Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

INDIFERENÇA


Cat2007

09.04.19

Resultado de imagem para ouvir

 

Uma pessoa que gosta a sério não é obrigada a gostar de qualquer um. Mesmo que não sinta o não-gosto. Uma pessoa pode sentir-se mais ou menos indiferente e é só isso. E, por isso, uma pessoa não tem vontade de entabular uma pequena conversa que seja. Assim, uma pessoa coloca, as mais das vezes, um ar distraído, respondendo a estímulos quando é mesmo inevitável, em nome da preservação das sãs relações regulares forçadas. Em suma, uma pessoa abstém-se. E fá-lo apenas para não se violentar muito.

 

A indiferença não significa não-estima. A indiferença nada tem a ver com não-gostar. Antes, é uma abertura para a libertação do outro. Na verdade, quando não estou a ouvir o que qualquer um diz, estou a conceder-lhe espaço para se exprimir como entender. Só não dou feed-back. Porque precisamente não ouço.

 

NÃO SEI SE FOI PELO CIGARRO


Cat2007

04.04.19

Resultado de imagem para paul newman

 

Uma vez um homem parecido com o Paul Newman pediu-me um cigarro nos jardins do Hospital Júlio de Matos. Dei-lhe. E lume também. Foi quando voltou a falar-me que tive a certeza que era doido. Disse, olhando-me fixamente nos olhos, que estava ali porque era muito má pessoa. É claro que sim. Doido varrido. Nenhum de nós, alienados do lado de cá, se põe, em qualquer circunstância, a dizer uma verdade sentida enquanto abre livremente o olhar para o outro que enfrenta.

 

Mais disse-me o Paul Newman que eu era boa pessoa. Não sei se foi pelo cigarro mas é provável.

 

 

POR IMPOSIÇÃO DO MEIO E EM VIRTUDE DA CRENÇA


Cat2007

29.03.19

Resultado de imagem para mentiroso compulsivo

 

Em tempos conheci uma pessoa que nem uma maçã acabada de comer era capaz de confessar. Dizia, antes, que tinha sido uma pera. Na verdade, por força de um vicio que a dada altura da vida se instalou, esta pessoa estava sempre a mentir. Mas isso era porque, ab initio, tinha os clássicos problemas de afeto. Digo que são clássicos porque há imensa gente com este handicap - com a desvantagem relativa de desejar mostrar-se pelo que possui quando, na verdade, não tem muito material de seu, sendo obrigada a dizer que tem muitíssimo mais. Lembro-me que a estória favorita desta pessoa passava por uma viagem, de ida-e-volta no mesmo dia, ao Algarve em cima de uma moto de grande cilindrada que não existia na sua disponibilidade.

 

Atualmente sei de outras pessoas que também estão sempre a mentir. Gente que, movimentando-se confortavelmente num meio físico e social que confere a quem o habita uma sensação de não-pertença, abdicou da sua autenticidade para nele poder entrar e viver. Assim, como disse, tais pessoas mentem. Porque, logicamente, a mentira, por imposição do meio e por virtude da crença, passou a constituir um elemento estrutural das respetivas personalidades.

 

A RAIZ DO AMOR-PRÓPRIO


Cat2007

12.03.19

Resultado de imagem para amor-próprio

 

As formas que temos de gostar são naturalmente diversificadas em função da importância que atribuímos às características e ao lugar que as pessoas-objeto ocupam na nossa vida por causa dessas características. A questão (dos afetos) é, assim, de posicionamento subjetivo.

 

No amor-próprio também é do mesmo modo. Gostamos mais ou menos de nós de acordo com o que disse atrás: as características valorizadas e o lugar relativo (importância) que, por causa delas, nos concedemos, embora seja verdade, e evidente, que uma pessoa não gosta de si própria da mesma forma ou maneira que gosta dos outros de quem gosta.

 

Então o que é self esteem? Naturalmente, já me perguntaram se gosto de mim própria. Também já me questionei sobre isso. Não é fácil responder.

 

Eu, já com uma larga consciência sobre o que não me qualifica, eu sei que, em abstrato ou em concreto, não gostava de ser outra pessoa. Outro corpo. Outra cara. Outra conversa. Outro coração.

 

É, porém, verdade que me faço sofrer. Com as minhas exigências que causam ansiedades. E também me desiludo. Comigo. Pelo que não sou capaz e achava que era. Só que isto não é razão para não gostar. De mim, claro. Os afetos puros são energias perfeitas sobre realidades imperfeitas.

 

Por outro lado, creio que não preciso de razões para gostar de mim. Na verdade, com a mesma naturalidade do respirar, foi crescendo em mim um afeto característico por mim. Já que, como ninguém, sou eu quem me acompanha sempre.

 

Creio, em suma, que é na realidade desta solidão essencial a todo o ser humano, a qual deve ser reconhecida e bem aceite por cada um, que se encontra a raiz do amor-próprio.

 

A PARTE DE FORA


Cat2007

06.03.19

 

Resultado de imagem para tempo

 

Diariamente temos a cabeça cheia de pequenas metas. Coisas para fazer. A toda a hora. Por causa disto não conseguimos parar. Mesmo havendo tempo para pausas ou tempo de pausas. Note-se que, até nos almoços de dia de semana entre pessoas que se estimam, não é fácil sair desta espécie de carrocel desanimado.

 

É esta impossibilidade de estar calmo que nos impele a passar pelas pessoas, cumprimentando sem parar. Mesmo quando há tempo de relógio para um “dedo de conversa”, a verdade é que se gasta o tempo a falar sobretudo da parte de fora das coisas e das pessoas.

 

À DEFESA


Cat2007

22.02.19

Resultado de imagem para Á DEFESA

 

Todos nós, uns mais do que outros, aprendemos a desenvolver uma atitude defensiva em relação aos demais. Claro que isto tem a ver com os calos que vamos colecionando no rabo à medida que vamos vivendo e pessoas vão passando por nós e/ou em nós.

 

Mas isto sucede porque as pessoas em geral são más? Não. As pessoas em geral são precisamente… defensivas. Ou seja, as pessoas defendem os seus espaços de conforto característicos e os códigos de conduta contextualizados por tais espaços. Assim, o que vem com outras cores, outros sons, outras temperaturas e outras texturas não é aceitável.

 

O CORAÇÃO NÃO É MUDO


Cat2007

07.02.19

 

Os princípios são normas sobre as condutas humanas que encerram valores universais. Por isso não há princípios de uns e princípios de outros. Quer dizer, não há princípios diferentes para pessoas diferentes. O que há é pessoas com princípios e pessoas sem princípios. Tais normas estão escritas no coração das pessoas. Ou nas emoções, que é o mesmo. Se queremos saber como melhor agir, devemos aproximar-nos da boca do coração e escutar. E depois fazer. As pessoas sem princípios serão, em princípio, surdas. Digo isto, e não digo que o coração das mesmas é mudo porque não acredito na inumanidade total.

 

 

RETRATO DAS MULHERES FALSAS


Cat2007

05.02.19

Resultado de imagem para mulher falsa

 

A falsidade nas mulheres que são falsas soa como aquele barulho da água a passar por vidro. Annoying. As mulheres falsas têm, pois, um certo orgulho nisso. Na sua falsidade. Assim, propositadamente, deixam indícios. E são falsas para se vingarem. Geralmente e quase sempre de outras mulheres. Porque as mulheres falsas são altamente competitivas. Com efeito, as mulheres falsas acham que somos todas iguais, partilhando os seus interesses que, na verdade, não têm interesse nenhum para nenhuma de nós. As mulheres falsas são profundamente frustradas e choram muito. 

 

CADA UM COMO CADA QUAL


Cat2007

04.02.19

Resultado de imagem para má educação

 

Tudo o que somos resulta de herança genética, do que diretamente nos ensinaram e ainda daquilo que vamos aprendendo. Tenho, pois, a impressão que as pessoas malcriadas e grosseiras (os labregos, portanto) são apenas sem noção. Sem noção de que o são. É por isso que atuam em convicção, liberdade e, até, com uma certa alegria no estar e no fazer.

 

Depois hei-de dizer mais algumas coisas sobre o tema.

 

SUAVE MAS FIRME


Cat2007

01.02.19

Resultado de imagem para segurança mulher

 

Hoje de manhã não tinha mais cápsulas de café em casa, pelo que imaginei que teria de enfrentar uns momentos de ressaca até chegar ao trabalho. Mas não. No entanto, mal cheguei, fui para junto da máquina. A (senhora) segurança, cuja secretária é mesmo ali ao lado, deu-me uma colher de plástico para mexer a bebida. A máquina não fornece colheres a quem não mete açúcar no café.

 

Meto conversa com ela com uma certa regularidade. Ou, então, não digo nada, sorrindo apenas. Ela fala ou sorri, conforme o caso. Gosto dela. Tem uma personalidade suave mas firme. O que, em meu entender, é fundamental para quem, muito bem, se preocupa em contribuir para o bom viver dos outros.

 

stats

What I Am

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.