosso, embora não esteja certa que esta seja uma boa figura de estilo (imagem).

 

Outra estória. Certo dia, foi lá parar a casa um tipo cheio de maneirismos irritantes explicar como era bom e bonito e que, além disso, amava outro que, por sua vez, o amava a ele. Sucede que não estavam juntos, pelo que eu perguntei porque não estavam juntos. Segundo a resposta que obtive, o outro era “muito complicado”. Fiquei a pensar que, aos olhos das pessoas que se comportam como o meu cão, os outros se tornam bastante “complicados” quando não estão interessados. E disse-lhe: “O fulano não está interessado em si porque, de outro modo estaria consigo”. Claro que houve uma reação violenta a esta minha declaração. O que não me deixou indiferente. Pelo contrário, tive uma incontrolável vontade de rir. Mas não ri, claro.

 

É assim, as coisas são simples. As pessoas não são cobardes ou confusas. As pessoas simplesmente não estão interessadas. Ponto final. E parágrafo para fim de texto.

 

publicado por Cat2007 às 10:30
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Junho 24 2017

Resultado de imagem para smurfette

 

Hoje não dormi nada. Ou melhor, dormi ao serão e depois foi um problema. A questão é que mesmo não tendo dormido, acordei a um quarto para a sete. Como não achei nada de melhor para fazer, decidi jogar no computador. Perdi os jogos todos. É que estava a pensar e diversos assuntos. Maioritariamente coisas de trabalho. Como fazer isto. Resolver aquilo. Projetar algumas coisas. Etc.. Gosto de pensar em trabalho quando é de trabalho mesmo que se trata. De coisas produtivas, quero dizer.

 

Agora, como se verifica, estou aqui a escrever. A ver se me sai alguma coisa inspirada. O que não tem sucedido ultimamente. Na sequência do post anterior, fiquei com a ideia de que passei a ideia de que me acho muito gira e que faço um grande favor às pessoas baixinhas e gordinhas em apaixonar-me por elas. Pessoas a quem chamei, respetivamente, smurfs e bolas de Berlim só para ser ilustrativa. Uma falta de respeito, noto. O que eu queria realmente dizer é que gosto de pessoas bonitas que podem ser gordinhas ou baixinhas ou as duas coisas ou não ser nada disso. Com efeito, a beleza é um conceito subjetivíssimo, reafirmo.

 

Olho para o que escrevo e parece-me que está pior a emenda que o soneto. Talvez deva calar-me com este assunto do desejo e da estética. E ficar na minha. Porque a minha é decente. Só não consigo explicar-me bem.

 

No outro dia fui à praia e levei protetor 50, como informei. Agora continuo branca como a neve e estou sem poder vestir os vestidos que queria. A chatice é que vou ter um jantar. Ia levar o vestido que não compromete ninguém – o preto – mas é muito curto. Não estou com pernas para isso. Apenas por causa da respetiva cor, creio eu.

 

Estou sem saber o que fazer neste sábado. Porque há futebol às quatro. De manhã já estou cansada. Porque não dormi bem, recordo. E à tarde, depois do jogo, já serão seis horas… Não, não me apetece ir ao cinema. O meu problema com o cinema é que não posso parar o filme para ir comer e beber ou não parar o filme e fumar cigarros. Depois, também não me apetece partilhar emoções com uma plateia. Efetivamente, gosto de ver cinema em casa. Sozinha ou em boa companhia de uma só pessoa. Já o teatro é diferente. Há uma comunhão entre os atores e o público que faz parte do espetáculo. O público, muito publico, é indispensável, portanto. Assistir a uma peça de teatro é efetivamente uma emoção partilhada por todos os que lá estão, pelo que me esqueço de fumar ou de querer beber ou de querer comer. Seja como for, talvez não vá ao teatro hoje.  

 

Hoje talvez aproveite o que restará da tarde para namorar intensamente.

publicado por Cat2007 às 09:42
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Junho 22 2017
 

Resultado de imagem para shrek e fiona se beijando

 

Creio que o desejo consiste na vontade de fazer amor com uma determinada pessoa, a qual é precisamente o seu objeto.

 

Quando tinha dezoito anos era bastante bonita para a idade. O que me enchia de orgulho. E de soberba também. Deste modo, só me interessava por pessoas igualmente bonitas, desprezando as outras. No meu entendimento, a beleza era suficiente para tudo e a falta dela motivava-me para nada, como se aprendeu nos livros de estórias de príncipes e de princesas.

 

Nesta conformidade, apaixonei-me por uma beleza extraordinária. E encetámos uma relação. Naturalmente, fazíamos amor imensas vezes (ao dia e à noite). E fizemos pelo tempo em que o desejo durou. E foi, pois, assim que descobri que o desejo tem prazo de duração. E que, quanto mais se consome o seu objeto, mais depressa ele se esgota.

 

E, de facto, sucedeu que me sucedeu esgotar-me primeiro. Ou seja, a minha beleza deixou de fazer efeito mais depressa. Enquanto eu ainda fiquei (não literalmente) agarrada à coisa por mais algum tempo. Pelo tempo de ser substituída, no caso, por uma hipotética bruxa feia (e por isso inevitavelmente má, pensa-se).

 

Não obstante, mais tarde, e porque apareceu o Shrek, estive terrivelmente atraída (estar terrivelmente atraído significa ter vontade de fazer amor muitas vezes) por uma pessoa que, ao que constava, não era objetivamente desejável. Até me disseram que parecia uma cobra.

 

Portanto, no meu caso (embora me pareça que também em muitos mais casos), na atualidade, as pessoas só são desejáveis subjetivamente. Concretizando, para além da cobra, já senti muita vontade de fazer amor com pessoas que terceiros podem designar por smurfs (por serem baixas) e bolas de Berlim (por serem quase redondas).

 

publicado por Cat2007 às 15:57
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Junho 20 2017
Resultado de imagem para guarda sol colorido

 

 

Hoje vou para a praia. Saio daqui e vou para a praia. Saio com tempo de ainda aproveitar. Dizem-me que tenho bom ar. Ainda que isso possa ser verdade, considero-me demasiado branca. Logo, parece-me que pareço um bocadinho doente por causa do contraste da minha pele com as cores do verão. Laranjas, amarelos, brancos, e assim. Já por causa disso é que ainda não me atrevi a usar certas roupas que tenho lá no armário, mantendo-me nos azuis, verdes e nos pretos (embora de verão, com certeza).

 

Portanto, vou para a praia com a intenção de adquirir boas cores. No fundo, para combinar com o verão. Porque, na realidade, de praia não gosto muito. Quero dizer, o excesso de calor, a areia sempre a colar-se e a água fria. Não gosto destas coisas. Mas vou. Que é por causa da saúde, como expliquei. Ficar com ar saudável, como disse. Integrar-me no verão, como referi.

 

Por outro lado, e seja como for, passear descalça a ouvir o barulho das ondas na fase de rebentação agrada-me imenso. Portanto, quando disse que não gosto muito de praia, na verdade, não disse bem a verdade.

 

Acresce, por outro lado, que a sensação de largar o trabalho (e largar a roupa) para ir para ao pé do mar is something. Veja-se que, por exemplo, a pressão cai dos ombros aos pés em apenas alguns minutos.

 

Posto o que antecede, porque parece que sou inconsciente e não conheço os malefícios do sol, tenho de acrescentar que levo protetor 50.

 

Finalmente, lendo o que acabo de escrever, porque não penso muito enquanto escrevo (e, portanto, preciso de ler no fim), verifico que escrevi um punhado de infantilidades. “Os meninos vão fazer uma redação sobre a praia”, dizia a professora primária. Foi o que fiz. Uma redação sobre a praia. Só faltava falar das conchas, dos castelos na areia, dos amigos para brincar e etc, como gelados.

 

publicado por Cat2007 às 16:07
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Junho 19 2017

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Andei a semana (passada) toda com o olho esquerdo inchado. Foi uma coisa que me apareceu. Desagradável. Por isso não fui aos “Santos”. Nem a outros sítios onde tradicionalmente vou uma vez por ano por esta altura. Não vou dizer quais porque não vem aqui ao caso. Neste aspeto, opto por “ficar no armário”.

 

Agora quero falar de arrependimento. Porque tenho andado a pensar no assunto. Sobre coisas determinadas que não fiz. Há coisas que efetivamente não vivi e que merecia ter vivido. Coisas que devia também ter dado a viver a pessoas certas, e não o fiz.

 

Pergunto-me porque o terei feito. O não ter feito. Tento recordar os processos na minha cabeça. Penso que a resposta está na incapacidade de pensar simples.

 

Pensar simples é muito difícil. Porque é necessário ter uma assinalável preparação moral e emocional para saber hierarquizar os princípios que regem as condutas.

 

Creio que o princípio da justiça é dos que têm maior valor imanente. Nunca nos devíamos esquecer dele: dar a cada um o que é seu. Isto é ser justo. Eu não fui justa em tempos. Sobretudo comigo. Portanto, autocastrei-me. E “lixei” outras pessoas no processo.

 

publicado por Cat2007 às 16:26
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Junho 16 2017

Resultado de imagem para mafalda humildade

Ainda a propósito do que escrevi atrás, venho afirmar que a humildade é fundamental. Irritam-me e desapontam-me as pessoas que não são capazes de dizer: "eu não sou capaz". Que "não percebem". Que "não sabem". 

 

Toda a gente sabe que ninguém sabe tudo sobre aquilo de que fala. Toda a gente aceita que as pessoas se metem a falar de assuntos que não dominam. É saudável isto, aliás. Falar de assuntos não dominados. De outro modo, para quê falar? Só se for para andar a dar prelecções aos outros. Assim para obter o retorno sobre o próprio ego. Talvez. 

 

Em qualquer matéria o que é mesmo interessante é reflectir. E se puder ser numa troca, melhor. Surge conhecimento da humildade partilhada. Não obviamente o cabal. Mas mais algum. O que nos ajuda. E não cansa mas alivia. Ao contrário do que se possa pensar.  

 

A base da honestidade é pessoal e íntima. Quem não percebe isto só faz tristes figuras. Com certeza que todos sabemos um bocadinho das coisas. De várias coisas. De alguma coisa. Temos a sensibilidade, a inteligência, e experiência a cultura e a educação. Estes processos contínuos que nos dotam dos meios necessários para tentar aprender alguma coisa.

 

publicado por Cat2007 às 14:46
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Junho 14 2017

Resultado de imagem para bertrand russell em busca da felicidade

 

Porque é que alguém se há-de lembrar de uma colega da escola primária? Isto se nenhuma teve um significado especial. É verdade. Não gostava de especialmente de nenhuma menina. Passo as classes todas. Da 1.ª à 4.ª. E não me lembro de ninguém com exactidão.

 

Talvez fosse estranha. Entre os 5 e meio e os 9 eu devia ser estranha. O que farão hoje em dia as pessoas de quem eu não me lembro? Uma só. Será feliz? Que pergunta parva. Aposto que não. Apenas porque a felicidade é um ponto de vista pessoal e a maior parte das pessoas não atina com isso.

 

Só conheci duas pessoas na vida que se declararam felizes. Declararam-mo. Confesso que fiquei escandalizada na altura. O meu pai e um ex-namorado. Escandalizou-me a convicção e a certeza.

 

Depois do choque, reflecti em ambos os casos. A felicidade nada tinha a ver com posses materiais, realizações profissionais ou com o amor. A coisa estava toda no chão. Ambos tinham os pés muito bem assentes no chão. Que não era chão, mas uma base constituída por um conjunto de certezas sobre as quais actuavam no dia-a-dia. Uma pessoa pode ser feliz se tiver mais ou menos a certeza sobre aquilo que lhe vai acontecer. Embora, antes de mais, seja preciso ser saudável. E sentir que sim. Era o caso. Também não eram demasiado introspectivos. Suficientemente Inteligentes para manter o raciocínio virado para fora. Sabiam intuitivamente que, a partir de um certo ponto, pensar sobre o eu é como fazer um caminho para dentro de uma gruta onde não há mais nada para descobrir para além de escuridão, humidade e pedra. Não sei se leram o Bertrand Russell.

 

Em resumo, o que estes dois tinham era confiança. Em si. Nos outros. E nos imponderáveis da vida. Esta ordem não é aleatória. Em si. Nos outros. Nos imponderáveis da vida. Um tipo que confia em si mesmo acredita que é capaz de resolver qualquer problema vindo dos demais ou do acaso. E se não for capaz, é porque não pode. Aceita. Não se culpabiliza. Nem se acha um fraco. Um tipo confiante é humilde.

 

Se houvesse alguém na minha escola primária que fosse humilde eu lembrava-me. Talvez não pudesse dizer o que faz hoje. Porque o percurso de vida de uma pessoa humilde corre mais ou menos como um rio. Quero dizer, acontece naturalmente. Nesta naturalidade, um ser humano pode acabar a vender bolas de Berlim na praia ou construir um império económico. Em qualquer dos casos, não é onde cada um acaba que define a sua felicidade. Se me lembrasse de alguém que fosse genuinamente humilde da minha escola, era capaz de apostar que hoje é feliz.

 

publicado por Cat2007 às 17:41
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Junho 12 2017

Resultado de imagem para mafalda errare humanum est

 

A responsabilização faz-se sobre as pessoas em relação às coisas que elas não fizeram bem mas deviam. Está delimitado o âmbito. Mais do que isto é abuso. Menos do que isto é laxismo. O sentido de justiça é o princípio que rege a matéria.

 

Como diz, e bem, a Joss Tone, todos tem os o direito de errar. "The right to be wrong". Errar é, aliás um exercício de grande utilidade. O erro liberta o espírito de embaraços supréfulos e é um dos mais eficazes instrumentos de aprendizagem. Sobretudo porque não há quem não erre. Não errar é desumano. Por isso seria um absurdo proclamar "no right to be wrong".  

 

O que importa é medir os danos. É preciso responder pelos danos. Na medida certa. Ou seja, a medida do pagamento tem de ser igual ao montante dos prejuízos. Assim mesmo. Se mais. Sem menos. Com certeza que os danos morais e as expectativas legítimas estão aqui incluídos. São contabilizáveis. Embora de conta difícil. Porém, não impossível.

 

Pedir desculpa é bom. Faz bem à contraparte, mas se for só isso é um facto de baixa produtividade e de nenhum interesse. Pedir desculpa é só a primeira parte. O primeiro acto. O acto que fica sem sentido se não for seguido pelos demais correspondentes.

 

E voltando atrás, os erros pagam-se em função dos danos. É natural que este processo implique dor. Temos pena.

 

Mas temos mais pena de quem pede cabeças. Eu sou contra a pena de morte. Porque o princípio aqui em causa é o da justiça. Justiça sem humanidade não faz sentido. Humano é o erro. Não pode ser tão irreversível como a morte.

 

publicado por Cat2007 às 13:26
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Junho 07 2017

Resultado de imagem para ciumes doentios

 

Existe, creio eu, uma certa tendência geral para confundir uma monumental cena de ciúmes com uma poderosa demonstração de amor. A mim as cenas de ciúmes provocam poderosas dores de cabeça e monumentais ataques histéricos. É que o ciúme, só por si, não tem nada a ver com o amor. Desiludam-se os ditos optimistas, os egocêntricos, os chamados crédulos, e todos os demais que, por uma razão ou por outra, gostariam que assim fosse. Só para darem um tiro no próprio pé.

  

O ciúme em si é uma manifestação de um traço particular da personalidade de uma pessoa. O caprichoso. O caprichoso quer o que quer porque quer. E se não lhe dão o que quer, até é capaz de chorar. O caprichoso decide secretamente sobre os actos que as outras pessoas hão-de ter. Espera, não apenas que se actue em conformidade com os seus desejos, mas inclusivamente, que se adivinhe que desejos são esses. O caprichoso apaixonado é pior do que uma abelha confundida. Mete o ferrão em todo o lado porque acha sempre que são tudo flores. Quem gosta disto devia usar pólen em vez de creme hidratante!

 

publicado por Cat2007 às 14:21
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