CAFÉ EXPRESSO

Maio 21 2010

 

 

 

 

 

 

Estou aqui com os dedos apontados e com um mau pressentimento. Pressinto que vou escrever uma montanha de disparates.  A ideia central é o distanciamento do individuo em relação a si próprio. Talvez a desfocagem. Não. Uma e outra coisa não são nada a mesma coisa. São, aliás, opostos. O distanciamento faz ver melhor. A aproximação que nos deixa muito próximos pode distorcer a nossa visão. Meter a cara em cima do livro. Afastar a cara do livro. Não conseguir ler. Ler muito bem, ainda que seja de óculos. Tenho impressão que li muitos livros com  a cara lá colada.

 

Portanto, o que quero é falar de desfocagem, e não de distanciamento. Isso é que era bom. O distanciamento. O puro. Se existisse. Via-se tudo tão bem. No caso, não era o livro que eu queria ver. Estava a pensar num espelho. Uma pessoa coloca-se em frente a um espelho. Se não for um daqueles espelhos da feira popular, cuja finalidade ninguém entende porque não faz sentido, dois passos para trás em frente ao espelho é o ideal. Estou a pensar naqueles espelhos que apanham o corpo inteiro.  Dois passos para a frente. E estamos colados ao vidro. Dois passos para trás e vemos tudo muito bem. A universalidade do nosso ser físico. E ainda podemos captar o interior em alguns sinais. Talvez no olhar. Se não estivermos a mentir. A fazer pose. Dois passos para a frente. Nem os olhos se vêm de jeito. Creio. Vou ali experimentar. Já venho. Voltei. Vi uma espécie de sombra a cores. E pouco mais.

 

É muito complicado tudo isto. Disse que ia falar da desfocagem. Afinal, são sombras coloridas. Além de que, mesmo dois passos atrás em frente ao espelho podem não reflectir uma imagem real. Ocorreu-me isto agora. Basta estarmos a mentir. Calados. Em pose. Tudo em nós que é físico pode ser posado. Um caso de distanciamento em sentido impróprio. Impuro. É um facto que nos dificulta muito mais a vida do que se pensa. Aliás, pensa-se o contrário. Penso eu.  Mas a questão aqui é a mentira mais funda. As mentiras que contamos ao outro. Ao que não está em pose. A nós, portanto. As mentiras para o mundo são meras incorrecções neste plano em que me encontro a falar. É inacreditável como somos capazes de nos fazer poses. E nem é preciso estar a olhar para espelho nenhum. Há espiritos que estão permanentemente em pose. Querem auto-impressionar-se. Querem fingir que isso é possivel. São espiritos pesados. Tão pesados que causam dores no corpo. Nas articulações, Nos musculos. Na cabeça. Morfina. È preciso morfina. Para as dores. E vem o vicio. De estar em pose. Viver a posar. A pose adquire-se pela picada da agulha da seringa com "Botox" que faz pose à cara. Mas aqui não é a cara. Nem "Botox". Nem morfina. Embora a morfina pudesse ter muita utilidade. Para aliviar. A substância desconhece-se. Mas vicia. E pode levar à morte. Como a morfina, mas num processo mais complexo. Quanto mais complexos são os processos de dor, piores são. A morfina está, pois, na infância da arte do alívio. O "Botox", o "Botox" realmente nem é para aqui chamado. Só se for para aligeirar esta ruga que me esta a surgir na testa por causa de tudo isto que digo. Porém, dispenso. Gosto de rugas na testa. Masoquismo? Ora, talvez não.

 

Compreendo que não seja agradável ver coisas desagradáveis. Posar o agradável para esconder o desagradável. Compreendo este vício. Sou decadentemente compreensiva. Mas, ainda assim, não entendo porque dói olhar para coisas bonitas e de qualidade. Posar o desagradável, para não ver o agradável. Isto é, antes de mais nada, triste. Confuso também. Aparentemente incompreensível. Menti. Não compreendo o quê, se eu só compreendo?

 

Dois passos atrás em frente ao espelho. Ver. Não há pose. Ver o que há. Bonito. Forte. Feio. Frágil. Genial. Obtuso. Cobarde. Preguiçoso. Atraente. Fraco. Necessitado... Ver, e pronto!

 

Necessitado é a palavra que eu escolho. Não é necessidade. É necessitado. Um atributo do espírito, e não do corpo, neste caso. Havia outros. Mas escolhi este. E vou tornar um espírito necessitado num corpo necessitado. Digo que nenhum corpo assim tem olhos. Só nariz e boca. O fluxo é de fora para dentro. Tem de ser. O corpo sem olhos que não é cego não vê ninguém. Pode-se não ser cego sem ter olhos. Há uns animais assim. Não me lembro quais. Talvez os morcegos. Não estou bem certa. Mas o que importa aqui não é quem não se vê, se não for o próprio. O corpo sem olhos não se reconhece. E também não reconhece o seu próprio espírito. A forma da energia da alma que o molda por dentro. O espírito não tem sinais do corpo, igualmente, e por seu lado. O corpo não vê o espírito. Dentro destas circunstâncias, o corpo bonito e algumas extraordinárias qualidades do espírito não valem nada.  

 

Resumir tudo o que disse na palavra egoísmo é de uma estupidez revoltante. Falei do caso de alguém que tem de ser pai e mãe de si próprio. Amar incondicionalmente o seu ser para fazer nascer o ser com vida que preste dentro de si. Para no fim aparecer alguém. A visão pessoal correcta. A paz. A felicidade. Numa palavra que devia vir antes, a aceitação. O espírito e corpo que forem capazes de fazer isto juntos pertencem a uma alma incomum. Daquelas que o mundo precisa. Por isso, melhor do que muitas e muitas outras. Todos somos bons e maus. Mas uns melhores do que outros.

 

Disse uns melhores do que os outros. Mas note-se que isso nem sequer é importante. A competição. Com o elemento exterior. A universal definição de bem é incontestavelmente pessoal.

 

 

publicado por Cat2007 às 00:10
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Gostei
Raquel a 21 de Maio de 2010 às 09:26

Do último parágrafo?

Do ultimo parágrafo sim, vês como sabes loool

Tenho sede do teu blog, tens de blog ar lool todos os dias,sim?
Raquel a 23 de Maio de 2010 às 13:44

Vês que eu já te vou percebendo?
Tenho dias coisas novas para escrever aqui. Vamos ver se hoje dá tempo
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 13:54

:)
Fico feliz.
Só discordo com a parte relativa aos melhores e aos piores. Acho que nesta perspectiva existem apenas os diferentes, não os melhores ou os piores. ;)
Beijos
Sara a 21 de Maio de 2010 às 10:17

Não, não. Desculpa lá. Isto aqui, este planete, não vive de espiritos todos iguais. Não têm todos a mesma qualidade. Era o que faltava. Há uns espiritos que fazem pelo mundo. Que dão ao mundo. Há outros que querem é saber do seu mundinho, e não saiem disso. Dão muito pouco que preste porque dão muito pouco a muito poucas pessoas. São os chamados espiritos leves. Os que estão cá trnaquilamente a aproveitarem tudo o que os outros inventaram. Isso são a maior parte das pessoas. Por exemplo: "Ah que drama isto agora das medidas do Governo, agora já não posso ter isto e mais aquilo. A vida está cada vez mais dificil". Tudo verdade. Concordo. É tramdado, e para muitos trágico. Mas respondo, era isso ou a bancarrota. E em vez de receber o ordenado diminuido, como vai ser, daqui a 1 ano poderia não receber ordenado nenhum. O que prefere? Pois é, as pessoas estão sempre a pensar nas suas casas e não conseguem ver o pais como a casa de todos nós, que está pobre, em grandes dificuldades. Portanto, a maior parte das pessoas, não vê o pais, quanto mais o mundo. E agora, somos todos da mesma qualidade? era o que faltava.

Vou ter de explicar o que disse noutra altura que agora tou a morrer de cansaço.
Beijocas
Sara a 22 de Maio de 2010 às 00:20

Eu não pedi explicações, mas está muito bem.

Sou eu que as quero dar minha querida... :P
Sara a 22 de Maio de 2010 às 10:16

Então, nesse caso, são muito bem vindas :)

REferia-me ao facto de todos termos qualidades e defeitos de todos termos muito para aprender e de muitas vezes, pela positiva ou pela negativa termos algo para aprender com um outro. è claro que existem uns outros que em determinadas fazes da nossa vida não nos ensinam nada. Mas isso pode nao ter a ver com os outros mas conosco. Obviamente estou a falar no etereo, porque quando toca ao real posso ser tão ou mais sectarista que tu. Existem pessoas, que no momento que passam na nossa vida, simplesmente não interessam. EStamos em fazes diferentes, têm interesses, formas de vêr, perspectivar, sentir, agir e viver diferentes da nossa. Que muitas vezes nem sequer conseguimos compreender.
Sara a 24 de Maio de 2010 às 01:42

É assim como dizes. E mais, Há pessoas com interesses muito dignos. Tão dignos como os nossos, apenas nada têm em comum com o que nós queremos.
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 13:58

Olhe nem sei.

ou talvez saiba. o que eu gosto do seu blog.

uma imensidão seria, de alguma forma, relativizar o sorriso que me fica quando a leio.

Um beijo.
Narcisa a 21 de Maio de 2010 às 11:45

Mnha querida,

Que grande surpresa! Não sabia. Nem podia saber. É a primeira vez que dá sinais de si por aqui. Muito obrigada.

ai ai.

olhe que não, olhe que não.

eu bem digo que é desatenta. associa tão bem certas coisas e outras nem por isso. deixe lá, não perde créditos por tal.

fique com um sorriso meu.

Então não apareceu com este nome. Preciso de tempo para associar. Beijinhos
Cat2007 a 22 de Maio de 2010 às 04:18

Fui meter o nariz no seu blog. Gostei imensooooooooo! Mesmo assim, burrinha, eu, não consigo fazer a associação.

Já aqui tinha partilhado um link de uma relíquia do post do casamento entre PMS.

Tinha assinado com o nome não com o blog.

Beijo.

Claro, Miss C! Mil perdões.
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 13:55

EStá-me a apeteder escrever para libertar energias acumuladas. E como hoje não estou especialmente produtiva, pois tenho uma serie de decisões estratégicas a tomar e preciso de estar mais serena e fazer o movimento de que falas de distanciamento para mudar a perspectiva e poder vêr (tomar consciencia) o que não vejo de momento, vou esperar pelo relaxe do fds e agora escrever livremente o que me passar pela real gana.
Tenho exemplos diversos daquilo que falas, aplicados à minha vida pessoal e profissional.
Qdo estava em Londres e estavamos em projectos mais complicados, existia uma figura que fazia parte dos processos: o outside eye.
O outside eye é alguem que tem experiencia comprovada sobre teatro, mais especificamente sobre o tipo de teatro em que incide o projecto, e é alguem que a determinada altura dos ensaios vem a dois ou tres dias de ensaios, em alturas diferentes, e no fim desses dias dá feedback sobre o que viu, como viu, como sentiu a toda a equipa e em especial ao director. Isso ajuda os diferentes elementos envolvidpos no projecto (que muitas vezes perdem a perspectiva da audiencia) a adquirirem uma melhor noção dessa mesma perspectiva. Teatro é comunicação.
Eu propria, como produtora creativa era obrigada a um constante (e nem sempre facil) movimento, de por um lado envolvimento no processo criativo e por outro lado de distanciamento do mesmo para poder tratar de toda a questão organizativa e de perspectiva externa. Uma das coisas que aprendi é que nem todo o feedback deve ser utilizado, muito pelo contrario. Todo o feedback deve ser escutado, trabalhado, filtrado e depois as opções que tomamos em termos artisticos devem ser aquelas que fazem sentido para nós enquanto equipa e individuos.
Também existe uma questão relativa a perspectivas que nem sempre é fácil de contornar, pois tem a vêr com a forma como formatamos a nossa visão. Passo a explicar: à um ano atrás andava com a sensação que na minha vida eu andava a olhar, mas que algo me estava a escapar. Algo obvio, algo que estava mesmo em frente ao meu nariz. Eu sabia (a minha energia) sabia isso. Mas não Conseguia perceber o que era e mais importante não consegui perceber como mudar a minha perspectiva, para conseguir vêr.
O FIMFA estava a decorrer e eu fui ao MM, para um espectaculo. A determinada alguem que conheço, diz-me para ir entrando para arranjar um bom lugar (os lugares não era marcados). Eu entro no auditório e a plateia não tinha ninguem. nada. zero. Saio outra vez meia atonita. Perguntam-me: então? Não entraste? olha que vais ficar sem lugar. è melhor entrares.
Ao que eu respondo:. Mas ainda não entrou ninguém!
Pessoa: claro que sim!
Eu: tou-te a dizer, não está lá ninguém.
Perante isso a outra pessoa pede-me para a seguir entra no auditorio e diz: tu tas doida! EStá cheio de gente. Vai-te sentar.
Eu: mas não tem ninguem... de que falas tu? não há uma unica cadeira da plateia preenchida.
pessoa: Sara... tu de facto.... olha para cima do palco....
Eu olhei e vi uma estrutura montada com várias cadeiras à volta (obviamente para o publico se sentar). E claro estava cheio de gente a sentar-se.
sighhhh... a cegueira da mente e do espirito... a cegueira das perspectivas... ;)
Sara a 21 de Maio de 2010 às 11:51

Querida amiga Sara,
1. Outside eye. Preciso de um pessoal. Preciso de criar um dentro de mim.
2. Todo o feedback deve ser escutado, trabalhado, filtrado e depois as opções que tomamos em termos artisticos devem ser aquelas que fazem sentido para nós enquanto equipa e individuos. Peço desulpa por este roubo.
Os dois pontos que acabo de referir resumem tudo o que dizes. Da maior utilidade. Muito obrigada.

De nada. é para estas e para outras coisas que servem os amigos.
Sara a 22 de Maio de 2010 às 00:18

Para estas e para outras, Lol

Sim. Verdade. :)
Sara a 22 de Maio de 2010 às 10:15

Para fazer rir. Esta é uma das funçoes mais interessantes dos amigos.

Achas?
Sim é uma das... para falar, para jogar, para apenas estar.
Sara a 24 de Maio de 2010 às 01:34

Tudo menos... Lol!

Depende dos amigos... há amigos que também servem para... mas são raros. Com a generalidade dos amigos não dá bom resultado(é claro que há sempre excepções).
Hoje tive uma conversa com a minha excepção e ainda estou fervilhante (de forma menos positiva).
Sara a 24 de Maio de 2010 às 14:05

Ora, very french!

Acima de tudo é muito handy, como dizem os ingleses.
Sara a 24 de Maio de 2010 às 14:14

Assim seja.
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 16:52

Só mais uma coisa. Já reparaste como "juntas" (associas) as palavras (conceitos)?

"Bonito. Forte. Feio. Frágil. Genial. Obtuso. Cobarde. Preguiçoso. Atraente. Fraco. Necessitado... "

Bjos
Sara a 21 de Maio de 2010 às 12:00

Claro que sim, mulher! Julgas que é ao acaso? Naive!

Acreditas na associação que fazes ou estas a tentar desmestifica-la?
Sara a 22 de Maio de 2010 às 00:16

Eu acho que tenho um bocadinho de jeito para escrever. Msmo que não tenha, uma coisa é certa. Nada do que escrevo é por acaso. Todas as associações são feitas segundo uma determinada linha de raciocionio. Isto de escrever tem uma certa piada, os texos saiem de nós de duas formas. Uma porque somos n´´os que os construimos, a outra é o texto que se autonomiza. Enquanto texto tem uma existência própria. Portanto sim, as associações estão feitas de propósito e têm um sentido pensado. Sim. Consciente. Sim

:) Sim até ai eu já tinha chegado, depois da tua resposta.
O que perguntei foi outra coisa.... mas talvez seja melhor perguntar qdo estivermos juntas.
Bjocas
Sara a 22 de Maio de 2010 às 10:14

Sem querer armar em esperta, creio que compreendi a tua pergunta. Acredito na associação que fiz. Vamos lá, como disse, ele foi feita conscientemente. Basta o processo ter sido conscinete para não haver mistificações. Mas ainda que assim não fosse, percebe-se tão bem os conceitos associados! Sobretudo, a sua circularidade.
Na minha perpectiva, as associações são muito honestas. E volto ao princípio, se associei conscientemente, não há trabalho de desmistificação que já não tenha sido feito num momento anterior.
Mas pronto, depois podemos falar pessoalmente no caso.

Pois... que acreditas nos conceitos ja percebi... mas na minha singela opinião nem tudo o que é frágil é mau (ou feio segundo as tuas palavras) e nem tudo o que é forte é bom (ou bonito segundo ti).
às vezes o que é supostamente forte é muito mau e muito cruel e o que parece fragilidade é sensibilidade que claramente não é sinonimo de fraqueza.
(tou com insonia :S)
Sara a 24 de Maio de 2010 às 01:32

Mai nada!
Raquel a 24 de Maio de 2010 às 13:53

LOOOOOOOOL!
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 13:59

Portanto, tenho de concluir que nãoentendeste o sentido que eu quis dar às associações. Também é natural. O sentido tem de ser o teu, não o meu.

POr isso te fiz a pergunta anterior, para vêr se percebia qual o sentido que tinhas dado à coisa e qual função de estar escrito.
O texto é teu, é suposto comunicar, o signos e codigos devem ser os mesmos (apanhei com umas palestras sobre semiotica, na semana passada)
Sara a 24 de Maio de 2010 às 14:02

Bom, então parece que estamos esclarecidas. Lol

Já não percebo nada...
Sara a 24 de Maio de 2010 às 22:36

É o costume.
Cat2007 a 25 de Maio de 2010 às 00:49

Depois fazes-me um desenho minha querida.
Pode ser?
Sara a 25 de Maio de 2010 às 00:52

Não sei desenhar, babe.
Cat2007 a 25 de Maio de 2010 às 00:55

Tou cansada e nao percebo nada do que respondes hoje, minha querida.
Vou dormir. Boa noite
Sara a 25 de Maio de 2010 às 00:56

Claro. Pensas que a mola é apenas uma de entre várias peças. Mas é a única peça. É isso. Vai dormir. também vou. Até amanhã.
Cat2007 a 25 de Maio de 2010 às 00:58

oi pipe woman...(if y aloud me ;)
vinha aki ver se completava a critica, explicar pk n havia motivo para ficar "varada", ou seja, deitar um bocado abaixo pk eu apenas disse k tinha potencial etc.. e... encontro algo k me desarmou o "bota abaixo".
Nao da para explicar por isso abrevio: uma estranha e engraçadissima mistura de existencialismo/feminino! Foi o k sempre axei desde a primeira hora k lhe dava 1 toke pessoal e diferente (em suma, estilo proprio) à escrita. Nem eu percebi pk, tive pensar um kado sobre o assunto, logo a primeira fez me pensar/lembrar sartre... cujo exemplo maximo na minha cabeça é a historinha do espelho, desconstruir toda a essencia plo simples acto reflexo de nao resistir ao espelho...
As coisas obstrusas k eu pensei ha 1 mes, kuando a "li" a primeir vez (e por isso me fez sorrir e axar lhe graça)... e agora venho aki e...sem k a mnina seker imagine, esta aki tudo pespegado!!!!
Existencialismo puro, com 1 toque feminino que eu nao recordo nem consigo comparar a nada nem à mulher do dito cujo (beauvoir) muito menos vi/li em portugues!!! E nao ser "etiquetável" quando ja tanto se fez e escreveu é, em si, um bem precioso.

So tem de deixar entrar um pouco mais da vida, detalhes reais digamos, do quotidiano, para nao ser demasiado cifrada...no meio desses pensamentos (o exemplo do livro) para 1000 mulheres mergulharem nisto!

Xapô!!!

PS sem a certeza de me ter feito compreender, sobretudo no k toca à parte que ainda lhe falta: como entermear o seu pensamento/reflexoes/etc etc com a vida comum, com o que todos vivem...
luis a 24 de Maio de 2010 às 15:11

Luís tem a certeza que está a falar para mim?
No sábado havemos de pensar num médico para o levarmos. A si.
Se eu acreditasse no que vc diz, tinhamos que tratar de um médico. Para mim.
Porém, é um prazer para o ego. Ah, lá isso é! Thanks.
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 17:03

Ah, lembrei-me mas se quer ler coisas com factos da vida porque não pesquisa neste blog : JOÃO ou a sua versão mais curtra, COISAS GIRAS DE BRINCAR? Talvez não seja existencialista, não sei. :)
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 17:12

O comment anterior era para si. Luís. Por isso lembrei-me de uma coisa que se chama O SANTO ou o HOMEM BOM, já não sei. Sei que está para aqui no blog.
Cat2007 a 24 de Maio de 2010 às 17:14

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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