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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

OS INTERESSEIROS


Cat2007

19.11.18

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Há muitíssimas pessoas são (estruturalmente) interesseiras no sentido de que, no âmbito das suas relações com os demais, estão sempre à procura de, apenas e só, satisfazer os seus próprios interesses. Sejam estes de que natureza forem. Significa isto que os referidos demais são muitas vezes usados, tendo em vista a satisfação das necessidades e concretização dos interesses dos aludidos interesseiros.

 

Assim, os interesseiros aproveitam o produto do trabalho ou do afeto dos outros para se alimentarem e/ou promoverem. E, claro, nem um pouco de gratidão dão em troca. Até porque, com o tempo, e pela força do hábito, desenvolvem um traço desconfiado no caráter, o qual, ainda por cima, as faz sentir mais sós e, por consequência, intimamente auto depreciativas.

 

Nestas circunstâncias, não é de estranhar que este tipo de pessoas goste de comer (porque a comida é uma distração para a solidão) e, por isso, engorde com facilidade, sendo certo que a auto depreciação não as deixa ganhar ânimo para se meterem num ginásio. 

 

CONFIANÇA


Cat2007

15.11.18

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A atitude é composta pela energia e pela postura que constituem as determinantes do comportamento de uma pessoa perante os outros em cada contexto.

 

Portanto, quando se pretende obter alguma coisa, concretizar um objetivo, possuir a energia certa mas, contraditoriamente, exibir uma postura inadequada é, como se compreende, comprometedor no que diz respeito à prossecução de tal objetivo.

 

Assim, é um erro crasso da (nossa) atitude, por inadequação da (nossa) postura, confiar numa pessoa que, por razões estritamente relacionadas com a sua própria índole ou caráter, não confia em nós.

 

O SONHO DA COBRA


Cat2007

14.11.18

 

 

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Na minha fantasia, as cobras são animais repelentes que só andam na vida para morder às pessoas, envenenando-as mortalmente ou quase. Por isso tenho pavor de cobras. E, por isso também, quando me confronto com pessoas que vivem e respiram com os mesmos objetivos de vida das cobras da minha fantasia – as pessoas-cobra -, fico em aflição de cariz infantil.

 

Já sonhei algumas vezes com cobras. Muitas cobras no mesmo sonho. Ora, de acordo com o site Significado dos Sonhos, sonhar com muitas cobras envolve um sinal de alerta sobre as pessoas perto de você, que podem estar sentindo inveja ou outros sentimentos negativos por você e, até mesmo, intencionando fazer com que você se prejudique (https://www.significadodossonhos.inf.br/sonhar-com-muitas-cobras/).

 

Ora, isto talvez seja verdade. Porque, tendo sonhado nos termos indicados (embora já há algum tempo, como referi), sucedeu que, embora sem grande sucesso (por causa do frasquinho de antidoto que transporto sempre na minha mala), uma pessoa-cobra bem posicionada tentou prejudicar-me com gravidade no trabalho apenas porque fiz bem o meu trabalho.

 

Portanto, tudo acabou bem mas uma pessoa chega a um certo ponto e farta-se.

 

A BOLEIA


Cat2007

11.11.18

 

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No outro dia uma senhora sentou-se na minha mesa. Senti-me imediatamente incomodada. Sou tímida. E os níveis de ansiedade sobem às pessoas tímidas em situações como esta. Por isso, torna-se complicado fazer conversa. É como se as ideias para falar se varressem todas do cérebro. Assim, em atitude de defesa, fechei um pouco o rosto e meti um ar distraído, espalhando o olhar pela circundante. Uma postura antipática, portanto.

 

Mas, mesmo assim, a senhora meteu conversa. E lá estivemos a falar um bocadinho. Para o que importa, ela também queria saber onde eu morava. A ver se ficava em caminho para a casa dela. Poderia aproveitar a boleia, pois.

 

Chamava-se Palmira, tinha 71 anos e ia ali para a Filipe Folque. Ficava em caminho, de facto. Por isso disse que sim. A timidez já tinha passado.

 

Não. Não me aconteceu nada de mal. A senhora não andava armada. Nem era vendedora de coisa nenhuma. E muito menos pregava preceitos de uma religião qualquer. Tratava-se apenas de uma pessoa simpática e prática. Ou seja, raramente simples.

 

DESONESTIDADE INTELECTUAL


Cat2007

10.11.18

 

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O que uma pessoa intelectualmente desonesta pretende é marcar a posição que lhe é mais conveniente em face de um terceiro de boa-fé que tem interesses contrapostos aos seus, independentemente da natureza de tais interesses. 

 

A desonestidade intelectual parece burrice. Mas não é. É desonestidade intelectual. Tal como o burro, o desonesto não pensa bem. Porque não faz a avaliação correta dos fenómenos e dos conceitos, não transmite a noção exata do peso dos elementos envolvidos e não estabelece as ligações certas, do ponto de vista lógico, entre as diferentes fases do processo racional que conduzem à conclusão a produzir e que, de facto, é produzida. A diferença é que o burro não consegue e o desonesto não quer.

 

O MODELO


Cat2007

08.11.18

 

 

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Como, naturalmente, não vi problemas em casa dos outros, é claro que, em pequena, pensava que todas as relações dos pais dos meus amigos e conhecidos eram perfeitas. Só a dos meus pais é que não era. E, portanto, jurei a mim mesma que quando fosse grande tudo haveria de ser diferente. Haveria de ser muito feliz.

 

Evidentemente, não sabia o que agora, até por experiência, já sei. Que as discussões dos pais, causadoras de grandes transtornos aos filhos, chateiam pouco os primeiros. Pois embora sejam desgastantes, têm um impacto muito relativo na estrita vida do casal. Sobretudo se as pessoas se amam profundamente, como era o caso dos meus pais.

 

É assim que, pelas razões aduzidas e mais algumas, na vida adulta, no âmbito das nossas relações, reproduzimos o modelo. O modelo de comportamento dos nossos pais. Deste modo, quando estamos a chatear o parceiro, não somos nós a falar ou a fazer, pelo que a culpa não é completamente nossa. Pelo menos, até ganharmos consciência da situação. O que, para todos os devidos efeitos, acaba de me suceder.

 

PRAZER NO TRABALHO


Cat2007

05.11.18

 

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São muitas horas a fazer o que não queria muito. Em tempos disseram-me que fazia bem qualquer coisa. Qualquer coisa não. Mas algumas coisas sim. Parece-me. Assim, faço bem o que não queria muito. E não faço muito daquilo que gosto. Porque são muitas horas a fazer o que não queria muito. Repito. Depois falta o impulso. Porque se metem travões ao envolvimento no que dá prazer. Por causa da falta de tempo livre.

 

APRENDER A NADAR


Cat2007

03.11.18

 

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Lembro-me que andava a aprender a nadar numa piscina privada que não era minha. Sem aulas. Apenas com umas dicas sobre respiração (que recebi de uma amiga ex-nadadora) e um colete salva-vidas daqueles que se usam nos barcos. Fiz tantas piscinas assim, que acabei por aprender. Por consequência, a certa altura, larguei o colete e comecei a nadar junto às paredes. Era para me agarrar se alguma coisa não corresse bem. E lá andei neste processo de saber com medo a tentar perder o medo. Até que um dia o meu irmão do meio apareceu e disse-me: “anda aqui para o meio”. Eu, sem medo, fui.

 

É a confiança que nasce do Amor. Na família é assim. Na minha família é assim. Embora saiba, sem compreender muito bem porquê, que em outras não seja desta forma essencial.

 

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