CAFÉ EXPRESSO

Agosto 22 2011

 

 

As gajas boas que aparecem no cinema, na televisão e nas revistas. Actrizes, modelos, cantoras, apresentadoras e por ai fora. E os gajos bons nas mesmas condições. É assim que vou começar a falar.

 

Uma vez um tipo estava a “babar-se” em voz alta em frente ao ecrã. Foi numa sala de uma casa. Não me lembro se era actriz ou o que era. A tipa. Mas era “uma gaja boa” suficientemente conhecida para poder estar dentro de uma casa que não era a dela. Sem ter pedido para ali estar. Então, fiquei a saber que ele lhe faria e aconteceria uma série de coisas.

 

E tudo me enervou. Em primeiro lugar, a que propósito está um tipo ao pé de uma mulher com conversas de pessoal que trabalha nas lezírias? Depois, o gajo até tinha uma mãe, uma mulher e uma filha… Era um ordinário. Na minha opinião. E pronto. Isto só por si irrita. E pronto. Acresce no entanto por outro lado, que tenho a impressão de que as mulheres não são assim tão imediatistas e cruas. O George Cloony deve ser muito assediado também a partir das salas de estar das casas das pessoas. Mas talvez tudo seja mais contido. Por hipocrisia? Não por jeito de sensibilidade que as mulheres têm a mais do que os homens.

 

Bom mas o mal podia ser meu. Estava à minha frente uma mulher muito mais gira do que eu. Podia estar com dor de cotovelo, não? Não. Mas tive dúvidas. Se me calava ou soltava a ira. Como sempre, soltei a ira. “Tu não fazes nada a esta mulher porque para ela tu não existes, imbecil!”. Não desfez a cara de parvo porque ainda continuava a achar que isso não era problema. Como se aquele estilo de televoyer de que dava nota, não fosse humilhante. Para ele, claro está. Insisti: “Além do mais, esta mulher não existe”.

 

Expliquei. Temos poucas ou nenhumas probabilidades de confirmar a imagem com a substância. Os homens e mulheres do cinema, da televisão ou da moda são a face visível de indústrias milionárias. A imagem é importantíssima e gastam-se milhões a trabalhá-la. Ou seja, aquelas pessoas, como nos aparecem, não existem. Tem de ser assim. Como elas são de facto não sabemos. Um dia fotografaram a Julia Roberts a passear a pé de jeans e cabelos despreocupados. Como nós gostamos de andar ao fim de semana. Foi notícia. Claro. Estava igual a muitas mortais bonitas. Chocante! Colocou-se a hipótese de Julia Roberts andar metida nas drogas.

 

Este assunto incomoda-me porque não gosto de ser enganada. Não me apanham maravilhada com ninguém que não tenha visto a pelo menos um metro de distância. E como não gosto de ser enganada, também não me apanham maravilhada com alguém que tenha visto a menos de um metro de distância e não falou. E como não gosto de ser enganada não me apanham maravilhada com ninguém que tenha visto a menos de um metro de distância, que falou e sabe Deus o que disse que não me interessou.

publicado por Cat2007 às 18:07
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não sei se vou nessa de que com o george clonnEy é mais contido. algures por essa cidade  há 10 mil tipas  a babarem-se pelo clonney em frente aos maridos. independentemente da questão de bom ou de mau gosto, há as fantasias das pessoas.salvo as exceções que não são assim tão raras, manda-se a boca e a inexistência cai no esquecimento. as pessoas têm cenas na cabeça, podem é padecer de foleirice aguda e inconveniente, vejo mais aqui a essência do post. já lhe passou pela cabeça que o clonney pode fantasiar com uma tipa que viu numa bicha?
Catarina a 22 de Agosto de 2011 às 19:04

Talvez as mulheres sejam tão ou menos contidas do que os homens. Mas não conheço nenhuma.
Cat2007 a 24 de Agosto de 2011 às 09:23

já me calhou ouvir algumas. era sobretudo um apelo à sua tolerância para com as fantasias nas cabeças das pessoas.
Catarina a 24 de Agosto de 2011 às 11:27


Quais pessoas?
Cat2007 a 24 de Agosto de 2011 às 16:42

as pessoas no cômputo geral. eu por exemplo tenho uma fantasia que me desvia sempre o olhar da televisão para uma fotografia ao lado que está sempre a olhar para mim, calha bem.
Catarina a 24 de Agosto de 2011 às 16:45

Vi logo que estava a falar de si.
Cat2007 a 24 de Agosto de 2011 às 16:58

não senhora, a fotografia não é minha, é sua. denny crane!
Catarina a 24 de Agosto de 2011 às 17:04

Of course. Denny Crane. I´m Denny Crane.
Cat2007 a 24 de Agosto de 2011 às 19:44

As gajas da tv são tão boas
gaja boa a 7 de Novembro de 2012 às 02:41

Olá miuda.
Tens razão no que respeita ao facto de uma parte dos homens serem muito pouco inteligentes no que se refere a mulheres.
Mas também é verdade que muitas mulheres se produzem de forma a seduzirem esse tipo de homens. Para quem, como eu, gosta de mulheres inteligentes em primeiro lugar, e giras em segundo, cheguei à triste conclusão de que as miudas giras são, na sua esmagadora maioria, burras que nem carros, mas manientas que nem burras.
Admiro a tua coragem de vir a público escrever sobre estas cenas, e vai daqui um abraço.
Manel
Manuel a 16 de Novembro de 2012 às 20:52

que azar Manel. um homem que não se cruzou com uma mulher gira e inteligente é o que chamo de azar divino. são tantas e várias. pior do que não se cruzar com elas só mesmo as feias burras, disso há ao pontapé. a inteligência não é nem nunca foi o contrário de gireza física. 
Catarina a 21 de Novembro de 2012 às 23:10

Na verdade já me cruzei com algumas giras inteligentes. De facto estou neste momento "cruzado" com uma.
Só que o meu conceito de inteligência vai muito para além daquilo que a sociedade estereotipa: uma pessoa inteligente é aquela que tirou um curso com boas notas, e que as circunstâncias da vida conduziram ao sucesso financeiro. Não me parece que estas condições sejam necessárias e suficientes.
Numa mulher, a inteligência advém da capacidade de conhecer o próximo, e ter a enorme coragem de saber amar e perdoar, saber respeitar e ser respeitada, usando o seu lado emocional como uma lógica de vida.
De facto, há mulheres assim, mas aquelas que pertencem ao estereotipo referido não pertencem ao mundo dos meus sonhos. São sérias candidatas a mulher-objecto.
Talvez eu seja idealista em demasia, mas é assim que vejo o mundo.
Um abraço ou um beijo consoante o género que perde o seu tempo a ler as minhas lamechices.
Manel
Manuel a 21 de Novembro de 2012 às 23:34

o meu género é feminino. esses estereótipos estão mais na cabeça de quem os refere do que por aí. ou não existem ou são circunstanciais. eu por exemplo e no meu caso, desde cedo associei a inteligência à beleza física. a minha mãe foi uma mulher linda e cativante, interessante e inteligente e torrencial, com a total e pouco frequente noção do Outro. quando me falam em tipa burra, vem-me logo à ideia uma mulher feia que nem um bode. circunstâncias. no meu dia a dia as mulheres inteligentes com quem me cruzo costumam ser as bonitas. são meros acasos mas acho que já começa a ser hora de nos libertarmos dessa mania das giras Ou inteligentes. está tudo muito bem distribuído.
Catarina a 21 de Novembro de 2012 às 23:52

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