CAFÉ EXPRESSO

Maio 12 2007

 

Não sei se é novidade, mas eu ando a namorar imenso. Há uns dias fui apresentada pelo objecto do meu desejo a uma pessoa. Não estava à espera, mas tratava-se de alguém de grande classe, personalidade forte, presença física imponente, vivência profissional, a todos os níveis, invejável. Adorei esta senhora.  Concerteza. Como não gostar de alguém assim?

 

 

Mas há mais, mais qualquer coisa que esta pessoa tem que a maior parte não tem. Algo que é possível transmitir, mas é muito difícil. De qualquer modo, trata-se de uma energia. Uma energia muito positiva. Algo invisível que me atraiu e envolveu. Até parece que por ali existe um caminho. Força e certeza. Um pilar. Há pessoas que, mais ou menos regularmente, nos vão aspirando a fé como que por uma palhinha. Há outras, como a senhora de que falo, que nos imprimem ondas de vontade de viver e de aprender. De continuar a acreditar. Faço-lhe aqui todas as minhas homenagens. É, no entanto, pouco. 

 

Na nossa conversa ela disse-me que não esperava que eu fosse assim. Assim como? Assim como é! Tinha construída uma imagem de alguém de quem apenas tinha ouvido falar com amor. Ela imaginava que eu tinha umas mãos pequeninas e uns pés atrofiados. Julgava, ainda, que eu era gordíssima . Sobre a minha personalidade, não sei muito bem o que pensava esta senhora.

 

Para o que importa, no entanto, é o que lhe aconteceu depois. Ela disse-o. Ao meu amor. Disse. Ela é perfeita!

 

Eu sou perfeita! Creio que mental, física e emocionalmente. Apenas tenho algumas poucas inseguranças incompreensíveis, que devem ter residência fixa muito lá para trás no meu passado.

 

Aquela senhora disse isto de mim! Não compreendo. Apenas compreendi que ela gostou de mim e disse-lho. Acho que gosta de mim. Mais nada. Não imaginava que ela me achava perfeita para o meu amor. Porque ela gosta muito do meu amor (com razão).

 

Reconheco em mim algum poder de um modo sentido. Sei, assim,  que tenho. Mas não sei para que serve. Nem, sequer, o sei classificar. Que tipo de poder. Que forma de poder. Que cor de poder. Que efeitos tem o meu poder. Não sei nada disto. Sei só que o sinto na alma. Vem-me da alma. E dá-lhe luz.. É um poder que me esmaga a mim própria. Compreende-se. Eu não precebo nada dele. Não o sei, portanto controlar. Usar. Talvez muita gente não goste de mim. Talvez muita gente desconfie de mim. Talvez muita gente se incomode comigo. Talvez muita gente se queira afastar. Talvez seja assim. Não é muito importante. Eu não desejo muita gente nas minhas envolvências. Basta-me esperar que quem vier venha e fazer. Depois, quem veio, pode partir. De vez ou ficar. Eu estou sempre aqui. Serei sempre a mesma que não sabe quem é.

 

Não. Não vejo nada de perfeito em mim. Vejo, pelo contrário, um sistema complexo perfeito composto de imperfeições elementares, que o são porque não se conjugam entre si. Por vezes o meu poder vê-se no tremor das mãos e ouve-se na ira que sai do meu peito.

 

publicado por Cat2007 às 13:53
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