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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O EQUÍVOCO


Cat2007

25.09.20

Filomeno Silva - "De costas voltadas" - YouTube

 

Uma vez, perguntei a uma pessoa de quem nunca me separava um instante o que sentia por mim. Disse-me: “odeio-te profundamente!”. Basicamente porque se sentia sempre disponível para mim, e por mais esta ou aquela razão da mesma índole de que já não me lembro. Fiquei um tanto desconcertada. Porque era a primeira vez que alguém me dizia tanto afeto em tais termos. A mim, que imaginava sentir-me apenas sua amiga. A questão é que a questão é sempre mais complicada do que isso. Ou seja, não é possível responder a uma paixão inteligente feita em raiva sem sentir igualmente uma paixão complexa. E, na verdade, se essa pessoa não podia dizer-me não, eu procurava-a a todo o momento, sem que existisse outra com quem quisesse estar. E, no entanto, talvez lamentavelmente, nunca fizémos amor.

 

NO MAIS, HÁ OS MALUCOS


Cat2007

23.09.20

OS Malucos - Home | Facebook

 

A lógica na prática consiste num processo difícil, trabalhoso, segundo o qual se caminha de facto em facto até chegar a uma conclusão factual ou verdadeira. Importa dizer a verdade. De outro modo, é muito complicado viver as relações. Sejam elas de que género forem.  

Detesto quando desafiam a minha capacidade lógica e vêm com raciocínios pré-inteligentes a querer comprovar que as coisas que digo (ou escrevo) não terão, afinal, tanto sentido como isso. Tudo porque o que disse (ou escrevi) não serve os interesses de quem agora se manifesta.

Ora, a lógica tem a ver com a honestidade. E eu não costumo mover-me pela força de motivações que me conduzam à mentira. Admito, claro, a ignorância que precede o erro. Mas isso é outra coisa.

Com efeito, é como disse, as pessoas desonestas é que não fazem sentido quando se expressam. No mais, há os malucos. E pronto. 

 

FOI DEUS


Cat2007

11.09.20

 

Amália Rodrigues – Meloteca – Sítio de Músicas e Artes

 

Fui ver aquele Programa sobre a Amália nos jardins do Palácio de Lisboa. Estava lá a Joana Mortágua para falar sobre a fadista, sendo que falou sobretudo sobre a mulher. E falou muitíssimo bem, aludindo com muita paixão à “grande paixão” que sentiu logo que foi confrontada com ela. Identifiquei-me. A Amália faz isso às pessoas. Com a voz esmagadora. Com o olhar profundo, triste. Com o sorriso… E com as palavras cantadas e ditas. Como disse Joana, a inteligência de Amália era superlativa. A certa altura do filme que passou (e que eu, por acaso, já tinha visto) ela diz em entrevista que não é feliz. Disse-o inconformada. “Não percebo porque não sou feliz. Deus deu-me tudo. Não percebo esta minha maneira de ser”. Foi mais ou menos isto que ela disse. Quanto a mim, as pessoas absolutamente brilhantes, descaradamente sobredotadas e inelutavelmente sensíveis não têm qualquer possibilidade de serem felizes. Portanto, o fado de Amália estava traçado desde que nasceu e até à morte. Parabéns pelos 100 anos de vida.  

 

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