CAFÉ EXPRESSO

Abril 19 2015

 

Tenho projetos de vida novos que irão para a frente com um bocadinho de sorte. Se for assim, vou ser mais feliz. Estou certa. Tenho o amor e os meus amigos. A Bela, cabeleireira cá do bairro, acha que eu tenho 30 anos acabados de fazer e uma beleza invulgar. Assim, até parece tudo um bocadinho demais. Por isso ando com esta ansiedade positiva. Falta-me fazer o IRS. Mas conto resolver o problema ainda hoje. Com tudo isto, só espero não ficar doente. 

 

Fui com o meu amigo buscar o gato na semana passada. Doeu-lhe muito. Porque tinha medo, como expliquei no post anterior.  O gato é uma beleza e tem um personalidade tão vincada para bom que podia ser um dos personagens do "Cats". Agora, em tão pouco tempo, já são os melhores amigos. Eu também tenho alguma responsabilidade nisto. O que aumenta um bocado os meus indices de felicidade. 

 

Agora estou aqui a escrever com os auscultadores postos. Ouço um dos cantores mais pirosos da atualide. Não sei se é espanhol ou latino-americano. É um romântico. E isto basta para o introduzir aqui. Pois é, estou em pleno exercício de um prazer culpado e envergonhado. Daí que não vou dizer quem é este tal cantor. 

 

 

 

publicado por Cat2007 às 13:47
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Setembro 09 2013

 

 

Podia falar do filme da Sandra Bullock. Porque fartei-me de rir. Mas é só isso. Fartei-me de rir.

 

No sábado a praia estava má. Muito vento. E tarados nas dunas. Claro que tudo isto pode ter exclusivamente a ver com a praia que escolhi.  Podia falar um bocadinho dos tarados. Mas quem se importa com eles? Só aborrecem. Mais nada.

 

Podia dizer que tive que estar a esconder-me de uma pessoa conhecida no parque de estacionamento. Não era minha conhecida. Mas fui solidária. Compreendo estas coisas. Mas é só isso. Um contratempo.

 

Ia dizer qualquer coisa sobre becos sem saída. Mas aqui prefiro calar-me. Porque, tenho a certeza, as palavras não vão sair.

 

A verdade é que não estou com vontade de falar de mim.

 

publicado por Cat2007 às 17:55
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Fevereiro 09 2013

 



No outro dia contava à minha terapeuta que nao gosto de revelar os meus afetos a ninguém. Os afetos que sinto pelas pessoas por quem tenho afeto a sério. Por exemplo se o meu pai me telefonar para o emprego eu trato-o friamente. Não gosto que se perceba exatamente o que eu gosto do meu pai. E com o amor é igual. Trato o meu amor com distanciamento se me fala para sítios fora de casa. Claro que com estas coisas acabo por confundir toda a gente. Menos a mim. E isso é que importa.

 

Pois aqui o que importa é manter segredo. Porque é fundamental alimentar o personagem.  Em cada contexto eu sou um personagem. Não uma pessoa diferente de mim. Mas alguém que se dá apenas por partes. Verdadeiras. Mas por partes. Em casa sou como sou por inteiro. E é por isso que é fundamental estar em casa.


Enfim, continuo sem conseguir dar novidades a ninguém. E é por isso que este meu personagem aqui do blog anda tão calado. 



publicado por Cat2007 às 13:28
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Dezembro 08 2012

Agora que o meu terapeuta morreu há um ano tenho uma nova terapeuta há um ano. Gosto dela. Funciona. No outro dia dizia-me. “Conseguir trabalhar no meio de uma escalada de ansiedade diz bastante de si”. Parei um segundo e perguntei com alguma expetativa: “Sim? E o que é que diz”? Ela fez por não me fixar, pondo assim um ar casual. “Diz que é uma pessoa forte”.  Os psiquiatras que fazem psicoterapia não dizem estas coisas nas terapias. Mas há momentos em que dizem. Ela achou que naquele momento tinha que ser. E resultou. Agora estou um bocadinho mais convencida disso. É capaz de ser. Talvez seja forte. Fico contente porque isso é uma qualidade. Uma pessoa gosta de saber que tem qualidades.

Tenho impressão que andamos na vida a pensar que os outros são melhores do que nós. Os outros average. Claro que ninguém se sente menos do que um sem abrigo, uma prostituta de rua, um drogado, um alcoólico ou um demente. Para nós os outros nunca estão doentes. Nunca temem nada. Nunca discutem em casa. Nunca se apoquentam.

Esta é a minha cara num dia, há poucos dias,  em que a minha escalada de ansiedade tinha escalado tudo o que havia para escalar e eu já temia rebentar pelas entranhas como pode suceder a quem chegou ao topo do Everest. E veja-se como não se topa nada:

publicado por Cat2007 às 20:33
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Dezembro 08 2012

 

Bolos e gelados era o que eu gostava. Não tinha semanada. Só diária. E só para os dias da semana. Os meus pais não queriam que eu gastasse  tudo de uma vez, correndo o risco de ficar sem lanchar um dia ou mais. Acho eu. Todos os dias comia um bolo a meio damanhã e um gelado a meio da tarde. E nunca variava. Uma bola ou um mil folhas. Um cornetto de chocolate. Tenho impressão que se não fosse tão agitada tinha ficado uma criança obesa. Embora não pensasse nisso. Felizmente não parava.

 

No sábado passado:

 

publicado por Cat2007 às 20:02
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Novembro 13 2012

 

Isto é uma tentativa. De regresso. A um espaço que criei para mim. Este. Claro que estou a ser contraditória. Ninguém cria um espaço só para si na Internet. De qualquer modo tento que seja o mais possível. Daí que também deixei de escrever aqui por muito tempo. A ver se muita gente se esquecia que existe. Na verdade, ainda não percebi muito bem porque não escrevo apenas no computador e guardo tudo em ficheiros com acesso reservado. Para quê esta exibição? Hei-de pensar nisto.

 

Antes de parar, escrevi sobre a política e os políticos. Já estava a parar. O blog já não era eu. E deixei-me ficar assim a servi-lo por algum tempo. Como se fosse obrigada a dar-lhe alimento. Depois percebi que não sou. Obrigada a manter isto. Sem a cor e a característica. E percebi ainda que não era capaz de manter-lhe, além do mais, o tom.

 

Explicaram-me que o processo de luto tem sintomas. Quando é preciso fazer luto dá-se uma retirada, um recolhimento. A vida corre na mesma. Os assuntos, as questões, os reiterados factos do dia-a-dia mantêm-se. Nós é que não estamos lá. No luto só uma coisa importa. A razão do luto. O resto fica a rolar e nós não temos paciência para o resto.

 

Nem uma música apetece ouvir. É um desprazer ter prazer. Pequeno ou grande. Há ordens interiores e hierarquias de sentir e pensar. É como se o luto nos suspendesse o direito de viver e quem dá a ordem é o nosso cérebro. Apenas as pessoas que amamos podem estar. E ser amadas. O melhor possível que nos seja possível.

 

Verifica-se agora que estou aqui a escrever. E que não é de política. Embora me continue a interessar. Sei que, através de algum processo que achei, o meu cérebro reverteu a ordem dada. Chegou o momento de levantar a suspensão. Sinto então o processo de saída do luto a acontecer. Os meus direitos a reintegrarem-se em mim.

 

Penso que tudo começou no “dia dos finados”. Sentei-me na campa dela e chorei devagar. Depois contei-lhe dos meus problemas. Falava-lhe, olhando-a na fotografia que lá está. A chuva parou de vez e um raio de sol apontava-me com todo o vigor. Doeu-me tanto calor. Eu pedia-lhe desculpas e ela sorria. A certa altura fui arranjar melhor as flores. Ela gostava muito de flores bem arranjadas. Também nos cemitérios. Falava-lhe dos meus medos e ela sorria ainda mais. Tivemos assim esta conversa. Eu falava em silêncio e ela abria o sorriso a cada angústia minha. Ela, na morte, sorria sobre a vida. Creio que eu posso, na vida, sorrir sobre a morte.

 

Eis-me então de volta aqui.  

 

publicado por Cat2007 às 18:05
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Março 04 2012

 

 

 

"Quem te lê deve pensar que escreves com um ar muito solene num jardim de inverno. Afinal estás a esta hora metida na cama com um cão pequeno enrolado nos teus pés e uma tipa a trazer-te coisas para comer. Além de que apenas vais dizendo disparates e infantilidades". Dito isto saiu a rir.

 

 

publicado por Cat2007 às 15:01
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Maio 07 2011

 

 

Apetece-me muito escrever. Mas sinto-me estúpida e desadequada. Talvez estúpida, logo desadequada. A estupidez infecta tudo. Por exemplo, parece-me que tenho umas mãos estúpidas. Não sei se isto é um bom exemplo. Queria dizer que a estupidez é um fenómeno originário do cérebro, um órgão interno,  que pode posteriormente tornar-se uma característica do corpo. Talvez então seja melhor dizer que me sinto exteriormente estúpida. Ou seja e em suma, pareço-me uma pessoa estúpida por dentro e por fora.

 

Claro que já questionei terceiros sobre a questão. Ninguém parece ter reparado em nada. E eu que pensava que "quando você se sente estúpida, acham-na mais estúpida". Afinal isto não é nenhuma máxima para a vida. É só o principio do raciocínio subjacente a um slogan publicitário antigo. Na verdade, quando nós nos sentimos alguma coisa, raramente os outros estão em sintonia connosco nesse achar. Portanto,o que aqueles gajos queriam era vender sabonetes. Era Ponds.

 

publicado por Cat2007 às 13:39
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Março 13 2011

 

O meu texto está a bold. Podia dizer mais qualquer coisa. Mas não vale a pena. Só que já ouvi isto muitas vezes. E sempre me deu a raiva. Esta música e o Sinatra fazem-me sentir a raiva. De viver. Para viver. Eu acho que a vida se pode resumir numa  série de determinadas canções. E que sem fé não vamos exactamente a lado nenhum.

 

 That's life, that's what all the people say.
You're riding high in April,
Shot down in May
But I know I'm gonna change that tune,
When I'm back on top, back on top in June.

I said that's life, and as funny as it may seem
Some people get their kicks,
Stompin' on a dream
But I don't let it, let it get me down,
'Cause this fine ol' world it keeps spinning around

I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself, flat on my face,
I pick myself up and get back in the race.

That's life
I tell ya, I can't deny it,
I thought of quitting baby,
But my heart just ain't gonna buy it.
And if I didn't think it was worth one single try,
I'd jump right on a big bird and then I'd fly

I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself laying flat on my face,
I just pick myself up and get back in the race

That's life
That's life and I can't deny it
Many times I thought of cutting out
But my heart won't buy it
But if there's nothing shakin' come this here july
I'm gonna roll myself up in a big ball and die
My, My

 

publicado por Cat2007 às 00:08
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Fevereiro 24 2011

 

 

Não se dá título. Para já. Ninguém sabe o que dizer. Continua a escrita. Ideias zero.Estou quase a chegar ao desespero. Normalmente a minha inspiração é comparável a uma pilha duracel. Estou sempre inspirada menos agora.

 

Sempre achei que seria óptimo ter uma secretária daquelas à antiga. Ditar para ela escrever. Acho que até devia ser numa máquina daquelas que já não se fazem. Apetecia-me ouvir o barulho. Também acho interessante a cena do "só um momento, enganei-me tenho que passar o corrector". Eu penso muito depressa. A mulher é rápida mas mesmo assim não tem andamento. Stressa. Desiste. Vai buscar uma folha nova. Parece-me crueldade. Isto.

 

Talvez o exercício de ser cruel sem grandes consequências me agrade. Deve ter a ver com as minhas frustrações. É verdade que gosto de agredir. Mas tenho que estar previamente convicta de que não vai haver sangue. Na verdade tenho pena das pessoas. Eventualmente não sou cruel. Apenas frágil. Medrosa. Acho sempre que não tenho poder para magoar ninguém a sério.

 

Estava a brincar. A fazer ginástica. Faz-se ginástica sem objectivo nenhum. Porque os resultados não são imediatos. Então, estive a escrever sem objectivo nenhum. Só para dizer que senti o prazer de ditar e alguém escreveu isto por mim.

 

publicado por Cat2007 às 23:12
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