CAFÉ EXPRESSO

Janeiro 06 2009

 

                                                                                Mini solittaire

 

 

Abri o Laptop para ir jogar ao "Solitário Spider". Em primeiro lugar, porque sou mesmo uma espécie de aranha solitária. Solitária porque não conto a ninguém sobre a verdade dos meus medos. Aranha porque o nome do jogo é assim. Spider. Já agora, gosto do Spider Man. E, de resto, de todos os heróis da Marvel.

 

Porém, não. Não fui ao jogo. Preferi vir ao blog. Como se viesse a jogo. Vim, como se vê, fazer trocadilhos. Estou mal disposta. Mas não se pense que é por causa do carro. Não. Deixá-lo estar na oficina. Estou mal disposta porque não consigo tomar conta de mim própria. Só por isto. Ou, talvez, porque considero que não consigo tomar conta de mim própria, embora consiga e não perceba. O que é suficiente, ainda assim, para me deixar neste estado.

 

Em princípio, e em termos gerais, o medo é f... porque não se consegue fazer nada de jeito na vida por causa dele. Eu tenho um medo de sentido abstracto. Portanto, tenho medo de mim mesma. Nunca soube como agir antes. Quero dizer, nunca soube prever os meus comportamentos perante as situações. Por isso tenho medo do que virá. Do que não conheço. A propósito, a informação técnica sobre o Qren valeu-me as devidas superiores concordâncias. Como é evidente, a primeira versão estava óptima. Não era preciso mandar a terceira. Mas foi a terceira que eu mandei. E que foi aprovada. E que estava pior do que a primeira. Portanto, só agora tenho a certeza que a primeira é que devia ter ido. Portanto, não há saco para mim.

 

Pois é. O medo. A minha querida amiga Filipa C L gosta muito de abrir os seus grandes olhos azuis para me esfregar isso na cara. Que eu morro de medo. Pois é verdade! E que posso eu fazer? Ela diz-mo como se eu pudesse fazer alguma coisa. Fala-me de todas as minhas grandes qualidades. Que ela vê, mas eu não. Eu acho, realmente, que ela está enganada. Perante as coisas, vejo-me incapaz. Mesmo que as faça bem, não fui eu quem fez.

 

A propósito, como vou eu fazer bem a dissertação da tese? Nas duas últimas semanas fartaram-se de sair diplomas que interessam. Tenho tanto medo que li o último e não percebi nada. Depois perguntaram-me uma opinião sobre o mesmo, e pareceu-me que talvez tenha percebido. Ainda não sei. Neste preciso momento, devia estar a ler umas coisas do Peters, mas estou aqui a escrever sobre este medo que não me larga.

 

No dia 27 vou ser operada à garganta. Tenho que extrair um quisto (benigno).  Ainda não percebi se estou com medo. Disto. Da operação. Não percebi porque não sou eu quem vai operar, mas o médico. De outro modo, era óbvio. Por outro lado, devo estar com medo. Porque, como disse, tenho medo de mim mesma. Portanto... enfim, não vale a pena continuar nesta linha de raciocínio.

 

Se tivesse fé, não tinha medo. Isto é óbvio para qualquer pessoa. O meu drama consiste em ter sido educada segundo as tradições da fé católica. O catolicismo, com as suas crenças e práticas tão inconsistentes roubou-me a fé. E, agora, não tendo mais nada em que acreditar, se eu  não acredito em mim mesma, o que vou fazer?

 

Estou para aqui a dizer coisas. A escrever coisas. Mas isto não resolve. Tenho que ir falar com o meu medo. Percebê-lo. Ser compreensiva com ele. Respeitá-lo. Pode ser que assim ele me trate bem e me dê bons conselhos. Aposto que sim. Que dará.

 

Parei aqui. Voltei atrás. Li tudo o que escrevi. Sinto agora menos medo. Já estou mais confiante. Não sei porquê.

 

publicado por Cat2007 às 20:06
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Ás vezes o medo é só o velho bom senso disfarçado.
Quanto a sua cirurgia, tenho certeza (fé) que vai correr tudo bem, e por mais desagradável que a experiência seja, espero que menos do que pensamos, ela também pode enriquecedora ao nos fazer lembrar do que poderíamos ter que enfrentar. Voce sabe que eu tento se rum pouco Poliana, não é mesmo?
Hoje a Cris faria aniversário. Só a trouxe ao tópico por coincidência. Mas existem mesmo coincidências? Well, you get my pon.
Agora pega um chinelo e mate essa aranha. Ou se for como eu, joga um litro de intesicida nela a distância. Também funciona. E não vale dizer que aranha não é inseto. ;-)
Lee a 7 de Janeiro de 2009 às 11:58

Pois. Da nossa conversa de ontem já ficou bem claro para mim que aquilo a que eu queria chamar cobardia (ou covardia). Não era. Eu estava era cheia de atracção pelo abismo. E as pessoas que não querem cair do abismo não podem serconsideradas cobardes se se afastam dele. Certo? Agora, os meus abismos são invemtados por mim. Vc fez-me ver isso muito bem, querida.
A Chris... não sei se é uma coincidência. Apenas me dá tristeza. Vai tudo correr bem dia 27. Até porque, como disse, não sou eu quem vai operar a mim própria.
Obrigada por tudo.
Cat2007 a 7 de Janeiro de 2009 às 14:57

Aventura.
Inícios. Risco. Até o “Frissom“ de cair no ridículo!
A minha Linguagem é a imagem.
Imagens imaginárias de ti, de mim, de quem não existe mas nem por isso, é triste.
É a falada. A Mirada… Aquela que não tem espelho mas jamais, desprovida de sentido.
E no entanto Arrisco…!
Porquê? Simplesmente,
porque me apetece.
Assim de simples, vadio.
Tal qual medo sem cio. Lugar sem pertença. Vida sem beira.
Torno-me numa vagabunda da gramática, escrava da sintaxe.
Tudo isto pelo simples prazer de Acordar. Comunicar.
-De te “picar" !
…É, definitivamente a minha Linguagem não são as Letras…
E no entanto, adoro sopa!
...clipse a 11 de Janeiro de 2009 às 04:59

Clipse ? Não sei... Preciso de mais dados.
Cat2007 a 11 de Janeiro de 2009 às 13:19

Pois é. O do medo.
Hoje em dia, é mais o medo de ter medo, do que o próprio Medo. Também sinto que pertenço a esse grémio. E como membro assíduo que sou, só consigo encontrar respostas, à continuidade da pergunta;
Tenho medo. Sou o Medo. Venci o Medo. Mas… nasci sem Medo.
Porque senão, nem aqui tinha chegado…
A esta página, a este blog…
Aqui estou. E só isso é uma vitória. Ao medo que tive.
Aos caminhos do Medo que percorri…
Daí que pelas as vozes do Povo, da Era New Age, dos Mestres e até a minha, da aluna ignorante;
-Afinal, tudo é uma escolha. Uma terrível escolha permanente!
Solução?! Na minha precária apreensão…
Dar sentido. Procurar insistentemente, o Sentido.
Que me satisfaça. Preencha.
Que me faça decidir novamente,
estar nesta página… neste Blog.

Mais vozes da Ciência:
“Só não me quero arrepender, do que não Fiz.”

Mais dados:
Heterónimos.
...clipse a 11 de Janeiro de 2009 às 16:13

Eu tenho medo de jogar. E tu? Além do mais, tens medo de quê? O que pode uma pessoa não fazer de que depois se arrependa?
Cat2007 a 12 de Janeiro de 2009 às 13:44

Perguntas bem. Medo de Quê?
De jogar sim, Claro. De não parar. De Obcecar. De Jogar a casa. A saúde. A Sanidade.
Medo de não jogar e obcecar à mesma. Não com o Jogo, com outro sintoma.
Outros Jogos? Esses esqueço. Ter sido seduzida pela Verdade castrou-me no Tempo.
Medo de não gostar de mim. De destruir o reflexo, a fachada externa de onde moro.
Já gosto muito, da casa interna, onde vivo. Os convidados que recebo.
Medo de não ter a oportunidade de concluir os ciclos. De sentir a paz do fim.
Medo de pedir e ser-me dado. Medo de não ser-me dado o que de tão raro pedi.
Medo que o Medo de magoar, faça-me arrepender do que não vivi.

“ Vive a vida de maneira de que quando um dia estejas no leito da tua morte e olhes para trás, sintas uma imensa Alegria invadir-te, por todos os caminhos que decidis-te percorrer…”
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Perguntas bem. Medo de Quê? <BR>De jogar sim, Claro. De não parar. De Obcecar. De Jogar a casa. A saúde. A Sanidade. <BR>Medo de não jogar e obcecar à mesma. Não com o Jogo, com outro sintoma. <BR>Outros Jogos? Esses esqueço. Ter sido seduzida pela Verdade castrou-me no Tempo. <BR>Medo de não gostar de mim. De destruir o reflexo, a fachada externa de onde moro. <BR>Já gosto muito, da casa interna, onde vivo. Os convidados que recebo. <BR>Medo de não ter a oportunidade de concluir os ciclos. De sentir a paz do fim. <BR>Medo de pedir e ser-me dado. Medo de não ser-me dado o que de tão raro pedi. <BR>Medo que o Medo de magoar, faça-me arrepender do que não vivi. <BR><BR>“ Vive a vida de maneira de que quando um dia estejas no leito da tua morte e olhes para trás, sintas uma imensa Alegria invadir-te, por todos os caminhos que decidis-te percorrer…” <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>P.S</A> .“O que pode uma pessoa não fazer de que depois se arrependa?” <BR>Mais um, o primeiro que por hoje, na minha liberdade, vou resguardar-me e talvez, um dia responder. <BR>
...clipse a 14 de Janeiro de 2009 às 01:46

Exacto. Medo de jogar. Jogar a casa, a saúde, a sanidade, a paz. É isso. Eu também tenho medo dessas coisas. Mas isso tu sabes porque me lês neste blog
Cat2007 a 14 de Janeiro de 2009 às 13:52

Hello Spiderwoman daqui Dare Devil. O cego.
(Mas nem por isso menos charmoso. Menos herói.) Sorte a minha a de te apanhar no laptop. Não fosses estar tu numa das tuas teias de Solidão. Também sou da Marvel. Somos então do mesmo Universo DC. (Disléxicos em aCção?!) Universo maravilha…
Isto à primeira vista, porque toda a vida de heróis é um puxa-sacos. Cheia de problemas, contradições, identidades secretas e fortalezas da Solidão. Daí que Womanspider, será que Dare Devil pode convida-la para lanchar? Sim, Lanchar.
Sabes, Dare Devil é um herói timído. Low-profile. Usa bengala. Tem corninhos e um tremendo desgosto de amor. Não te posso ainda revelar o nome da “piquena” só te posso adiantar que é um perfeito nok out! Mas indisponível para qualquer tipo de refeição. Daí que , repito-me, a menina gostaria de lanchar fora? Segunda, quinta?
À hora típica de chá?
Como os meus super poderes são mais corriqueiros, banais, não posso glamorosamente ir busca-la em voo planado mas o que me diz de telhado em telhado?

Cegamente, aguardar a sua resposta.

Dare Devil
daredevil a 11 de Janeiro de 2009 às 18:17

Eu conheço o Demolidor, Dare Devil. É o meu Marvel favorito. Lanchar? Como, se nem pertencemos à mesma aventura?
Cat2007 a 12 de Janeiro de 2009 às 13:58

Tem toda a razão!!! Como pude ser tão idiota.
Vou já dizer ao Director criativo para desenhar a Catwoman a rodar a baiana porque a convidei para lanchar. (“To Thicken the plot” pois já percebi que não se relaciona com ciúmes… Isto é só para justificar à Produção, a nossa aventura em conjunto.)
De seguida, vou pedir ao Lanterna verde para criar a nossa sala de Chá em http://www.kununurratourism.com/en/default.htm a única maçada é que sairá tudo na cor verde, importa-se? (deixe lá, a Esperança, é sempre de bom tom.)
Mais tarde peço ao meu grande amigo Thor, se nos dá Boleia de martelo, pois de “Nenúfar em nenúfar”, é capaz de ser a hora de jantar quando lá chegarmos.
-E, isso é que não Spiderwoman; ‘Cause I would love to share the sunset in your marvellous company
“Cup of tea, with thee.”
Despeço-me num simples mortal empranchado à retaguarda, pois não quero de todo, dar nas vistas.

Aguardando Murdockamente o seu comentário

P.S. By the way soube que a minha "piquena" retirou-se para um convento tibetano...
-My heart is a three of spades!
daredevil a 12 de Janeiro de 2009 às 19:00

Você é tão divertido que me leva a dizer que sim. E agora? Como vai fazer?
Cat2007 a 13 de Janeiro de 2009 às 12:37

Está feito. -Viu como foi formidável ?!
Aquele por do Sol… Kununurra tem esse efeito no peito dos heróis… (ravissant, comprenez, vous?!.) Aqueles montes. Aquelas cores. Aqueles 350 milhões de anos que nos reduzem a pó. Notou o cheiro da terra, verdadeiramente vermelha?Está bem, Confesso, foi daí que tirei a ideia para o fato da minha heroína…Por falar nisso, -Que saudades! Esta coisa de ser Dare Devil em Português.Este saudosismo…
Na América nada disto acontece; - Acabou,acabou! Trás,trás e já tá! Embrulha! Segue pra Las vegas!!! Para aliviar, paro ali no Bronx dou uns estaladões ao Purple Man ou ao Mr. Hide, o bandido que estiver mais disponível e,,, sigo para bingo!
Aqui não!... Aqui é os copos. As discotecas. Acelerar… Fados, guitarradas “nem ás paredes confesso ”. Engatar miúdas… – Há Homem!!!
(Macho não. Isso é a versão Italiana- Capici!)
Por isso é que não hesito, Spiderwoman; Prefiro mil vezes o nosso programa!
-Ó minha Amiga! Aquele belo chá com o farrapinho de leite, Xícara de porcelana Vista Alegra (Sim, já lá chegou. É, bem sei que o verde era um bocadinho eléctrico, este nosso amigo Lanterna…)
Aquela Paisagem… Aquela brisa…
Mas, mais uma vez quero desculpar-me porque para si foi muito aborrecido, ficar completamente despenteada!!!Realmente o Thor continua a não saber medir as suas forças. Ele começa a rodar aquele martelo..-Vahalla!… -e, lá vamos nós!!!
Sabe o que é: -Viking! Isto de ser filho de deus. Ainda por cima, Odin, …sobe-lhe à cabeça. – Não há dúvida!
Mas é compreensível, temos que aceitar os nossos amigos como eles são. Spider, não posso deixar de acrescentar que estava realmente mmmuito bonita. Essa sua nova teia de seda;que maravilha!...
Jean Paul Gautier, não?

(atrevo-me a dizer: ) um beijinho para si.
daredevil a 13 de Janeiro de 2009 às 20:24

Tem razão. Foi formidável!
Claro que notei o cheiro da terra vermelha. Eu tenho os sentidos apuradissimos, como sabe. No mais, o fato da sua heroína é lindo. Um tanto inspiração Gaultier para o meu gosto. Mas assenta-lhe maravilhosamente.
Está, portanto a gostar de ser Dare Davil em português? Pois também me pareceu. Disfrute. Aproveite.
O Bronx é divertido para restabelecer a lei e a ordem, que é o papel de um herói, mas, em português, não se pode dispensar o fado. Já sabia quando decidiu vir para cá. Não é?
Ah! Não se reocupe com o meu cabelo. Como viu é ondulado. Portanto, despenteado ainda é mais bonito.
Cat2007 a 14 de Janeiro de 2009 às 14:00

Olá Beleza Morena, metade esquerda de ti. Cara.
Talvez essa tua amiga se identifique contigo.
Talvez durante anos não tenha sabido, das suas próprias qualidades.
Talvez a falta de eco que a rodeava fosse o seu Canyon de Silêncio.
Talvez à conta disso tenha conhecido o Desespero.
A Loucura. Apatia.
Talvez hoje saiba que basta alguém crer para mais tarde, ela, poder ver.
Talvez, talvez, talvez,
morras de medo que essa grande amiga Não esteja, enganada!
-Chata essa amiga tua!!!
violet a 12 de Janeiro de 2009 às 04:34

Olá Beleza Loura. Identitificas? Um pouco, eu sei. Mas és bem mais forte do que eu. Sim, morro de medo que não estejas enganada.
Cat2007 a 12 de Janeiro de 2009 às 14:04

Já disse o sábio Coringa: "ou vc morre heroi ou vive o bastante pra ver-se tornar vilão."
So true. No meio das máscaras, como distinguir um do outro?
lee a 12 de Janeiro de 2009 às 16:49

Querida Ms. Lee, o vilão é o que tem mais experiência. Beijos de saudade.
Cat2007 a 13 de Janeiro de 2009 às 12:38

Olá meninas boa noite. Olá Ms.Lee apresento-me: Violet . As apresentações é só para a seguir lhe poder dizer que a sua frase intrigou-me bastante. Muito. Tem-me feito remoer. Pensar. Ainda não desisti..
Se estivesse numa conversa amena consigo, iria pedir, na maior das curiosidades:
-Por favor, especifique.

“A curiosidade mata o gato.”
–Mas espero que jamais, no Blog da nossa Cat !
violet a 17 de Janeiro de 2009 às 00:53

Querida, acho que Ms Lee não vai responder a este comentário porque, simplesmente, não imagina que é para ela. Porque não tentas em posts mais recentes? É só uma sugestão. Beijos da sua amiga.
Cat2007 a 21 de Janeiro de 2009 às 09:34

Dear, Violet, qual frase gostaria que eu elaborasse um pouco mais, a do coringa? A da máscara?
Na verdade os herós só existem para combater a vilania. A oartir do momento que a paz volta a reinar, os heróis assim, como os remédios, tornam-se desnecessarios, fato intoleravel pra quem acostumou-se a ser útil e amado. :)
lee a 28 de Janeiro de 2009 às 21:23

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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Sabia que fazia anos, tinham me dito, mas no meio ...
há "sinais" que não devemos negar :D
Se o tédio estiver instalado numa relação, então é...
o tédio pode estar na própria relação... ou não?
No entanto, de facto, não associei. Ninguém é infi...
achei graça foi associares a tua infidelidade ao t...
Já tinha saudades de ler o seu blogue.
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