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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

TOMAR OS DESEJOS POR REALIDADE


Cat2007

30.11.18

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Fui até à wikipédia em busca de auxílio para clarificar o sentido de uma expressão cuja concretização na vida (por outras pessoas) já me trouxe verdadeiras chatices. Então lá vai: 

 

“Wishful thinking é uma expressão idiomática inglesa, às vezes traduzida como pensamento ilusório ou pensamento desejoso, usada na língua portuguesa, que certas pessoas pensam ser de difícil tradução. Significa tomar os desejos por realidade e tomar decisões ou seguir raciocínios baseados nesses desejos, em vez de em fatos ou na racionalidade. Pode ser entendido também como a formação de crenças de acordo com o que é agradável de se imaginar, ao invés de basear essas crenças na racionalidade. É um produto da resolução de conflitos entre crença e desejo. Em português a expressão, "vontade de crer" reproduz com precisão a ideia de "wishful thinking", como atesta a definição do dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: "impulso que conduz o ser humano à crença em determinadas suposições, tais como os princípios da religião ou do livre-arbítrio, cuja legitimidade não depende de qualquer comprovação obtenível por meio de fatos ou dados objetivos, mas de sua utilidade psicológica e dos benefícios vitais que as acompanham." (https://pt.wikipedia.org/wiki/Wishful_thinking).

 

EMOÇÕES ESPECIAIS


Cat2007

29.11.18

 

Numa certa música, de que gosto especialmente, Ray Charles canta o seguinte: Just for a thrill/You changed the sunshine to rain/Just for a thrill/You filled my heart with pain/To me you were my pride and joy/But to you, I was merely a toy/A plaything, that you could toss around at will/Just for a thrill/You made my life one sad song/Just for a thrill/You just led me along/Although you're free and havin' your fun/To me you're still the only one/Cause you made my heart stand still/Just for a thrill.

 

Claro que não ando por aí, feita deprimente no âmbito dos chamados jogos de amor, a servir-me dos sentimentos das pessoas só para me sentir muito excited and pleased.

 

Comigo é outra coisa. Trata-se mais de, embora com riscos calculados, desafiar a autoridade. Na verdade, se as regras não me incomodam muito (porque sem elas seria a anarquia), a determinada interpretação que algumas pessoas em posição para isso, fazem delas deixa-me indignada. Assim, transformar o sol em chuva sempre que esta gente, cheia de confiança no bom tempo aparente, resolve deixar o chapéu em casa, é coisa que eu faço sempre que me é possível. Just for a thrill.

 

UMA CRISE DE ANSIEDADE


Cat2007

28.11.18

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Há uns dias atravessei uma crise de ansiedade, cuja causa conheço e percebo, embora não a aceite. O que quero dizer com isto do não aceito é que entendo que, quanto mais graves são os contornos das coisas que nos sucedem na vida, mais em forma temos que estar para as enfrentar. Assim, não vale a pena “amarelar”, como se diz no Brasil.

 

O problema é que, tendo sofrido a crise, a ansiedade, embora sem atingir o nível que atingiu, mantém-se. Na verdade, nestes processo, é como se fossem impressas feridas abertas nas nossas emoções. Ora, as feridas abertas demoram o seu tempo a fechar. E a coisa não passa enquanto o tempo não passar.

 

MARIE COLVIN


Cat2007

26.11.18

Cartaz do Filme

 

Ontem fui ao cinema ver Marie Colvin, a americana jornalista de guerra que trabalhou, desde 1985 até morrer na Síria, para o britânico The Sunday Times. Um soco no estômago obrigatório.

 

NÃO É NÃO


Cat2007

23.11.18

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As pessoas felizes, alegres ou apenas bem-dispostas que vamos encontrando contribuem para a nossa felicidade alegria ou apenas boa disposição. É por isso que, aspirando à felicidade, alegria ou apenas à boa disposição, um dos meus propósitos na vida é ser capaz de dar o meu contributo, de acordo com os contributos que posso dar em função dos meus próprios princípios morais e éticos, para a felicidade, ou pelo menos, para a satisfação, ainda que momentânea, das pessoas com quem me vou cruzando.

 

Assim, é natural que goste de ajudar se me pedem ajuda. E, portanto, sempre que um pedido me é dirigido, emprego os meus esforços e vejo o que posso fazer para dizer que SIM (ou para contribuir para que o SIM venha de onde tem que vir).

 

Dito isto, é fácil de compreender que não me é fácil dizer NÃO. Tento tudo para não dizer NÃO. Por isso, quando digo NÃO é mesmo NÃO. Pelo que disse: emprego os meus esforços e vejo o que posso fazer para dizer SIM. E assim, se não cheguei ao SIM, é porque só podia ser NÃO.

 

A CHAMADA PAZ PODRE


Cat2007

22.11.18

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Há bolhas que nos acontecem na vida. E se estou a falar disto é porque me proponho tentar aqui explicar a razão pela qual vale a pena rebentar as bolhas.

 

Não há muito tempo queimei um bocadinho do antebraço direito numa lâmpada que estava acesa há muito tempo. Doeu-me na altura mas depois passou. Entretanto, logo de seguida, dei conta de uma emergente bolha de água, que tratei de rebentar, ficando com a zona em carne viva. Claro que me ardeu. E andou a arder durante uns dois dias. Até nascer uma crosta não muito bonita, a qual demorou a cair, pelo que andei a tapar o braço para ninguém ver. Porém, agora tudo é passado e está emocionalmente esquecido.

 

Naturalmente, se não tivesse rebentado voluntariamente a bolha referida, é certo que a mesma havia de explodir por si ou mirrar até a pele cair. Na verdade, todo o processo que descrevi haveria de acontecer de modo semelhante. Só que as coisas seriam mais demoradas. E aqui é que bate o ponto. Sobre as bolhas que nos acontecem na vida, tudo se baseia na vontade que temos de tolerar pelo tempo que dura uma bolha de água no antebraço. Que ainda não arde mas alimenta em si a legitima expectativa de que tal vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Ora, neste contexto, uma expetativa engordada ou um grande balão de ansiedade dirigem-se ao mesmo objetivo: provocar ardor no peito.

 

Portanto, como referi, sou da opinião de que mais vale rebentar as bolhas. Ao menos só arde na pele.

 

OS INTERESSEIROS


Cat2007

19.11.18

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Há muitíssimas pessoas que são (estruturalmente) interesseiras no sentido de que, no âmbito das suas relações com os demais, estão sempre à procura de, apenas e só, satisfazer os seus próprios interesses. Sejam estes de que natureza forem. Significa isto que os referidos demais são muitas vezes usados, tendo em vista a satisfação das necessidades e concretização dos interesses dos aludidos interesseiros.

 

Assim, os interesseiros aproveitam o produto do trabalho ou do afeto dos outros para se alimentarem e/ou promoverem. E, claro, nem um pouco de gratidão dão em troca. Até porque, com o tempo, e pela força do hábito, desenvolvem um traço desconfiado no caráter, o qual, ainda por cima, as faz sentir mais sós e, por consequência, intimamente auto depreciativas.

 

Nestas circunstâncias, não é de estranhar que este tipo de pessoas goste de comer (porque a comida é uma distração para a solidão) e, por isso, engorde com facilidade, sendo certo que a auto depreciação não as deixa ganhar ânimo para se meterem num ginásio. 

 

CONFIANÇA


Cat2007

15.11.18

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A atitude é composta pela energia e pela postura que constituem as determinantes do comportamento de uma pessoa perante os outros em cada contexto.

 

Portanto, quando se pretende obter alguma coisa, concretizar um objetivo, possuir a energia certa mas, contraditoriamente, exibir uma postura inadequada é, como se compreende, comprometedor no que diz respeito à prossecução de tal objetivo.

 

Assim, é um erro crasso da (nossa) atitude, por inadequação da (nossa) postura, confiar numa pessoa que, por razões estritamente relacionadas com a sua própria índole ou caráter, não confia em nós.

 

O SONHO DA COBRA


Cat2007

14.11.18

 

 

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Na minha fantasia, as cobras são animais repelentes que só andam na vida para morder às pessoas, envenenando-as mortalmente ou quase. Por isso tenho pavor de cobras. E, por isso também, quando me confronto com pessoas que vivem e respiram com os mesmos objetivos de vida das cobras da minha fantasia – as pessoas-cobra -, fico em aflição de cariz infantil.

 

Já sonhei algumas vezes com cobras. Muitas cobras no mesmo sonho. Ora, de acordo com o site Significado dos Sonhos, sonhar com muitas cobras envolve um sinal de alerta sobre as pessoas perto de você, que podem estar sentindo inveja ou outros sentimentos negativos por você e, até mesmo, intencionando fazer com que você se prejudique (https://www.significadodossonhos.inf.br/sonhar-com-muitas-cobras/).

 

Ora, isto talvez seja verdade. Porque, tendo sonhado nos termos indicados (embora já há algum tempo, como referi), sucedeu que, embora sem grande sucesso (por causa do frasquinho de antidoto que transporto sempre na minha mala), uma pessoa-cobra bem posicionada tentou prejudicar-me com gravidade no trabalho apenas porque fiz bem o meu trabalho.

 

Portanto, tudo acabou bem mas uma pessoa chega a um certo ponto e farta-se.

 

A BOLEIA


Cat2007

11.11.18

 

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No outro dia uma senhora sentou-se na minha mesa. Senti-me imediatamente incomodada. Sou tímida. E os níveis de ansiedade sobem às pessoas tímidas em situações como esta. Por isso, torna-se complicado fazer conversa. É como se as ideias para falar se varressem todas do cérebro. Assim, em atitude de defesa, fechei um pouco o rosto e meti um ar distraído, espalhando o olhar pela circundante. Uma postura antipática, portanto.

 

Mas, mesmo assim, a senhora meteu conversa. E lá estivemos a falar um bocadinho. Para o que importa, ela também queria saber onde eu morava. A ver se ficava em caminho para a casa dela. Poderia aproveitar a boleia, pois.

 

Chamava-se Palmira, tinha 71 anos e ia ali para a Filipe Folque. Ficava em caminho, de facto. Por isso disse que sim. A timidez já tinha passado.

 

Não. Não me aconteceu nada de mal. A senhora não andava armada. Nem era vendedora de coisa nenhuma. E muito menos pregava preceitos de uma religião qualquer. Tratava-se apenas de uma pessoa simpática e prática. Ou seja, raramente simples.

 

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