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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

(UMA) PESSOA


Cat2007

26.02.12

 

 

 

 

A razão por que escolhi o extrato abaixo não é razão nenhuma. Sei que o “Livro Do Desassossego” está cheio de revelações. Autênticos milagres: a descoberta do que é óbvio mas que mais ninguém sabe dizer o que é nem como é. Pessoa sabe. E diz e faz. É um homem como mil. Que fala por si. E, porém, todos podemos colocar as nossas palavras sobre as palavras dele. Apanha-nos em todos os estados de espirito. Exterioriza na perfeição a forma de ser que cada um de nós é. E, no entanto, apenas fala de si próprio. Não é concebível que alguém seja toda a gente. A questão é que Pessoa é. Daqui talvez se possa explicar um pouco a sua imortalidade. Pois o excesso de humanidade é desumano.

 

“Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – a ânsia das coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo.” – Obras de Pessoa, Fernando, “O Livro Do Desassossego, de Bernardo Soares”, Assírio e Alvim,1998, pag 202.

A ÁGUIA MUDOU A PENA


Cat2007

26.02.12


 

 

Só falei de futebol no post anterior porque estou um bocado chateada com os últimos resultados do Benfica. Em três jogos duas derrotas e um empate. Na fase decisiva da época eis que a equipa dá um trambolhão inesperado. Para já, as mãos e os joelhos esfolados. Not a big deal. Porém, se houver derrota com o Porto e eliminação da “Champions” tenho impressão que os efeitos serão os de uma brutal queda de cabeça. Ou seja, o coma. Ontem a cara de Jesus estava muito preocupada e... fica a expetativa no ar.   

 

A PAIXÃO DO FUTEBOL


Cat2007

26.02.12

 

 

No outro dia, não sei quando, ouvi um jogador de futebol, não sei qual, declarar que todos os dias “trabalhamos para dar alegrias aos nossos adeptos”. Penso que foi isto. Ou talvez tenha sido mais. Talvez tenha mesmo dito que o objetivo do seu trabalho e o dos seus colegas era dar alegrias aos adeptos. Achei que estas declarações ajudam a explicar muita coisa. Quando alguém diz, por exemplo, “vamos ser campeões”. Alguém que não joga e só assiste. Realmente… Nunca consegui compreender isto muito bem. Isto. Da depressão pós-derrota. Da euforia depois da vitória. Enfim, daquelas coisas todas que arrastam, motivam e arrasam, para o bem ou para o mal, a maior parte das pessoas. Porque a maior parte das pessoas gosta de futebol, diferindo apenas na forma como gostam e se expressam. E pronto, é isso. Os jogadores de futebol dependem da aprovação dos adeptos que são a sua razão de jogar. Assim sendo, os adeptos entregam-se ao jogo como se jogassem. É verdade. O jogo é jogado pelos jogadores, técnicos e público. E não há jogo que não seja assim. As derrotas têm essencialmente o peso da desaprovação, da desilusão e da tristeza. Com os devidos efeitos sobre o valor das marcas dos clubes, passes dos jogadores, receitas televisivas e patrocínios, embora, por incrivel que pareca estas não sejam realmente as coisas mais importantes.

 

 

 

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