CAFÉ EXPRESSO

Julho 24 2017
Resultado de imagem para stress

 

Todos os dias fazemos as mesmas coisas. Mesmo quando já não estamos a cumprir um horário, estamos presos a uma agenda. Há sempre coisas que temos mesmo que fazer. É por isso que, a certa altura, deixamos de fazer jantar numa vã tentativa de rasgar a agenda, sendo certo que, depois, voltamos ao que é razoável e regressamos humildemente ao bico do fogão. Na verdade, temos o dia cheio. De manhã à noite. E, quando podemos parar, daqui a pouco é hora de dormir. Mesmo que se veja um filme todos os dias antes. Isto é a rotina. Que nos constrange precisamente porque não nos é possível praticar atos que se situem fora dela. Embora possamos, com esforço, fazê-lo de vez em quando.

 

Já o stress é um estado mental, como se sabe. Com consequências na disponibilidade física, mas um estado mental. Melhor, o stress, que começa por ser um estado mental, com o tempo, torna-se num estado emocional. É por isso que nos engole. Porque afeta a nossa personalidade ou a nossa maneira de ser. Estar com stress significa sobretudo estar cansado. Como é possível estarmos fisicamente cansados quando passamos os dias sentados em frente a um computador? Porque as ideias complexas nos pesam nos membros. As ideias complexas são aquelas que se constituem por elementos de irrealidade, projetando confusões. Só as ideias simples são verdadeiras. Os problemas complexos resolvem-se com ideias simples.

 

Portanto, estou a precisar de férias.

 

publicado por Cat2007 às 16:16
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Julho 15 2017

Resultado de imagem para estar na cama

 

Estou há duas horas a jogar Spider. Acordei cedo e não tinha nada de melhor para fazer. Isto na minha cabeça. Porque já podia ter tomado um banho e estar na rua a fazer uma coisa qualquer. Mas é isso. É isso que não é melhor do que jogar ao Spider. Porque haveria eu de ir para a rua num sábado de manhã? Talvez para ir tomar o pequeno-almoço em qualquer sítio bonito. Assim junto ao rio. Podia ser na esplanada do Café In, por exemplo. Pois. Mas sair da cama, ir para o banho, escolher uma roupa, pegar no carro, sentar-me na esplanada, chamar o empregado e escolher, não bate a tranquilidade de estar na cama com o computador no colo a jogar Spider, que serve apenas para ocupar as ideias enquanto me deixo enrolar neste torpor delicioso do útero. 

 

Era uma vez em que tive uma relação com uma pessoa muito chata por vários motivos. Um deles era precisamente a necessidade que esta pessoa tinha de sair de casa às oito da manhã de sábado para ir tomar o pequeno-almoço na rua. No caso, nem era num sítio bonito. Era mesmo no café ao pé de casa onde, de resto, ia todas as manhãs dos dias de semana em dias de trabalho. E, registe-se, nem sequer alterava o menu para sábado. Pois a pessoa em causa considerava que eu deveria acompanhá-la nesta atividade rotineira de princípio de fim-de-semana. Inicialmente, para ser agradável, eu fui. Mas isso só foi por duas ou três vezes. Com efeito, uma pessoa acabada de acordar dos seus sonhos vividos num sono profundo como o meu é não pode ir para um café ouvir os barulhos típicos do tipo chávenas e copos a bater com estalo nas diversas superfícies e os gritos dos empregados a dizer: “sai uma meia-de-leite e duas bicas!”. Portanto, a partir daí, para aí da terceira vez, como referi, passei a ficar em casa. E foi uma lâmpada que se fundiu do lado de lá. Sim, porque do lado de cá, à primeira ida ao café, deu-se um curto-circuito tal, que se apagaram definitivamente logo uma dúzia delas. Efetivamente, é também por estas e outras que uma pessoa percebe que não está com a pessoa certa.

 

Claro que, ao fim de duas horas, fartei-me do Spider e agora estou aqui a escrever sobre esta minha experiência dos sábados de manhã. Dos presentes e de alguns passados, pois. A seguir vou dormir mais um bocadinho. Provavelmente até quando for tempo de almoçar. E só a partir daí é que vou à vida extrauterina. Dinâmicas matinais só mesmo à semana, que tenho de trabalhar para viver.

 

publicado por Cat2007 às 10:53
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Julho 14 2017
Resultado de imagem para sol
 
 
 

Estava para aqui a escrever sobre o amor que sinto pela pessoa certa que tenho. Mas apaguei tudo. É que, quando se diz isto, está tudo dito. Para quê desenvolver desenvolvimentos, passando previamente sobre os amores passados? A verdade é que o dia está cheio de calor e eu estou cheia de pensamentos moles e cansados. É por isso que não surge em mim nenhuma ideia com alguma luminosidade. Repare-se que, quando acendemos uma luz em casa numa sala onde esteja a bater muito o sol, é como se nada acontecesse. É isto.

 

publicado por Cat2007 às 16:31
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Julho 11 2017
 

Resultado de imagem para dinheiro euros

 

Fui eu que escrevi o texto abaixo mas declaro que não me vejo assim. Espero não estar enganada.

 

"Ter dinheiro é muito importante. Vivemos no ocidente. No modelo capitalista. Ora. Eu defendo o capitalismo. Com certeza. Sou contra os árabes, como é natural. E nem me venham falar de contemplações do tipo oriental. Dos chineses. Não há tempo para isso. Tenho os olhos em bico, mas é para outras coisas. Preciso de um telemóvel topo de gama ligado à net e quero um LCD enorme para o quarto imediatamente. Também já desejo os novos modelos de qualquer coisa que eu sei muito bem que preciso muito. Porque são novos modelos, ora essa. Falam para aí de alienação. São vozes ao longe. Não é nada comigo. Tomo anti-depressivos, claro. Todos tomam. Mas não tem nada a ver com isso de comprar. Preciso de adquirir porque compro o que me faz falta. É só isso. Tomo os comprimidos porque não consigo controlar o stress sem eles. Note-se que trabalho imenso e tenho dívidas acumuladas. Como é natural".

 

publicado por Cat2007 às 14:40
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Julho 10 2017

Resultado de imagem para pontes

 

Nunca me interessei pelo Bridge por ser demasiado sério. Aquilo não é um jogo é uma função. É preciso compreender que existem espaços e momentos da vida em que podemos ser "meias tintas" e não há mal nenhum nisso.  Não é possível jogar/não jogar Bridge. Portanto, para mim o melhor é não jogar. Não é que eu não goste do jogo em si. Do Bridge. Claro que gosto. Dá é muito trabalho. Dá tanto trabalho, que a maior parte dos jogadores recebe dinheiro pela sua prestação. Quando ganha, claro. Mas eu gosto de pontes (bridges). Uma ponte é sempre uma ligação. Uma possibilidade de ir e voltar. De conhecer. De trazer. De levar. Em princípio, as pontes proporcionam vistas bonitas pelo caminho. Também é uma bela qualidade. Uma ponte é uma esperança de chegar. De visitar. De compreender. É uma oportunidade de dar.

 

publicado por Cat2007 às 16:40
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Julho 06 2017
 
 
 
 
Resultado de imagem para homofobia
 
 

A homofobia é uma fobia. Logo, um medo irracional. No caso, é um medo irracional aos homossexuais. Conheço algumas pessoas, poucas, que têm aracnofobia. O que consiste num medo irracional às aranhas. Bom, se o medo é irracional, é porque não está razoavelmente fundado. Daí as reacções irracionais que o medo irracional despoleta. Por causa das aranhas já vi pessoas a pular e a gritar,como se houvesse incêndio na sua própria  roupa do corpo. Outras ficam muito caladas, com o olhar fixo no abstracto e o corpo rígido. Percebe-se a aceleração cardíaca. Não dizem nada. Estão mortas. De medo. Ainda um terceiro tipo: estas reagem. Pisam a aranha num assomo de agressividade sem precedentes. São impulsionados pela tensão nervosa extrema incontrolável. Mesmo depois do esmagamento da carcaça do bicho não descansam. A ideia é fazer eclipsar também os seus restos mortais. 

 

Não me lembro de algumas vez assistir a uma crise de homofobia ao vivo. Mas já li nos livros e já vi nos filmes, na televisão e na internet. Por vezes, o homofóbico salta sobre a aranha e desata a pontapeá-la. A ver se a mata de vez. Noutras circunstâncias, o homofóbico sai a correr. Há, ainda casos, em que é dominado por uma crise de catatonia. Fica tenso e calado, repetindo sempre o mesmo gesto reiteradamente. Este gesto é tipicamente o do "saltinho para o lado e enxotar", "saltinho para o lado e enxotar", "saltinho para o lado e enxotar", "saltinho para o lado e...".

 

Obviamente, há qualquer coisa de neurótico na homofobia. Como na aracnofobia. Como em qualquer fobia. A neura é tanto maior quanto menos razoáveis e desporpocionadas são as respectivas reacções. A visita a um médico é a melhor solução para quem abriga uma fobia já demasiado insustentável, com graves reprecussões na sua vida quotidiana.

 

publicado por Cat2007 às 15:56
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Julho 05 2017

Resultado de imagem para aniversário

 

Na sexta faço anos e concederam-me a tarde livre para ir até à praia. Aproveito e janto por lá. É assim que vou passar o meu aniversário. Gosto de fazer anos. E de os festejar. O que não sucedia na infância e na adolescência. Houve épocas dessas alturas em que até me esquecia do facto. Isto é verdadeiro e concomitantemente não é um dado muito feliz. No entanto, não vou dizer aqui porque é que as coisas se passavam assim. Apenas deixo que havia razões ponderosas para tal.

 

Mas agora que gosto de fazer anos tem-me sucedido que, em diversos aniversários recentemente passados, as coisas correram mal. Uma dessas vezes, que qualifico como uma das piores, apanhei com uma cena de ciúmes “do cão” (do cão é como dizem os brasileiros).

 

Ora, uma cena de ciúmes destas caracteriza-se por incorporar predominantemente um interminável discurso feito de acusações e desconfianças. Um discurso interminável é aquele que nunca mais se cala. Portanto, começou antes do jantar, prolongou-se pelo jantar e, à uma da manhã, ainda efervescia. Um massacre!

 

Não tomo este exemplo porque esteja com medo que me suceda algo semelhante. Antes pelo contrário, tenho a certeza que não. Mas tomo este exemplo para dizer que mais vale não festejar se é para (não) festejar assim. Digo isto porque tenho experiência em não-festejos, como referi.

 

Bem, este texto está com cara de que “não tenho mais nada para dizer sobre este assunto”. O que é verdade. Por isso vou fechar.

 

Mas não sem antes afirmar que este ano vai ser muito feliz.

 

publicado por Cat2007 às 15:59
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Julho 04 2017

Resultado de imagem para MANDAR

 

Quem manda precisa dos seus mandados para sobreviver a mandar. Se deixar de confiar em quem comanda, inevitavelmente acabará a fazer a maior parte das tarefas por si e sozinho. Precisamente porque não confia em ninguém em quem possa delegar. Por causa disto, mais tarde ou mais cedo, perde o mandato, enquanto, por seu lado, os mandados continuarão nos mesmos postos.

 

Num dos contextos que me envolve está na ordem do dia o tema da intriga. Há um balofo que vai à chefia dizer mal dos colegas. Que se ausentam muito dos gabinetes. Que são ingratos. Que não são dedicados. Etc.. Enfim, que trabalham pouco e têm fraco espírito de missão, não manifestando qualquer motivação em servir o interesse público.

 

E a chefia, para surpresa de todos os visados (que são todos os outros para além do balofo), dá-lhe confiança. E agora, à conta disso e como era de prever, verifica-se que a mesma chefia, devido à grande quantidade de veneno injetado, já se apresenta com o corpo inchado. Sobretudo os membros. Ora, sabe-se que, quando incham as pernas ou os braços, os movimentos ficam tolhidos. Com os movimentos tolhidos, as pessoas perdem naturalmente a desenvoltura e ganham medo por causa do aumento de probabilidade de desequilíbrio e (consequente) queda. Ao dizer isto, estou como comecei: o mandante corre sérios riscos de perder o mandato.

 

As chefias precisam mais dos subordinados do que o contrário. Normalmente, o executante está integrado numa estrutura mais sólida ligada ao processo produtivo, que domina. O superior hierárquico tem apenas a sua quota-parte de responsabilidade de orientação desse processo, sendo facilmente substituível porque, na verdade, não produz. Latas de atum ou pareceres jurídicos, por exemplo.

 

Por fim, acrescento que, à conta da desagregação indicada, resolvi mudar de gabinete. Iniciarei as novas funções no dia 1 de setembro. E estou muito contente e motivada.

 

publicado por Cat2007 às 16:26
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Junho 30 2017

 

Resultado de imagem para reconstrução

 

No fim de uma relação amorosa que vivi fiz a seguinte declaração escrita:

"... declarei recentemente ... que estou como um Estado em reconstrução depois da guerra da independência. Recuperação do património cultural, reconstrução dos edifícios económicos e sociais, reorganização das forças armadas, estabilização das fronteiras, e tudo o mais que é suposto fazer em semelhantes circunstâncias. Estou cheia de um um sentido patriotico de mim mesma que me foca num determinado rumo que é um desígnio universal do meu próprio espírito. Já institui a necessidade de visto de entrada. E, em quaisquer circunstâncias, não são concedidos vistos indefinidos. Há um tempo de permanência. Um tempo que pode ser prolongado, de acordo com a minha decisão unilateral tomada casuisticamente. Hoje, estou um pouco como a Sérvia. Em breve estarei como a Alemanha. Quando chegar ao momento "em breve", irei rever as minhas posições quanto aos limites temporais para a estadia de "estrangeiros" e poderei considerar alianças estratégicas com os "parceiros internacionais" que me pareçam interessantes do ponto de vista do mérito".

 

Mais informo que, volvido 1 ano, já estava como a Alemanha.

 

publicado por Cat2007 às 16:09
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Junho 29 2017
 
Resultado de imagem para confissão dos pecados
 

 

Ainda ontem fiz um disparate pegado. Distração misturada com egoísmo, alguma infantilidade e umas pitadas de falta de confiança típica das crianças. Agora há quem esteja chateado comigo.

 

Mas já estive aqui a confessar. Com efeito, escrevi tudo o que se passou, fiz uma reflexão e depois apaguei o texto. Só porque este já tinha cumprido a sua função e, além disso, porque não tenho necessidade nenhuma de audiência para estes casos assim.

 

Para o que importa, enquanto escrevia, ia refletindo nas questões que envolvem a situação. Com a reflexão, veio o esclarecimento. Com os esclarecimentos, surgiu a contrição. E com a contrição veio a aceitação de que as consequências negativas que para mim possam advir são merecidas.

 

Portanto, processo fechado.

 

publicado por Cat2007 às 16:51
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