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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

ANSIEDADE


Cat2007

11.03.09

  

 

Há dias em que nos afronta uma ansiedade tão poderosa... Hoje é um desses dias. Como é evidente, estou com dificuldades em raciocinar com jeito. De qualquer modo, tento perceber porquê. Da ansiedade. Tão poderosa. Que me está a tomar. Talvez seja de me levantar cedo. Já são três dias seguidos assim. E a adormecer tarde. Pois claro. Estou programada para nunca me deitar antes das duas da manhã. Não importa as horas a que me levante. Mas também estou programada para dormir, pelo menos, oito horas por dia, logo...Logo posso estar ansiosa por causa disto. E também perante a evidência de que isto não vai mudar. Esta ideia é tão aterradora, que já pensei em demitir-me e viver sei lá de quê. Porém, já desisti. E senti-me encurralada.  

 

Mas esta impressão de cárcere não resulta só dos (maus) horários que me enredam. Na verdade, não gostei de regressar ao trabalho. O ambiente não está bom. Não é nada comigo, mas não está bom. Há desentendimentos surdos entre as pessoas. Desconfianças. Posicionamentos defensivos. Posturas ofensivas. Anda tudo mal disposto. E, deste modo, a energia está tão pesada, que parece ter assentado por tempo indeterminado sobre a nossa cabeça.

 

Como disse, não é nada comigo. Cá por mim, fecho-me no gabinete e só saio em caso de necessidade. No entanto, sou como uma esponja. A má onda atravessa a porta da minha sala e atinge-me o sistema nervoso. Não sei o que faça para me proteger. As pessoas podiam relaxar um bocadinho. Mas talvez não possam porque têm interesses divergentes que colidem. 

 

Custa-me concentrar nos assuntos quando estou tomada pela má energia que não me diz directamente respeito. Assim os resultados são tirados a ferros. Porque a cabeça não está limpa.

 

As pessoas podiam andar a rir um bocado uma com as outras. Mas não, andam todas cheias de cuidados e medições. A tolerância ao erro é baixíssima e a pressão em relação aos prazos é enorme. Se as pessoas trabalhassem em equipa talvez se pudesse errar com um bocado mais de calma. Porque o erro é um instrumento de aprendizagem e de evolução. O erro estimula a criatividade. Numa equipa é possível minimizar os efeitos adversos dos erros: se eu não vi, tu vês. É assim. Não compreendo como as pessoas não compreendem estas coisas e se devotam ao exercício de um individualismo castrante, solitário e pernicioso.

 

No meio de tantas impressões, dou por mim calada, pensativa e distante. Distante daquela pessoa. Que já está a sentir, ressentindo-se. E eu, que vejo, não estou a conseguir desenredar-me. Pelo menos hoje. Especialmente hoje, em que a minha ansiedade está no auge. E que subiu também por causa disto. Por causa da distância com aquela pessoa que, por sua vez, está já pessoalmente um pouco distanciada também.

 

 

Agora vou tomar um xanax.

 

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