CAFÉ EXPRESSO

Novembro 15 2011

 

 

Ninguém é insubstituível. Que mentira! Informo que tentei substituir um cão, comprando outro da mesma raça e cor. E ficou provado que há cães insubstituíveis. Não tem nada a ver. Um cão com o outro. E o espaço por preencher que me alterou por dentro lá está para ficar. Talvez este ganhe o seu próprio espaço. Será então a partir desse momento que também ele se tornará insubstituível. E eu mudarei mais um bocado se o perder.

 

Pode-se chamar humanistas às pessoas que defendem a ideia estúpida dos seres poderem ser como que fungíveis - comparáveis as um pastel de bacalhau ou a uma torta de Azeitão? Desaparece um e há logo outro igual ali mesmo ao lado?

 

Ou chamemos-lhe apenas estúpidas e está bem assim? Para os estúpidos importa a humanidade como um todo e nunca o ser humano individual característico e único. Creio que assim é mais fácil viver e lidar com os problemas e as merdas que se vão fazendo. Sempre a pensar na humanidade. Nunca a pensar no indivíduo.

 

Claro que um desaparecimento não afecta as coisas. A Terra gira, os mercados agitam-se, os governantes projectam-se (em principio mal), os lugares de estacionamento não aumentam. É daqui que vem a frase. A tal. “Ninguém é insubstituível”. Certo. Aproveitemos então para cometer pecados e pecadilhos de frente e nas costas dos humanos individualmente considerados com quem nos vamos cruzando aqui e ali.

 

No auge do seu cinismo Staline dizia: “A morte de um homem é uma tragédia. A morte de mil é estatística”. Lá está. Um humanista. Não parece mas é. Na verdade, não é possível que numa guerra morra apenas um homem. Pelo menos numa guerra a sério. Staline queria justificar a guerra e não falava com a voz dos sentimentos que não tinha. Antes rezava de acordo com o que sabia do que ia vendo da vida das pessoas que via. A morte de um homem é uma tragédia para quem o ama. Mas, mais importante para o russo, a morte de um homem não podia suceder sem um motivo de Estado porque de outro modo é um atentado á ordem do Estado. Ora, Estado e bem comum são sinónimos neste contexto. Bem comum quer dizer o que é bom para todos e pode ser menos bom para um ou dois ou três, desde que sejam poucos de cada vez. E é como eu disse, Staline afinal era um humanista. Estava preocupado com todos.

 

Enfim, se pensarmos assim, no todo de todos que nos abate individualmente, podemos afirmar com propriedade que “ninguém é insubstituível”.

 

publicado por Cat2007 às 17:53
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quer dizer que toda a gente é insubstituível,pronto. o que não será muito grave no caso de relvas, por exemplo.
Catarina a 15 de Novembro de 2011 às 18:09


Ontem o Relvas estava a ver o jogo da selecção. Lembrei-me que é costume substituir as relvas.
Cat2007 a 16 de Novembro de 2011 às 13:30

que eu saiba por definição as relvas substituem-se. as dos estádios e sobretudo as outras todas que levam com xi-xi de cão e ficam secas e amarelas. foi um jardineiro que me explicou isto. o ideal é substitui-la de imediato.às vezes não se conseguem substituir relvas mijadas. é uma maçada e fica muito feio. mas sim, relvas são substituíveis sempre.
Catarina a 16 de Novembro de 2011 às 13:39


Então resta-nos aguardar pelo momento certo.
Cat2007 a 16 de Novembro de 2011 às 13:43

...assim tenhamos alimento suficiente para aguentar a espera
Catarina a 16 de Novembro de 2011 às 14:51

Há-de arranjar-se qualquer coisa.
Cat2007 a 16 de Novembro de 2011 às 17:43

we will allways have nestum, marca branca de preferência
Catarina a 16 de Novembro de 2011 às 18:18

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