CAFÉ EXPRESSO

Abril 14 2010

 

 

 

 

Uma estrada. É no que penso. Porque faço uma observação mental da vida. Da minha, no caso. Noto que tendo sempre a fazer este paralelo. Viver é fazer um percursos. Podia falar em caminho. Mas não. Digo estrada. Os caminhos por onde literalmente corri na minha infância eram um tanto curtos e iam dar sempre ao mesmo lado. Perto de casa, em sentido lato.

 

Disse estrada, mas são estradas. Porque existem várias. Não podemos passá-las todas. Só potencialmente. Evidentemente, os sinais que lá estão postos não são tão esclarecedores como os sinais de trânsito. Daí as duvidas perto das encruzilhadas, cruzamentos ou meras bifurcações. Mas o problema coloca-se antes. Coloca-se no fim. Qual é o fim? Sim para onde queremos ir? A A1 Norte vai de Lisboa ao Porto. E entre Lisboa e o Porto existem várias saídas que podem ser utilizadas para chegar a outras localidades. Não é muito difícil chegar ao destino neste plano das coisas.

 

Mas e o outro? Penso em estrada, penso em vida. Não digo estradas para não dizer vidas. Parece absurdo falar no plural quando a questão é singular. Por outro lado, é, antes pelo contrário, certo que sempre se pode ter várias vidas. Se entendermos que determinadas experiências valem, cada uma por si, uma vida. Mas ainda assim, são experiências de vida dentro da vida que é só uma. Com certeza. Estradas, vida. Assim é que deverá estar certo. Apenas não existe concordância gramatical. Talvez me sinta incomodada com isso. Dou muitas vezes por mim indecorosamente incomodada com minudências deste estilo. Parece que não tenho mais nada para fazer.

 

Creio que uma pessoa não tem mais nada para fazer. Isto pode suceder mesmo a meio de uma estrada plana e sem desvios. Uma pessoa pode não ter mais nada para fazer. Assim, senta-se no alcatrão e distrai-se a pensar em nada de muito útil. Há momentos em que qualquer coisa que seja util não tem utilidade nenhuma. Por outro lado, não é perigoso estar no meio da estrada. Não se ouve um carro. Talvez o trânsito já tenha sido desviado dali há muito tempo. É por isso que talvez fosse boa ideia tomar em consideração os pontos de vista dos outros. Talvez. Mas isso apenas é possível para quem é possível. Para quem não é, resta fingir para não ser incomodado. E seguir discretamente por outro caminho. Que é evidentemente uma estrada. Por ser mais longa. Uma estrada longa dá-nos a ilusão de que não vamos acabar perto de casa. Quase que concluo que é, de facto, uma mera ilusão. Eventualmente, o nosso destino é sempre, e em qualquer caso, um regresso a casa. Disse o nosso. Mas falo do meu. Não tenho autoridade para falar sobre o que realmente importa da vida dos outros. Disse nosso apenas porque estava a tentar integrar-me.

 

Gostava muito, ou melhor precisava absolutamente, que a minha mãe fosse uma mulher adulta. Não é fácil pedir, sem dizer, amor a alguém que nos faz tudo em troca de protecção. Um dia vou adoptar uma criança, e este cenário vai repetir-se. Um dia vou buscar o meu cão (que não será o mesmo,mas um idêntico), e este cenário vai repetir-se. Noto que todos os cenários da vida se repetem quanto ao seu essencial. Deve ser porque os troços de uma estrada são basicamente iguais em qualquer parte dela. Talvez seja muito mais importante dar amor, sem esperar afecto. Porque ele vem da mãe, da criança e do cão. Os verdadeiramente desprotegidos sabem retribuir amor. E, nesse processo, são capazes de algo absolutamente mágico: dão muito mais amor do que aquele que recebem.

 

 

publicado por Cat2007 às 17:14
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Um dia.... Um dia eu achei que podia ajudar o mundo... Um dia eu achei que se amasse o outro seria amada de volta... Um dia eu achei que o outro ia tapar o buraco que eu sentia sempre, todos os dias....
Um dia... Um dia o outro não me amou de volta. Na realidade talvez nunca o tenha feito, talvez tenha acreditado que sim, mas na realidade não. Um dia o outro não me mentiu, mas mentiu a si próprio. Um dia senti-me enganada.
Mas continuei a achar que podia ajudar o mundo, que o podia mudar com as minhas próprias mãos. E um dia voltei a achar que se amasse muito o outro e curasse o mundo o buraco ia desaparecer. E menti-me outra vez. E o outro mentiu-se. E eu acreditei na mentira do outro, para poder acreditar na minha. E o buraco continuava lá, mas eu estava decidida que esta vez é que era. Que era de verdade. Que dependia apenas de mim. Era desta vez. Mas o outro não quis. E eu senti-me enganada. Tinha andado a amar para ser amada. Para tapar o buraco. E sem vêr, a mentir, o buraco estava lá, grande, maior, imenso.
Um dia, achei que a culpa era minha. Muitos dias achei que a culpa era minha. Tinha errado. Só podia ter errado. Mas eu tinha tentado. Mas o outro não queria. Porquê? Onde tinha errado? Em quê? Quando? O outro, sempre o outro.....
Um dia, um dia deixou de ser o outro e passei a ser eu.
Eu passei a amar-me. Deixei de mentir-me e o buraco desapareceu. E eu percebi que agora sim, eu podia amar. Eu podia amar um outro se me amasse a mim.
Sara a 15 de Abril de 2010 às 01:51

Resposta: "Não é fácil pedir, sem dizer, amor a alguém que nos faz tudo em troca de protecção.(...) Os verdadeiramente desprotegidos sabem retribuir amor. E, nesse processo, são capazes de algo absolutamente mágico: dão muito mais amor do que aquele que recebem.
(...) Eventualmente, o nosso destino é sempre, e em qualquer caso, um regresso a casa".
Cat2007 a 15 de Abril de 2010 às 15:28

Já tinha lido e foi o que me levou a escrever....
Mas não percebo a resposta.

Beijo
Sara a 15 de Abril de 2010 às 15:36

É simples, significa que a maior parte das pessoas que se empenham em dar amor o que realmente desejam ardentemente é receber. Por necessidade, é simples.
Cat2007 a 15 de Abril de 2010 às 19:42

Sim, verdade.
Mais uma vez a conversa da cereja no topo do bolo.

Beijo
Sara a 16 de Abril de 2010 às 01:41

Fica mais bonito, eventualmente.
Cat2007 a 16 de Abril de 2010 às 13:05

Depende....
Depende do bolo, depende da cereja.

Primeiro é necessario que o bolo seja bom comestivel, saboroso, fofo, com uma boa textura, alimenticio, etc

Depois a cereja também tem que estar boa (porque se estiver estragada vai contaminar e estragar o bolo)

E a cereja e o bolo têm de ser uma boa combinação em termos de sabores.

é claro que o importante é o bolo, é que o bolo com ou sem cereja seja bom. E que se tiver cereja tenha uma boa cereja que lhe dê valor acrescentado.
Sara a 16 de Abril de 2010 às 20:35

Sabes que mais? Sou tarada por chocolate. Doces = a chocolate. Doces sem chocolate = não doces. Detesto não doces. Bolos só de chocolate, obviamente. E frutas crstalizadas, odeio. Mais restrito ainda, chocolate para comer com chocolate, ó negro.
Cat2007 a 17 de Abril de 2010 às 19:09

Também não gosto de frutas cristalizadas.
Nos meus anos, alias nossos anos ( aminha irmã I, faz anos no mesmo dia que eu e a Re 3 dias depois - só desgraçada da Ra é que é de inicio de Julho) A minha mãe fazia sempre uma recita de bolo de bolcha com creme de chocolate (receira da minha avó).
Era feito com chocolate preto (de cozinha derretido, com ovos e manteiga). Eu adorava e adoro fazer e comer esse bolo. No topo punha-se sempre ou morangos ou Kiwi.
Nunca se punham frutas criatizadas nos bolos lá de casa, até porque eu odiava.
Chocolate ou negro ou de leite. Não gosto de amendoas e coisa afins ou coisas que não sao realmente chocolate.
Sara a 17 de Abril de 2010 às 19:17

Nice!
Cat2007 a 17 de Abril de 2010 às 19:27

:) Sim
Faziam-se muitos bolos, lá em casa e em casa dos meus avós.

Essa era acabou.

O Meu avô já cá não está. Foi no domingo de Páscoa.
Sara a 17 de Abril de 2010 às 19:32

Lamento muito. Espero que estejas o melhor possível quanto a isso.
Cat2007 a 17 de Abril de 2010 às 20:30

Obrigada.
Estou melhor do que já tive.
Agora sinto-me mais equilibradinha. Estou relativamente bem.
Sara a 17 de Abril de 2010 às 20:38

Que bom, Fico muito contente.
Cat2007 a 17 de Abril de 2010 às 23:04

:)
Agora queria-te mandar a receita do bolo de bolacha, infelizmente não a tenho comigo....
Quando a tiver publico-a aqui (se deres autorização obviamente).

Na realidade, bolos, sobremesas, e pasteis (rissois, massas tenras, etc) são as unicas coisas que alguma fiz e gostei de fazer na cozinha... e que fazia bem (com a particularidade que me recuso a fazer recheios - odeio).
Sara a 17 de Abril de 2010 às 23:16

Nope, thanks. Não sou grande cozinheira.
Cat2007 a 17 de Abril de 2010 às 23:52

Achei que poderias arranjar alguém que tu fizesse.
Sara a 17 de Abril de 2010 às 23:54

Eu tenho alguém, como sabes. Mas não para bolos. De qualquer modo, obrigada.
Cat2007 a 18 de Abril de 2010 às 13:52

De nada.
Sara a 18 de Abril de 2010 às 18:21

Mas obrigada, sério, ok?
Cat2007 a 19 de Abril de 2010 às 14:27

... sim... de nada.
Sara a 19 de Abril de 2010 às 20:35

Ok
Cat2007 a 20 de Abril de 2010 às 20:30

Minha Amiga

posso chama-la assim?

0s bolos que gosto mais são o bolo de coco, que infelizmente a minha querida mãe já não consegue fazer, e o de bolacha, o caseiro.

Ao ler o seu post não resisti a um comentário. E veio-me logo à ideia o bolo de bolacha mas, sobretudo, o tempo em que a minha mãe era mais nova e tinha saúde e então deliciava-me com os seus bolos....sobretudo o de coco.

As nossas abençoadas mães!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bem hajam!

José Eduardo
José Eduardo a 18 de Abril de 2010 às 17:00

José Eduardo,
Como recebi o o seu comentário no meu e-mail, julgo que era em resposta a um comentario meu.
Sim os bolos das mães (e no meu caso da avò tb), eram fabulosos. Aindam são, qdo me dou ao trabalhar de ir raptar receitas ao velho livro da minha mãe e de as fazer (o que acontece qdo o rei faz anos, e sendo Portugal uma Republica...).
Lembro-me de lá em casa se fazerem uma variedade enorme de bolos de chocolate (em que o preferido era o de bolacha), além do bolo de bolacha com creme de manteiga, bolinhos de coco, areiinhas, scones, tortas de maçã, rolos de geleia, pudins, mousse de chocolate, mousse de leite condençado (actualmente conhecido como Baba de Camelo), entre outras. Lembro-me de passar tardes chuvosas a ajudar a fazer bolos e a rezar para que me deixassem rapar as bacias, colheres e rapadores (salazar) no fim.
A verdadeira goludisse. :)
Sara a 18 de Abril de 2010 às 18:29

Muito engraçado. LoooooL
Cat2007 a 19 de Abril de 2010 às 14:28

O quê?
Sara a 19 de Abril de 2010 às 20:32

O Sr. Edurado é uma pessoa com uma certa graça. Era isso que eu queria dizer.
Cat2007 a 20 de Abril de 2010 às 20:28

Devo dizer que nesta época eu não teria mais de 8 anos.... talvez 10 no máximo... mas foi definitivamente antes de entrar na puberdade (fase horrivel).
E às vezes, qdo eu tinha sorte, este era o programa de fim de semana.
Se tivesse azar ia em passeios interminaveis as castelos e castros, em que passava mais tempo dentro do carro do que fora dele... e nos quais as estradas (grande maioria do norte do país) eram de curva contra curva. Ás vezes quase não tinha tempo de dar conta que estava no castro ou castelo (tamanho era o enjoo) e já estava outra vez a entrar na 4L amarela do meu pai.
Cat2007, não sei porquê mas tenho tendencia a perder-me qdo escrevo no teu blog. Se isso for um problema para ti por favor avisa-me e eu paro. Obrigada
Sara a 19 de Abril de 2010 às 20:42

Nem pensar! Antes pelo contrário, tenho imenso gosto.
Cat2007 a 20 de Abril de 2010 às 20:33

Obrigada! :)

De momento ando às aranhas à procura de viagens baratas para a Servia.... ainda não percebi muito bem como vou chegar a Subotica no próximo mês...

Mas quando se recebe um convite é melhor aproveitar... não estou em situação de andar para ai recusar possibilidades de evoluir, crescer, aprender e fazer contactos.
Sara a 20 de Abril de 2010 às 20:41

Isso é um convite de M? Se sim, fico muito contente
Cat2007 a 20 de Abril de 2010 às 20:44

Nao!!! lololol :D
è um convite de M de Marionetas. lolololololol
Este M(arionetas) também assume uma importancia fulcral na minha vida. :)
Fui convidada para um Festival. ;)
Sara a 20 de Abril de 2010 às 21:18

Ah! Fantástico. Parabéns!!!!!!!!!!
Cat2007 a 21 de Abril de 2010 às 16:19

Obrigada.
Sabes, ultimamente com o desparecimento do meu avô, de repente a casa dos meus avós parece que ficou com toda a carga emocional e com tudo aquilo que representaram (e representam) para mim.
Não sei o que a minha mãe e tios(as) vão fazer, mas eu e as minhas irmâs (e gostava que os meus primos) gostavamos que a casa ficasse com todos e que todos contribuissem para a manutenção da mesma. Assim, todos poderiamos ir lá de visita, nas festas, levar a geração seguinte à nossa e continuar a fazer visitas guidas `(às caras metades) pela casa, pelo quintal e depois pela quinta que pertencia aos meus visavós e que hoje pertence aos tios avós, primos, etc e que tem ligação com as casas.
Sabes pode parecer estupido mas alem daquela casa representar a segurança que os meus avòs sempre deram aos filhos e aos netos tb representa a liberdade que sempre tivemos naquele espaço em que nos dedicavamos a grandes investigações e aventuras.
Para começar aquela casa tinha todos os elementos que uma criança de cidade adora: tinha escadas, cave, muitos quartos e um sotão (onde os mais velhos as vezes podiam dormir). Tinha sala de jantar, sala de estar com mesa para jogar cartas (eramos/somos todos malucos por cartas), uma cozinha imensa, sala de costura, copa, hall de entrada, escritorio. A cave esta dividida em garagem, sala de caldeira (para a qual estavamos proibidos de ir e nos escapavamos constantemente) despensas e uma sala comum para armarmos o caos. E depois cá fora tudo valia: jogarmos ao pau, amarrarmos os mais novos as arvores com trepadeiras e deixa-los la presos ate à hora do lanche (o que as criancinhas chatas choravam lololol), andar em muros de 3 metros de altura, telhados de casas de apoio, galinheiros, subirmos a arvores, saltar o muro para a casa/quinta dos vizinhos, andarmos a fugir dos cães (que eram violentissimos), ir à casa do poço e olhar lá para dentro (tudo isto estava estritamente proibido). Foi lá que aprendi a andar de bicicleta, foi lá que aprendi a andar de patins. Irmos para a piscina de casa de uns primos que tb ficava na quinta. Qdo mais pequenos lebro-me de o meu primo manel sair de casa de fato de banho barbatanas e óculos de mergulhar e ir para o lago da frente de casa dos meus bisavós, depois de ser fortemente proibido pela minha avó. Lembro-me de o meu tio avô Daniel pegar na minha irmã Rute com dois anos e a brincar com ela a enfiar no lago toda vestida, sapatos e tudo (enquanto a minha mãe punha as mãos na cabeça). Lembro de descermos as escadas a arrastarmo-nos (umas vezes de cabeça para baixo outras nao) de salto (para ver quem saltava mais degraus) sentados no corrimão (isto em casa dos meus vizavós). Lembro-me dos lanches sempre muito barulhentos, cheios de coisas boas, com tudo a falar e a rir ao mesmo tempo. Os almoços e jantares em silencio completo pois estava a dar o telejornal e o meu avô nao admitia qualquer ruido nesse horário (se ele simplesmente arregalasse os olhos nós engoliamos as sopas à velocidade da luz).
Lembro-me dos natais com os sapatos em frt à larareira, em no dia 25 de manhã abriamos os presentes e faziamos competições de quem tinha a fila maior e com mais presentes. Lembro-me de na pascoa apanhar sempre com agua benta nos olhos, que me deixava sempre a chorar e a rasca (nunca percebi como isso nao acontecia aos meus primos) e o padre achava sempre que era a minha vocação religiosa. Lembro-me dos meus primos mais reguilas roubarem doces da mesa antes de ser permitido (punham-se todos debaixo das mesas de gatas e volta e meia faziam uma maozinha vir à superficie... invariavelmente desapareciam ovos moles, castanhas, ovos da pascoa e afins).
Sabes, às vezes damos como eternas e adquiridas pessoas, coisas, que sempre tivemos. Que nunca questionamos não ter. E um dia isso vai-se... e é estranho. Mas a verdade é que tudo o vivido, tudo o aprendido, tudo o partilhado vai sempre ficar e vai fazer parte de nós. E cabe-nos a nós fazer um bom uso de tudo isso e fazer com que tudo isso não tenha sido em vão. Eu tenho muito orgulho da minha familia materna. De todos eles (familia que até primos em 3º grau). E qdo estamos juntos não somos estranhos uns para os outros. SEnte-se um carinho especial, uma vivencia em comum (de qdo eramos crianças), e valores em comum.
Beijos
Sara a 22 de Abril de 2010 às 10:24

Consegui uma proeza! Fui informada que atingi o numero máximo de caracteres:430!!!!!! :0
Sara a 22 de Abril de 2010 às 10:52

Loooooool. Olha, mas valeu a pena.
Cat2007 a 22 de Abril de 2010 às 23:24

Gostei muito. Obrigada
Cat2007 a 22 de Abril de 2010 às 23:23

Fico contente que tenhas gostado.
Aproveitei a tua luz verde para por para fora algo que me tem andado à volta na cabeça a algumas semanas. è genero sistema de limpeza. Não sei porque raio escrevi Bizavòs com V duas vezes.....
Agora tenho de atacar no trabalho outra vez. bjs.
Sara a 23 de Abril de 2010 às 08:47

Talvez tenhas escrito mal a palavra porque escreves mal muitas outras. No worries, acontece a toda a gente que viveu algum tempo no estrangeiro. Nesse contexto, até tem piada. Bom trabalho.
Cat2007 a 23 de Abril de 2010 às 10:12

hmmm
Sim depois de dois anos em L tudo piorou. Actuamente nem escrevo bem português nem inglês e muitas vezes tenho duvidas perfeitamente parvas.
Para agravar a situação, qdo aqui escrevo é de rajada e sem olhar para tras.
Não estou especialmente preocupada com o facto de estar a fazer erros ortograficos ou não (e qto à pontuação nem vale a pena falar).
Isto é entretenimento, não trabalho. Não estou nada preocupada com a imagem que aqui projecto.
... Mas vizavós é demais... até porque acabei de descobrir que é com S bisavós.... que tristeza!!!
Sara a 23 de Abril de 2010 às 11:31

Olha, vis à vis vizavós.
Cat2007 a 23 de Abril de 2010 às 13:18

Tás muito rebuscada para um cerebro cansado como o meu (neste momento tenho 75 anos).
Não percebo qual a ligação (excepto a sonora) que vis à vis possa ter com visavós.... havia uma companhia de site specific theater, na holanda com esse nome. Tinha umas coisas engraçadas.
Sara a 24 de Abril de 2010 às 00:24

Nada, lol! Só a concordância sonora. Dou muita importância aos sons.
Cat2007 a 25 de Abril de 2010 às 01:56

bom.... à doidos para tudo nesta vida. ;)
Sara a 25 de Abril de 2010 às 11:33

Sem dúvida. Lol.
Cat2007 a 25 de Abril de 2010 às 15:04

Bom como eu tenho tendencia sempre a responder, por uma questão de educação e tu és ainda pior que eu.... esta conversa pode continuar sem assunto por uma eternidade.... assim... dispenso-te de responderes ao meu comentário (se assim quiseres) e eu dispensar-me-ei a mim mesma de responder a um teu se achar que o fizeste apenas por educação (se mo autorizares, claro).
EStá tempo de Verão e eu fico felicissima, sempre que está calor, sol e eu posso andar meia despida e com chinelos de dedo. Adoro sentir o sol na pele! (estou a ficar mestre em fazer sala ;))
Sara a 25 de Abril de 2010 às 15:56

Também me estava a fazer falta o sol.
Cat2007 a 26 de Abril de 2010 às 13:54

é o sol, mas é também a possibilidade de sentir o vento quente na pele, o cheiro a Verão....
Hoje depois de ter saido eu e o Daniel resolvemos ter uma das nossas conversas.
Ele vive no P. das nações e então resolvemos ir pela beira rio para casa dela.
O som da àgua, a lua quase cheia, o calor... um ventinho quente na pele... e o cheiro... adoro... adoro o verão.... adoro calor.... sol, água... adoro.
O passeio deixou-me hiper bem disposta apesar de estar a fazer 8 horas de CC.
Bom vou jantar. Beijocas.
Sara a 26 de Abril de 2010 às 23:41

SAbes.... dá-me uma sensação de liberdade brutal...
Acho que é isso. Liberdade. :D

PS (estava a ler o que escrevi e falatava isto)
Sara a 26 de Abril de 2010 às 23:43

Talvez porque a energia nos faz sentir um pouco mais capazes de ultrapassar coisas, não?
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 10:45

talvez....
Eu acredito em energias.... nas reconhecidas e comumente aceites e nas outras. Para mim tudo se remete a energia....
o Sol, o mar.... a ligação à natureza... em especial à praia ao mar... recarrega-me as baterias... faz-me olhar as pequenas coisas da vida de forma colorida.... dá me força.... passo a ter qualidade de vida.... tudo passa a ser possivel... ajuda-me a encontrar em mim a força que preciso....
E depois é uma especie de exibicionismo. no verão todos (quase todos) nos mostramos fisicamente. Deixamos de estar cobertos.... ficamos todos mais iguais .... uns mais que outros.... mas todos mais iguais ao que na realidade somos. Menos possibilidade de esconder. è mais verdadeiro, mais real. :)
Sara a 27 de Abril de 2010 às 10:52

Bom, que no Verãotodos nos mostramos mais um pouco é verdade. Mas que também é um facto que... enfim, talvez nem todas as pessoas o devessem sem critério. Lol.
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 10:56

lolololololololol :D
é mesmo teu!!! lololololol :D

No local onde ganho o meu pão, existe alguem... que se veste razoavelmente.... mas que apresenta varias.... caracteristicas que eu acho menos agradaveis. Uma delas é o facto de nunca sorrir de boca aberta porque qdo o faz, mostra dois dentes de rato razoavelmente brancos e o resto é uma negridão....
Sugeri à minha chefe que como prémio oferecessem seguro de saude, com tratamento dentário aos funcionarios apartir de um determinado nivel.....
Achei que era um investimento para a empresa....
Ela fartou-se de rir.... achou que eu estava a ser mázinha.....
Eu continuo a achar que é uma sugestão válida.
Sara a 27 de Abril de 2010 às 11:02

Eu também apoio a tua sugestão.Podes dizer à tua chefe.
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 14:08

Acho que não vai adiantar muito....
Acham me demasiado assertiva.... tenho sempre qualquer coisa a dizer sobre tudo....
é o meu recreio.
EStá lua cheia e devo estar a ficar PMS....
Sara a 27 de Abril de 2010 às 22:29

Pois eu cá não me suporto a mim mesma quando estou com SPM. Lol.
Cat2007 a 28 de Abril de 2010 às 17:25

:) Imagino... :)
Tenho conseguido arranjar umas discuções....
andei amuada dois dias com uma amiga... mas hoje fizemos as pazes, no metro...
tem-me saltado a tampa (Tás a vêr uma das minhas expressoes fantasticas) com alguma frequencia...
EStou morta porque isto passe.... pelo menos desta vez tenho consciencia durante, porque muitas vezes nem me lembro do assunto e so dou conta depois.
E sim... ja estou um bocadinho farta de mim.... ;) lololololol
Sara a 28 de Abril de 2010 às 22:32

Pois, nisso é que temos que ter cuidado. O SPM e as dicussões com as pessoas.
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 09:28

Sim.... até porque me acontece com cada vez mais frequencia.... independentemente de ter a minha razão ou não reajo muito mais intempestivamente do que seria normal.
Vou ter de fazer um check up geral e vêr isso porque ta a ficar insuportavel, para mim.
Sara a 29 de Abril de 2010 às 09:52

Sabes que pode ser hormonal? Tou a falar a sério!
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 13:24

Eu sei que estás. E eu suponho que é.... tenho uma complicações nos ovários, que nao checko à uns tempos.
Ontem estive a pensar no assunto, porque tenho andado insuportável, e amanhã de manhã vou ao centro de saude fazer uma inscrição temporaria e marcar consulta.
Preciso mesmo de fazer um check up total e vêr como estou. E quanto mais depressa melhor.
Sara a 29 de Abril de 2010 às 22:19

Pois com certeza! Com esses assuntos não se brinca.
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 22:47

:)
Sara a 29 de Abril de 2010 às 22:52

vai lá ao médico, por favor.
Cat2007 a 30 de Abril de 2010 às 10:29

Fui hoje aos vizinhos que me informaram que tenho de ir ao centro de saude da Alameda.
Vou lá inscrever-me e marcar consulta a caminho do ganha pão.
Não tens de me pedir por favor minha querida, eu estou convencidissima a tratar bem de mim e a resolver esta coisa que esta a tornar altamente incomodativa para mim (ainda mais do que para os outros).
Mas obrigada pela preocupação. :)
Sara a 30 de Abril de 2010 às 10:44

O centro de saúde da Alameda é de fugir. Aviso já. Aliás já fiz lá uma reclamação no Livro Amarelo.
Cat2007 a 30 de Abril de 2010 às 13:16

Já percebi. EStive lá hoje e não me inscrevi.
Eu tinha uma inscrição no dos olivais, do qual gosto, mas que fica no cu do mundo e para lá ir vou perder uma manhã inteira.
Vou procurar o que tenho deles e marcar lá uma consulta. O da Alameda é horrivel. EStive lá hoje. estão com falta de médicos.
Sara a 30 de Abril de 2010 às 23:53

Pois, eu só conheço o da Alameda. Vou lá quando preciso de meter "baixa". Nunca lá fui à espera de ser tratada de nada.
Cat2007 a 1 de Maio de 2010 às 18:17

A ideia não é ser tratada, mas vir com os P1 para os exames. ;)
Sara a 1 de Maio de 2010 às 21:23

Graças a Deus!
Cat2007 a 1 de Maio de 2010 às 22:28

Ocorreu-me como terá sido a vida em Londres... sem sol.
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 10:44

Triste!
Agarrada a todas as pequeninas coisas que poderiam fazer-me setir feliz por meros segundos.
tentando focar-me no que ali me tinha levado e esquecer o que me doia constantemente.
Era outra pessoa.
Foi outra vida.
Não gostava de mim.
Sara a 27 de Abril de 2010 às 10:47

Bom, nem tudo isso foi por falta de sol, parece-me.
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 10:52

Não. Nem tudo foi falta de sol. :)
Foi um conjunto de coisas....
para dizer verdade em Londres nao tinha tempo para ver se estava sol.... mas qdo estava ... e qdo não estava sempre procurava estar cá fora... passava muito tempo em salas de ensaios, na escuridao, com projectores, paredes negras.... ou agarrada ao computador.... ou no metro.... geralmente com headphones nos ouvidos, ligados a um MP3 a pensar como iria resolver o problena seguinte, o que os outros iriam pensar, como eu me iria sentir com isso....
penso demais..: sempre pensei...
Mas o sol faz-me diferença. Sou portuguesa. Tenho orgulho disso. e preciso de sol praia e mar.
Sara a 27 de Abril de 2010 às 10:57

Ok.
Cat2007 a 27 de Abril de 2010 às 14:06

Uma das decisões que tomei qdo voltei a POrtugal, foi que se voltasse a sair seria para um pais quente, com sol e mar... condição Sinequanon.... e com pessoas quentes.... que fizessem imensos gestos enquanto falam, que subissem o tom de voz qdo ficam entusiasmadas, que se tocassem, abraçassem e beijassem frequentemente e de forma natural, demonstrando o afecto que têm umas pelas outras ou simplesmente porque sim. :)
Sara a 27 de Abril de 2010 às 22:26

Acho que os espanhóis são bem mais assim do que os portugueses.
Cat2007 a 28 de Abril de 2010 às 17:21

Pois,~talvez.... mas eu sou preconceituosa no que toca a espanhois.
De qualquer forma nós somos muito mais assim que os Ingleses .... e anglosaxonicos de uma forma geral.... e se formos a ver os meus colegas de curso.... 50% eram Ingleses, Americanos, Australianos, Irlandeses, escoceses e britanicos de outras variedades e o resto (tirando 2 portuguesas, 3 gregos, 1 cipriota, 1 francês) eram Japoneses, chineses, coreanos, noruegueses, holandeses, alemães, Islandeses, serbios, polacos, hungaros, etc, etc,etc.... o pessoal não era muito dado a demonstrações fisicas, apesar de passarmos imenso tempo enrolados uns nos outros em salas de ensaio.
Sara a 28 de Abril de 2010 às 22:27

Pronto, mas também não era o contexto indicado.
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 09:29

lolololololol
vai a uma escola de teatro cá e vê os contextos... :D
lolololololol
Sara a 29 de Abril de 2010 às 09:53

Pois quando tiver oportunidade, pode ser que vá mesmo.
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 13:22

:) é cultural. As pessoas cá são naturalmente muito mais expressivas. Nao tanto como os espanhois ou brasileiros, mas muito mais que no centro/norte da Europa.
Sara a 29 de Abril de 2010 às 22:21

Pois eu acho que cá as pessoas são é muito mais hipócritas e dão muito pouco valor aos afectos verdadeiros. Não aguento esta coisa do pessoal andar para aí todo a beijar-se e a abraçar-se como se todoa a gente fosse o grande amigo para a vida. E, na verdade, ninguém significa realmente nada para ninguém. Eu cá gosto de gente selectiva. Sou muito selectiva nos beijos e abraços que dou. Nesse aspecto, sou uma verdadeira germânica. Ou seja, franca.
Cat2007 a 29 de Abril de 2010 às 22:44

:)
Eu... eu só dou qdo sinto... e muitas vezes sinto e não dou. Sou timida.
Também não gosto de próximidades fisicas com qualquer pessoa (nem pouco mais ou menos).
E NUNCA abraço quem não gosto ou não me diz nada.
Eu na realidade falei da parte do toque, mas na realidade não era essa a parte que mais me confundiu lá. Para dizer verdade tb não quero falar nisso. Ficou para trás. è para eu lembrar às vezes, mas de momento nao me apetece falar.
Sara a 29 de Abril de 2010 às 22:50

Acho muito bem.
Cat2007 a 30 de Abril de 2010 às 10:28

Que parte do comentário, achas bem?
Sara a 30 de Abril de 2010 às 10:45

O só se dar quando se sente.
Cat2007 a 30 de Abril de 2010 às 13:14

Sim.
Ás vezes o problema é sentir e não dar. Que também pode ser um problema.
Sara a 30 de Abril de 2010 às 23:55

Senter e não dar é um problema, de facto. No entanto não é um problema que eu tenha que enfrentar. Nem pelo lado da oferta, nem pelo lado da procura.
Cat2007 a 1 de Maio de 2010 às 18:20

E porque haveria de ser?
Estamos a falar de um problema meu e não teu!!
Sara a 1 de Maio de 2010 às 21:24

Ah! Desculpa. Imaginei que estavas a falar em termos genéricos.
Cat2007 a 1 de Maio de 2010 às 22:27

Na realidade eu estava a falar de mim. Como disse a cima: "Eu... eu só dou qdo sinto... e muitas vezes sinto e não dou"

E nunca vi em ti essa caracteristica. Mas a verdade é que tb não te conheço o suficiente.
Sara a 2 de Maio de 2010 às 00:07

Noto que há duas frases que repetes sistematicamente: "Eu não te conheço" e "a minha autoestima depende de mim". Não tem mal nenhum. Mas que repetes um bocado, repetes.
Cat2007 a 2 de Maio de 2010 às 13:50

Perdão pela redundancia.
Sara a 3 de Maio de 2010 às 19:51

Nada a perdoar :)
Cat2007 a 4 de Maio de 2010 às 10:08

Caro José Eduardp, tenho a dizer-lhe que é com grande gosto que o vejo a comentar este post, e não o do Holmes Place.
Saudações
Cat2007 a 19 de Abril de 2010 às 14:26

Minha Cara Cat2007

O blogue "Mãe" vem muito a propósito, para mim, porque se aproxima o dia da Mãe mas, também, porque eu ando numa fase em que me preocupa muito o quanto tempo que ainda vou ter a minha querida Mãe viva, ainda para mais que de hoje a 8 dias a minha Mãe faz 83 anos.

A saúde de minha Mãe já teve muitos melhores dias e tenho bastante saudades do tempo em que vendia saúde e tinha tempo para tudo e mais alguma coisa, no caso fazer bolos deliciosos( há 3/4 anos que não como um bolo feito pela minha Mãe).

A vida continua e nós, filhos, gostaríamos que os nossos entes queridos nunca partissem e estivessem sempre cheios de saúde.

Outro drama é o facto de raramente estar com os meus pais, praticamente uma vez por semana. Acho pouco mas a vida não permite mais até porque quando saio do meu emprego o meu fito é ir para casa, principalmente para junto da minha filha.

Pois não tenho ao outro blogue!!!!!!!!

José Eduardo

José Eduardo a 21 de Abril de 2010 às 21:03

Eduardo,
Também adoro a minha mãe. Por outro lado, não tenho filhos. Feliz dia para a sua mãe.
Cat2007 a 22 de Abril de 2010 às 09:22

Parabéns por mais um post , depois de longa demora! Curiosamente sob o tema MÃE! Curiosamente escrito, no mesmo dia que fui acordada às 6 da manhã, pela minha melhor amiga, a chorar desesperada porque a mãe dela lhe tinha acabado de falecer nos braços nesse momento. Curiosamente um post que fala de amor, de afectos de dar e de receber! E que vai acabar por se desenvolver em bolos, guloseimas, chocolates e aquelas coisas boas e doces que sem darmos conta nos remetem para as nossas mães! Os afectos não se compensam com doces, mas os afectos são sempre "doces!, mesmo para quem prefira salgados! E as nossas mães deram, dão e continuarão a dar, enquanto cá estiverem, o "doce" delas sem estarem às espera de receber! Porque o verdadeiro amor, ou o verdadeiro afecto é isso mesmo, dar sem esperar nada em troca !
Dina a 22 de Abril de 2010 às 01:46

Nem mais Dian.
Lamento muito a morte da mãe da tua amiga.
Cat2007 a 22 de Abril de 2010 às 09:24

Ouço sempre falar de incondicionalismos no que toca ao amor de mãe, no soberbo que é o amor por um filho. E penso que as pessoas falam sempre em situações hipoteticamente perfeitas, dentro dos parâmetros da normalidade. O da minha não o foi, também me dava jeito que fosse adulta, ou que tomasse uns comprimidos,sei lá... o que me dava mesmo jeito era que a senhora tivesse sido mãe. Sim, porque esta coisa de desovar e pronto não me parece nada bem. Mas vinguei-me, porque à falta da original arranjei umas quantas substitutas, e continuo por cá, provavelmente até muito melhor. Eu entendo que o amor passa por dois níveis, o primeiro pela nossa capacidade de o sentir, de o demonstrar, o segundo, pela nossa capacidade de sermos amados. Há quem não saiba ser amado, há quem afaste todas as pessoas pelas mais variadas razões, sendo que a única é simples,o amor não lhes passa na pele. Depois as pessoas também são esquisitas, até podem ser amadas, mas não lhes basta, tem que ser amadas como querem ser amadas, e aqui chegamos ao cerne da questão. O amor só é amor, seja de que natureza for, se for entendido dentro dos nossos parâmetros, se nos chegar como o exigimos. E só quando por algum motivo de vivência, o tapete se nos vai debaixo dos pés, baixamos a nossa fasquia, exigimos menos ou talvez seja apenas isso... amamos mais. Porque desprotegidos precisamos dele.
Anónimo a 29 de Maio de 2010 às 17:23

Cat, o anónimo sou eu, sorry, comecei a escrever, fui por aí...
Alexandra a 29 de Maio de 2010 às 17:25

Ah! É vc. desculpe não percebi imediatamente e respondi a um Anónimo. Lol

Não consigo resistir, juro que não fiz por mal, foram equivocos meus e agora seus, e estou aqui a rir à gargalhada... lindo. LOL
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 03:48

Que bom! A rir à gargalhada. Que bom!
Cat2007 a 30 de Maio de 2010 às 03:50

Olá Anónimo,

Estou a encaixar e a digerir as coisas importantes que disse. Muito obrigada..
Cat2007 a 30 de Maio de 2010 às 03:32

Ouço sempre falar de incondicionalismos no que toca ao amor de mãe, no soberbo que é o amor por um filho. E penso que as pessoas falam sempre em situações hipoteticamente perfeitas, dentro dos parâmetros da normalidade. O da minha não o foi, também me dava jeito que fosse adulta, ou que tomasse uns comprimidos,sei lá... o que me dava mesmo jeito era que a senhora tivesse sido mãe. Sim, porque esta coisa de desovar e pronto não me parece nada bem. Mas vinguei-me, porque à falta da original arranjei umas quantas substitutas, e continuo por cá, provavelmente até muito melhor. Eu entendo que o amor passa por dois níveis, o primeiro pela nossa capacidade de o sentir, de o demonstrar, o segundo, pela nossa capacidade de sermos amados. Há quem não saiba ser amado, há quem afaste todas as pessoas pelas mais variadas razões, sendo que a única é simples,o amor não lhes passa na pele. Depois as pessoas também são esquisitas, até podem ser amadas, mas não lhes basta, tem que ser amadas como querem ser amadas, e aqui chegamos ao cerne da questão. O amor só é amor, seja de que natureza for, se for entendido dentro dos nossos parâmetros, se nos chegar como o exigimos. E só quando por algum motivo de vivência, o tapete se nos vai debaixo dos pés, baixamos a nossa fasquia, exigimos menos ou talvez seja apenas isso... amamos mais. Porque desprotegidos precisamos dele.
Alexandra a 29 de Maio de 2010 às 17:28

Não sei porquè, mas fiquei muito mais tranquila por saber de quem era este comentário. E continuo a reflactir.

Mais tranquila por saber a origem do comentário? Não entendo o porquê.
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 03:43

Porque disse coisas que tinham tanto a ve comigo, que eu cheguei a pensar que fosse outra pessoa em concreto. :)

Pois... mas garanto-lhe que não adivinhei nada. Está tudo nas palavras, nas que se dizem, e nas que não se dizem. E ainda lhe digo mais, provavelmente você vai ter razão no que disse. Lol
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 03:57

Eu sei que não adivinhou. Mas foi tão certeira. Sim, eu sei que as minhas previsões vão bater certo. :)

É que aposto que nem sabe a que me estou a referir! Lol :)
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 04:08

Um dia vou adoptar uma criança, e este cenário vai repetir-se. Um dia vou buscar o meu cão (que não será o mesmo,mas um idêntico), e este cenário vai repetir-se.

Não é disto?

Não, não é disso, mas deixemos o assunto... :)
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 13:20

Agora quero saber

Já o soube. ;)
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 20:18

Exacto. Pronto. E os comentários desagradáveis foram todos apagados. E agora o blog tem controlo dos comentários. Boa medida, não?Beijos.
Cat2007 a 30 de Maio de 2010 às 20:32

Excelente medida, em tempos de crise é o que se faz, tomam-se medidas. Agora esta coisa de copiar as letrinhas para a box é o máximo! Sou feliz com estas pequenas coisas. Lol
Alexandra a 30 de Maio de 2010 às 21:23

Ainda bem que as letrinhas não incomodam. Estava preocupada com isso. Pois as medidas, teve mesmo que ser. E vc é testemunha de como eu tentei ser cool. Porém, há limites. Admito qualquer comentário sobre as coisas que escrevo, bem como admito que digam que não escrevo bem, que eu não sou aqui nenhuma escritora, nem isto é o jornal de letras. Não admito ordinarices e muito menos ofensas e atropelos à minha dignidade nem à de ninguem.Por fim, isto é um blog de uma jurista que nem fala de direito. Não´sou psiquiatra.
Muitos beijos para si.
Cat2007 a 30 de Maio de 2010 às 22:08

"Eventualmente, o nosso destino é sempre, e em qualquer caso, um regresso a casa..."
Raquel a 11 de Setembro de 2010 às 15:47

Ou seja, à fonte dos nossos problemas e questões mais dolorosas.
Cat2007 a 14 de Setembro de 2010 às 01:49

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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