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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

A PROPÓSITO DA ANSIEDADE


Cat2007

29.01.22

 

Diferenças entre ansiedade patológica e adaptativa - MundoPsicologos.com

 

 

Bem, desde a última vez que aqui estive, e até agora, passaram-se coisas na minha vida. Delicadas. E difíceis de explicar. Não. Na verdade, muito fáceis de expor. Do ponto de vista da exposição estrita. Porém, não do conteúdo. Ou melhor, das suas causas. Pois.

Sucede que não posso contar as causas das coisas que me sucederam. Para ser sincera, por medo de não ser bem interpretada. Ou, até, de gerar alguma desconfiança nas pessoas. Há coisas que só nós é que sabemos ao que sabem.

Apenas dizer que alguém totalmente desprovido de honra, honestidade, vergonha e senso de solidariedade me prejudicou seriamente. Algo inesperado. Ao que acresce que, por princípio, por ser do género que confia, eu confiava nesta pessoa.

Assim, houve dias em que a ansiedade era tanta, que tive a impressão de que poderia explodir. A cabeça ou coisa assim. Quando uma pessoa está nestes termos, com a ansiedade nos limites, embora saiba porquê, começa a pôr tudo em causa. Sobretudo, é apanhada num processo esquisito de dúvida e, até, de culpabilização, colocando quase tudo em causa. A vida toda. Ainda que tenha um conhecimento razoável de si e bem saiba que não tem culpa de nada. Creio que a química se altera. Não sei bem. Sei que a dor chega mesmo a ser física e que os pensamentos ficam um bocado obscuros. E, momentaneamente, uma pessoa não sabe bem por onde começar a resolver este estado de coisas.

Comecei por tomar um ansiolítico. Xanax. E carreguei. Sem hipótese. Considerei. E andei assim uns dias. Mas o facto é que o comprimido não resolve nada. Temos que perceber como parar o processo. Decidi medir as minhas emoções e também lhes tomar o peso. Para dizer a verdade, senti-me impelida a fazer uma espécie de balanço da minha vida. O que queria e o que não queria, bem como o que devia mudar na minha atitude e também nas ações.

Conclui, graças a Deus, que não tinha assim tanto para mudar. Só, talvez, tornar-me um bocadinho mais simples e kind. Vale sempre a pena dar valor ao que se tem, sobretudo a quem temos connosco, e viver as coisas da forma mais direta e imediata possível. No fundo, trata-se saber aproveitar. Ou reaprender a saber como sabíamos quando éramos crianças.

Não tenho outras soluções para apresentar, nem conheço métodos mais eficazes que possa partilhar. Comigo funcionou. Por isso, cá estou eu de novo: Alive and kicking.   

No mais, estou a ver aquela série absolutamente extraordinária da Netfilx, criada pelo fabuloso Ricky Gervais: After Life.   

 

UMA RESOLUÇÃO DE ANO NOVO


Cat2007

01.01.22

 

Contagem Regressiva Para Meia-noite De 2022 Foto de Stock - Imagem de xmas,  dourado: 229567876

 

Dá ideia de que esta coisa de “partir” a vida por anos torna tudo mais fácil, na medida em que renovamos as nossas esperanças a cada início, como se o calendário tivesse poderes mágicos. Pessoalmente, não acredito nisso. Simplesmente porque não é verdade. A grande maioria dos factos instalados na nossa vida em 2021, e que também decorrem dos anos anteriores, vão continuar a ter as suas consequências em 2022, boas ou más, consoante os casos. E 2022 não tem culpa nenhuma disso. O dia 1 de janeiro é somente aquele que se segue ao dia 31 de dezembro.

Claramente, algumas coisas vão mudar, para melhor ou para pior, dentro deste novo ano. Mas isso é porque, no continuum da vida as coisas mudam sempre. Na verdade, porque nós fazemos, voluntaria ou involuntariamente, para que mudem ou, então, acontece a mudança por força das circunstâncias ou de acasos.

Não obstante, é bom renovarmos as nossas esperanças sobre os dias melhores que virão. E se o dia 1 de janeiro, por ser dia 1 de janeiro, nos motiva para tanto, vamos aproveitar os benefícios que uma certa atitude positiva e a inerente disposição para a proatividade nos podem aportar. Porque, enfim, além do mais, é fundamental dar algumas tréguas ao cansaço.

Devo dizer que hoje, dia 1 de janeiro de 2022, acordei com uma certa impressão de que estou infetada com a variante Ómicron. Não é por nada de especial, mas porque os números da COVID-19 são de tal maneira assustadores, que uma pessoa mal escapa a um certo estado de paranoia.

Assim, partindo desta ideia de que estou paranoica, e uma vez que é necessário preservar a saúde mental, vou procurar pensar que, na verdade, não estou infetada e dar o meu melhor para continuar a viver não decentemente, como a maior parte das pessoas tem feito desde que a pandemia se instalou. Trata-se de uma resolução para o Ano Novo.  

 

 

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