CAFÉ EXPRESSO

Fevereiro 26 2012


 

 

Só falei de futebol no post anterior porque estou um bocado chateada com os últimos resultados do Benfica. Em três jogos duas derrotas e um empate. Na fase decisiva da época eis que a equipa dá um trambolhão inesperado. Para já, as mãos e os joelhos esfolados. Not a big deal. Porém, se houver derrota com o Porto e eliminação da “Champions” tenho impressão que os efeitos serão os de uma brutal queda de cabeça. Ou seja, o coma. Ontem a cara de Jesus estava muito preocupada e... fica a expetativa no ar.   

 

publicado por Cat2007 às 22:35
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Fevereiro 26 2012

 

 

No outro dia, não sei quando, ouvi um jogador de futebol, não sei qual, declarar que todos os dias “trabalhamos para dar alegrias aos nossos adeptos”. Penso que foi isto. Ou talvez tenha sido mais. Talvez tenha mesmo dito que o objetivo do seu trabalho e o dos seus colegas era dar alegrias aos adeptos. Achei que estas declarações ajudam a explicar muita coisa. Quando alguém diz, por exemplo, “vamos ser campeões”. Alguém que não joga e só assiste. Realmente… Nunca consegui compreender isto muito bem. Isto. Da depressão pós-derrota. Da euforia depois da vitória. Enfim, daquelas coisas todas que arrastam, motivam e arrasam, para o bem ou para o mal, a maior parte das pessoas. Porque a maior parte das pessoas gosta de futebol, diferindo apenas na forma como gostam e se expressam. E pronto, é isso. Os jogadores de futebol dependem da aprovação dos adeptos que são a sua razão de jogar. Assim sendo, os adeptos entregam-se ao jogo como se jogassem. É verdade. O jogo é jogado pelos jogadores, técnicos e público. E não há jogo que não seja assim. As derrotas têm essencialmente o peso da desaprovação, da desilusão e da tristeza. Com os devidos efeitos sobre o valor das marcas dos clubes, passes dos jogadores, receitas televisivas e patrocínios, embora, por incrivel que pareca estas não sejam realmente as coisas mais importantes.

 

 

 

publicado por Cat2007 às 22:11
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Julho 15 2009

 

Este post vem fora de tempo. Mas escrevi-o antes. Depois perdi-o para aqui nestas coisas da web, e agora apareceu. Não percebo nada disto. Não interessa. Vou publicar a coisa na mesma.

 

 

 

Jesus

 

 

Estava a pensar que devia escrever aqui alguma coisa. Mas o que seria interessante? Só posso escrever coisas que me interessem. Isso é que é interessante. E, aliás, é uma das regras deste blog. Sim, que eu criei regras, critérios, para isto. Portanto, todas as coisas que me interessam é que são interessantes. NOTE-SE, QUE O BLOG É MEU. Quando outras pessoas se interessam por coisas que eu escrevo aqui, é pura coincidência. Ou, melhor, pode não pura ser coincidência, mas é puramente involuntário.

 

Ultimamente, ando interessada no desfecho da novela "Quique Flores". Mas não muito. Sou do Benfica e gosto de futebol. Por esta ordem. Gosto de ver jogos. Do Benfica, de preferência. Posso ficar entusiasmada, aborrecida, irritada ou feliz. Mas isto só dura pelo tempo do jogo, e mais algum tempo depois (pouco). O que me interessa é que o Benfica ganhe. Se não ganha, também me interessa, mas as questões da minha vida pessoal não se projectam nestas coisas, para o bem ou para o mal. É que tenho mais em que pensar. E porque tenho mais em que pensar, não penso muito nas questões de bastidores do mundo do futebol. São tão estimulantes como a melhor das novelas mexicanas. Estimulam quem têm de estimular.

 

O futebol só é muito importante porque tem milhões e milhões de adeptos, logo uma imensidão de potenciais consumidores, telespectadores, ouvintes de rádio, leitores de jornais, etc. Daí que é um bocadinho ingénuo, para não dizer imbecil, perguntar qual é o interesse do futebol. Bom, e assim se explica a existência de tantos sábios, sacerdotes, eruditos, aspirantes e seguidores do fenómeno da bola. Portanto, nós, os meros espectadores, devemos esforçar-nos para estar sempre por fora disso e concentrarmo-nos nos incidentes e nos resultados dos jogos.

 

Em síntese, não quero saber por quais processos vamos ficar a saber quem é o próximo treinador do Benfica. E mais, seria incapaz de comprar um jornal desportivo.

publicado por Cat2007 às 13:35
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Maio 25 2008

 

Pior do que a raiva, a indignação, a frustração ou outros produtos similares é o tédio. Porque o tédio é o fim da linha. O fim da acção. O tédio manifesta-se através do bocejo. Mesmo que não se boceje. Basta virar a cara para o lado. Dormir antes de bocejar. Pensar noutras coisas. Em futebol, por exemplo.

 

Estou convencida que a esmagadora maioria dos apaixonados pelo futebol são entediados. E quanto mais entediados estão em relação à vida, mais apaixonados se sentem pelo jogo. O futebol, como a musica ou o cinema, por exemplo, deveria ser mais uma forma de ocupação dos tempos livres. Mas, antes pelo contrário, o futebol é muito mais importante do que a namorada, o filho, o emprego, o país e o mundo.

 

Não é por acaso que os mais fervorosos adeptos de futebol são, em termos genéricos, de dois tipos: uns têm maus dentes, usam bigode (coisa que já só se admite nos países do médio oriente) e cheiram mal (o que se percebe perfeitamente através das imagens televisivas); outros usam a cabeça rapada, exibem tatuagens, berram em coro e transportam gigantescos lençois coloridos. Quanto a estes, não se sabe se andam todos armados, mas, admite-se essa possibilidade. Além do óbvio, e do facto de evidenciarem um mau domínio da língua, o que também une os géneros descritos são os hábitos de alimentação. Vão todos comer e beber às rulotes estacionadas junto aos estádios em dia de jogo. Penso que quando se chega a um ponto destes é difícil descer mais.

 

No decurso do Jornal da noite, a TVI promoveu um debate entre os quatro candidatos à liderança do PSD. Dado o interesse que três dos quatro suscitam na opinião pública, é evidente que todos queremos que a Manuela Ferreira Leite ganhe as eleições do partido. Digo isto sem simpatias políticas de nenhuma espécie. Não tenho simpatias políticas.

 

Portanto, dispensavam-se os cometários finais do Vasco Pulido Valente a dizer que a Drª Ferreira Leite ganhou o debate. Para começar, o Vasco Pulido Valente tem imensa dificuldade em respirar e parece que, a todo o momento, vai cair para o chão fulminado por um ataque cardíaco. Também sou fumadora. Não sei se os problemas dele vêm daí. Mas quase decido que é desta que vou parar com o vício. Só de o ver. De resto, desconfiar da sensibilidade e inteligência das pessoas deste modo tão desavergonhado dá vontade de bocejar. E pensar em... futebol. Por mim, fui logo ver se havia novidades sobre o novo treinador do Benfica.

 

Desconfio  que o resultado do Campenato Europeu de Futebol pode influenciar decisivamente as próxima eleições legislativas, se Portugal for campeão da Europa. Pátria, futebol, Governo. Tudo elementos de um só corpo. De um corpo sem cérebro, mas com cabeça. Cabeça para o boné da selecção e... para o bigode, claro!

 

 

 

 

publicado por Cat2007 às 14:32
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Agosto 09 2007


 

Há uns tempos não há muito tempo ouvi o José Mourinho dizer que não considerava a hipótese de acumular as funções de seleccionador inglês e de treinador do Chelsea. Agora, neste preciso instante, me recordo quando foi isso. Estava o Eriksson para sair do comando técnico da selecção de Sua Majestade. Mas, mesmo assim (com este dado), não consigo lembrar-me em que mês foi isso. Pior, nem o ano. 2006 ou 2007? E, afinal, quando se deu a troca de treinadores? Aliás quem é o novo "Mister" da equipa de Inglaterra? Não sei. Basta ir pesquisar. Eu não vou porque se estivesse interessada nos factos não os tinha esquecido. Memória e emoções. É assim. O interesse do cérebro enviado em estímulos que se reflectem no pulsar do coração.

 

Mas porque não podia o José Mourinho acumular funções? Ah! Disto eu lembro-me bem. Porque não se sentia capaz de desenvolver muito bem dois projectos distintos, ainda que na mesma área de actividade. Que admirava alguns colegas que o conseguiam fazer. Mas ele não. Identifiquei-me. Não com o futebol. Com a ideia. Também sou assim. Se ele for também assim como eu penso que é porque eu sou, então, tudo tem a ver com a capacidade de entrega.

 

O amor não é eterno. Porém confere uma sensação extraordinária de eternidade. O amor tem um termo final aposto no compromisso assumido para sempre. Não é eterno, mas é exclusivo. Estou a falar daquele que é especial. Que agita as hormonas. Que remexe as ideias. Que inventa projectos. Que nos transforma o espírito no sentido do optimismo. Que nos perfura a alma todos os dias mais um bocadinho com o objectivo de chegar ao âmago da nossa própria vida. Que rejeita a pele e o cheiro de outra pele que não tenha senão aquele cheiro. Este amor, sim, este amor é exclusivo por imposição, independentemente da vontade. Há entrega porque se está definitivamente entregue a algo para que se foi voluntariamente, mas já não se fica nessa condição.

 

E se o caso não é de amor entendido no sentido clássico-habitual do termo? Se é apenas paixão sem a componente da pele com odores e fluidos ? O José Mourinho não ama todos e cada um dos seus jogadores. É um dado praticamente certo . Nem faz amor com o Estádio do Chelsea . É um facto incontornável. Nem tem devaneios de índole equivoca com as camisolas do clube. É mais que provável. Não pensa na multidão que lhe enche o Estádio em termos inconfessáveis. É cientificamente comprovável.

 

O caso é de paixão pela obra pessoal. Paixão por algo que tem de acontecer para que o possamos ver como um espelho onde nos viremos a mirar. Olhar para algo que é nosso e é brilhante reflecte em nós essa imagem. Isto justifica o empenho de uma vida em cada momento dela. Para alguns.

 

A maior parte de nós que é assim, pode morrer em vida de angustia, duvida, medo, dor. Ou seja, de frustração. A entrega é total perante a miragem da obra que há-de vir. Por isso não há disponibilidade para mais nada. E é certo que o reflexo, que se deseja tão dolorosamente nunca,  pode nunca vir  a brilhar. Porque o que alguém consegue produzir, dar vida, construir, fazer crescer, e se possa considerar brilhante, nunca depende unicamente de si. A obra tem inúmeros autores. Os outros são os que não vêm o tal reflexo. Mas estiveram lá. Para o bem e/ou para o mal. Estou certa de que, se o José Mourinho é como eu imagino que é porque eu sou assim, passou por muitos maus momentos e esteve quase a deixar de acreditar, tendo, até, pensado que isso lhe acontecia. E depois de tudo, será que ele gosta de ser como é? 

 

 

publicado por Cat2007 às 19:28
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