CAFÉ EXPRESSO

Setembro 14 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Toda a gente sabe que um ídolo americano acaba por se tornar um ídolo mundial. Portanto, um programa televisivo com este nome obriga-nos a estar atentos. Para além disso, eu já gostava (e continuo a gostar, esperando ansiosamente nova edição)  dos "Ídolos". Ou seja, a versão portuguesa da coisa.

 

Neste show televisivo o que realmente me encanta são os "castings". O que demais se lhes segue, acontece dentro da linha normal daquilo que são todos os programas do mesmo género. Assim, pode ser perfeitamente ignorado.

 

Estive, cheia de entusiasmo, a ver as audições do "American Idol" que correram no Texas e na Califórnia. Que maravilha! Foram tantas coisas espantosas que aconteceram, que não tenho tempo nem espaço para estar aqui a reproduzi-las. De qualquer modo, e para o assunto que neste momento me motiva, vale a pena falar de um jovem obviamente gay, visivelmente gordo, com um incompreensível visual hippie, o qual se achava especialmente talentoso e espiritualmente superior aos demais seres humanos que habitam o planeta - o que condiz mais ou menos com a filosofia do "flower power". Este rapaz não cantava nada. O seu objectivo também não era provar o contrário. O que ele queria era mostrar à América, e por consequência ao mundo, que era um extraordinário compositor. Sobretudo, um grande poeta. Assim, decidiu levar ao júri uma música da sua própria autoria. Infelizmente para ele não o deixaram sair do primeiro verso. Este facto causou-lhe visível irritação e, depois, uma mágoa tão profunda que o mergulhou num vale de lágrimas. No entanto, como era essencialmente uma boa pessoa, perdoou, e, tendo-lhe sido concedido pela produção do programa a possibilidade de viver um "great finale",  saiu apoteoticamente numa espantosa exibição de qualquer coisa que se assemelhava a uma corrida pacífica para a liberdade, ou lá o que era aquilo que aconteceu perante as câmaras.

 

Do pouco que foi possível ouvir da composição deste candidato, pude concluir que era tudo péssimo: música e letra. A questão é que ele não acreditava nisto, antes pelo contrário. Ora, é este aspecto que me deixou a pensar (correctamente, ou não) que alguns gays, antes de perceberem que o são, constatam que são pessoas diferentes dos demais, logo que são especiais.  

 

publicado por Cat2007 às 14:53
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Eu não vejo AI. Não acompanho nem os que se passa no show então não faço ideia do que você está falando, mas uma coisa acontece com os gays, especialmente as mulheres. Elas se acham dotadas de talento poético, escrevendo como uma adolescente sensível e deslocada", o que às vezes parece lhes bastar para ter credibilidade literária . Esse foi um dos estereótipos dos quais escapei. Thank God . Ah, e também não gosto muitos de gatos nem de Xena , a princesa guerreira, apesar que meu problema maior é com suas fãs ensandecidas. Daqui a pouco vão me tomar a carteirinha do clube.. Anyway , captei o que disseste apesar de minha ignorância américa idolística .;-)
lee a 20 de Setembro de 2008 às 19:40

Não vês AI? Tens que ver. Só esta parte dos castings. Encara como investigação sociológica. Muito enriquecedor. Para além de que faz um bem ao ego! Nem te conto. Uma pessoa sente-se normal e muito respeitável quando vê aquilo.
As mulheres gays tb se sentem umas poetisas? Não sabia. Pensava que isto dava mais nos homens.
Mas o que tem os gatos a ver com este assunto? Eu GOSTO DE GATOS, se me dá licença...
Por outro lado, a Xena, bem, eu estou para a Xena com tu estás para o AI. Nunca vi. Mas acho que ja te tinha dito isto antes.
Mudando de assunto, conheces a música Mais da Alexia Bontempo? Como arranjo isso na net? Será que tu me arranjas? Será que não estou a abusar? Beijos, mil
Cat2007 a 22 de Setembro de 2008 às 15:01

Os gatos entraram na conversa por conta dos estereotipos. ;)
Impossivel eu ver AI simplesmente porque não suporto ver ninguém sendo criticados. Nem crítica cronstrutiva eu consigo assistir, que dirá as humilhantes...
Não conheço a música. Vou procurar pra voce.
lee a 25 de Setembro de 2008 às 02:37

Que sensível! Vc não acha que se a gente perde a capacidade de rir, ficamos sérios demais? Rir dos outros é permitido, se somos capazes de rir primeiro de nós próprios. E eu não me levo assim tão a sério.
A música... se vc encontrasse, era mais uma dívida que eu acumulava contigo. :)
Cat2007 a 26 de Setembro de 2008 às 09:56

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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