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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

SOBRE OS GORDOS


Cat2007

22.11.11

 

 

As pessoas não são apenas obesas mórbidas ou do slim type, conforme se requer na publicidade ou na moda - onde também se aceita, especialmente para os homens, o tipo musculado ou dito bem definido.

 

Em geral, e com excepção do que se passa nos Estados Unidos, designadamente no estado do Texas, onde larga percentagem da população tem as dimensões de um tanque de guerra, o tipo da generalidade das pessoas é average.

 

Os average podem dividir-se em subgrupos. Há uns average em forma. Outros um tanto moles de músculos. Mais uns quantos a caírem para o lado slim. E ainda alguns com meia dúzia de quilos a mais. São todos average. Estão também dentro desta categoria aqueles que são do género leitãozinho terno sempre em movimento e com a energia do cão lá de casa. O meu o pai, desde que aos cinquenta anos deixou de fumar 4 maços de cigarros por dia, ficou assim. 

 

Porém, sobre o ponto de referência average, e nunca sobre o slim, há gente com excesso de peso. Quero dizer há gente com mais de 10 kg a mais. Ou seja, pessoas que  sobre o average com  mais uns quilitos têm a distinta lata de se apresentarem aos outros com cerca de 15 sobre essa marca. Ora, se não há doença isto parece-me inadmissível! Quer dizer, a que propósito uma pessoa pára, come e estaciona nos +10+15 = 35 kg a mais? 

 

Do meu ponto de vista, isto é gente insuportável. Percebe-se perfeitamente a causa das coisas. Em primiro lugar, sempre a movimentarem-se pelos mínimos. Braços, pernas, dedos. Até o raio do pescoço! Só se apressam quando é para sair e ir comer qualquer coisinha rápido. No mais, olha-se para esta gente, e parece que estão na vida em permanente refastelanço.

 

Quando o contexto é o local de trabalho o princípio guia é: os outros que se "lixem" ou se adaptem. Pois então! Deus nos livre de precisar da colaboração destas criaturas do anti. E se não precisarmos, estar diariamente a olhar para isto é uma perfeita tortura. Olhar para e ouvir uma criatura que, se puder e as circunstâncias lho permitirem (o que quase sempre sucede), limita-se a mexer os olhos. Faz actividade física? Faz, sim. Passa o dia a mexer os olhos. E também  todos os músculos envolvidos na própria actividade de comer. Nada dos ombros para baixo.

 

Comer um pastelinho. Este pessoal adora estar sempre a comer um pastelinho. De 20 em 20 minutos se for possível venha um pastelinho! Vejo-os mexerem-se. Os músculos abaixo do pescoço, quero dizer. Há um estímulo, claro. Para ir o mais rápido possível e entrar no elevador. Descer um andar, comprar o pastelinho. Voltar as costas ao balcão dos pastelinhos em jeito de  quem está a fazer caixinha, envolvendo emocionalmente o pastelinho. Abrir a boca e devorá-lo pela metade. Entrar no elevador para subir um andar. Abrir a porta do elevador de mão vazias, olhos semi-esbugalhados, os últimos movimentos dos maxilares. Um respirar fundo à laia de suspiro.

 

De volta à cadeira. Trabalho para fazer. Muita desenvoltura mental. Para arranjar desculpas pelo trabalho que não está feito porque não apetece realmente fazer. São desculpas de cima para baixo. A culpa não é nunca do paquiderme é sempre de outra coisa qualquer. Não há recursos e aqui nós somos só um. Diz o animal de grande porte. Nós somos só um? Interrogo-me eu por breves instantes. Depois vejo que é verdade. A área ocupada corresponde à que utilizariam duas pessoas slim. Está correcto. Vivem dentro do bicho dois slims sufocados. É por isso que não se conseguem mexer.

 

Não sei porquê, mas acho que a culpa é do elevador.  Digo isto porque odeio andar de elevador. Tenho medo que pare quando eu estou lá dentro.

 

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