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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

A MÚSICA QUE ME EMOCIONA


Cat2007

30.10.20

A música mexe com seu cérebro e pode aumentar a sua produtividade; entenda  como - Pequenas Empresas Grandes Negócios | Dia a dia

 

Estou novamente a coligir sons. Ontem fui ouvir a Amália a cantar em diferentes línguas. E baixei algumas músicas. Nada de novo. Já conhecia. Mas tenho muito prazer em revisitar sítios de que gosto muito. É que há pormenores, esquinas, anotações, que pareciam já esquecidos, os quais é emocionante relembrar. Preciso de ouvir música que me emocione. De preferência pela música em si, que inclui naturalmente as palavras. Por outro lado, também há sons, nem por isso de grande excelência, mas que estão ligados a pessoas e lugares. Gosto deles igualmente. Realmente, para além das que me chegam pela música, a generalidade das emoções emociona-me. E, assim, parece, ou é mesmo assim, que estou apaixonada pela vida. Logo eu que só me dou às experiencias que realmente quero.  

 

TESTAR NEGATIVO


Cat2007

28.10.20

Curry Cabral vai monitorizar à distância doentes a recuperar em casa –  Observador

 

Fiz o teste ao SARS CoV-2. Deu negativo. Sucede que agora estou muito mais preocupada do que estava antes. Também porque me descreveram como é estar doente de COVID – 19. Uma pessoa pode morrer. O meu irmão esteve internado no Curry Cabral. Débito de oxigénio e, por via disso, coração a bater fraco. Foram vários dias assim. Agora já saiu. E está todo “queimado” da cabeça. Disse-me que foi muito bem tratado. Que aquelas pessoas que ali estão (médicos, enfermeiros e auxiliares) mereciam ganhar o triplo. Não lhe faltaram com nada. Cuidados de atenção permanente e mesmo até ternura. O meu irmão é novo. Alto. Forte. Mas ia morrendo. Agora está traumatizado. Sente ansiedade. Sobretudo quando sai à rua. Embora tenha estado num quarto de isolamento, não chegou (por muito pouco) a dar entrada nos cuidados intensivos para lhe aplicarem o famigerado ventilador. Disse-me que todos os dias olhava para a porta do quarto. Todas as manhãs. A pensar “é hoje que vou para lá”. Tentava comer devagar e pouco porque tinha medo de sufocar. Também dormia com uma garrafa de água junto ao corpo. Era para beber quando se sentia mais ansioso. Não sei bem porquê. Foi possível falar com ele todos os dias pelo telemóvel. Mas não se percebia muito bem o que dizia por causa do estado frágil e da máscara de oxigénio. Liguei regularmente para os médicos e enfermeiros que o assistiam. Espantei-me com a facilidade em obter ligação e também, sobretudo, com a capacidade que aquelas pessoas tinham de ser atenciosas e esclarecedoras. Não é comum. No entanto, talvez seja se estamos num contexto destes. Mesmo assim, não cheguei a perceber plenamente a gravidade da situação dele. Só sei que um dia desatei a chorar desesperadamente. O meu irmão sentiu na pele que, pelo menos na área da doença COVID-19, o SNS está a funcionar.

 

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