CAFÉ EXPRESSO

Setembro 19 2016

 

As regras obedecem a princípios. Mas isto não é verdade na prática. As regras não respeitam os princípios. Muitas delas. Assim, deviam ser banidas. Essas regras. Ou, pelo menos, substituídas por outras. E é por isto que bem sabendo que sou obrigada a isso, nunca gostei de cumprir regras que não percebo. Daí, resolvi licenciar-me em Direito.

 

De facto, é de sublinhar que as regras que não respeitam os princípios são normas de “apertão”. São imposições puras e, muitas vezes, ingerências. Claro que, estou a falar de normas jurídicas. Ou seja, das normas que regulam as condutas humanas em ordem a uma estruturada organização da sociedade nos campos económico, social, ecológico, das relações internacionais e na área da vida das famílias. Como se vê, as normas jurídicas estão por todo o lado, acompanhando o nosso dia-a-dia e metem-se dentro das nossas casas.

 

O problema com este meu problema de resistência a modeladores de conduta puros é que, pela força do hábito de fugir, acabo por não cumprir com as autovinculações. Ou seja, com as regras predefinidas por mim própria para fazer alguma coisa. Simplesmente não cumpro. O problema é quando isso colide com as expetativas de terceiros criadas por mim. Nestes casos, devia ser punida por não respeitar os princípios.

 

E tudo isto vem a propósito de eu ter dito aqui que publicaria um capítulo por dia (do livro) entre as 17h e as 21h. Ora sucede que já sucedeu que no mesmo dia cheguei a publicar três capítulos e fora do horário predeterminado.

 

Era para pedir desculpa.

 

publicado por Cat2007 às 16:27
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É uma Alegria. 
The Gambler a 19 de Setembro de 2016 às 16:58

Lol! 
Cat2007 a 19 de Setembro de 2016 às 17:55

Olá.  


as regras devem de ser cumpridas e foram feitas para tal.  Duralex cedlex. Apesar disso, bem sabes que todos nós cometemos umas ligeiras faltas  na condução, bem como em outros aspectos da vida. Mas no geral, cumpro as regras.


Mesmo sem a conhecer ao vivo, atrevo-me a dizer que apesar das regras, a vejo como uma menina livre, algo radical que não deixa que ninguém mande em si.  Tem um ar de enfant terrible, isto quanto aos tempos de miúda. Passo a explicar:  A minha mãe, no marco de canaveses, esteve sempre sujeita a regras. Era obrigada a andar sempre calçada, com sapatos ou botas,  mas a minha mãe era uma enfant terrible, do género " ninguém manda em mim ". E andava sempre descalça, subia árvores , ia para a caça com o meu avô. E é bom que as pessoas sejam assim:  se a minha mãe não fosse assim, não tinha comprado o apartamento na figueira da foz. O meu pai não queria, mas foi uma boa compra e está quase pago. Na vida, uma pessoa tem de arriscar. Pessoalmente, gosto das mulheres que são radicais...


Ainda não li os seus textos, porque penso " Se  a autora escrever um livro, ou se surgir uma série de tv, baseada nestes textos, prefiro ler o livro  e ver a série ... "  Quem sabe um dia? 




beijos   e um abraço.. tudo bem consigo?   boa semana
nuno a 19 de Setembro de 2016 às 19:09

Bom dia, Nuno. Já gosto da sua mãe. Sobre as regras, eu cumpro. Mas se puder escapar sem penalizações, trato de não cumprir, caso não me façam sentido.
Os meus textos estão aqui à disposição de quem os queira ler. Não creio que dê um livro publicado ou uma série de televisão. Lol.
Boa semana para si também. Grande beijinho.
Cat2007 a 20 de Setembro de 2016 às 09:16

Boa tarde. como se sente a dona deste blog? 


Eu adoraria ver os seus textos num livro, ou até numa série. Nada é impossível. Eu quando disse " enfant terrible " era no bom sentido da palavra, no sentido de ser independente desde pequena. A minha mãe aos 4, 5 anos, a minha falecida avó disse " não vás andar no escorrega, não te magoes ", e a minha mãe andou num escorrega com mais de 3 metros de altura, no jardim municipal do Marco, que foi o meu falecido tio-avô que o contruiu.  Caiu do escorrega abaixo e partiu os dois pulsos. Nessa noite, dormiu no meio dos meus tios, só ao outro dia é que os meus avós souberam do sucedido. Mas, quando cresceu, tornou-me numa jovem cheia de regras.  Fez questão de pagar o primeiro carro que o meu avô lhe deu.  Foi uma Professora brilhante, mas dura, mas o mais engraçado é que todos os alunos gostavam dela. Não era daquelas de dar beijos e beijos aos alunos, de lhes fazer as vontades todas, mas dava a máxima da educação a eles. Há uns anos, foi a uma clínica a Paredes, e de lá saiu a correr uma senhora, na casa dos 40 anos, que lhe perguntou com ar de emocionada : " desculpe , é a Professora Isabel ? " e abraçou-se a ela com lágrimas nos olhos. Disse " eu e as pessoas da minha terra, fomos ou pensamos em ir ao programa do Henrique Mendes, mas não sabíamos o seu nome de casada "... no fim de semana seguinte, parecia a visita dos Reis Magos a nossa casa, mas foi lindo de se ver. Há anos que deu aulas na terra dessa senhora, ainda era a minha mãe solteira, e tanta saudade provocou. O que gosto da minha mãe é que faz contas á vida, é muito controlada com dinheiro e nunca gasta mais do que pode. Eu também não me meto em excessos e gosto de ter tudo bem controlado. Os meus colegas fazem pouco de mim, por andar num C1... dizem que eu podia andar com um C5 ou um carro melhor, mas não me meto em altos voos. Estou bem com o que tenho


beijos e um abraço
nuno a 21 de Setembro de 2016 às 18:42

Olá Nuno. É como disse no cometário anterior, já gosto da sua mãe. Por outro lado, gosto de pessoas equilibradas e controladas. Pode achar que não, mas eu também sou assim. 
U grande beijinho.
Cat2007 a 21 de Setembro de 2016 às 21:52

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