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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

GAY AMERICAN IDOL


Cat2007

14.09.08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Toda a gente sabe que um ídolo americano acaba por se tornar um ídolo mundial. Portanto, um programa televisivo com este nome obriga-nos a estar atentos. Para além disso, eu já gostava (e continuo a gostar, esperando ansiosamente nova edição)  dos "Ídolos". Ou seja, a versão portuguesa da coisa.

 

Neste show televisivo o que realmente me encanta são os "castings". O que demais se lhes segue, acontece dentro da linha normal daquilo que são todos os programas do mesmo género. Assim, pode ser perfeitamente ignorado.

 

Estive, cheia de entusiasmo, a ver as audições do "American Idol" que correram no Texas e na Califórnia. Que maravilha! Foram tantas coisas espantosas que aconteceram, que não tenho tempo nem espaço para estar aqui a reproduzi-las. De qualquer modo, e para o assunto que neste momento me motiva, vale a pena falar de um jovem obviamente gay, visivelmente gordo, com um incompreensível visual hippie, o qual se achava especialmente talentoso e espiritualmente superior aos demais seres humanos que habitam o planeta - o que condiz mais ou menos com a filosofia do "flower power". Este rapaz não cantava nada. O seu objectivo também não era provar o contrário. O que ele queria era mostrar à América, e por consequência ao mundo, que era um extraordinário compositor. Sobretudo, um grande poeta. Assim, decidiu levar ao júri uma música da sua própria autoria. Infelizmente para ele não o deixaram sair do primeiro verso. Este facto causou-lhe visível irritação e, depois, uma mágoa tão profunda que o mergulhou num vale de lágrimas. No entanto, como era essencialmente uma boa pessoa, perdoou, e, tendo-lhe sido concedido pela produção do programa a possibilidade de viver um "great finale",  saiu apoteoticamente numa espantosa exibição de qualquer coisa que se assemelhava a uma corrida pacífica para a liberdade, ou lá o que era aquilo que aconteceu perante as câmaras.

 

Do pouco que foi possível ouvir da composição deste candidato, pude concluir que era tudo péssimo: música e letra. A questão é que ele não acreditava nisto, antes pelo contrário. Ora, é este aspecto que me deixou a pensar (correctamente, ou não) que alguns gays, antes de perceberem que o são, constatam que são pessoas diferentes dos demais, logo que são especiais.  

 

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