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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O NATAL DOS MIÚDOS


Cat2007

17.12.20

Plantão cadastra crianças para recebimento de brinquedo na Festa de Natal |  Prefeitura Municipal da Estância Turística de Avaré SP

 

E porque é que o Natal é importante? Para mim é. E podia ser importante ao contrário ou em sentido negativo. É que, quando era pequena, houve natais em que, apesar de ser Natal, nem por isso os meus pais abrandaram as discussões, estragando o Natal de todos nós, os miúdos. No entanto, mesmo nos natais estragados, havia sempre alguma coisa. Era um momento do tempo assente no calendário em que nós, os miúdos, nos sentíamos mais ao pé uns dos outros. Era como se uma invisible hand nos impulsionasse a uma proximidade ainda mais próxima. Como se estivéssemos em círculo a olhar atentamente dentro dos olhos uns dos outros. E, se o Natal estava estragado, só o estava a festa. É por isso que eu tenho sempre que passar o Natal com os miúdos.

 

UMA RELAÇÃO DE VIVER


Cat2007

17.12.20

O que significa sonhar com nó? | Personare

 

A certa altura da vida estava numa relação de viver. E tinha um pequeno cão. Este cão foi comigo para lá. Antes, podia dormir na cama e estar nos sofás. Depois, foi relegado para uma cama própria para cães. Não me lembro bem dos argumentos. Recordo melhor os gritos. E foi para não ouvir gritos que acedi. Claro que, quando eu e o cão  estávamos sozinhos em casa, ele saltava para a cama e subia para o sofá. E assim passávamos horas até serem horas de a outra pessoa voltar. Chegada essa altura, eu depositava o cão na cama de cão, que deixava aos meus pés junto ao sofá. No entanto, a pessoa chegava e afastava a cama e o cão para longe de mim. Costumava revoltar-me com isto e ia buscar a cama do cão para ao pé de mim. E lá vinham de novo gritos. Por isso, às vezes, deixava o cão ficar lá onde fora posto. Acabei por deixar o cão mais vezes em casa da minha mãe onde era realmente feliz. E foi uma luz que se fundiu dentro de mim.

Mais tarde, estava em outra relação de viver. E um dos meus irmãos apareceu-me lá em casa doente. Vivia sozinho. Naturalmente, acolhi-o, deitei-o, mediquei-o. Porém, andava eu da cá para lá a tratar destas coisas, quando a pessoa me abordou na cozinha para me dizer que não o queria lá em casa. Porquê? Não me lembro dos argumentos. Só dos gritos. O meu irmão apercebeu-se e foi-se embora. Até hoje estou arrependida de não ter saído com ele naquele preciso momento.

De resto, a minha amiga de toda a vida nunca agradou a ninguém.

E no fim veio o verbo sufocar.  

 

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