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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

AUTO-CRITICA


Cat2007

04.10.07

 

 

Sou uma pessoa impossível. Tenho, como característica mais marcante, um temperamento absolutamente insuportável. Num momento estou a sorrir e aparentemente tranquila como um anjo. No instante seguinte posso estar aos gritos em plenos pulmões. Tudo sobre a mesma questão.
 
O meu grande princípio de vida é ter por princípio não querer ser chateada e chatear as pessoas o mais possível para que evitem sempre chatear-me. Chateio também para me certificar disso.
 

Sou preguiçosa na medida em que só quero fazer aquilo que sei. Porque é mais fácil e sai mais rápido. Tenho permanentemente pressa de chegar ao fim.
 
Em princípio, só me visto bem para os outros verem. Por mim, andava de pijama o dia todo. Fico muito sensibilizada com as boas críticas, embora me incomodem elogios muito directos, do género olhos nos olhos.
 
Sou afectada pelo síndrome do super herói. Tenho a mania de me meter em tudo o que me pareça que é uma causa justa e, ainda, clamo por justiça. Neste aspecto, trata-se precisamente do que disse atrás. Chateio para não ser chateada. As injustiças e as maldades sérias chateiam-me imensamente.
 
Não gosto que me digam o que tenho de fazer. Porque, em princípio, eu não quero fazer nada que interesse muito aos outros. Só quero fazer as minhas coisas porque tenho uma excelente visão de conjunto sobre tudo, além de ser altamente criativa e humana. Sei sempre mais e melhor.
 
Sou arrogante e gosto de mandar no sentido de dirigir. Porque tenho os defeitos acabados de enunciar. Normalmente, os meus projectos são balões de oxigénio em termos da humanidade que entra pelos pulmões das pessoas com o ar.
 

Detesto a disciplina alheia porque desconfio dela solenemente. Na generalidade, as pessoas não falam por si, mas respondem a estímulos de um sistema que não foram elas que criaram. Não gosto disso. Gosto de questionar os sistemas inquestionáveis. Normalmente, é neles que se encontra a raiz dos problemas mais graves que afectam mais gravemente a vida de todos.

 
Sou desconfiada porque compreendo a força do instinto humano de preservação. E não existe animal mais perigoso do que o Homem à face da Terra. Porém, é necessário provocar um bocadinho os outros porque não existe outra forma de expelir a nossa própria agressividade. E temos de aceitar os riscos inerentes.
 

Já dei termo a mais ligações de amor e de amizade fundas do que os amores (no sentido lato do termo) que muita gente alguma vez conseguiu conhecer. E continuo a amar e a fazer-me amar. Continuo a gostar muito daqueles com quem não desejo voltar a estar. E o que me faz pena são os outros. Os que não vejo porque não os amei e, no entanto, estiveram na minha vida. Pena deles e irritação comigo mesma. Não devia ter lá andado. Se tivesse podido, era o que teria feito.

 
Não escolhi viver pelo lado mais difícil da vida. Simplesmente acontece-me.
 

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