CAFÉ EXPRESSO

Julho 27 2011
 
 

A sabedoria popular, quando expressa em máximas e chavões escritos ou reproduzidos em voz alta para alavancar os discursos, é qualquer coisa que em principio e logo à partida me causa um certo malestar. Porque tenho vergonha das pessoas que fazem isso. Antes de mais nada denota preguiça mental e ignorância. Depois, toda a gente sabe, quando se parte de uma premissa errada, conclui-se mal. Ora, más conclusões conduzem ao erro. E o erro, embora saudável enquanto instrumento de aprendizagem, é muitas vezes trágico quando praticado sem critério.

 

Já ouvi dizer que “a mulher quer-se pequenina como a sardinha” e que “homem pequenino ou é velhaco ou dançarino”. Nestes termos, as mulheres baixinhas são, com as devidas adaptações, para comer e, por exemplo, o António Vitorino do PS deve ser um velhaco dos piores, já que em princípio não dança.

 

A propósito do Vitorino, é certo que no congresso do partido, que reelegeu Sócrates antes das últimas legislativas, escapou por pouco de uma apoplexia no momento em que clamava todo sufocado ao “Zé” e que agora apoiou seguro, fazendo notar que afinal houve muitos erros na governação do anterior Prime Minister. Pergunta-se, isto é um sinal de velhacaria? Não sei bem. Há certas experiências da política que só com experiência da política é que podem ser bem entendidas. Eu não tenho.

 

Sobre comer mulheres, e passando ao lado da antropofágica sugestão desta frase, fica-me a questão de saber do sabor. Ou seja, sendo pequena uma mulher sabe melhor? Estou a pensar nas zonas do corpo que se podem provar, desde que se queira. A minha experiência diz-me que não. Melhor, diz-me que depende dos casos e não depende da altura. E os homens? Não conheço nenhum refrão popular para saborear. Embora talvez exista. De qualquer forma, o único namorado baixo que tive incomodava-me por ser mais baixo do que eu e não pelo sabor. Seja como for, agrada-me muito mais mulheres e homens que estejam acima de um certo patamar quando se olha para a fita métrica. Ou pelo menos que não estejam a baixo. Independentemente do sabor.

 

Ía continuar. Falaria sobre o complexo dos baixos. Homens e mulheres. Nota-se. Como é evidente, as frases supraditas não fazem sentido nenhum. Mas os homens e mulheres baixinhos são aparentemente e em geral uns agitados. O que me faz suspeitar da existência de complexos. Porém, existem excepções verdadeiramente agradáveis. Talvez volte ao assunto depois. Deixo apenas uma convicção. A altura é um estado mental.

 

publicado por Cat2007 às 19:13
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Sugar Sis, gostei imenso do que li! Como só tu sabes tão bem fazer.
E + não digo pois tenho medo de estragar o que é tão perfeito.
Kiss


 
Rita a 27 de Julho de 2011 às 21:02

A sério, sis? Ainda bem. Não estava muito segura. Thanks.
Cat2007 a 28 de Julho de 2011 às 10:02

exemplos, exemplos! nomes, nomes! blooooooooood
para ver se as carapuças servem ou não! public names only, se estiverem mortos tanto melhor. serão carapuças históricas!!!!!!! ou então não se acrescenta absolutamente mais nada, pronto. vai de apetites!
té já nolito!
Niamey a 27 de Julho de 2011 às 21:13

Tenho que ver dos conhecidos, altos e baixos, que conheço. Vamos ver se dá.
Cat2007 a 28 de Julho de 2011 às 10:03

ver se dá? agora? em véspera de mais fééééééééééééériaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas??? não há tempo!
ai e então não se reparou que eu assinei Niamey???????? enganê-me, tava em versão jugas. e então não se liga ao bonequinho do nolito? foi um falhanço de comentário, era um comentário dançarino!
Catarina a 28 de Julho de 2011 às 12:10

Olá. Voltou ao seu nome. Que bom. Reparei em Niamey mas achei que não valia a pena fazer o reparo.
Não tinha, por outro lado, reparado no Nolito porque, vindo a coisa de quem vem, não era de esperar. E por falar em esperar, de facto, não há tempo. Voltam as féeeeeeriaaaaaasssssss!!!

Cat2007 a 28 de Julho de 2011 às 17:55

O que aqui venho fazer não tem qualquer ligação com o post... mas qdo vi esta imagem achei que tu irias gostar... e que daria um bom post teu (se para ai estiveres virada, claro)

"It's very dear to me,
----the issue of-------
    GAY MARRIAGE.
or, as I like to call it:
      "MARRIAGE".
You know, because I had
lunch this afternoon, not
gay lunch. I parked my car;
I didn't gay park it."
(Liz Feldman)
Sara a 3 de Agosto de 2011 às 00:32

Olá Sara. Bem, eu estou com algumas dificuldades para escrever. Tempo. falta-me. Mas com certeza que o tema é interessante e vou pegar nele. Obrigada.
Cat2007 a 4 de Agosto de 2011 às 15:26

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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