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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O HOMEM É DIALÉTICO


Cat2007

12.02.16

 
 

 

Pois comprar discos. Continua a apetecer-me. Como o SPM ainda não passou. Porém, creio que uma coisa não tem a ver com a outra. Querer discos novos é desejar novas aventuras. Porque a música altera as emoções. Uma pessoa precisa de uma banda sonora para a vida. Senão é tudo como nos filmes do Manoel de Oliveira. Que têm música mas parece que não. Nos períodos em que nos esquecemos de ouvir música tudo parece mais monótono e chato. Era isto que eu queria dizer quando me referia aos filmes do Manoel de Oliveira.

 

No carro é sempre melhor ouvir música pop conciliadora. Esta é aquela que entra logo no ouvido e tem uma melodia atraente com uma voz bonita. Não pode ser uma grande seca como a maior parte das músicas das bandas com nomes estranhos que são convidadas para os festivais de verão, tipo Summer Fest não sei o quê 2016. Estou, portanto, a falar dos festivais do próximo verão. No meu carro funciona muito bem a Valerie da Amy Winehouse, por exemplo. Sobretudo quando ando sem capota. Coisa que também ficará para o verão.

 

Já música clássica é preciso ter cuidado. Em princípio, não ouvir. Uma vez vi um tipo num descapotável preto enorme super topo de gama a ouvir uma peça que podia ser de Chopin, embora não um dos noturnos. Entenda-se que o homem estava sem capota. Parado num sinal que nunca mais abria a verde. A música estava alta. Uma vergonha. Hoje em dia, quando penso nisso, ainda me questiono se vi e ouvi bem. Parecia um sonho.

 

Sobre o jazz no carro, também não é muito aconselhável. É preciso ver que uma pessoa é logo transportada para um bar e um par de copos. Fica-se numa dualidade de sensações. Por um lado, é necessário estar alerta para enfrentar com sucesso a violência do trânsito. Por outro, apetece deixar ir, embalando nos sons, soltando amarras.

 

No outro dia ouvi um senhor do futebol a dizer que “o Homem é dialético. Tem o seu interior e o seu exterior”. Chamavam professor ao homem. Se a dialética é, numa das suas aceções mais comuns, um debate de ideias diferentes, onde um posicionamento é defendido e contradito logo depois, conclui-se então que o Homem é constituído por duas ideias (o interior e o exterior) que estão sempre em debate para ver quem é que tem razão.

 

Para o que importa, está resolvido que no carro, pelo menos durante a semana, é para ouvir pop, sendo ainda certo que, durante a semana, não se anda de descapotável a caminho do trabalho ou do trabalho para casa. O descapotável também é dialético porque pode ser com capota ou sem capota.

 

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