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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

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AS GAJAS BOAS


Cat2007

22.08.11

 

 

As gajas boas que aparecem no cinema, na televisão e nas revistas. Actrizes, modelos, cantoras, apresentadoras e por ai fora. E os gajos bons nas mesmas condições. É assim que vou começar a falar.

 

Uma vez um tipo estava a “babar-se” em voz alta em frente ao ecrã. Foi numa sala de uma casa. Não me lembro se era actriz ou o que era. A tipa. Mas era “uma gaja boa” suficientemente conhecida para poder estar dentro de uma casa que não era a dela. Sem ter pedido para ali estar. Então, fiquei a saber que ele lhe faria e aconteceria uma série de coisas.

 

E tudo me enervou. Em primeiro lugar, a que propósito está um tipo ao pé de uma mulher com conversas de pessoal que trabalha nas lezírias? Depois, o gajo até tinha uma mãe, uma mulher e uma filha… Era um ordinário. Na minha opinião. E pronto. Isto só por si irrita. E pronto. Acresce no entanto por outro lado, que tenho a impressão de que as mulheres não são assim tão imediatistas e cruas. O George Cloony deve ser muito assediado também a partir das salas de estar das casas das pessoas. Mas talvez tudo seja mais contido. Por hipocrisia? Não por jeito de sensibilidade que as mulheres têm a mais do que os homens.

 

Bom mas o mal podia ser meu. Estava à minha frente uma mulher muito mais gira do que eu. Podia estar com dor de cotovelo, não? Não. Mas tive dúvidas. Se me calava ou soltava a ira. Como sempre, soltei a ira. “Tu não fazes nada a esta mulher porque para ela tu não existes, imbecil!”. Não desfez a cara de parvo porque ainda continuava a achar que isso não era problema. Como se aquele estilo de televoyer de que dava nota, não fosse humilhante. Para ele, claro está. Insisti: “Além do mais, esta mulher não existe”.

 

Expliquei. Temos poucas ou nenhumas probabilidades de confirmar a imagem com a substância. Os homens e mulheres do cinema, da televisão ou da moda são a face visível de indústrias milionárias. A imagem é importantíssima e gastam-se milhões a trabalhá-la. Ou seja, aquelas pessoas, como nos aparecem, não existem. Tem de ser assim. Como elas são de facto não sabemos. Um dia fotografaram a Julia Roberts a passear a pé de jeans e cabelos despreocupados. Como nós gostamos de andar ao fim de semana. Foi notícia. Claro. Estava igual a muitas mortais bonitas. Chocante! Colocou-se a hipótese de Julia Roberts andar metida nas drogas.

 

Este assunto incomoda-me porque não gosto de ser enganada. Não me apanham maravilhada com ninguém que não tenha visto a pelo menos um metro de distância. E como não gosto de ser enganada, também não me apanham maravilhada com alguém que tenha visto a menos de um metro de distância e não falou. E como não gosto de ser enganada não me apanham maravilhada com ninguém que tenha visto a menos de um metro de distância, que falou e sabe Deus o que disse que não me interessou.

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