CAFÉ EXPRESSO

Abril 10 2017

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Hoje acordei cansada. É segunda. E as segundas cansam-me especialmente. Mas no trabalho não é o trabalho que me mata. São as burocracias e certas pessoas. Por exemplo, tenho aqui à volta um ser que transpira vaidade e acumula frustrações. Agora parece que lhe vão dar umas tarefas um bocadinho mais importantes. Está que não se pode aturar de soberba. Como tal, prevê-se que não vá fazer as coisas bem-feitas.

 

Infelizmente é assim. Não é possível fazer bem o que é para os outros quando se pensa apenas em função do ego próprio. Na verdade, tudo o que fazemos no trabalho, as nossas produções, dirigem-se aos outros, servindo para servir os interesses e as necessidades dos outros.

 

De facto, contraria-me bastante ter que me dar com pessoas da egotrip. Vê-se mesmo que estão prontas a atropelar o parceiro. Assim, uma pessoa tem que andar cheia de cuidados. Detesto mexer-me com cuidado. Sou gente da liberdade.

 

publicado por Cat2007 às 16:52
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Outubro 07 2016

 

Qualquer “sessão” de automassagem é uma chatice. Para já, as zonas que necessitam mais, como a cabeça, ombros e costas, estão praticamente excluídas por razões evidentes. Restam-nos as pernas, pés, braços e mãos. O que, pelo trabalho que dá, irrita. E assim, os resultados não são bons. Falo com conhecimento de causa porque tenho uma rotura no joelho esquerdo. Quando exagero no exercício frísico, a coisa incha. E sou obrigada a massajar com Voltaren. É tão chato, que a perna fica a doer na mesma.

 

O que eu quero dizer, em primeiro lugar, é que as massagens têm que ser dadas por outras pessoas. As pessoas que massajam. Profissionais ou não. Mas é melhor que sejam. Porque a coisa sai muito mais bem-feita e trás outro tipo de benefícios.

 

Em segundo lugar, para além das massagens físicas há as outras. As massagens ao ego. Esquecendo as teorias psicanalíticas que encaram o ego como uma das estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico, vou dar a minha definição de ego. O ego é uma espécie de lençol de baixo com elásticos do eu. Relativamente ao eu, o ego é um bocadinho mais entufado ou entanguido, de acordo com o estado de espírito de cada um. Ou seja, dependendo da qualidade do colchão. Se fosse um lençol, como eu disse, o ego estaria esticado ou mirrado, conforme fosse posto no eu ou fora dele e só preso por uma das pontas.

 

Só que o exemplo do lençol não é bom. Porque o ego não estica ou mirra. Antes, está mais bulboso ou enfezado. No primeiro caso é porque recebe massagens. No segundo é porque não. Uma massagem ao ego bem-feita pode fazer uma pessoa levitar. Chegar a um estado próximo do êxtase sem necessidade de tomar drogas duras. E chegar ao êxtase é permitir ao eu atingir o sabor da suprema felicidade. Tudo o que o eu almeja, afinal. É, pois, ponto assente que qualquer ego precisa de ser massajado.

 

Também aqui como no caso do corpo, as massagens profissionais são as mais indicadas. E se são mesmo profissionais, não há qualquer hipótese de suspeitar da sua artificialidade intrínseca.

 

Quanto à automassagem, para além do trabalho que dá (que, como disse, por vezes irrita), é um processo a evitar também porque pode confluir num estado de soidade. Não que isso me tenha acontecido. Mas é sempre arriscado escrever um post como o Sou de parecer que.

 

publicado por Cat2007 às 16:38
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Setembro 23 2016

 

Isto por aqui tem andado um bocado parado. Se considerarmos que os capítulos publicados não dizem respeito às minhas atividades. Sim, porque este blog respeita essencialmente às minhas atividades.

 

Por outro lado, confesso que a ideia de publicar os capítulos do livro (eu chamo-lhe livro mas pode ser por mera pretensão) me está a assoberbar agora. É que agora tenho que escrever muita coisa de raiz, sendo coerente e tentando manter o estilo. Porque a coisa ainda só vai a meio. Na verdade, até aqui limitei-me a fazer copy & paste daquilo que já estava escrito. Neste momento, tenho muito feito, inclusive o fim da história. Mas precisa de ser tratado. Estou assim obrigada a proceder diariamente a tal tratamento. E é então por isso que não falo das minhas outras atividades. Por falta de tempo.

 

No, entanto, hoje pode ser aqui. Aqui do trabalho. Consegui fazer (acabando agora) um parecer (para o ministro) num dia e meio. Que era para ser feito em cinco dias. Andava quase em pânico. Com o prazo de cinco dias. Achava que era curto. E, portanto, como andava em pânico, fui gastando o prazo sem fazer nada. Porém, como disse, fiz num dia e meio. Claro que não ficou como eu gostaria. Mas para o que importa, o parecer foi validado sem objeções. Estou francamente aliviada. E com tempo.

 

No fundo, o que estive a dizer era para chegar aqui. Ao tempo de que agora disponho para escrever qualquer coisita. Não que o trabalho tenha acabado. O trabalho nunca acaba. Mas posso remeter os assuntos para segunda-feira.

 

Gostaria agora de falar do tempo. Em minha opinião, o tempo está o ideal porque já posso vestir os meus blazers. Com o calor que estava não se podia praticamente andar vestida. Por isso, embora não gostando particularmente (por não estar habituada), acabei por aderir aos vestidos. Agora já estou habituada, podendo dizer que já gosto de vestidos. É claro que se o feedback tivesse sido negativo, seria uma única vez que me vestiria assim. Tem que se compreender que eu era insegura quanto aos vestidos.

 

Nesta linha de raciocínio, vale a pena reconhecer que dependo do alheio. Não me importo muito com o que dizem. Mas preocupo-me com o que verdadeiramente as outras pessoas (com quem me cruzo e interajo) pensam. Os outros. Creio que, no que diz respeito aos raciocínios não exteriorizados, as pessoas são muito mais honestas do que quando falam. Disse honestas mas posso corrigir para sinceras (porque há gente que é intelectualmente desonesta).

 

No entanto, não me importo que alguém não goste sinceramente de mim. Ou dos meus vestidos. O que importa é a sinceridade em detrimento de jogos jogados só para chatear. E a este propósito, vem a propósito dizer que também não faço questão que me massagem o ego. De uma forma falsa ou sincera. Não importa. As pessoas que fazem essas coisas aos outros querem sempre qualquer coisa em troca. E eu gosto de dar. Mas não me posso espalhar, perdendo-me de mim e dos meus interesses e necessidades. É de sublinhar que as pessoas que nos alimentam o ego, não o fazem, pensando em nós mas nelas próprias. Como sabemos.

 

publicado por Cat2007 às 14:48
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Abril 04 2014

 

 

Ontem estava sentada numa sala de espera sozinha. Posteriormente apareceram duas pessoas. Um homem e uma mulher. A mulher chegou primeiro. Era baixa e gorda e tinha vestida uma camisola de lã azul mesclado. O homem tinha cabelo branco e óculos e usava debaixo do braço um livro e um tablet.

 

Detestei estar ali. Meti os olhos parto do teto. Meti  os olhos no colo. De repente deixei de ter espaço para olhar livremente para onde quisesse. Das três paredes livres restava-me apenas só uma. A do meu lado esquerdo. Não dá jeito físico olhar para o lado esquerdo continuamente. Nem ia parecer bem.

 

Tive sorte. Porque ambos foram chamados ao mesmo tempo. Não sei para que gabinetes. Lá fiquei sozinha como desejava. Só que eu não desejava ficar sozinha. Desejava não ficar ali à espera. Desde pequena que tenho dificuldades com a espera. Levanta-se-me a ansiedade. De qualquer maneira antes à espera só do que acompanhada.

 

Estive mesmo para perguntar na consulta: mas afinal o que é que eu tenho? Ainda falámos do desconforto com as pessoas. Talvez eu não gostasse que olhassem para mim. Mas eu olhava para as pessoas e fazia juízos de valor. Talvez não quisesse que olhassem para mim e fizessem juízos de valor igualmente.  Mas acabei a não concluir nada de jeito. As perguntas foram-me devolvidas. Como é suposto ser, e eu, para já, não tenho respostas satisfatórias.

 

publicado por Cat2007 às 18:35
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Dezembro 08 2012

 

 

 

Uma pessoa anda para aqui com a cabeça toda queimada e só escreve coisas depressivas e autodepreciativas. É quase uma anedota. Uma miúda gira e inteligente como eu não pode andar a dar estas partes de fraca. Porque, mesmo não querendo, está a mentir por omissão. Afinal de contas tenho blazers de ótimo corte e um SLK preto. Além do mais, tenho cara e corpo para aguentar ambas as coisas. Também tenho quem me ama. Afinal o que é que se passa? Dá ideia de que se gostasse de me levantar cedo para ir trabalhar metade dos meus problemas não existiriam.

 

De qualquer forma, era bom que o gajo que me comprou o jipe mudasse o carro para nome dele. Estou a receber coisas das finanças para pagar o selo. E é chato. Porque agora tenho que fazer aquelas reclamações todas da praxe. E como eu odeio burocracia!  Também, por outro lado, segunda-feira tenho que começar a instruir um processo disciplinar a uma pessoa e participar na regulamentação da LBCP (não posso descodificar). Só chatices. Porque apelam a um senso de responsabilidade elevado. Coisa que eu não tenho assim com grande elevação. Muito menos neste momento da minha história.

 

Numa altura em que a ansiedade me toma porque a infância está a dar cabo de mim, segundo a minha terapeuta, era bom que não me requisitassem para grande coisa. Só isso. Eu agora era mais gelados e bolos.

 

 

publicado por Cat2007 às 21:14
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