CAFÉ EXPRESSO

Fevereiro 03 2016

 

 

A questão que me importa está em saber se rotinas, hábitos e vícios são coisas boas, más ou inócuas. Isto porque me disseram que tenho uma cabeça agendada. O que é verdade.

 

A rotina consiste num conjunto de práticas reiteradas muitas das quais, por se basearem em comportamentos iguais, enquadram, através de um processo de interiorização, hábitos. Um hábito é, assim, um conjunto de comportamentos interiorizados que são sempre iguais e que são praticados de um modo automático por não ter que se pensar neles enquanto se atua. Os hábitos não doem, por exemplo. Lavar os dentes é um hábito dentro de uma rotina. Ir de manhã trabalhar é uma rotina que não comporta qualquer hábito. E dói. Eu tenho o hábito de me deitar no sofá à noite a ver televisão. O que é quentinho.

 

Eu não tenho o hábito de fumar. Tenho o vício. Um vício é uma rotina que enquadra um hábito induzido por um comportamento que é exteriormente imposto. Um vício é, em princípio, uma coisa má. Porque implica a reiteração exagerada de comportamentos. O que acaba sempre por fazer mal ao corpo e/ou à psique.

 

Tudo o que se faz em exagero costuma ser mau. É mau para o sistema nervoso apanhar o trânsito da manhã e o trânsito da tarde. E isto não é um vício nem um hábito. É uma rotina. O problema é que se trata de uma rotina diária. O que traduz um comportamento exageradamente reiterado. Faz mal como um vício.

 

Eu planeio quase tudo. Porque tenho necessidade de saber o que se vai passar a seguir. Procuro controlar os acontecimentos futuros. Sempre a tentar não ter surpresas desagradáveis, portanto. Só que, como dizia o meu terapeuta, isso não vale a pena. Mesmo que se tenha uma agenda na cabeça, as surpresas acontecem sempre. Boas ou más. Quem não quer as más abdica das boas. E, na verdade, ele que pensava assim morreu com um ataque cardíaco fulminante. Realmente é mesmo como  ele dizia: "Não vale a pena preocuparmo-nos".

 

publicado por Cat2007 às 17:46
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concordo. não vale a pena preocuparmo-nos. abriria uma exceção: vale a pena com as coisas boas. preocupar não é ficar paranoico nem tem de ser vicio....mas então talvez nem seja sempre preocupar, talvez estar atento...?
Catarina a 3 de Fevereiro de 2016 às 17:58

Queres dizer preocuparmo-nos com coisas boas, de tal modo que elas entrem na nossa rotina e depois se transformem em hábitos, portanto.
Cat2007 a 3 de Fevereiro de 2016 às 18:03

Não. Não é isso. Serve para não as perder jamais
Catarina a 3 de Fevereiro de 2016 às 18:10

Ah! Ok. De acordo.
Cat2007 a 3 de Fevereiro de 2016 às 18:29

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