CAFÉ EXPRESSO

Julho 14 2017
Resultado de imagem para sol
 
 
 

Estava para aqui a escrever sobre o amor que sinto pela pessoa certa que tenho. Mas apaguei tudo. É que, quando se diz isto, está tudo dito. Para quê desenvolver desenvolvimentos, passando previamente sobre os amores passados? A verdade é que o dia está cheio de calor e eu estou cheia de pensamentos moles e cansados. É por isso que não surge em mim nenhuma ideia com alguma luminosidade. Repare-se que, quando acendemos uma luz em casa numa sala onde esteja a bater muito o sol, é como se nada acontecesse. É isto.

 

publicado por Cat2007 às 16:31
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Junho 30 2017

 

Resultado de imagem para reconstrução

 

No fim de uma relação amorosa que vivi fiz a seguinte declaração escrita:

"... declarei recentemente ... que estou como um Estado em reconstrução depois da guerra da independência. Recuperação do património cultural, reconstrução dos edifícios económicos e sociais, reorganização das forças armadas, estabilização das fronteiras, e tudo o mais que é suposto fazer em semelhantes circunstâncias. Estou cheia de um um sentido patriotico de mim mesma que me foca num determinado rumo que é um desígnio universal do meu próprio espírito. Já institui a necessidade de visto de entrada. E, em quaisquer circunstâncias, não são concedidos vistos indefinidos. Há um tempo de permanência. Um tempo que pode ser prolongado, de acordo com a minha decisão unilateral tomada casuisticamente. Hoje, estou um pouco como a Sérvia. Em breve estarei como a Alemanha. Quando chegar ao momento "em breve", irei rever as minhas posições quanto aos limites temporais para a estadia de "estrangeiros" e poderei considerar alianças estratégicas com os "parceiros internacionais" que me pareçam interessantes do ponto de vista do mérito".

 

Mais informo que, volvido 1 ano, já estava como a Alemanha.

 

publicado por Cat2007 às 16:09
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Junho 25 2017

Resultado de imagem para alvo em movimento

 

 

Cá estou de novo. No que diz respeito a isto, ando bastante produtiva. Um texto quase todos os dias. E aos fins de semana. Não era costume vir para aqui escrever aos fins de semana. Porque nem pegava no computador. Agora ando a acordar cede nestes dias. Por isso, enquanto o resto do pessoal dorme, e não havendo nada de melhor para fazer, escrevo.

 

Mas hoje dormi muito bem. E tive um sonho. Estava no Rio de Janeiro num bar de benfiquistas como eu sou. De súbito, um cara começa aos tiros lá de fora para dentro do bar. Baixámo-nos todos. Fartou-se de disparar. Mas ninguém morreu. Creio que este sonho tem a ver com a rábula dos emails e dos SMS. Dito isto, passemos à frente porque não me apetece estar para aqui a falar de futebol no que diz respeito a qualquer assunto que lhe seja paralelo. Eu só gosto do jogo. Ponto final. Agora vou fazer parágrafo para, então, mudar radicalmente de assunto.

 

Atualmente tenho um pequeno cão (e uma cadelinha também). Antes, tive outro cão igual ao que tenho atualmente. Baixo como um smurf. Também obsessivo e nada inteligente. Certa vez, apaixonou-se por uma cadela loura e grande. Andou um dia inteiro atrás dela. A cadela, muito paciente, ignorava-o olimpicamente. Até que, volvidas algumas horas, exausta, abocanhou-o e sacudiu-o como faria a um coelho. Ficou bastante maltratado o meu cãozinho. Mas não pude deixar de dar razão à cadela. Que, ainda por cima, tinha um namorado da altura dela.

 

Na verdade, não compreendo pessoas que andam atrás de outras. Quando se tem de andar atrás significa que o alvo está em movimento contrário ao nosso, embora não esteja certa que esta seja uma boa figura de estilo (imagem).

 

Outra estória. Certo dia, foi lá parar a casa um tipo cheio de maneirismos irritantes explicar como era bom e bonito e que, além disso, amava outro que, por sua vez, o amava a ele. Sucede que não estavam juntos, pelo que eu perguntei porque não estavam juntos. Segundo a resposta que obtive, o outro era “muito complicado”. Fiquei a pensar que, aos olhos das pessoas que se comportam como o meu cão, os outros se tornam bastante “complicados” quando não estão interessados. E disse-lhe: “O fulano não está interessado em si porque, de outro modo estaria consigo”. Claro que houve uma reação violenta a esta minha declaração. O que não me deixou indiferente. Pelo contrário, tive uma incontrolável vontade de rir. Mas não ri, claro.

 

É assim, as coisas são simples. As pessoas não são cobardes ou confusas. As pessoas simplesmente não estão interessadas. Ponto final. E parágrafo para fim de texto.

 

publicado por Cat2007 às 10:30
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Maio 24 2017

Resultado de imagem para lâmpada fundida

 

Quando há amor, naturalmente, com o correr da vida, fazem-se projetos muito sérios em conjunto. Combinam-se coisas muito importantes para fazer. Acontecem factos decisivos involuntários que afetam as duas pessoas. É no meio de algum destes acontecimentos que pode suceder que os interesses de uma e outra se contraponham. E é aqui que a coisa se pode dar. É aqui que a confiança de uma pessoa pode ficar irremediavelmente abalada. Basta que, na busca da satisfação dos próprios interesses ou necessidades, a outra cometa uma deslealdade.

 

Ontem fui à praia no fim do dia. Então, na areia e com o mar à frente, corpo relaxado e o cérebro solto, falava-se de “quando uma lâmpada se funde”. Por causa de uma situação que aconteceu.

 

Toda a gente sabe que quando uma lâmpada se funde, é irreversível. Jamais voltará a dar luz, quero dizer. Há fenómenos que acontecem na nossa vida parecidos com o fim de vida das lâmpadas. Em que o nosso organismo como que se apaga para alguém que nos prendia. E os nossos olhos deixam de brilhar por causa dessa pessoa.

 

Pode ser um amor de romance. Pode ser um amor de família. Pode ser um amor de amizade. Tem é que ser um amor. Não é qualquer sentimento que possui energia imanente suficiente para provocar um (subsequente) apagão sentimental. Ou seja, um facto que sucede por dentro e é capaz de fazer eclipsar o amor de uma vez e para sempre.

 

Creio que é pela deslealdade que “uma lâmpada se apaga” no espírito outrora iluminado de alguém.

 

publicado por Cat2007 às 16:15
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Abril 24 2017

Resultado de imagem para desprezo

 

Sinto um desprezo profundo por aquelas pessoas que não sabem, não querem ou não podem respeitar as relações dos outros. É um tipo de gente de quem eu quero distância. Não trato mal nem bem. Não trato. Ignoro.

 

Houve um período em que atravessei um mau período. Foi quando a minha mãe morreu. Assim, estive uns tempos em que não dei muito à minha pessoa. Limitava-me a estar presente. Mas calada porque triste. Fazia pouco. Inclusivamente fazia pouco amor.

 

Sei que apareceu alguém na internet que se interessou pela minha pessoa. Coisa que considero muito natural. Porque, evidentemente, não lhe desconheço as qualidades. Sobretudo uma sensibilidade e inteligência superiores (entre outras mas que só nós é que sabemos).

 

Basicamente o que aquele alguém dizia é que um dia eu iria ficar boa mas que o nosso momento já tinha passado. Um dia eu ia acordar, voltar-me de novo para a vida e procurar outro caminho.

 

Ora, na verdade, no que diz respeito ao que sinto, nunca estive desacordada. Aliás, foi isso que me manteve de pé durante o referido período de sofrimento profundo. Mais, depois de tudo, ainda amo mais.

 

Com efeito, as pessoas que querem meter-se nas relações dos outros falam sempre e sem exceção daquilo que não sabem. E, por isso, invariavelmente, enganam-se, vivenciado equívocos de asno.

 

publicado por Cat2007 às 12:28
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Abril 20 2017

Resultado de imagem para uma amor puro

 

Desde pequena que tenho para mim que só existe um amor na vida. Aquela pessoa que um dia conhecemos e que ficará connosco para sempre. Não obstante, já me apaixonei muitas vezes e não foi assim. Porém, das vezes que me apaixonei desejei sinceramente que fosse daquela vez. Por isso tive até casos que prolonguei para lá do razoável só por causa desta ideia da eternidade do amor que, como disse, sempre me acompanhou.

 

É claro que isto é um erro. Isto de nos mantermos em relações que estão moribundas porque todos os interesses já se esgotaram. Nestes casos temos pena. Pena de ver ruir um projeto. Resta-nos guardar o que demos e recebemos, o que aprendemos, o que evoluímos e seguir em frente. Seguir em frente é sair. Infelizmente.

 

Então, como que por magia, há um dia em que aparece alguém. Que começa a falar. E diz as frases e faz os gestos certos. Como se nos conhecesse de toda a vida, bem sabendo, não se sabe como, o que na vida para nós conta. E é nesse dia que percebemos que nos encontrámos em graça com o destino.

 

publicado por Cat2007 às 11:50
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Abril 13 2017
 
 
 
 
Resultado de imagem para amar

 

A importância do amor é que nos dá paz (prazer, compreensão, companheirismo e troca de ideias) e, por consequência, cabeça limpa. E nisto, nesta simplicidade, consiste a felicidade. Paz e cabeça limpa. É por isto que não precisamos do amor para viver mas necessitamos dele para viver melhor. Quando o amor não anda bem, o resto infeta-se realmente, sendo que o inverso não será verdadeiro se houver sabedoria. Por exemplo, se tiver uma discussão importante em casa, vou para o trabalho e o trabalho é uma tortura por causa da dor e da confusão mental que se instalaram devido à dor. Se, em sentido inverso, me acontecer uma chatice no trabalho, vou para casa e as coisas ficam relativizadas. Não que os problemas não subsistam. A questão é que, bem vistas as coisas, não são tão importantes assim. A sabedoria está, pois, em não ir implicar com a pessoa amada por causa das contrariedades do dia-a-dia que nos vão afrontando.

 

publicado por Cat2007 às 12:11
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Março 30 2017
 
 

Resultado de imagem para carta do tarot o mundo

 

Tive uma espécie de affair que aconteceu há alguns anos. A coisa durou cerca de três meses. Apenas. Depois eu saí para voltar à relação que tinha antes. Para quem eu, na altura, amava.

 

Volvidos oito anos, a pessoa do affair reapareceu a dizer que não me tinha esquecido. Mostrou-me uma carta de Tarot que era o Mundo. Creio que significava que um dia eu haveria de ser sua. A carta saiu no fim de uma tirada que alguém lhe fez, creio. Tinha-a guardado até ali.

 

Pela minha parte, e por razões que se prendiam com a total impossibilidade de corresponder à coisa, tive que desaparecer.

 

Passaram mais três anos e a pessoa voltou à minha vida basicamente para me mostrar a carta do Mundo, que ainda guardava, e pedir-me em casamento.

 

Considerei aquela uma atitude tão absolutamente deslocada que não tive coragem de oferecer um redondo “Não”. Pus-me a falar. Disse que não tinha maturidade para compromissos de tal monta, blá, blá, blá e ofereci a minha amizade.

 

Em resposta, quem transportava a carta do Mundo foi para a cama com a pessoa com quem eu vivia. E creio que com isso se curou de mim.

 

Portanto, eu tinha toda a razão.

publicado por Cat2007 às 11:51
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Março 03 2017

Foto de Catarina Veiga Miranda.

 

O meu pai está a morrer de amor. Por causa da minha mãe. A minha mãe deixou-o há quatro anos. Morreu. E ele nunca soube viver sem ela. Nos últimos tempos tinham fugido os dois para um refúgio onde eram felizes só os dois. O meu pai nunca traiu a minha mãe. Sempre soube respeitá-la. Até ao último momento. A minha mãe também nunca traiu o meu pai. Amavam-se. Amaram-se a vida toda. No início foi difícil porque era uma grande paixão. Discutiam imenso. E diziam um ao outro que se queriam deixar. E que, se não o faziam, era porque “tinham os miúdos pequenos”. A verdade é que ficaram juntos até ao fim. E depois, entretanto, descobriram formas de não discutirem tanto. Embora, no entanto, continuassem a discutir. Há amores assim. Que são para toda a vida.

 

Todos temos a mania de olhar para as pessoas de outra geração como se as pessoas de outra geração não soubessem amar. Como se fossem materialistas e comodistas, bem como escravas das conveniências. Como se as relações amorosas dessas pessoas estivessem destinadas exclusivamente à função da procriação e à acumulação conjunta de bens.

 

Mas as coisas não são assim. O amor não respeita a gerações. O amor também não se abate com a idade. O amor respeita a pessoas. Mas não a todas.

 

publicado por Cat2007 às 16:29
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Fevereiro 15 2017

Resultado de imagem para amor não correspondido

 

Existem aquelas atrações unilaterais que, pela força da imaginação e do sonho, se transformam em paixões de um sentido só. Havia uma miúda que sentia as coisas assim. Assim, desenvolveu uma paixão sem esperança cheia de esperanças de um dia alcançar o objeto amado. Deste modo, andou anos a seguir os passos da outra pessoa. Ou seja, andou literal e materialmente atrás dela, transformando-se evidentemente numa stalker. Quem me contou isto foi o objeto. Disse-me, no âmbito de uma brutal egotrip, que a encontrava em todo o lado nas horas mais inusitadas.

 

Creio que esta pequenina estória ilustra o conceito de amor não correspondido.

 

No mais, o que sucede são estórias em que as pessoas deixam de amar umas antes das outras. Casos em que existiram casos, relações. Quando o amor acaba, as duas pessoas não acabam com o amor ao mesmo tempo. É muito natural que uma delas fique a sofrer mais do que a outra por esta lhe faz falta. Havia uma mulher que sentia as coisas assim. Assim, esteve a sofrer, durante alguns anos, em função perda. No entanto, note-se, não esteve a sofrer por ainda gostar. É que os sentimentos alteram-se quando deixam de ser alimentados.

 

Creio que esta pequenina estória ilustra o conceito de dor no amor, a qual nada tem a ver com o amor não correspondido.

publicado por Cat2007 às 17:24
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