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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

FORA OS HOMENS COM GRAVATA


Cat2007

18.07.11

 

Uma pessoa está uns dias de férias. E a primeira coisa que lhe acontece é regressar a Lisboa. Se mora em Lisboa. Está claro. Resolvi voltar quando ainda falta uma semana para regressar ao trabalho. É melhor assim. Ando por aqui sem obrigações enquanto me vou habituando à ideia do que é inevitável. Talvez vá mais uns dias à praia. Aproveitarei também para me deitar o mais tarde possível. Só porque os horários de trabalho são contra o meu relógio biológico e eu preciso de andar bem comigo. Pelo menos de vez em quando. O nosso day in day out só nos contraria. Sempre a fazer o que não queremos no ritmo que não desejamos. Muitas vezes me pergunto se não serei uma bela egocêntrica. Já várias pessoas me deram o toque. Agora estava a olhar para o parágrafo anterior e pensei que talvez sim. Eu. Eu. Eu. Não sei. Talvez. Talvez não. Talvez um bocadinho. Talvez um bocadinho como todos nós. O estilo deste blogue não me deixa sair deste registo. Do que eu acho das coisas. Das minhas. Das dos demais. Estamos todos linkados. Por uma razão ou por outra. Eu falo do que eu acho. E quando me meto ao barulho, não me faço melhor do que ninguém. Porque não acredito nisso. Em pessoas melhores do que outras ou as outras. É tão óbvio isto. Não é? Não há pessoas melhores. Há gente que se acha melhor nas atitudes que adopta para o mundo. Ou seja, pessoal que anda a representar a sua superioridade. Depois lá por dentro sabe Deus. Obviamente. Queria dizer que sou uma mulher de Fé. Acredito em Deus, sim senhora. Também sou católica, calha bem. Já li a Biblia quase toda. Assim como quem lê um romance. É verdade. Descobri imensas coisas interessantes. Por exemplo, a maior parte das máximas que usamos quotidianamente assim de um modo meio distraído estão quase todas escritas no Velho Testamento. Por exemplo: "olho por olho, dentre por dente". O Novo também tem várias. Foi Cristo quem disse para não dar "pérolas a porcos". Se fizesse agora um esforço de memória ia lembrar-me de uma dezena delas. Ah! Tenho aqui mais uma: "vender-se por um prato de lentilhas". É do Velho e tem a ver com a exploração de uma situação de fraqueza alheia. Por um prato de lentilhas, um tipo em estado de necessidade cedeu a parte da sua herança ao irmão. Foi este quem se aproveitou da fragilidade do primeiro. No meio de tudo isto o que não consigo mesmo é ir á missa. Pouca coisa que ali é dita e feita me faz sentido. E odeio a parte em que temos que nos saudar em "nome de Cristo". Talvez seja um bocadinho autista, não gostando assim de ser tocada. Especialmente por estranhos. Se for um beijo no meu pai ou na minha mãe, também me incomoda. Lá em casa nunca fomos muito de beijos. Porém, gosto muito das coisas que o Padre Tolentino Mendonça diz. Sei delas a ler. Nunca falei com ele. Ora, isto... enfim... também nos leva de volta a Cristas. Diz que é o seu mentor ou qualquer coisa do género. Está na entrevista que deu à Unica do Expresso. Tinha pensado não voltar a dizer nada sobre Assunção Cristas. É que não me irrita assim tanto. Embora, por acaso, logo que a vi e ouvi com alguma atenção, lembrei-me imediatamente de algumas coisas da escola primária. Mais concretamente das meninas que estavam sempre ao pé da professora. Assim, escrevi um post sobre ela e raspei-lhe num anterior. Mas não me apetecia acrescentar. Encerrar Cristas e pronto. Era o que me apetecia. No entanto, lá veio ela outra vez. Agora lembrou-se de acabar com as gravatas dos homens lá do Ministério. Diz que é para poupar no ar condicionado. Não resisto então a sublinhar mais uma medida extraordinária deste executivo. Eventualmente a mais extraordinária de todas. Na mesma linha de anteriores ideias para poupar nas despesas do Estado. De facto, já tinhamos visto a cena das viagens em turística e qualquer coisa que tem a ver com os carros oficiais. Vimos. Porém, o que sentimos não se consubstancia em qualquer medida política mas no recurso a um instrumento muito comum para resolver problemas quando o tempo é curto, a preparação é duvidosa e os projectos não estão em execução: uma taxa especial de imposto. Desta vez sobre o subsídio de Natal. Como diz o Ricardo Costa, no Expresso desta semana, viagem como quiserem, vistam-se como bem entenderem, usem lá os carros... mas por favor apresentem medidas políticas como deve ser. Tem razão. Não tem? Sobre o assunto, resta-me dizer que não sabia que as mulheres do Ministério da Agricultura usavam gravata. Isto é muito importante. Quantas mulheres são? Mais do que os homens? Em numero equiparado? Eu nunca usei uma gravata em toda a minha vida. Cristas usa gravata? Eu ligo o ar condicionado. Apesar de não usar gravata. Cristas não usa gravata mas não liga o ar? Os tipos também não vão meter mais casacos? Mesmo em camisa, deixam de ter calor? Vai-se poupar o quê? Isto lá é forma de entrar num Ministério? Toda a gente sabe que o marido de Cristas e os filhos foram andar de bicicleta para a Praça do Comércio no primeiro dia de trabalho da mulher? Foi para que ela os visse da janela do gabinete. Isto não é ridículo? Mas o homem não tem mais nada que fazer, por exemplo? Para mim Cristas acabou. Penso que é melhor não perder mais um minuto com ela. Consta que é muito trabalhadora. Que trabalhe, se faz favor! Por fim, nunca mais são as eleições na Alemanha. Isto é uma chatice. A Europa ainda se afunda antes disso, caraças! A Ângela não tem estatura. Vale a pena dar o exemplo desta mulher. Uma mediocre. Porque podia ser um homem mediocre. Estas tragédias são perfeitamente normais. Mediocres no poder em contextos chave. Sejam homens ou mulheres. Por isto estou de acordo com a Maria de Belém. É preciso quotas para as mulheres em cargos políticos. Se forem mediocres não são mais nem menos que os homens mediocres que os ocupam. Sarkozy é um bom exemplo. Portanto, a mediocridade é uma caracteristica comum aos dois géneros. Não há razão para se insistir na discriminação. Agora podia falar um bocadinho de mim. Mas não vale a pena. Vou mas é rezar e pedir a Deus que me ajude a tentar ser melhor todos os dias. Sinto esta obrigação.

 

 

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