CAFÉ EXPRESSO

Maio 13 2008

 

 

Acabei de ler o último parágrafo do post anterior. Aquela coisa do "e tal". Daí surgiu-me esta ideia de escrever com o mínimo esforço possível. Escrever assim como quem fala. Mas não só. Escrever como quem  fala o que não pensa. Não, não é como quem diz o que não pensa, embora pense. É, antes, escrever como quem diz o que pensa, mas pensa pouco, ou mal, ou nunca pensou no assunto. O melhor é começar para ver se me faço entender.

 

Sei lá! No outro dia vi na internet uma coisa sobre uma miss América de um dos estados que os americanos têm imensos. Ela fez um discurso sobre uma pergunta que lhe fizeram... bem! Nem dá para acreditar no que a mulher respondeu! Acho que era por causa dos mapas. Não me lembro bem, mas acho que há muitos americanos que não sabem bem onde fica a própria América. Sei lá! Acho que era uma coisa assim. Mas ela disse que eles deviam todos ter um mapa e que assim resolviam o problema. Até porque, sabendo onde ficava a América, já sabiam onde era o Iraque, e daí que o progresso era imenso porque o terrorismo acabava porque o mundo precisava de paz.

 

Eu não acho que as mulheres que vão a concursos de Misses sejam objectos sexuais ou candidatas a tanto, mas, não sei porquê, lembro-me agora que, no outro dia na praia um homem estava a masturbar-se para eu ver. Foi um nojo! Por causa da areia, claro! Depois uma pessoa anda lá com o pés descalços, e é muito chato! Mas eu fiquei a ver porque... sei lá! Se o homem estava a fazer aquilo publicamente! Não é? Agora, o que eu estranhei foi que ele não gostou que eu desatasse a rir. Quer dizer, eu ri-me e ele perdeu o entusiasmo. Foi estranhíssimo! De qualquer forma, tenho que dizer que o homem ainda se esforçou um bocado para continuar. Por mim, enquanto ele se esforçou, continuei sempre a olhar atentamente para ele. Não é todos os dias que uma pessoa tem oportunidade de ver alguém numa figura daquelas. E sem pagar bilhete! Não é? Depois, ele desistiu e foi ao mar lavar-se. Foi aí que pensei: "bem! Não volto a nadar nesta praia". Claro que "há mar e mar, há ir e voltar", que a água já não está suja, mas...sei lá, acho que é psicológico.

 

Ah! Pois esqueci-me de dizer porque via tão bem o homem. É que ele foi colocar-se num ponto estratégico. Entre mim e o mar. Ali mesmo á minha frente. Depois, quando voltou da água, resolveu ir para as minhas costas. Era para eu não ver. Não sei porquê. Mas uma amiga minha disse-me que ele continuou. De qualquer maneira, já não pude ver grande coisa porque, entretanto, estava com fome e fui até à esplanada. Também já era tarde. O sol não estava o mesmo por isso uma pessoa sentia também um bocado de frio.

 

 Agora, vou tentar continuar a escrever o no meu estilo normal. Bom, então, pois, a masturbação em público. Ocorre-me a ideia de atentado ao pudor. Porém, é uma má ideia. Falar em atentado, quero dizer. Claro que quem tenta cometer suicido atenta contra a sua própria vida. No entanto, não é muito correcto dizer que tal pessoa cometeu um atentado. Dizemos que se suicidou, se foi bem sucedida, ou que tentou suicidar-se, no caso contrário. Acresce que um atentado é uma acção danosa praticada por um sujeito  contra terceiros. Portanto, no caso de um publico masturbador não existe atentado ao pudor porque o dano provocado pela acção reflecte-se sobre o próprio agente. Ou seja, o masturbador atenta contra o seu próprio pudor, embora não cometa nenhum atentado. Estamos, então, perante um caso de suicídio moral, chamemos-lhe assim.

 

Um suicídio moral, de facto. O que pode pensar uma mulher de um homem que se presta a um papel destes? O que pensei eu daquele homem? Honestamente, considerei que era um pobre coitado. Foi, aliás, por isso que não consegui manter o riso cínico por muito tempo. Nem o olhar. Achei que o meu riso e o meu olhar eram demasiado invasivos. Apesar da situação. Claro que eu não sou assim tão boa pessoa. Por isso fiquei a invadi-lo pelo tempo suficiente para que perdesse a tesão.

 

publicado por Cat2007 às 18:55
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