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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

UMA IDA AO CINEMA


Cat2007

12.11.16

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Este blog está cada vez mais parecido com um diário. Notei agora. A ideia de ter um diário deprime-me. Faz-me pensar naquelas adolescentes quase-histéricas que só pensam em namorar. Iludidas pela força das sucessivas paixões que lhes queimam o peito e subjugam o respirar, têm um diário. Nele escrevem estas coisas inconfessáveis.

 

Estou cheia de sono. O dia está péssimo de tempo. Assim, não apetece fazer nada. Se bem que tenho ainda que ir pôr uns casacos a limpar e também tenho que ir buscar os meus óculos novos. Podia aproveitar para ir ao cinema. Mas sinceramente não sei que filmes com interesse podem estar neste momento a passar. Talvez gostasse de ver aquele da jornalista que se suicidou em direto. Mas está no Estoril. Não me apetece ir agora para o Estoril.

 

É claro que não vou ler as criticas de cinema do Expresso para ver o que poderia ver. Não me lembro de ver um filme bem cotado pelo Expresso de que tenha gostado. Certamente aconteceu, no entanto, nas vezes em que assim foi, eu esqueci-me de ler a crítica do Expresso. Existirá, de resto, alguma pessoa, com o mínimo de autenticidade, que se guie seriamente pelas críticas de cinema do Expresso?  

 

Em tempos fui ao King ver um filme de cinco estrelas do Expresso. Chamava-se "A Bíblia de Néon". Tudo me foi recomendado por uma amiga corrente (as que não são grandes amigas, apenas correntes). Ela também veio. Sessão da meia noite e eu quis começar a gritar no meio do filme. Só me lembro de um grande plano eterno sobre um lençol estendido num varal. Sei, ainda, que se abordava a questão das novas igrejas evangélicas, mas não sei ao certo o que foi abordado. Havia também uma criança, um rapazinho que andava de comboio.  Talvez por lá andassem duas senhoras, uma delas prostituta, creio eu. Não sei. Talvez tudo isto não passe de um pesadelo que eu tive uma noite qualquer e agora venho aqui culpar o Expresso. E culpo o Expresso porque, enfim, não era próprio esbofetear a Mónica (corrente) por ser tão idiota.

 

Um querido amigo meu confessou-me que os críticos  do Expresso eram todos uma espécie de realizadores de cinema frustrados. A partir daí tudo me pareceu mais claro. Mesmo que seja mentira. Não importa. Fiquei muito mais descansada. Acalma compreender as coisas.

 

É ainda preciso acrescentar que não é só no Expresso que se têm coisas incompreensíveis, tais como ideias e opiniões. Se notarmos bem, se formos por exemplo ao Jornal de Letras, percebemos imediatamente que  há ali  uma série de candidatos envergonhados ao Nobel da Literatura. É claro que, primeiro é preciso ter coragem para escrever um livro.

 

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