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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

BENFICA, NÃO PODIA DEIXAR PASSAR


Tita

16.05.16

 

Está meio mundo a falar disto. Portanto, não venho aqui dizer nada que o pessoal já não saiba. Só que não podia deixar passar sem assinalar. Então lá vai:

 

Ontem o Benfica conquistou o seu tricampeonato mais recente. Foi um dia especial. Sou benfiquista desde pequenina. Mesmo assim, não me ocorreu ir ao Estádio. Quer dizer, ocorreu mas depois deixou de ocorrer. Queria ver o jogo como deve ser. Cada lance ao detalhe. Se queremos ver um jogo, tem de ser na televisão. No Estádio não se vê nada. É só vibrar. O que também é ótimo. Mas eu queria ver o jogo. Sem gente a incomodar. Vi sozinha. Também estive a “curtir” a festa no sofá. Apetecia-me ver a festa ao detalhe. Claro que me privei de viver certas coisas únicas. Mas foi uma escolha. Ou vivia certas coisas únicas. Ou vivia outras certas coisas únicas. No dia, ontem, não me apetecia partilhar. Nem que partilhassem comigo. Mas gostei muito de ver imensa gente a partilhar entre si. Pela televisão.

 

É muito vulgar partilharem comigo. Sou sempre toda- ouvidos. Assim, preciso de momentos de não-partilha. Estou já a mudar de assunto porque o tema do Tri está a ser arrumado por uma data de gente. Não tenho assim nada para dizer que toda a gente já não saiba. Só aquilo que disse. O estar só e sem partilhas. A sentir o orgulho e a satisfação por esta grande vitória. E que viva o Rui Vitória. Já agora. No mais, também não era normal deixar passar o facto em claro. Por isso aqui fica a dedicatória. Afinal, não mudei de assunto e fiquei, por consequência a falar do mesmo. Mas vou já virar o parágrafo.

 

Havia, nos romances policiais, um detetive que nunca saía de casa. Agora não me lembro qual é o nome dele nem do autor dos romances. Só sei que o homem solucionava tudo a partir do seu cadeirão lá de casa. Não sei porque me lembrei disto, sabendo. De qualquer modo, devo dizer, que só me recostei no sofá lá de casa a partir das 16.30h. Até lá fiz montes de coisas na rua.

 

Portanto, não vale a pena meter aqui mais nada. Fica o espaço todo para o Benfica. O que não está mal.

 

NO COMMENTS


Tita

14.05.16

 

Muito de vez em quando leio coisas que escrevi aqui. E há coisas que escrevi aqui que detesto. Porque considero que não são textos feitos com jeitinho. Os piores são aqueles em que eu queria mesmo dizer certas coisas. Quero dizer, os posts pensados. Os melhores são os que me assaltam. Isto é a minha opinião. Quem vem aqui ler pode pensar outra coisa qualquer.   

 

Já me disseram que não comentam nada aqui por receio e dúvidas. Não sei de quê. Explicaram-me que era por eventual “falta de andamento”. Não sei o que isso quer dizer. Acho que as pessoas que têm vontade de dizer coisas neste espaço, deviam fazê-lo. Quando escrevo, escrevo só para mim. Mas quando público, vai para o ar, e deixa de ser meu. Portanto, quem quiser vir para aqui espalhar-se, é bem-vindo. Seja como for, respeito os silêncios que se impõem.

 

No mais, nada de novo no reino da Dinamarca. “Hamlet” à parte, ontem fui fazer umas comprinhas e hoje fui ao ginásio. Coisas boas. Que me deixam mais positiva. A mim, que tendo ao sofrimento. Por ser negativa. Por achar sempre que tudo pode correr pelo pior. Mesmo quando as evidências me vão dando sinal do contrário.

 

A propósito de teatro, já que mencionei o “Hamlet”, não vou ao cinema desde a “Carol”. Portanto, não cabe aqui fazer crítica de cinema. Gostei do post sobre a Norma de Almodovar. Modéstia à parte. Nunca mais escrevi nada assim sobre cinema.

 

No trabalho acham um disparate a minha psicoterapia. Dizem que devia ir “fazer tiro aos pratos”. Para já, vejo um bocadinho mal. Aposto que não partia prato nenhum. A não ser à mão. Por meu lado, penso que toda a gente devia fazer. Não tiro, mas psico. Venho de lá sempre mais crescida por 15 dias. Depois surgem novas dúvidas. E já passaram 15 dias. Volto a regressar mais crescida por 15 dias. Na verdade, não tenho grande maturidade. Mas noto que a maior parte das pessoas também não tem. Mesmo as mais velhas. 

 

Acho que falo aqui demais da psico. Mas percebo porquê. É que isto aqui também serve para a ordenação da situação. Da minha. É como que um complemento. E aqui é de graça. Por isso digo que escrevo para mim. Mas é só nesta vertente. Há um lado em que se trata de partilhar, Pode ser que alguém se identifique. Não é?

 

UMA VEZ ESCREVI UM POST COM O TÍTULO "AMO-TE"


Tita

11.05.16

 

“Nunca escreves nada sobre mim”. Já me disseram isto várias vezes. E é verdade.

 

Lembro-me do Eça e do Ramalhete. Daquela descrição interminável. Nunca consegui ler. Porque não me interessava. Saber da luz. Da posição e disposição dos móveis. Dos jardins… Nunca li o primeiro capítulo dos Maias, sendo que li Os Maias mais do que uma vez. Nunca quis saber de descrições. Não sirvo para isso. Para as atender. Gosto de me enquadrar nos espaços e os detalhes são importantes. Quando estou nos espaços. Também gosto de ver as outras pessoas nos espaços da mesma forma que me gosto de sentir a mim. Agora ler… Ler não. Por isso escrever também não.

 

Aborrece-me começar por falar nos lugares quando quero enquadrar pessoas. E dizer como são. A energia dos lugares é feita pela energia das pessoas que por lá andam.

 

Uma das zonas de Lisboa que tem pior energia é aquela que circunda e inclui o Hospital da Estefânia. Porque tem o próprio hospital, um quartel, o Hospital Miguel Bombarda, os arrumadores de carros que se abastecem na “Curraleira”. Ainda há mais coisas que não estou agora a lembrar-me. O pior jardim de Lisboa (dos que conheço ou dei atenção) é o da Praça José Fontana. Só drogados e sem abrigo. E os pombos. Nesta zona da cidade não há sol. Mesmo que esteja um dia radioso.

 

Creio que basta dizer estas coisas para se perceber como são as coisas, os lugares por onde as pessoas se passam.

 

Mais concretamente sobre as pessoas, penso que basta dizer o que nos fazem sentir. Por aí se percebe como as pessoas são. Uma vez escrevi um post com o título “Amo-te”. Não há nada mais claro do que isto. Escrevi sobre uma pessoa sem descrever a pessoa e decifrar o que quer dizer “Amo-te”. Mas contei coisas no post que ajudam a chegar a uma parte do todo. A uma parte importante.

 

Os lugares não fazem sentido sem gente. E a gente tem que estar em algum lugar.

 

DESABAFAR


Tita

09.05.16

 

 

Desabafar. Para mim, não é fácil chegar ao sentido da coisa. Acho que talvez seja porque faço psicoterapia. Quando vou falar com a minha terapeuta vou para saber. Porque me irritei em dado momento. Porque fiquei satisfeita num outro. Porque tive medo em certa altura. Porque duvido em muitas circunstâncias. Porque não sossego em dadas alturas. De cada vez que lá vou, tenho questões a colocar para tentar perceber (me) dentro de diversos contextos. Para ir crescendo aos bocadinhos. Assim, não me parece que vá lá desabafar. Embora, como disse, eu não saiba muito bem o que isso é.

 

Sei de relações em que as pessoas se põem a falar com terceiros (supostamente pessoas amigas) sobre os problemas do casal. Normalmente, quando se faz uma coisa destas, pretende-se apresentar queixas do outro e receber o devido apoio. Já ouvi dizer que as pessoas estão a desabafar quando fazem isto. Portanto, numa primeira aproximação ao conceito, desabafar seria atirar com a vida privada para fora da esfera privada e, concomitantemente e por consequência, trair gravemente a pessoa com quem se está. No entanto, não creio nestas manobras. Não creio, pois, que se trate aqui de desabafar. Mas de outra coisa óbvia que, por isso, por ser óbvia, não se desenvolverá.

 

Poderia continuar com exemplos e ditos para chegar ao ponto. Para saber o que é desabafar. Mas considero que não tem interesse. Para mim, existe um balão cheio a esvaziar. É isto que sucede quando se desabafa. Não sei se gosto.

 

ESTAVA-SE BEM ERA NA PRAIA


Tita

03.05.16

 

Registe-se que está calor. Estou farta de ouvir coisas. “Estava-se bem era na praia”. “Está este tempo e temos que trabalhar”. “Quem me dera estar estendida ali na relva com o meu livrinho, que estou quase a acabar”. Estas coisas. Penso que tal vez gostasse de estar na praia. Mas não tanto que me dê para fazer comentários do tipo indicado. Acho que hoje é terça e tenho que trabalhar. Não importa se está calor, ou não. O dia está bonito. É melhor trabalhar num dia bonito do que num dia feio. Se temos mesmo que trabalhar. Quando estiver de férias com bom tempo, a ideia de trabalhar há-de parecer-me uma ofensa.

 

Entretanto, quem queria estar com o seu livrinho estendida na relva, depois de dizer antes que queria estar na praia, revelou posteriormente que não queria ir para a praia porque está gorda. Não tenho paciência para discutir o assunto das gordas e dos gordos. Porque é que engordaram. Porque não fazem dieta. Essas coisas. Apenas me ocorre que as pessoas têm que se assumir. Não entendo porque razão se há-de juntar um estado miserável a outro. Estar gordo e deixar de ir à praia. Não consigo imaginar o estado de espírito perante este estado de coisas. Em resumo, as pessoas são como são ou estão como estão. Mas devem ir à praia. Se era isso que desejavam. Parece que cometi aqui um erro, não é? “Mas devem ir à praia. Se era isso que desejavam”. Não. Não é um erro. É mesmo assim. Porque desejavam mas não vão. Espero que me entendam.

 

Passei a hora de almoço a jogar Bubbles. Sim. Eu sei que é idiota. Mas distrai-me a cabeça. Digo isto. Mas não que me pareça que tem importância. Antes pelo contrário, trata-se de encher o texto. Como, de resto fiz até aqui. O meu trabalho neste blog consiste em encher os textos. A maior parte deles com coisas sem importância como este. Sei que algumas pessoas leem. E fica-me sempre a interrogação sobre o que acharão. Por vezes pergunto-me se leria um blog destes. E a resposta é positiva. Leria porque me identifico com esta forma de encher textos. Se isto não revela amor-próprio, mostra, pelo menos, alguma simpatia própria.

 

Estava na hora de fazer descer o Xanax. Foi por isto também que vim aqui hoje escrever. Não me apetece nada abrir isto e ser assaltada pela palavra ANSIEDADE. Parece que estou doente. Ou lá o que é. Todos os dias abro o blog. Sobretudo para ver se há novos comentários. Com efeito, este blog não tem praticamente comentários. Daí que é gravíssimo se aparecer um comentário estúpido ou desajustado. Por isso tenho de estar atenta. Mas como dizia, como tenho que vir aqui todos os dias, não me apetecia já mirar-me na palavra ANSIEDADE. Creio que se intui porquê.

 

Sobre os comentários, pergunto-me se gostaria de ter mais. E respondo-me que talvez não. Embora, por um lado, sim. Pelo lado que sim, gostaria só de saber que tipo de pessoas existem por aqui. Pelo lado talvez não é que assim tenho a ilusão de que estou só a desabafar.

 

Um dia destes escrevo qualquer coisa sobre DESABAFAR.

 

 

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