CAFÉ EXPRESSO

Outubro 29 2009

 

 

 

 

 

Considero importante a coerência. Porque anda perto da lealdade. Sobretudo  quanto aos efeitos. Nos outros, claro. A coerência e a lealdade são características cujos efeitos dão muito proveito aos outros. Para mim são princípios morais. Logo, demarcações de carácter que toda a gente deve ter. Talvez eu seja uma paranóica. Exijo lealdade e coerência das pessoas porque quero sempre saber com o que posso contar, ou não contar. Talvez seja uma série de coisas. Eu. De qualquer modo, eu sou eu.

 

Eu sou franca e digo sempre a verdade. E só não digo a verdade quando ela me escapa. Mesmo assim, tento. Aí até posso mentir. Mas não vejo. A franqueza e a fraqueza só se distinguem pelo "N". Portanto franqueza sem "N" é fraqueza. Importa então saber qual é o valor do "N". Importa, mas eu não sei dizer qual é. o "N" é uma letra. Lembra logo a palavra "NÃO". Como o "M" lembra a palavra "Mãe". O "N" vem a seguir ao "M" no alfabeto. Não sei qual é a razão desta ordenação. Nem me interessa de facto. Só sei que é um facto. Como sei igualmente que o que vem depois tanto pode vir atrás, como pode ser melhor ou pior. Mas, para o que aqui me importa, a fraqueza e a franqueza escrevem-se da mesma maneira, com excepção do "N" que a franqueza tem a mais. Como tem uma letra a mais, a franqueza deve ser melhor do que a fraqueza.

 

Gosto da fraqueza franca. Toda a gente tem fraquezas. Mas nem toda a gente é franca. Creio que a franqueza se confunde com a fraqueza na cabeça das pessoas pouco francas. Acontece-me muito ser confundida por gente "espertalhona". Pessoas tão espertas, tão espertas que acham que eu não sou franca porque não é sinal de esperteza expor as fraquezas pessoais, como eu faço. Pode até não ser. Também não estou interessada em ser esperta. A inteligência basta-me. 

 

E para ser coerente com o que disse no princípio, vou reeditar alguns excertos de uma coisa que escrevi aqui em 15 de Maio de 2007. Por uma questão de coerência. Porque como naquela altura, hoje penso e faço da mesma maneira.

 

"Pensei ser melhor do que sou em coisas que achava que tinha a  certeza que era.  Estou sempre a ser surpreendida. Sou perfeita onde não sei. Sou uma desilusão pessoal em campos onde não podia imaginar".

 

"Eu, de facto, não sei viver. E, também de facto, não se pode dizer que sou imatura e esta é a causa. Sou diferente. Isto é tão verdade como é certo que há diferenças entre todas e cada pessoa. De qualquer modo, eu noto que me comporto de um modo diferente. Sou diferente no meu comportamento, portanto. É o que posso justamente dizer sem me precipitar em fantasiosas percepções".

 

"Na verdade, embora tenha pretensões, eu não conheço as pessoas. Com efeito, embora goste de pensar que sou melhor do que os outros, a verdade é que acredito em super poderes alheios. De todos os alheios. Cada pessoa tem super poderes. Menos eu. Eu sou humana e frágil. É por isso que sou diferente. Os outros são humanos e fortes. Por isso são melhores do que eu. E podem sempre superiorizar-se naquilo que quiserem. Receio isto".

 

"Eu dou o flanco porque tenho flanco para dar. Os outros têm flancos, mas não dão. Os flancos dos outros não são para dar. São para proteger. São flancos melhores que o meu. Merecem ser protegidos, enquanto o meu não".

 

"Eu acredito no erro e no pedido de perdão. Assumo os meus erros, os meus equívocos  e as minhas mentiras com candura, franqueza e frontalidade automáticas. Creio na redenção e na possibilidade de melhorar aprendendo. Acredito que os outros são melhores do que eu e estão aqui para me ensinar. Mostro o flanco para me verem as feridas, ou os castigos pelos males anteriormente praticados. Mostro o flanco para se ver o desenho das minhas costelas de criança. Espero protecção. Mostro o flanco porque não levo a minha pele tão a sério que considere que tenho que a esconder permanentemente. Exibo as cicatrizes dos meus defeitos, fraquezas e debilidades".

 

"Eu espero ver a humanidade nos outros. Não vejo nada. Também sou cega".

 

publicado por Cat2007 às 13:59
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