CAFÉ EXPRESSO

Junho 20 2017
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Hoje vou para a praia. Saio daqui e vou para a praia. Saio com tempo de ainda aproveitar. Dizem-me que tenho bom ar. Ainda que isso possa ser verdade, considero-me demasiado branca. Logo, parece-me que pareço um bocadinho doente por causa do contraste da minha pele com as cores do verão. Laranjas, amarelos, brancos, e assim. Já por causa disso é que ainda não me atrevi a usar certas roupas que tenho lá no armário, mantendo-me nos azuis, verdes e nos pretos (embora de verão, com certeza).

 

Portanto, vou para a praia com a intenção de adquirir boas cores. No fundo, para combinar com o verão. Porque, na realidade, de praia não gosto muito. Quero dizer, o excesso de calor, a areia sempre a colar-se e a água fria. Não gosto destas coisas. Mas vou. Que é por causa da saúde, como expliquei. Ficar com ar saudável, como disse. Integrar-me no verão, como referi.

 

Por outro lado, e seja como for, passear descalça a ouvir o barulho das ondas na fase de rebentação agrada-me imenso. Portanto, quando disse que não gosto muito de praia, na verdade, não disse bem a verdade.

 

Acresce, por outro lado, que a sensação de largar o trabalho (e largar a roupa) para ir para ao pé do mar is something. Veja-se que, por exemplo, a pressão cai dos ombros aos pés em apenas alguns minutos.

 

Posto o que antecede, porque parece que sou inconsciente e não conheço os malefícios do sol, tenho de acrescentar que levo protetor 50.

 

Finalmente, lendo o que acabo de escrever, porque não penso muito enquanto escrevo (e, portanto, preciso de ler no fim), verifico que escrevi um punhado de infantilidades. “Os meninos vão fazer uma redação sobre a praia”, dizia a professora primária. Foi o que fiz. Uma redação sobre a praia. Só faltava falar das conchas, dos castelos na areia, dos amigos para brincar e etc, como gelados.

 

publicado por Cat2007 às 16:07
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Maio 03 2016

 

Registe-se que está calor. Estou farta de ouvir coisas. “Estava-se bem era na praia”. “Está este tempo e temos que trabalhar”. “Quem me dera estar estendida ali na relva com o meu livrinho, que estou quase a acabar”. Estas coisas. Penso que tal vez gostasse de estar na praia. Mas não tanto que me dê para fazer comentários do tipo indicado. Acho que hoje é terça e tenho que trabalhar. Não importa se está calor, ou não. O dia está bonito. É melhor trabalhar num dia bonito do que num dia feio. Se temos mesmo que trabalhar. Quando estiver de férias com bom tempo, a ideia de trabalhar há-de parecer-me uma ofensa.

 

Entretanto, quem queria estar com o seu livrinho estendida na relva, depois de dizer antes que queria estar na praia, revelou posteriormente que não queria ir para a praia porque está gorda. Não tenho paciência para discutir o assunto das gordas e dos gordos. Porque é que engordaram. Porque não fazem dieta. Essas coisas. Apenas me ocorre que as pessoas têm que se assumir. Não entendo porque razão se há-de juntar um estado miserável a outro. Estar gordo e deixar de ir à praia. Não consigo imaginar o estado de espírito perante este estado de coisas. Em resumo, as pessoas são como são ou estão como estão. Mas devem ir à praia. Se era isso que desejavam. Parece que cometi aqui um erro, não é? “Mas devem ir à praia. Se era isso que desejavam”. Não. Não é um erro. É mesmo assim. Porque desejavam mas não vão. Espero que me entendam.

 

Passei a hora de almoço a jogar Bubbles. Sim. Eu sei que é idiota. Mas distrai-me a cabeça. Digo isto. Mas não que me pareça que tem importância. Antes pelo contrário, trata-se de encher o texto. Como, de resto fiz até aqui. O meu trabalho neste blog consiste em encher os textos. A maior parte deles com coisas sem importância como este. Sei que algumas pessoas leem. E fica-me sempre a interrogação sobre o que acharão. Por vezes pergunto-me se leria um blog destes. E a resposta é positiva. Leria porque me identifico com esta forma de encher textos. Se isto não revela amor-próprio, mostra, pelo menos, alguma simpatia própria.

 

Estava na hora de fazer descer o Xanax. Foi por isto também que vim aqui hoje escrever. Não me apetece nada abrir isto e ser assaltada pela palavra ANSIEDADE. Parece que estou doente. Ou lá o que é. Todos os dias abro o blog. Sobretudo para ver se há novos comentários. Com efeito, este blog não tem praticamente comentários. Daí que é gravíssimo se aparecer um comentário estúpido ou desajustado. Por isso tenho de estar atenta. Mas como dizia, como tenho que vir aqui todos os dias, não me apetecia já mirar-me na palavra ANSIEDADE. Creio que se intui porquê.

 

Sobre os comentários, pergunto-me se gostaria de ter mais. E respondo-me que talvez não. Embora, por um lado, sim. Pelo lado que sim, gostaria só de saber que tipo de pessoas existem por aqui. Pelo lado talvez não é que assim tenho a ilusão de que estou só a desabafar.

 

Um dia destes escrevo qualquer coisa sobre DESABAFAR.

 

 

publicado por Cat2007 às 18:51
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Março 09 2013

 


O tempo tem estado uma merda. Hoje até não choveu daquela forma incessantemente cinzenta e encharcada dos últimos dias. Quando não há muito para dizer, diz-se que se fala do tempo. Não é verdade. Dizer do tempo é dizer alguma coisa. Falar com as pessoas, seja sobre o que for, é importante. Obriga à relação.

 

Estou farta de optar por ficar em casa porque sair é sempre desagradável. Hoje, apesar do sol, estava um vento estupidamente agressivo. E frio. O rio tinha imensa espuma. Havia um barquinho que parecia ir afundar a começar pela proa. Perguntei se a proa era a frente do barco. Faço sempre confusões deste estilo. Era a proa. Metia o nariz na água por causa das ondas. Relativamente pequenas mas incessantes que o abanavam de trás para a frente. O chão mole por  onde ia caminhando o barco era totalmente cinzento. Apesar de não haver nuvens. Não sei porquê.  Doía-me as costas de repente. E quis vir para casa descansar.

 

Tenho vontade de fazer dias de praia. Apanhar com o sol em cheio na cara e cerrar os olhos de impressão do excesso de luz que queima. Quero sentir o sabor do sal na boca. E caminhar cansada sobre a areia húmida da beira mar. 


publicado por Cat2007 às 22:42
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Junho 26 2012

 

 

 

Não quero voltar a falar aqui da minha mãe se for para estar a dizer coisas sobre como foi, o que passou, como me sinto, e por aí. Não quero falar da minha dor e sobretudo não quero sequer chegar perto da dor dela. O luto nos blogs devia ser ilegal. Assim como a devassa da vida privada é ilegal se for cometida por terceiros. Quando é o próprio ou outro diretamente interessado a levar a coisa a público, a devassa da vida privada é só chocante. O que não é pouca coisa, de qualquer modo.

 

A responsável pela Equipa de Cuidados Paliativos do Hospital de St.ª Maria, pessoa que aliás passou a merecer o meu maior respeito e estima, perguntou-me a dada altura se eu tinha filhos. Ao que eu respondi a disparar: "filhos? Não! Eu sou contra filhos".

 

Para o que agora importa, os pais conhecem os filhos um por um. E dentro de cada um, cada peça daquilo que importa nos filhos: os traços fundamentais do caráter e da forma de estar. Basicamente, sabem sempre se os filhos estão bem ou mal e até têm pressentimentos sobre o tema.

 

Já os filhos lembram-se pouco de olhar para os pais como indivíduos independentes e por isso  pouco têm para dizer sobre eles. À parte, claro dos sempre tocantes traumas infantis que contam a toda a gente e que, bem vistas as coisas, justificam todos os afastamentos e, no fim da linha, a própria inscrição dos pais num lar de terceira idade. 

 

É claro que não me  reconheço neste quadro. Mas estava para aqui a pensar nela e dei por mim a ser travada nos pensamentos. Por exemplo, ainda não consegui perceber se, no balanço, a minha mãe foi ou não feliz. Ora isto, além de angustiante, é ridículo. Sempre é a pessoa que eu mais amava nesta vida.

 

Tema fechado, importa dizer por fim que a minha mãe vivia no convencimento de que tinha uma filha bonita. Não sei se sou tanto como ela parecia achar. Ou se sou exatamente como ele de facto achava. O que sei é que fico infinitamente mais gira quando vou à praia. E ainda não fui este ano. Assim, vou mantendo o meu clássico ar deslavado tipicamente holandês que nem as holandesas chegam a ter, creio. Ou seja, a minha mãe, se estivesse aqui haveria de dizer: "credo, estás tão branca! Não vais à praia?". Sempre preocupadas com os filhos, as mães. Não é?

 

 

publicado por Cat2007 às 13:13
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