CAFÉ EXPRESSO

Outubro 07 2016

 

Qualquer “sessão” de automassagem é uma chatice. Para já, as zonas que necessitam mais, como a cabeça, ombros e costas, estão praticamente excluídas por razões evidentes. Restam-nos as pernas, pés, braços e mãos. O que, pelo trabalho que dá, irrita. E assim, os resultados não são bons. Falo com conhecimento de causa porque tenho uma rotura no joelho esquerdo. Quando exagero no exercício frísico, a coisa incha. E sou obrigada a massajar com Voltaren. É tão chato, que a perna fica a doer na mesma.

 

O que eu quero dizer, em primeiro lugar, é que as massagens têm que ser dadas por outras pessoas. As pessoas que massajam. Profissionais ou não. Mas é melhor que sejam. Porque a coisa sai muito mais bem-feita e trás outro tipo de benefícios.

 

Em segundo lugar, para além das massagens físicas há as outras. As massagens ao ego. Esquecendo as teorias psicanalíticas que encaram o ego como uma das estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico, vou dar a minha definição de ego. O ego é uma espécie de lençol de baixo com elásticos do eu. Relativamente ao eu, o ego é um bocadinho mais entufado ou entanguido, de acordo com o estado de espírito de cada um. Ou seja, dependendo da qualidade do colchão. Se fosse um lençol, como eu disse, o ego estaria esticado ou mirrado, conforme fosse posto no eu ou fora dele e só preso por uma das pontas.

 

Só que o exemplo do lençol não é bom. Porque o ego não estica ou mirra. Antes, está mais bulboso ou enfezado. No primeiro caso é porque recebe massagens. No segundo é porque não. Uma massagem ao ego bem-feita pode fazer uma pessoa levitar. Chegar a um estado próximo do êxtase sem necessidade de tomar drogas duras. E chegar ao êxtase é permitir ao eu atingir o sabor da suprema felicidade. Tudo o que o eu almeja, afinal. É, pois, ponto assente que qualquer ego precisa de ser massajado.

 

Também aqui como no caso do corpo, as massagens profissionais são as mais indicadas. E se são mesmo profissionais, não há qualquer hipótese de suspeitar da sua artificialidade intrínseca.

 

Quanto à automassagem, para além do trabalho que dá (que, como disse, por vezes irrita), é um processo a evitar também porque pode confluir num estado de soidade. Não que isso me tenha acontecido. Mas é sempre arriscado escrever um post como o Sou de parecer que.

 

publicado por Cat2007 às 16:38
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Tags:

ah soidade....
quando falamos de automassagem falamos de quê ao certo?
Catarina a 7 de Outubro de 2016 às 16:56

Soidade é solidão.
Quando falamos de automassagtem também pode ser aquilo que estás a pensar
Cat2007 a 7 de Outubro de 2016 às 17:23

Realmente, receber massagens de quem as sabe mesmo fazer..."é um luxo".
The Gambler a 7 de Outubro de 2016 às 17:31

Sem dúvida!
Cat2007 a 7 de Outubro de 2016 às 19:21

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