CAFÉ EXPRESSO

Dezembro 27 2017

Resultado de imagem para treno pai natal

 

O Natal já passou mas continua tudo imbuído do respetivo espírito. Creio que é das férias ou, para quem não está de férias, pelo pouco trabalho que se vai fazendo. Acredito também que as pessoas estão na ressaca do contentamento por terem recebido alguns presentes e pelo facto de algumas se terem encontrado com pessoas de quem gostam e não costumam ver sempre. Depois, ainda vem ai a passagem de ano, pelo que a festa continua. Assim, anda tudo sorridente. Pelo menos é o que eu vejo nos ambientes que me envolvem.

 

 

O que eu quero dizer, no fundo, é que o espírito de Natal tem muitíssimo a ver com o que se recebe. Já em miúdos era assim. Eu cá gostava do Natal porque comia doces e tinha prendas. Eu e todas as crianças que conhecia. As questões do menino Jesus tinham tudo a ver com as figurinhas do presépio. Com a decoração, portanto.

 

publicado por Cat2007 às 13:40
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Dezembro 18 2017

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Hoje vou almoçar com um grupo de pessoas de quem gosto muito, sob o pretexto de ser Natal. Considero isto um privilégio. Segundo ouço contar, a maior parte das pessoas que trabalha tem a maior parte dos almoços de grupo infetada por pessoas que estão ali porque convém. E a maior parte das pessoas que tem almoços de grupo não pode faltar aos mesmos porque não fica bem. Isso já me aconteceu. Porém, poucas vezes. Nestas coisas, não cedo nem concedo muito. Sempre que posso fugir fujo mesmo. Por estas alturas, no Natal, portanto, é muito comum termos que estar com quem não queremos. Quando devia ser precisamente ao contrário, uma vez que estamos numa época de estar em Paz.

publicado por Cat2007 às 12:20
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Dezembro 15 2017

 

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É bom terminar o que há para fazer e perceber que ainda resta tempo. Tempo para as coisas que devíamos ter sempre tempo. Neste caso, tempo para escrever. Não sei se já disse isto, mas vir aqui expor é um exercício que me é muito grato. Porque designadamente me ajuda a organizar as ideias. O que, por sua vez, faz com que a cabeça fique leve (uma vez que se liberta de matérias acessórias e diversas sujidades). O que também, por sua vez, alivia o coração. Daí a última das consequências: a impagável leveza do ser. Claro que isto também me acontece com a terapia. Isto das arrumações. E, por falar nisso, ontem lá fui eu.

 

Ontem estava muito apreensiva com um telefonema que tinha que fazer. Tratava-se de uma reclamação. O meu problema era que não estava bem certa de que reclamava com razão, embora me parecesse que sim porque o resultado das coisas não batia certo. A questão estava na palavra dada. Não me lembrava que palavra tinha dado. Se, de facto, tinha combinado aquele resultado ou se tinha dito, antes, outra coisa mais (legitimamente) conveniente para mim. Acresce que me parecia que a reclamação não valia a pena, uma vez que não estava a ver como se podia corrigir o problema sem destruir tudo para voltar a fazer tudo de novo. Bem, mas para o que importa, lá reclamei a custos interiores que não se notaram pelo lado de fora. E, afinal, o problema foi facilmente resolvido.

 

Como é evidente, a terapeuta ajudou-me nesta situação. Porque a consulta foi prévia ao telefonema. E ajudou-me com uma pergunta: “porque é que é tão exigente consigo?”. Sim. Porque serei eu tão formalista? Terei a cabeça formatada pelo Direito? Um amigo meu que também tirou o curso disse-me em tempos que “fazer Direito ensina a pensar”. Enfim, não sei. Sei que damos muita importância às regras e ao que ficou acordado. Assim, para mim, a máxima de que “para os amigos tudo para os outros a lei” funciona em grande quando eu sou os outros. Ou seja, aplico-me a lei. E, por outro lado, é igualmente certo que, para mim, para os amigos não é tudo. Antes, a lei para toda a gente.

 

Sei lá eu porque sou assim. Aposto que o curso não tem nada a ver com isso, bem vistas as coisas. Basta ler os jornais e ver a quantidade de licenciados em Direito que não aplicam nem se aplicam a lei. No fundo, é capaz de ser tudo uma questão de honestidade.

 

publicado por Cat2007 às 16:04
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Dezembro 14 2017

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“Se fizeres maldades, Nosso Senhor castiga-te”. Assim, sendo, Nosso Senhor é um castigador. Isto é o que melhor recordo acerca do que me foi dito nas missas e a propósito das missas sobre o caráter de Deus. E o certo é que, efetivamente, quando fazia asneiras sérias, apanhava dos meus pais. Era castigada por Deus, portanto.

 

E, apesar de também ouvir falar da “infinita bondade divina”, não me lembro de me terem dado muitos exemplos da mesma. A este propósito, tanto quanto sabia, havia milagres Divinos. Coisa que se podia comprovar através dos filmes que passavam na televisão sobretudo nas épocas do Natal e da Páscoa. Será, pois, possível, a quem tiver uma fé designadamente tremenda (eu diria mesmo não humana) e, por consequência, profundamente misteriosa, andar sobre as águas ou multiplicar pães, por exemplo. Por mim, como conhecia as padarias e acreditava que haveria de aprender a nadar muito bem, compreendia mal para que me haviam de servir os milagres divinos.

 

Certa vez fui abordada por um casal de senhoras tipicamente maçadoras por serem Testemunhas de Jeová. Naquele dia estava com tempo. Aconteceu. Encontrava-me sentada num banco de jardim da Conde Valbom. Deixei-as falar. Depois deram-me a palavra. Para ver se eu estava convencida. Expliquei que era católica e que não podia mudar de religião. Por nada de especial mas apenas porque o que mudava era o culto. Práticas diferentes. De resto, tudo igual na sua essência. Concretizei que Deus é Deus. Sempre o mesmo. As formas e as fórmulas de mostrar adoração é que se alteram. De resto, também não percebia para que queria Deus ser adorado, a não ser que fosse por questões de Ego Divino. Já por isso não punha os pés na minha igreja de nascença.

 

Acredito em Deus porque sinto que está. Por aí. Mas não creio no Deus cultivado de que estive a falar. Além de tudo o mais, sempre me enervou imensamente estar no meio de um bando de “ovelhas” reunido ao domingo para entoar em uníssono cânticos deprimentes.

 

publicado por Cat2007 às 16:07
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Novembro 28 2017

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As mulheres preferem os homens.

 

Uma vez, não há muito tempo, perguntei sobre isso à minha mãe. Explicando: tenho quatro irmãos. E perguntei-lhe se gostava mais deles do que de mim. Disse-me que não. E quando era pequena, quando todos eramos pequenos? Nem pensar. Então eu… a única menina. Mas eu disse-lhe que era isso que sentia. Que, pelo menos em miúdos, ela preferia os miúdos. Manteve a negativa e acrescentou que eu não estava boa da cabeça. O que conclui daqui foi que a minha mãe não tinha noção. De como era mais protetora, carinhosa e preocupada. Com eles. Talvez isso tivesse a ver com a minha forte personalidade infantil. Andava sempre bem-disposta, nunca estava doente e raramente me queixava. Mas não tinha. Tinha a ver com o facto de eles serem rapazes. Talvez se trate da reprodução de comportamentos. É provável que a minha mãe não tivesse sido tão bem tratada como os irmãos dela e que, por causa disso, tivesse interiorizado que as raparigas não precisam de certas atenções. Ou de atenções. Ou das atenções que os rapazes precisam. Das mães.

 

Então o sexo forte não é o masculino e não é verdade que os homens não choram? Porque razão as mulheres protegem os homens se não é necessário? Então as meninas não são mais frágeis, mais delicadas? Porque razão as mães não lhes dão mais colo e, ao invés, as metem a brincar com tachinhos e panelinhas em miniatura? Sim, reprodução do modelo. Parece claro.

 

Parei aqui de escrever para ler o que está para trás. Verifico que estou a falar da inferioridade factual das mulheres. Quero dizer no campo dos factos. Nas coisas que todos os dias acontecem. As mulheres continuam, pelo menos a ser menos inteligentes e competentes do que os homens. E, passando-se as coisas assim, custa-me compreender a falta de solidariedade feminina. Mas não. Trata-se da reprodução do modelo. Com certeza.

 

publicado por Cat2007 às 16:52
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Novembro 28 2017

 

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Ainda gostava de saber se todas as mulheres têm síndrome pré-menstrual (SPM). Tenho impressão que não mas que a maioria sim. O meu é severo, apesar de não ter dores. Não tenho dores mas falta-me o ar. Literalmente. Custa-me respirar e os pensamentos enrolam-se todos (falta de oxigénio no cérebro). Acresce que a ansiedade cresce exponencialmente nos dias que antecedem o período, sendo certo que estes dias podem completar mais de uma semana. Assim, é difícil trabalhar, estudar e gerir as relações humanas. Não se pense, porém, que me ponho a gritar com as pessoas ou a inventar agressões como resposta a agressões inventadas. Nada disso. Apenas me dá para sofrer em silêncio e sozinha, à espera que os dias passem para que tudo passe.

 

Enfim, saída da fase, venho aqui só para dar nota do facto com satisfação e, naturalmente, alívio.

 

publicado por Cat2007 às 16:11
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Novembro 15 2017

Resultado de imagem para medo

 

Viver é respirar. Sorrir. Andar literalmente de cabeça levantada. E de coração disponível. Viver bem não se mede, pois, pela quantidade de coisas que se faz num dia, pelas vezes que se vai jantar fora ou às artes por semana ou pelo número de viagens que se faz num ano. Viver é respirar bem. Pode ser em casa dentro do sofá a não olhar atentamente para a televisão, por exemplo. Viver também é partilhar. É por isso que digo coração disponível. Partilhar com os outros cada passo e compasso da vida. Não é preciso ser alguém especial. Basta que respire bem.

 

Na vida acontecem contratempos, contrariedades e outras coisas igualmente desagradáveis, bem como outras que são muito graves no sentido em que nos prejudicam o bom temperamento, a saúde e/ou as finanças, constituindo-se, por vezes, como factos traumatizantes. Na sequência do trauma, quando existe, há pessoas que ficam medrosas.

 

Um amigo indicou-me certa vez os efeitos do medo numa síntese tão perfeita que não consigo reproduzir agora aqui, embora gostasse muito. No entanto, sei, como toda a gente sabe, que o medo paralisa.

 

Só que, na verdade, o medo não paralisa. O medo faz com que se ande no sentido contrário àquilo que faz medo. Assim, as pessoas fogem. E, fugindo, nunca chegam a saber dos reais contornos do que temem (não sabem que muito provavelmente pouco ou nada têm a temer). Mas quando as pessoas fogem, para além deste ato, praticam outros que são de autoproteção. Normalmente, isolam-se para, imaginam, não estarem expostas. E assim o medo provoca a abstinência e a abstenção. Talvez seja por isto que se diz que o medo paralisa. Mas, como se verifica, é só uma fórmula para simplificar.

 

Acresce que o medo tem um caráter infecioso. Não basta ao medo o medo de uma determinada coisa. O medo tem tendências para se espalhar e instalar. Assim, o sentir passa a ser abstrato. Tem-se medo sobre nada de muito concreto. Apenas, face a este ou aquele constrangimento do dia-a-dia, se antecipa que algo de mal vai acontecer e fica-se com medo. Fica-se doente.

 

Seja como for, creio que é natural ter medo em certas circunstâncias. Anote-se que não há pessoas corajosas sem medo. E a coragem é uma característica muito importante porque faz o ser humano subir de nível. Alterar a forma do seu espírito. É também certo que a coragem depende da Fé.

 

publicado por Cat2007 às 16:52
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Novembro 09 2017

 

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Penso no meu senso de irresponsabilidade. Digo bem. Senso. Ter senso significa possuir capacidade de avaliação. E eu, como disse, tenho senso de irresponsabilidade. O que, portanto, quer dizer que, quando estou a ser irresponsável, sei muito bem o que faço.

 

É irresponsável quem não pensa ou não quer pensar nas consequências que os seus atos podem ter. Eu sou, então, das irresponsáveis que pensa mas não quer pensar. Que pensa que as coisas podem suceder de uma determinada forma mas que é possível que aconteçam de outra.  

 

Certa vez embarquei num projeto muito sério que tinha quase tudo para não dar certo. Mas, se desse, se desse certo, tratava-se da concretização de um sonho. Eu ligo muito a sonhos. Acredito neles. Nos sonhos em que se imagina o melhor enquanto se está acordado. E nos sonhos eu invisto. Porque está em causa tornar a vida um bocadinho mais feliz.

 

Creio que vale a pena arriscar quando as coisas são assim. Ser irresponsável com o senso de que se teria muito mais a ganhar do que aquilo que provavelmente se vai perder.

 

publicado por Cat2007 às 15:22
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Novembro 03 2017

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O meu pai sempre me disse que é fundamental “ter os pés bem assentes na terra”. Só assim se pode ser nomeadamente corajoso. No princípio pensei que ele estava a falar de realismo: temos que olhar para as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem.

 

Mas não era disto que ele tratava. Antes, falava em contexto. No contexto pessoal. De ter a exata noção das regras e factos que, respetivamente, regem e determinam a nossa experiência de vida. Quer dizer, saber quem somos (no sentido de saber quais são as nossas capacidades) e ter a noção daquilo com que contamos. No fundo, poder viver sem surpresas.

 

E, com efeito, não gosto de surpresas que não sejam daquelas que ocorrem em datas festivas. Gosto das surpresas dos presentes de Natal e de aniversário. E é claro que também gosto daquelas surpresas que tornam as datas festivas. Por exemplo, reencontrar um amigo de abraço. De resto, não gosto de surpresas. Basicamente, não gosto de ser surpreendida. Não quero que me aconteçam coisas que eu não espero, portanto. Embora elas sucedam, ainda assim. Porque é a vida.

 

publicado por Cat2007 às 15:32
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Outubro 31 2017

 

 

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Sempre tive problemas de consciência em relação a tudo o que tenha a ver com as minhas pequenas ou grandes prevaricações. Sejam por ação ou por omissão. Por exemplo, lembro-me de ser pequena e roubar por uma única vez uma laranja numa loja de rua. Fiquei toda a tremer no e no após o ato, sendo certo que, ato contínuo, deitei fora a laranja e fui para casa chorar e rezar, pedindo mil perdões a Nosso Senhor pelo imenso mal que tinha feito. Isto malgrado ter uma colega que todos os dias praticava o ato e comia a laranja muito satisfeita à minha frente.

 

Relacionado com o antedito estará o facto, calculo, de, na altura, ir muito à missa com os meus pais. Em criança era obrigada a ir à missa, pois. Claro que me distraia imenso enquanto lá estava porque aquilo não é sítio para crianças. Mas o certo é que, mal ou bem, assimilei os princípios estratégicos do catolicismo. Assim, aprendi que não podia sair da linha. Senão ia para o inferno. Ora, a expetativa do inferno consubstancia-se já em parte do inferno em si. É por isso que tremia. E ainda tremo quando faço alguma. Mesmo que seja ligeira e compreensível. Mesmo que não seja apanhada. De qualquer maneira, não consigo abstrair do ar de satisfação das inúmeras pessoas que eu vejo a comer a laranja.

 

publicado por Cat2007 às 16:44
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Boa tarde*,Venho por este meio contar a minha simp...
Boa tarde,
Viver é respirar, de acordo. E continuo a insistir...
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Com muita calma e paciência tudo se começa! 
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