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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

I' LL NEVER LOVE THIS WAY AGAIN


Cat2007

31.12.07

 

 

 

Há mais de cinco anos que tenho este disco da Dionne Warwick . "Dionne Warwick sings the standards". Quando era ainda muito pequena já gostava dela por causa de uma ou duas músicas que me sensibilizaram logo na altura. Uma delas é aquela: "I Know i'll never love this way again". Eu era uma criança romântica, portanto! Sucede que ainda hoje não a tenho. Foi por isso que, há cerca de cinco anos atrás, fui à FNAC. Mas não havia. É por isso que ainda hoje não a tenho. Mas ainda queria ter. Trouxe, portanto, os standards. Não são os standards da Dionne , claro. Porque se fossem esses, o disco tinha de ter lá aquela musica que eu queria. Antes, são musicas do Cole Porter , bem como daquelas duplas incontornáveis:  Gershwin Gershiwin ; Bernstein/Sondheim; Bacharach/David, e assim. Esta última, no entanto, perfeitamente contornável - não gosto, embora goste do "Way to San Jose", que não está, evidentemente, neste disco.

 

Bom, mas, então, nestas circunstâncias,  Dionne canta standards como "The way you look tonight"; "Summertime"; "I love Paris"; "The good life" e, sobretudo "C'est si bon". Foi esta música que me fez decidir pelo disco. Por razões sentimentais. A única que eu não tinha. Que tinha de ter por razões sentimentais, como disse.

 

E é assim. Compra-se um disco por causa de uma música. Nada de inédito. Não tive interesse em ouvir antes de comprar porque tinha que comprar o "C'est si bon". E porque também gosto de surpresas. Na verdade, para não me dar ao trabalho. E, bien sur, foi uma má surpresa!

 

Na verdade, trata-se de um conjunto de interpretações da Dionne em nova. Uma sonoridade terrível. Muito metálica. Típica dos anos sessenta, com aqueles arranjos feitos para deixar as pessoas com os nervos em franja. Mas como com  boa vontade tudo se resolve, acabei por aceitar as coisas como são. No fim do processo, já adorava o disco. De resto, já me tinha acontecido algo de semelhante com um CD da Liza Minnelli, que comprei por causa do "Cabaret".

 

Entretanto, compreendi que a Dionne Warwick e estes standards, bem como a Liza, no tal disco de que falei, que até tem músicas maravilhosas - "The man i love "; "Stormy weather"; "I' ll wait for you" ou "Come rain or come shine" - são intocáveis. Com efeito, se não estiver a ouvir sozinha, pedem-me sempre para tirar o disco. Ou, mais delicadamente, perguntam-me se não posso baixar um bocadinho. Isto, para o meu estadode boa vontade católica,  é quase humilhante. Porque, enfim, eu consegui acreditar que toda esta múscia é uma verdadeira maravilha.

 

Há muito tempo que não ouvia, pois, o disquinho da Dionne Warwick . Estou a ouvir agora. Pela segunda vez porque estou a escrever  sobre ele. Com efeito, tinha que escrever sobre ele. Isto depois de o ouvir depois, não o ouvindo há imenso tempo. E não precebo como não percebo certas coisas quando não estou interessada em perceber. Então, percebi, pela primeira vez, que a jovem Dionne Warwick desafina em todas as musicas! E só desafina menos, desafinando, ainda assim, no "Babbles, bangles & beads", o que é compreensível, uma vez que dá para cantar esta musica gritando.

 

Esta descoberta chocou-me. A começar pelo meu autismo. Mas, sobretudo, e isto é que importa, porque não se pode admitir uma coisa destas de um dos maiores ícones da "motown", não é? Mesmo que lhe tenha sucedido em nova. Ou pode? Estou desconcertada. Gostava de ter muitas cópias deste disco da Dionne para distribuir na praça pública. Se eu fosse desse estilo, claro. De qualquer modo, incrivelmente, não desafina no "C'est si bon". E isto é ou não é uma sorte?

 

Descobri, ainda, uma outra coisa má, embora, em princípio não tão grave. O francês. O "La vie en rose" também consta desta compilação que, vejo agora, é verdadeiramente dramática. E, devo dizer, um chinês cantaria com semelhante pronúncia! Que mal pode ter isso? É uma cantora americana. É normal. Não, não é normal. Tão mal não é normal. Mesmo para os americanos que não falam lingua nenhuma, para além do inglês, e acham que isto lhes fica muito bem. A Gal Costa também não sabe falar inglês, e eu fiquei a pensar mal dela. Não me parece justo. Ou há moralidade ou comem todos, certo?

 

Não sei o que se passa comigo. Fiz girar o CD da Dionne pela terceira vez. Agora não noto nada. A mulher não sai do tome canta em francês com o mesmo sotaque do Frank Sinatra (e não do Mao Tse Tung). Que estranho!

 

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