CAFÉ EXPRESSO

Outubro 03 2016

Teresa saiu de casa. Tinha urgência em falar com Madalena.

Madalena: Querida, então? Contaste-lhe?

Teresa: Não. Tive antes uma surpresa. Ela anda com a Joana, como eu temia. Confessou-me tudo.

Madalena: Ela contou-te isso? A que propósito?

Teresa: A que propósito? Com o mesmo propósito que eu lhe ia contar. Para se assumir. Só que eu não lhe contei nada. Não pude.

Madalena: Não pudeste? Mas que melhor oportunidade tu podias ter?

Teresa ignorou o que Madalena disse.

Teresa: Diz-me, Madalena, o que sabes tu desta história? A Joana não te contou nada?

Madalena: Teresa, o que importa isso?

Teresa: Importa tudo. Importa que tu não me tenhas mentido.

Madalena: Lésbica, Teresa. A tua filha é lésbica como tu és. É o que sei, Teresa.

Teresa não se conteve. Levantou a mão e deu-lhe uma estrondosa bofetada na cara. Depois gritou-lhe.

Teresa: Estás proibida de me provocar mais. Quero que te cales já com essas merdas. Traidora!

Madalena: Quero lá saber o que tu queres. Mulher estúpida.

Madalena tinha uma mão na face que ardia.

Madalena: Tu não te assumiste perante a tua filha porque não quiseste. E agora que ela te contou estás cada vez mais transtornada. Sua homofóbica ridícula! Tu não amas ninguém. De mim o que tu queres é sexo. É tudo o que tu queres.

Teresa agarrou-a pelos dois braços e encostou-a à parede, metendo-lhe as pernas entre as pernas. Ficaram com as bocas muito próximas. Madalena virou a cara para o lado.

Madalena: Deixa-me, idiota.

Teresa empurrou-a mais contra a parede pela zona do ventre.

Teresa: Não deixo. Porque é disto que tu gostas. É só disto que tu gostas. Tu também não amas ninguém. Basta ver a tua história de vida. Até a desgraçada daquela miúda Joana tu andaste a comer.

Madalena: Larga-me!

Teresa encostou o corpo todo. E forçou o beijo. Madalena não cedeu. Teresa mordeu-lhe o pescoço. Madalena gemeu. Teresa voltou a morder. E a pressionar-lhe o ventre. Madalena virou a cara desfeita para ela e ofereceu-lhe a boca trémula. Teresa largou-lhe os braços e agarrou-lhe a cara com as duas mãos. As línguas misturaram-se. Ali de pé, foram-se livrando das roupas inoportunas. Teresa entrou dentro dela com pressa. Tomou-a com fúria. E insistiu vezes infindas. Até ela se partir. Teresa sentiu-a desfalecer. A cair. Segurou-a e foi caindo com ela muito devagar. Ficaram no chão deitadas juntas. Em silêncio.

publicado por Cat2007 às 23:19
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Uma violência....gostava de saber como se sai disto agora.
Catarina a 3 de Outubro de 2016 às 23:43

Tenho algumas ideias
Cat2007 a 3 de Outubro de 2016 às 23:45

 A Madalena é que pagou as favas...em todos os sentidos e mais alguns...
The Gambler a 4 de Outubro de 2016 às 17:10

Pois. A Teresa está com a homofobia à flor da pele.
Cat2007 a 4 de Outubro de 2016 às 18:05

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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Mas a questão é que, antes de se preocuparem com o...
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