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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

MALDADE


Cat2007

18.03.11

 

A propósito de alguém que eu um dia amei e me trocou deliberadamente por uma garrafa de whisky escrevi em tempos o seguinte:

 

"Guardo comigo o meu património que tenho a sorte de poder transportar dentro de mim para todo e qualquer  lado. O meu património e eu é tudo aquilo que tenho e sou.  A pessoa com quem eu vivi é um dos meus maiores espólios. A nossa grande vantagem foi termos conseguido ser em conjunto duas individualidades distintas, cada uma igual a si própria" - http://ogatogaga.blogs.sapo.pt/13800.html.

 

Apaixonei-me por esta pessoa quando tinha uns 12 anos. Estava em casa a ver televisão. Uma novela. Cerca de uma década depois estavamos a viver na mesma casa. O que durou por mais de seis anos.

 

Digo que me apaixonei com 12 anos porque há diferentes formas de isso acontecer. Na verdade, ficava presa àquele concreto personagem de uma novela que em mais nada me interessava. Gostava do timbre e da projecção de voz. Dos gestos e das poses. Gostava da entoação das suas palavras. Havia uma força. Depois esqueci.

 

Quando me voltei a apaixonar pela mesma pessoa, ela estava fora da televisão. Assim, acabei por amar. Porque havia uma força.

 

Depois acabou porque sim. JB. Mesmo assim, pensei que havia uma força.

 

Sei que fui amada com razão. Havia também uma força em mim.

 

No outro dia fiz um trabalho escrito. E tirei fotografias para um album de recordações. Tudo coisas minhas. A pessoa com quem eu vivi já não bebe. Por isso já devia ser capaz de gostar tanto de mim como eu dela. Mas não Gosta. Não é. Capaz. Por isso mandou-me a seguinte mensagem: "Abençoada pela luz, as fotos estão a matar! Quanto à liberdade que tiveste no texto... muito pouco credível e oco! Parabéns pelo feito! BJ". Parece veneno.

 

BJ? JB? Não BJ. Fico sentidamente grata à vida por não ser JB. Eu fico.

 

O que será que motiva uma coisa destas? É uma pergunta retórica. Cada vez estou menos preocupada. Tenho pena. Pelo património da pessoa com quem eu vivi.

 

 

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