PSICOTERAPIA
Tita
18.03.15
Amanhã tenho psicoterapia. Agora só tenho de 15 em 15 dias. Como o processo já vai em alto estado de composição, não é preciso ir mais vezes. Por vezes, nem me apetece muito ir. Outras vezes, é-me indiferente. E ainda outras, quero muito lá chegar. Seja como for, venho sempre como que abençoada por uma nova descoberta. Sobre como é que as coisas funcionam em mim ou para mim.
Além do mais ou acresce, sinto-me muito bem lá. Nesta longa terapia, já passei a fase das grandes angústias e outros temores. Que é a fase da desestruturação. E depois os outros momentos mais à frente. Em que acontecem desgostos variados, como perdas sérias e outros horrores. Não é que não venha a ter momentos mais à frente parecidos com estes. Mas agora, neste meu presente atual, não. Não há nada de verdadeiramente mau a que me possa agarrar. Agora é sentar-me ali no sofá a falar com calma. Sobretudo daquilo que me confunde ou está obscuro para mim. Depois, ou é um alívio ou um motivo para reflexão profunda.
Esta quinzena estou com muita vontade de lá ir. Preciso de contar que mostrei um texto meu a algumas pessoas. E que todas gostaram muito. É necessário contar o que achei eu disso. Que perspetivas tinha antes de mostrar. Como fiquei depois. E como fiquei ainda depois.
Desde muito cedo sei que não devo falar seja com quem for sobre os assuntos que são tratados na terapia. É por isso que, para já, não posso adiantar mais nada.