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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O QUE SERÁ QUE SERÁ QUE ANDAM COMBINANDO NO BREU DAS TOCAS?


Cat2007

27.10.21

Orçamento do Estado 2022: votação final global agendada para 25 de novembro  - SIC Notícias

 

Num dia em que estamos todos a ver se a proposta de Orçamento do Estado acorda ou não do coma para onde a atiraram as intenções dos partidos da oposição, eu estou para aqui a ouvir Chopin misturado com Chico Buarque, entre outros. Isto já depois de ter despachado grande parte do trabalho que tinha de apresentar hoje. Assisti, nos últimos dias, aos variados (mas não muito variados) painéis televisivos sobre o tema, tendo percebido que todos os partidos da oposição querem o chumbo do OE, mas, no entanto, ninguém quer que chumbe. É que as posteriores eventuais consequências que dai podem advir para todos – com exceção do Chega, parece-me – são mais ou menos imprevisíveis. “O que será que será que andam combinando no breu das tocas?”, canta o Chico. E é precisamente por causa destas combinações opacas que  não estou com paciência para ir assistir ao debate parlamentar. Apenas espero com alguma ansiedade que aprovem o documento. Não estou para convulsões. De resto, está a tocar agora as “Mulheres de Atenas”. Basicamente servas dos seus maridos. É uma boa música, uma boa letra sobre a condição da mulher que, com esta ou aquela diferença, se vai perpetuando. No mais pergunto-me quantas gravatas estão presentes hoje na Assembleia da República, bem sabendo que são muitas, demais. Entretanto, vão surgindo notificações sobre o debate orçamental. Parece que o Rio, que não o Tejo, disse que o Orçamento é uma “lista de mercearia”. Uma lista de compras? Não percebo. Adiante. Agora toca uma música sobre pessoas que compram tudo fiado, preferindo gastar o seu próprio dinheiro no “bicheiro” e que se sentem muito bem com isso. O João Leão acabou de dizer que é essencial aprovar o OE para dar “execução ao PRR”, aos projetos a financiar com o dinheiro da Europa, pois. Por seu turno, o Chico diz que “todo o dia ela faz tudo sempre igual”. Enfim, tudo visto, creio que o Orçamento do Estado para 2022 vai ser aprovado, apesar de que é possível que não o seja.

 

AS MINHA MÚSICAS


Cat2007

18.10.21

Instrumentos musicais - SABRA - Sociedade Artística Brasileira

 

Hoje, a esta hora, já estou um bocadinho cansada da cabeça. Estive de auscultadores postos a fazer uma visita aos meus ficheiros de música. Apaguei algumas. Introduzi outras. E reordenei a ordem de reprodução. Tanto no telefone como na pequenina pen que costumo usar no carro. Foi uma trabalheira porque são mais de mil. Músicas. E a maior parte bate com o meu gosto de um modo certeiro. É de tudo: jazz, pop, clássica, fado, tango, etc. Tudo dentro do maior bom gosto. De acordo com os meus próprios parâmetros. Bem entendido.

Não obstante, tenho gravados vários guilty pleasures. Soit-disant, pirosices. As quais, por razões óbvias, não ousaria aqui identificar. Bem, talvez só uma: por el amor de una mujer, cantada pelos Gipsy Kings. Também, estão para ali registados diversos exemplos de música francesa, tipo Charles Aznavour, e italiana, género Mambo Italiano, do tempo dos meus pais. Porque, precisamente, faz-me lembrar os meus pais. E isso, quanto a mim, é bom.

Tudo visto, o que importa é que acredito na seguinte máxima: diz-me que música ouves e dir-te-ei quem és. Ora, a minha extensa playlist, como se verifica, não contém só a música de que gosto sinceramente pela música em si. Não. Há coisas que apenas me remetem para espaços, acontecimentos e pessoas, sendo essa a respetiva utilidade. E é por esta razão que outra pessoa qualquer, uma pessoa que não seja de casa ou do carro, poderá fazer um juízo errado de mim. Logo de mim… Eu que sou aquele género de pessoa que “não está aqui para enganar ninguém”.

 

TENTAÇÕES


Cat2007

14.10.21

O que você precisa saber sobre a tentação

 

Venho aqui  escrever sobre a minha relação com a tentação. Com as diversas tentações. “Não cairás em tentação”. Ouvia-se isto na missa dominical. Ainda deve ouvir-se. Apenas, eu não sei. Porque nunca mais lá fui. À missa. Há também aquela passagem da Bíblia referente aos longos dias que Jesus passou no deserto a ser tentado pelo Diabo. Nunca cedeu. Ganhou o Céu. Pois parece, então, que é, pelo menos, positivo não cair em tentação.

Eu, por outro lado, caio sempre em tentações. Voluntariamente. Por princípio. Nem que seja Just for a thrill. Talvez acabe a vender a alma ao Diabo por causa disto.

A minha questão é perceber quem é o Diabo nestes termos. O Diabo há de ser o mal. Assim, é melhor não seguir o mal. Ou seja, as coisas que nos fazem mal. É melhor não as experimentar. Evidentemente, é melhor não tomar drogas. E traficar. É também aconselhável não dar entrada num gangue de ladrões de automóveis ou de outros bens. É fundamental não matar pessoas.

Enfim, importa não andar para aí a fazer mal a sério aos outros e a nós próprios. E, como se demonstra, há planos em que é fácil perceber onde está o mal, não se sabendo se é o próprio Diabo. Eventualmente, o Diabo-entidade não existirá. O que poderá existir são infernos onde as pessoas se deixam conduzir aqui na Terra. Como os que referi a título de exemplo.

Mas e de quando não é assim tão simples ver onde está o mal? Há coisas que só mesmo abrindo para ver o que está lá dentro. Porém, eu gosto de surpresas. E de quando vislumbramos que dada situação tentadora se anuncia concomitantemente como boa e má? Pessoalmente, vejo as tentações como possibilidades. Oportunidades. De viver. De mudar o rumo. Ou o espírito. Porque, se é mesmo nova a experiência, havemos de sentir novidades. O que, em última análise, é capaz de ser bom.

Esclarecendo, tudo isto veio a propósito de existir a possibilidade de vir a assumir responsabilidades em relação às quais não tenho todas as competências técnicas exigíveis. De facto, estou agora sem saber o que fazer, embora bem saiba que, chegado o momento, a minha resposta será sim.

 

A "VACA FRIA": AUTOESTIMA


Cat2007

02.10.21

VOLTANDO À VACA FRIA... - VÍRUS DA ARTE & CIA.

Voltando à “vaca fria”. A autoestima. Já escrevi algumas coisas sobre este tema. Porém, acabo a  confessar que não tenho uma ideia muito sólida sobre o conceito e o significado. Assim vou escrever. A ver se surge alguma ideia aproveitável. Só para ver.

Lembro-me de ser pequena e pensar que não queria ser outra pessoa que não eu própria. Outra pessoa mais rica ou mais bonita, por exemplo. Se fosse para deixar de ter a cara que tenho. Se fosse para deixar de pensar o mundo como eu o vejo. Se fosse para deixar de sentir a vida como sinto. Não queria. Isto acontecia-me, estes pensamentos, quando, precisamente, aparecia uma menina da minha idade aparentemente mais bem colocada em relação a um contexto comum. Que era aquele em que me encontrava confrontada com ela. Creio, então, que tenho autoestima. Pois se não quero ser outra pessoa por ter pena de perder a pessoa que sou…

Na verdade, por outro lado, há muitas coisas que eu queria, mas não possuo. E, a este propósito, adiantaria que gostava de ter uma alma melhor. Ser melhor pessoa, portanto. Not that I consider myself as an evil person. Não é isso. Mas acho que podemos sempre ser melhores. Mais solidários. Mais generosos. Gostava de ter aquela espécie de grandiosidade própria das pessoas sinceramente humildes e viradas para fora de si mesmas. Igualmente, queria ser bem comportada quando não me porto bem. Na medida em que podia ser menos egoísta. Menos orgulhosa. E menos competitiva. Mais compreensiva. E, portanto, menos passivo-agressiva. Há, pois, diversas coisas em mim de que, factualmente, não gosto. Mas significa isto que não tenho autoestima? Não pode ser. Porque não há gente perfeita, como é sabido.

Antes pelo contrário, a autoestima nada tem a ver com os nossos defeitos e qualidades enquanto realidades pensadas do ponto de vista pessoal. A autoestima é um certo tipo de noção interiorizada, marcada, de que temos mérito suficiente para sermos amados.

E assim sendo, termino a dizer, porque me ocorreu agora, que percebo mal e antipatizo com as pessoas que amam quem não as ama de volta. Ou seja, a falta de autoestima. Claro que podia ser mais compreensiva. Mas tenho este defeito de não o ser muito, como referi.  

 

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